A Doutrina Espírita precisa ser salva do Movimento Espírita

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O importante artigo que publicamos abaixo é de autoria de um importante intelectual e publicista brasileiro que encontrámos na alargada participação que mantemos na net (neste caso no facebook, sob o nome de José da Costa Brites).
Edson Figueiredo de Abreu, consegue alinhar um conjunto de ideias que, quanto à metodologia de intervenção e de trabalho, se aplicariam perfeitamente ao caso Português.
Por isso se justifica plenamente a sua publicação, para além de revelar a vasta experiência e a capacidade de análise que o artigo largamente nos oferece.
As nossas mais amistosas saudações aos espíritas brasileiros e a Edson Figueiredo de Abreu a maior consideração e os votos de continuada e profícua ação em benefício da grande cultura espírita; aquela que aplaina os caminhos que trilhamos com enorme entusiasmo e a maior convicção em direção ao brilhante futuro que a todos nos espera, no além das luzes, dos sentimentos universais e da presença envolvente do esplendor DIVINO.

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da autoria de EDSON FIGUEIREDO DE ABREU

A Doutrina Espírita é a clássica codificação – elaborada no extrafísico – pelos Espíritos Superiores e organizada – no plano físico – por Allan Kardec.
O Espiritismo, como também é conhecido, foi formulado por Allan Kardec, primeiramente observando os fenómenos e estudando suas causas e efeitos; depois, ponderando sobre os diversos ensinos recebidos, os organizou e colocou em ordem didática; por fim, comentando-os e difundindo-os através de 32 publicações ao longo de 12 anos de dedicado e extenuante trabalho.
É importante frisar que Kardec preocupava-se e primava pela “unidade e integridade da doutrina espírita”, como podemos constatar no seu seguinte comentário: 

“Um dos maiores obstáculos capazes de retardar a propagação da Doutrina seria a falta de unidade e o único meio de evitá-la, senão quanto ao presente, pelo menos quanto ao futuro, é formulá-la em todas as suas partes e até nos mais mínimos detalhes, com tanta precisão e clareza, que impossível se torne qualquer interpretação divergente”. (Allan Kardec em Obras Póstumas – cap. 84 – Projeto 1868)

Já o chamado Movimento Espírita, é o que os espíritas, aqueles adeptos do Espiritismo, realizam em nome dessa doutrina.
Neste sentido é preciso ter em mente que, depois de Allan Kardec, não existe alguém ou algo – seja médium, espírito ou organização – que possa falar em nome da Doutrina Espírita como seu representante oficial, apesar da soberba pretensão de alguns.
Por ser a doutrina do livre pensar, qualquer manifestação, escrita ou oral, emitida por dirigentes, médiuns ou federativas que não tenham como base a codificação, devem ser levadas em conta como interpretações adaptadas ou ainda opiniões conceituais sobre os princípios do Espiritismo.
E qual seria, então, a responsabilidade dos espíritas em relação a doutrina?
É preciso ter em mente que nem todo “médium” é espírita e nem todo “espírito” que se manifesta também o é. Não é preciso se aprofundar muito na análise de algumas mensagens que circulam no movimento espírita, para constatar, com relativa facilidade, que muitos médiuns e muitos espíritos não conhecem os princípios básicos da codificação.

Também é preciso ter em mente que a maioria dos espíritas chegam à doutrina trazendo uma série de conceitos, preconceitos, costumes, crenças e condicionamentos adquiridos nos usos e costumes e nas religiões tradicionais anteriormente professadas.

Em respeito ao trabalho dos Espíritos Superiores e ao próprio Allan Kardec, todo espírita sério precisa estudar, se conscientizar e estar bem-preparado para fazer a necessária análise de tudo e atuar corretamente no Movimento Espírita, questionando e aceitando o que for bom, como também recusando o que não for condizente ou ainda contraditório com a codificação elaborada por Kardec.
Infelizmente no Brasil, devido à falta de estudo da codificação, o chamado Movimento Espírita, que é recheado de médiuns e editoras com interesses comerciais, apresenta muitas falhas, deturpações, rituais e enxertos indevidos, tanto nas ideias e conceitos, como nas práticas espíritas.
Para espanto geral, actualmente o mercado editorial espírita conta com mais de 8.407 livros editados por aproximadamente 181 editoras e 1.691 médiuns diferentes. Destes, 3.183 livros foram ditados por 712 espíritos a 434 médiuns. Esses números se baseiam em pesquisa realizada por Ivan Rene Franzolim em 2017.

