A Casa de Mozart em Júpiter

Victorien Sardou, na Revista Espírita, ano 1858, descreve a morada de Mozart em Júpiter, com os seguintes detalhes:

É sobre a margem direita desse rio, diz o Espírito, cuja água te oferecia a consistência de um leve vapor”, que está construída a casa de Mozart, que por meu intermédio Palissy houve por bem reproduzir sobre cobre. Só apresento aqui a fachada sul. A grande entrada fica à esquerda, dando para a planície; à direita fica o rio; os jardins estão localizados ao norte e ao sul.

Perguntei a Mozart quais eram seus vizinhos.- ‘Mais acima – disse ele e mais abaixo, dois Espíritos que não conheces; mais à esquerda, apenas uma grande campina me separa do jardim de Cervantes’. […]

Quanto à morada aérea de Mozart, apenas constato a sua existência: os limites deste artigo não permitem que me estenda sobre este assunto.

Não terminarei, entretanto, sem dar explicações a propósito do género de ornamentos que o grande artista escolheu para sua moradia. Neles é fácil reconhecer a lembrança da sua música; a clave de sol é nela frequentemente presente e, coisa bizarra, jamais a clave de fá! Na decoração do térreo encontramos um arco, uma espécie de teorba ou bandolim, uma lira e uma pauta completa de música. Mais alto, é uma grande janela que lembra vagamente a forma de um órgão; as outras têm a aparência de grandes notas, enquanto notas menores são abundantes por toda a fachada.

Seria erro concluir que a música de Júpiter seja semelhante à nossa, e que se represente pelos mesmos sinais. Mozart explicou-se sobre isso, de maneira a não deixar qualquer dúvida. Mas na decoração de suas casas, os Espíritos lembram com prazer a missão terrestre que lhes fez merecer a encarnação em Júpiter, e que melhor resume o caráter de sua inteligência. Assim, na residência de Zoroastro, os astros e a chama constituem os únicos detalhes da decoração.

Há mais; parece que esse simbolismo tem suas regras e seus segredos.

Todos esses ornamentos não estão dispostos ao acaso: têm sua ordem lógica e sua significação precisa. Mas é uma arte que os Espíritos de Júpiter não nos dão a conhecerer, pelo menos até hoje, e sobre a qual não se explicam de bom grado.

De minha parte, não terei perdido tempo e serei muito feliz por me haverem os Espíritos escolhido como intérprete, se seus desenhos e inscrições inspirarem a um só crente o desejo de subir mais rápidamente para Julnius, e a coragem de tudo fazer para consegui-lo.”

Victorien Sardou, (Allan Kardec, Revista espírita: jornal de estudos psicológicos, ano 1858, 3. ed., p. 356-360).

Caros Leitores: As reproduções desta obra de arte, nem sempre dão uma ideia da sua extraordinária simbologia, visão mediúnica de um edifício sem alicerces no mundo em que habitamos. Tivemos, evidentemente, que efetuar o melhor esforço possível para conseguir o resultado aqui presente. PARA VER MELHOR, É FAVOR CLICAR.

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