Assim sendo, a pergunta que não quer calar é:
Como manter, neste cenário, a unidade da codificação preconizada por Kardec e o CUEE? (Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos)?

Somente com o estudo sério da base doutrinária organizada por Allan Kardec, é possível adquirir a capacidade de raciocínio necessária para discernir entre o joio e o trigo, e aprender a separar o que de fato é doutrinário, das opiniões pessoais de médiuns e espíritos ou ainda organizações.
São poucas as editoras que mantém um corpo doutrinário para avaliar as obras psicografadas antes de lançá-las e, na realidade, muitas não o fazem, o que contribui para pôr a perder a base doutrinária calcada no raciocínio e bom senso, originando confusão e a implantação de crendices e superstições.
Este cenário também contribui para a criação de um ambiente em que se aceita de tudo, principalmente o servilismo cego e o religiosíssimo fátuo calcado em ideias de pecados e resgates, assim como também a anuência da existência do maravilhoso e sobrenatural, além de práticas, as mais estranhas.
A falta de estudo da base doutrinaria elaborada por Kardec contribui também para a ascensão de gurus e pseudossábios que, sem nenhum pudor, se colocam como baluartes do espiritismo, emitindo sua opinião para todo tipo de assunto, sem deixar claro que se trata de seu conceito particular, adquirido da sua interpretação da doutrina, e não do Espiritismo em si.
Mas isso não é de estranhar, pois já na época de Kardec, a Doutrina Espírita, assim que surgiu, causou admiração e satisfação para alguns, espanto e receio para outros e sentimentos de escarnio e ódio para muitos.
Foi severamente combatida e perseguida pelo poderio religioso – veja o auto de fé de Barcelona em 1861 -, o que fez com que alguns de seus profitentes tentassem modificá-la em alguns pontos e também enxertar novos conceitos, procurando adequá-la as ideias religiosas vigentes. (Vide os livros – Os Quatro Evangelhos de Jean Batista Roustaing).

Esta situação fez com que Kardec inquirisse os espíritos a respeito, através da seguinte questão: 
“As doutrinas erróneas, que certos Espíritos podem ensinar, não têm por efeito retardar o progresso da verdadeira ciência?
“Desejais tudo obter sem trabalho. Sabei, pois, que não há campo onde não cresçam as ervas más, cuja extirpação cabe ao lavrador. Essas doutrinas errôneas são uma consequência da inferioridade do vosso mundo. Se os seres fossem perfeitos, só aceitariam o que é verdadeiro”.
“Os erros são como as pedras falsas, que só um olhar experiente pode distinguir. Precisais, portanto, de um aprendizado, para distinguirdes o verdadeiro do falso. Pois bem! as falsas doutrinas têm a utilidade de vos exercitarem em fazerdes a distinção entre o erro e a verdade. Se adotam o erro, é que não estão bastante adiantados para compreender a verdade.”
 (O Livro dos Médiuns – cap. 27 – item 301 – 10ª questão)

Porém, infelizmente o Movimento Espírita no Brasil não seguiu, desde o início, os conselhos dos Espíritos Superiores e o CUEE proposto por Kardec.
Devido ao momento histórico, os primeiros espiritas tinham crenças católicas muito fortes e enraizadas, afinal a igreja exercia forte influência no comando do estado.
Então, o espiritismo no Brasil passou a receber, em larga escala, uma grande influência religiosa que culminou com muitos enxertos doutrinários, uns inclusive, totalmente em desacordo com a própria base doutrinária original, chegando mesmo a desfigurá-la em alguns aspectos, a saber:

a) Deus que pune pela reencarnação e sentencia através de pecados e culpas;
b) Exaltação mística da luta da luz contra as trevas;
c) Substituição dos santos católicos por médiuns e espíritos;
d) Ideia presunçosa de que o Brasil é o coração do mundo e pátria do evangelho;
e) Ascensão paralela , direta e reta de Jesus, mantendo-o como um semideus;
f) Jesus como governador planetário;
g) Exaltação e culto a Maria, apresentado no plano espiritual servos e lanceiros;
h) Confirmação da existência de Almas Gêmeas;
i) Apresentação de zonas purgatórias católicas como o Umbral e o Vale dos Suicidas;
j) A mulher devendo cuidar dos afazeres domésticos e ser submissa ao homem;
k) Existência de animais e crianças no plano espiritual;
l) Degeneração espiritual a ponto de transformar o espírito em ovoide e alusão a segunda morte;
m) Cidades organizadas no plano espiritual com muros protetores e armas de defesa;
n) Alimentação no plano espiritual;
o) Órgãos no períspirito similares aos do físico;
p) Rituais de casamentos e casais no plano espiritual;
q) Procriação no plano espiritual;
r) Moeda pecuniária no plano espiritual (bónus horas);
s) Compra de tickets para ingressar em eventos;
t) Datas marcadas para eventos catastróficos ou a transformação planetária etc.

Diante deste cenário, como é possível ao espírita se manter longe das crendices, sabendo discernir entre o que é estapafúrdio e o que é racional?

Como salvar a Doutrina Espírita do movimento espírita, contribuindo para que estas ideias não se propaguem?

1) Estudar as 32 obras de Kardec, iniciando pelos chamados livros básicos, para entender os princípios fundamentais da doutrina;
2) Não aceitar tudo do movimento espírita prontamente, raciocinar, questionar, ler, ouvir, trocar ideias;
3) Conhecer e divulgar corretamente o Espiritismo, sem ficar replicando ideias e falas de expositores ou médiuns famosos;
4) Não acreditar que a Doutrina Espírita precise de órgãos reguladores se auto intitulando “casa mater” do espiritismo;
5) Considerar as informações e mensagens de livros paralelos sob o crivo da razão, da verdade, da utilidade e da bondade;
6) Antes de se pôr a defender teses espíritas se questionar e se perguntar:
– eu conheço bem a doutrina espírita, sei os seus princípios fundamentais?
– Eu tomo cuidado para não divulgar e replicar informações doutrinárias não confirmadas na base?
Lembrar que tudo que se pregue, divulgue e pratique contrário aos princípios da Doutrina Espírita, é responsabilidade direta de quem escreve, quem ensina; quem dirige casas espíritas;
de quem comanda sessões mediúnicas e de quem psicografa.

Então, ao verdadeiro espírita, questionar tudo, não só é permitido, como é extremamente necessário.
Salvemos a doutrina espírita dos espíritas!!!

“Le JOURNAL SPIRITE” – a mais notável publicação do espiritismo na atualidade


Le siège social du Cercle Spirite Allan Kardec se situe à Nancy. Nos antennes forment un seul et même cercle, dans un échange permanent des informations et messages reçus par les différents médiums et portés à la connaissance de l’ensemble des membres de l’association, quelle que soit leur implantation géographique.

O conhecimento que tenho do espiritismo nasceu comigo. Posso dizer que cheguei à vida rodeado de importantes referências de sensibilidade mediúnica, visões e perceções de variadíssima qualidade. Felizmente que a minha família tinha uma grande experiência nessa forma de cultura e de compreensão da vida, vivendo num meio muito rico culturalmente onde o espiritismo tinha um lugar privilegiado: na minha muito querida cidade de LEIRIA.
As minhas primeiras e essenciais ideias a respeito do espiritismo foram, pois, aprendidas com as muitas conversas demoradas e pacientes que tive com a minha querida Avó Cristina, mãe do meu querido Pai, que faleceu – infelizmente – quando eu tinha apenas 7 anos.
O conhecimento do CSAK de Nancy, estabeleci-o há muitos anos, através das leituras e da descoberta que fiz dos trabalhos de Jacques Peccatte, de Michel Pantin e de Karine Chateigner, que considero muito valiosos.

No passado tenho publicado neste mesmo site vários artigos a respeito deste tema. Encontrando-se alguns deles necessitados de revisão, devido à instabilidade do software utilizado.

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Visite-nos em: https://www.spiritisme.com/accueil

Cercle Spirite Allan Kardec

O conhecimento do CSAK de Nancy, estabeleci-o há muitos anos, através das leituras e da descoberta que fiz dos trabalhos de Jacques Peccatte, de Michel Pantin e de Karine Chateigner, que considero muito valiosos.

A respeito do nome de Jesus, origem do designativo “Cristo”

“Head of Christ,” c. 1648 1650 by Rembrandt Harmensz. van Rijn, Dutch, is a part of the “Heads of Christ” series shown at the Philadelphia Museum of Art through Oct. 30.

Caros Amigos,
A respeito do nome de Jesus, e da origem do designativo “Cristo”, tomo a liberdade de inserir a Nota final nº 11 que inserimos na nossa tradução de “O Livro dos Espíritos”:

[11 – O nome de Jesus] – Introdução VI
É neste ponto de “O Livro dos Espíritos” que surge a primeira referência ao nome de Jesus, tendo utilizado Allan Kardec o adjetivo “Cristo”, o que nos obriga a esclarecer qual foi o motivo que nos levou, ao longo de toda esta obra, a usar exclusivamente o seu verdadeiro nome para designá-lo.

Há dois mil anos, no Próximo Oriente como em muitas outras partes do mundo, as pessoas não tinham nomes tão organizados como agora, com sobrenomes e apelidos. Tinham apenas um nome pessoal ao qual se juntava um designativo para diferençar homónimos: o seu local de origem, a profissão ou uma caraterística muito própria do indivíduo. Jesus (derivado do nome judaico Joshua ou Jeshua) era conhecido no local onde vivia como filho de José, o carpinteiro, e mais genericamente como “o nazareno”. É muito comum, em meio espírita, usar-se esta designação: Jesus de Nazaré.

No tempo de Allan Kardec, numa sociedade profundamente influenciada pelo pesadíssimo predomínio católico, “Jesus Cristo” era designação usual, tanto que uma imensa maioria de católicos julgava que “Cristo” seria parte integrante do nome de Jesus, o que não é verdade.

Sendo o espiritismo uma cultura que é orientada pela ordenação racional de factos comprováveis pela experiência, isto é, uma filosofia não dogmática que parte de uma ciência de observação, não pode correr o risco de se deixar embalar por ideias que não são apenas diferentes, são antagónicas.

Ou seja, o espiritismo não aceita dogmas como o da designada “santíssima trindade”, que sacralizou Jesus de Nazaré, afastando-o da sua natureza humana, escamoteando o seu papel fundamental de modelo de comportamento moral que nos propõe o ensino dos Espíritos.
Isto é muito claro ao lermos a pergunta 625 de O Livro dos Espíritos, que pedimos leiam com a melhor atenção, bem como o comentário de Allan Kardec que se lhe segue.
Sendo Jesus de Nazaré modelo de todos os seres humanos, é impossível conceber Jesus como entidade constituído de forma artificialmente diferente de qualquer um de nós, seus irmãos, também muito legitimamente honrados pela categoria inalienável de filhos de Deus.
“Cristo”, por seu turno, é um nome que deriva da palavra grega “christos”, que no contexto do cristianismo primitivo de influência greco-judaica inseria Jesus no elenco do messianismo judaico, que quer dizer exatamente “o messias”, “o enviado”, “o ungido”.
S. Paulo, que nunca conheceu pessoalmente Jesus, deu um primeiro passo nessa direção, quando criou “O Cristo da fé” que se afastava muito do Jesus histórico, cuja vida e mensagem lhe não interessavam, uma vez que centrava toda a sua doutrina na “morte e ressurreição” de Jesus.
Quando o cristianismo começou a helenizar-se e a expandir-se entre os gentios (os não judeus), o título de Cristo passou a ser uma espécie de sobrenome.
Depois do colapso do poder dos Césares de Roma, esvaziados da prerrogativa da sua divinização que lhes era conferida pelo paganismo, tiveram que lançar mão da popularidade crescente e progressiva do cristianismo.
Este tinha avançado de forma imparável, impulsionado pelos ensinamentos de Jesus de Nazaré, em coerência com as antigas sabedorias e com a vanguarda científico filosófica das escolas de pensamento Grego, nomeadamente Pitágoras, Sócrates e Platão (Ver capítulo III da Introdução de O Evangelho segundo o Espiritismo).
O Império romano, aliado ao poder de alguns altos dignitários do cristianismo nascente, apoderou-se do cristianismo para impor a universalidade da sua influência política e estratégica.
Cristo foi-se tornando uma expressão corrente, enquanto o Jesus ressuscitado recebia o sobrenome de “senhor” ou “kyrios”, fórmula que encaixa adequadamente nas determinações políticas que foram assumidas no Concílio de Niceia, no ano de 325, pelo Imperador Constantino, o grande, para obedecer exclusivamente a interesses de predomínio político e estratégico.
Allan Kardec usou indistintamente as palavras Jesus, Cristo, e até Jesus Cristo com o mesmo significado. Porém, quer na ordem das ideias de carácter doutrinário, quer na ordem da consideração histórica da pessoa de Jesus, cento e cinquenta anos depois da elaboração de O Livro dos Espíritos, entendemos que é forçoso fazer opções quanto à utilização desta diversidade de nomes, que pode carregar consigo o peso de graves contradições. A nossa decisão não é apenas linguística nem apenas doutrinária: respeita e faz a devida utilização da memória dos povos, leva em conta as trágicas consequências de mais de 1.700 anos de dogmatismos impiedosamente intolerantes e sangrentos.
Reforçando ideias, repetimos as esclarecidas palavras de Kardec (ver comentário pergunta nº 625 desta obra): “…Se alguns dos que pretenderam instruir os seres humanos na lei de Deus algumas vezes os desviaram para falsos princípios, foi por se deixarem dominar por sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regem as condições da vida da alma, com as que regem a vida do corpo. Muitos deles apresentaram como leis divinas o que eram apenas leis humanas, criadas para servir as paixões e dominar os homens.”jose (04/12/2021 13:23:30)

José da Costa Brites/Maria da Conceição Brites/
https://palavraluz.com/

Questionner l’existence

Cercle Spirite Allan Kardec

inscrevam-se em: https://www.youtube.com/user/CercleSpiriteAK/featured

Questionner l’existence


Éclairant les grandes questions existentielles de l’être humain sur l’origine et le sens de la vie, le spiritisme répond à l’essence même du message humaniste et propose une formule de partage, de liberté, et d’émancipation pour tous les êtres humains, tous les peuples sans distinction.

Champ inépuisable de réflexion, la philosophie spirite découle de la manifestation des esprits et apporte des réponses aux questions existentielles du sens de la vie, de son origine et de la place de l’être humain dans la société.

Le spiritisme résulte de l’enseignement de milliers de communications avec des personnes décédées appelées esprits. Domaine d’expérimentation depuis les années 1850, il est basé sur l’observation et l’analyse des manifestations produites par ces esprits, par l’intermédiaire de personnes ayant une sensibilité particulière appelées médiums.

Le souhait universel des esprits est que chaque être humain évolue intellectuellement, moralement et spirituellement tout en participant à la transformation progressive de l’humanité.

En savoir plus…

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« Ne souffrant d’aucune sorte de dogme ni de rite initiatique, le spiritisme s’adresse à tous les Hommes avides de connaissance et d’émancipation morale et intellectuelle »

Extrait de message spirite d’Allan Kardec (Mars 1985)

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Décrypter des phénomènes inexpliqués Le spiritisme se définit comme une science d’observation, s’intéressant aux phénomènes inexpliqués et délaissés par la science matérialiste, dans une réelle démarche d’analyse à caractère scientifique.Démystifiant les mécanismes de la vie et de la mort, de l’existence de l’esprit et de sa destinée, des interactions entre le monde des morts et le monde des vivants, le spiritisme traite de la nature, de l’origine, et de la destinée des esprits, ainsi que leurs rapports avec le monde matériel.Du milieu du 19e siècle jusqu’aux années 30, de nombreux scientifiques ont étudié minutieusement les phénomènes spirites, apportant les preuves de l’existence de l’esprit au-delà de la matière par multiples expériences, sous couvert de protocoles expérimentaux rigoureux.La somme de tous ces enseignements a permis d’approfondir les lois spirites quant aux facultés psychiques et phénomènes médiumniques, apportant un éclairage inédit sur la capacité des esprits, l’impact de la force pensée, et les possibles contacts avec les esprits désincarnés.
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Un changement d’état Que deviennent les décédés une fois que le voile de la mort a éteint le dynamisme de la vie ? Où sont passés nos proches et ceux que nous avons tant aimés ?Celles et ceux que nous avons aimés, à qui nous continuons de penser, peuvent nous entendre, nous comprendre, nous suivre, et parfois peuvent sans doute nous faire des signes. Peu importe la manière qui dépend surtout des circonstances et leur latitude à se manifester, c’est leur façon à eux de nous interpeller.Beaucoup quittent leur corps et passent le tunnel de lumière, rejoignant cet au-delà à la rencontre de leurs amours passées ou présents. Ils continuent d’apprendre dans leur nouvel état afin poursuivre leur chemin d’évolution. Ils peuvent alors avoir envie de dire ce qu’ils pensent et ce qu’ils découvrent, manifestant leur enthousiasme à affirmer leur survivance et que tout continue malgré l’absence et la séparation physique.
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Percevoir au-delà

La médiumnité est une sensibilité exacerbée qui permet à certaines personnes appelées médiums d’être réceptifs aux manifestations des esprits et d’en être les intermédiaires

A partir des enseignements du spiritisme et selon l’expérience acquise au sein de notre structure, nous distinguons trois grandes catégories essentielles en médiumnité permettant un effet intelligent : les médiumnités intuitives ou semi-automatiques, les médiumnités par automatismes, et les médiumnités faisant intervenir un phénomène de transe.

Aucune échelle de valeurs n’est établie entre toutes ces formes de médiumnité, car tout mode de communication, s’il est correctement développé et pratiqué, permet aux esprits de s’exprimer et d’apporter des informations dans la richesse et la complémentarité entre ces différentes facultés.

La diversité des médiumnités est alors un avantage, permettant aux esprits d’utiliser tous les modes possibles de l’expression humaine, tels la parole et le geste, l’écriture, le dessin, la peinture, la sculpture, la musique.

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Renaître encore Parmi les principes fondamentaux de la pensée spirite, la réincarnation correspond à l’addition d’expériences de vie différentes et nécessaires au développement de la morale et de l’intellect de chaque individu.La réincarnation répond à une évolution positive de l’esprit. Au fil de nos vies successives sur de multiples mondes habités d’évolutions différentes, l’âme se transforme alors progressivement et évolue en connaissance et en moralité. Chaque vie est une nouvelle expérience qui nous met au contact de nos semblables, celles et ceux que nous avons connus antérieurement ou non.Chaque vie est ainsi l’apprentissage de choses nouvelles, faite de réalisations différentes à atteindre, confrontant l’être à de multiples expériences dans le contexte d’une société, d’une culture, ou d’une civilisation.
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« Naître, mourir, renaître encore, et progresser sans cesse, telle est la loi. »

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Allan Kardec

Un mouvement structuré

Notre cercle s’inscrit dans la continuité évolutive du mouvement spirite, fondé par Allan Kardec en 1858, et poursuit les expériences de communications avec les esprits, assurant le renouveau d’un propos actualisé à la lumière des esprits.

L’histoire du Cercle Spirite Allan Kardec débute en 1974. Il est un organisme à but non lucratif (loi 1901) représenté aujourd’hui à Nancy, Paris, Besançon, Belfort, Montpellier-Béziers, Toulouse, et Lyon.

Disposant d’une structure appropriée et expérimentée, la mission principale de l’association est de promouvoir la diffusion de la pensée spirite au travers de livres, d’une revue trimestrielle “Le Journal Spirite”, d’événements proposés au public (conférences, forums, expositions, etc). Les membres adhérents sont des bénévoles issus de tout milieu, ayant le désir d’apprendre, d’étendre leurs connaissances, de participer à ce renouveau spirite, et de répondre par un engagement sincère et volontaire aux buts que s’est fixée l’association.

ARTIGO VISTO EM: https://www.spiritisme.com/spiritisme

Resumo da doutrina espírita – meu pai

Uma comunicação mediúnica de meu pai, um tesouro bem guardado que agora dou a conhecer

É tempo oportuno para que eu revele um documento que durante toda a vida de minha mãe foi sendo conservado naquela reserva oculta das coisas preciosamente difíceis de mostrar à luz aberta da convivência. Por muitas razões de pudor sentimental mas, essencialmente, porque era objecto que despertava o eco de um enormíssimo desgosto: o falecimento de meu pai, a 15 de Dezembro de 1949.  Esclareço igualmente que os papéis desta comunicação permaneceram guardados pela minha mãe junto das suas mais íntimas recordações, e que só me chegou às mãos quando adoeceu gravemente há cerca de 16 anos atrás.
A comunicação mediúnica de meu pai foi efectuada logo no dia 7 de Fevereiro de 1950 e foi facilitada pelo facto de a família se encontrar, desde os anos vinte do século anterior, intimamente relacionada com a cultura espírita.

Um documento com substância de verdade, cultura própria e informações concretas

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Vai a abrir o texto completo, transcrito com pequenas reticficações formais, a partir daquele que foi escrito pela minha mãe de forma rápida, na sua bonita caligrafia, para mim tão familiar.

(Nota: as comunicações mediúnicas são muitas vezes vividas sob forte emoção e não há nenhum aparelho capaz de registá-las automaticamente sem vacilações ou gralhas, fáceis de corrigir com razão e boa fé, em análise posterior.)

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Faço seguidamente os considerandos apreciativos da comunicação e comentários respectivos, frase por frase. Peço às visitas o favor de lerem esses comentários, pois são eles, com efeito, o principal do que tenho para dizer-vos.
Encerro com as imagens digitalizadas dos textos originais, redigidos sobre velhas folhitas de escola primária, com caneta permanente de tinta azul escurecida pelo tempo.

 
Texto da comunicação mediúnica de meu pai

Em 7 de Fevereiro de 1950

Oremos e meditemos!
Pequeníssimo qual verme no mundo vivente, arrebatado de devotamento e veneração, curvo-me ante mim mesmo e digo: Não sou digno. Não sou digno de ser ouvido pelo que deixei no mundo! Não… não mereço ser perdoado nesta enorme falta que tão ousado cometi! – não respondi à verdade que em grandes letras se revelava à minha compreensão, tão sonante como verbal e audível, tão sincera e imponente como os trovões anunciando a tempestade; Se não nos prepararmos nos naufrágios da vida exterior para gozar no interior da consciência à sombra do dever cumprido!
Que palpitante ensino para o rebelde que fui…! Oremos pois. Que Deus seja louvado!
O choque!… fez sofrer a minha pessoa quando já ausente do corpo… sofrer tão merecido como violenta a separação dele!!!
Ah!… Fora do mundo… homem cheio de esperanças… nessa pobre e misérrima vida, se é que vida se lhe pode chamar em comparação à que a mim, principiante, vejo desdobrar-se tão cheia e surpreendente, como se de cinco anos em ignota aldeia vivido, entrasse em luzente capital de rico império!…
A cada momento novas e fulgurantes vistas com panoramas de recreativa beleza se manifestam em face do meu frouxo entendimento! Até me sinto esquecer a vida própria!
Parece-me que vida é mais o que eu vejo do que eu mesmo! Esta fulguração de vidas, de sóis que são as almas na fusão das suas compreensões em se chocar, que vibram brilho e amor!
Choro comoções tão chocantes, sentimentos de formosa cordialidade. Mas eu embasbacado pergunto aos amigos porque tão cedo viria para o além?
Empregado subalterno aqui… notai, mas que mal pode ser comparado aí!
O que eu sinto aqui é mui superior ao que aí se sente nas mais favoráveis condições da vida.
Aquele choque tão brutalmente violento, fora nem mais nem menos o reflexo da minha negação ao chamamento que tão veraz sentia!
Arremessado para a verdade eterna afora o corpo por este servir de estorvo àquilo com que Deus quer mimosear-nos dentro dele!
Ouçamos esta voz aí para não haver esses desastres, essa forma tão chocante para nós todos! Ouçamos meigamente e à sombra do dever cumprido deixem o coração emocionar-se a favor dos destituídos desse sentimento. Desde que daí parti é este o meu mais belo momento!!
Estou a engrandecer esta pobre personalidade baseando-a no desejo de a alguém ser útil com a lição que me custou a vida e o amor espezinhado de minha mãe que tão baldadamente aos pés me expôs ; custou-me o amor da esposa suspirosa que não teve o adeus fatal!!!
Ah!… Perdoem-me… não posso falar ainda na terceira pessoa! Não me é permitido por uma grande entidade a qual me fez portador desta mensagem, como já disse, enchendo-me de regozijo por tal favor.
Entregue nas mãos de quem lhe dá passagem
para quem queira…
Bendito seja Deus receber…

 
 
 
Alguns comentários:
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A mensagem dos espíritos captada por um médium não é como um relatório técnico ou como um despacho de agência noticiosa. É uma revelação ditada com energia amplificada do pensamento, conceitos que muitas vezes as palavras não traduzem de modo integral. É necessário saber isso e sentir a mensagem dessa tal forma subjectiva e amplificante, sem a pequenez duma análise estrita.

Palavra por palavra, frase por frase, contudo, a comunicação do meu querido pai concentra na sua reduzida dimensão um conjunto de qualidades positivas, abre perspectivas muito belas sobre a vida depois da morte, além de ser, no meu entender, muito elegante no sentido literário e ainda plenamente fiel ao rigor da doutrina espírita.

A intuição da minha mãe acrescentou, sem nenhum preconceito literário mas com grande perceção sensível, uma pontuação exclamativa abundante. Conhecendo como conheci as pessoas que estiveram presentes na sessão espírita em questão e, muito em particular, a personalidade do médium, minha tia Augusta, tenho a consciência de que a sua convicta determinação anímica incluía uma enorme dose de afirmação espiritual. Donde, a abundância de acentuações exclamativas, intercalado o discurso aqui e ali por reticências, que devem ter correspondido a pausas meditativas na intensidade da mensagem.

 
Oremos e meditemos!

Estas são as duas palavras iniciais, preciosas na sua riqueza de proposta construtiva dos valores da atitude espiritual e da predisposição intelectual:
Oremos todos, pois, e meditemos sempre em cada momento da nossa vida: o convite é como um alerta e um voto, uma determinação da vontade:”… progredir e evoluir sem cessar, tal é a lei…”
Surge logo depois o sentimento de modéstia da sua própria pessoa, das suas limitações naturais:

“…Pequeníssimo qual verme no mundo vivente, arrebatado de devotamento e veneração, curvo-me ante mim mesmo e digo: Não sou digno….”

Tal modéstia e o sentido da autocrítica são uma tradução do rigor de obediência aos princípios essenciais da evolução pela aprendizagem, pela expiação e pelas provas de que este mundo nosso é cenário organizado e propício.
Convém esclarecer que meu pai, embora tivesse vivido num ambiente muito mais próximo da verdadeira pobreza do que da humildade remediada, tinha sido bafejado pelo convívio com pessoas de alto padrão moral, integridade de procedimentos e, mais do que isso, ilustradas com o conhecimento da doutrina dos espíritos. Daí o seu sentimento de culpa de não ter cumprido integralmente a sua tarefa.

“…Não sou digno de ser ouvido pelos que deixei no mundo! Não… não mereço ser perdoado nesta enorme falta que tão ousado cometi! – não respondi à verdade que em grandes letras se revelava à minha compreensão…”
“…Que palpitante ensino para o rebelde que fui… o José da Costa Brites! Oremos pois. Deus seja pois louvado!…”



A sinceridade de tais palavras, o profundo sentimento que as anima, nenhum relator – por muito sensibilizado e intelectualmente centrado que fosse – poderia construí-las artificialmente.
A referência explícita ao nome próprio, que não sei se é elemento frequente neste tipo de comunicações, pode aqui ser talvez entendida pela data muito recente da passagem à imaterialidade.
O relacionamento que faço tem a ver com a inflexão do discurso, que agora se centra na ocorrência do acidente, sofrido há menos de dois meses:

“…O choque!… fez sofrer a minha pessoa quando já ausente do corpo… sofrer tão merecido como violenta a separação dele!!! Ah!… fora do mundo o homem cheio de esperanças…”

Vêm de seguida breves mas muito elucidativas visões e percepções qualitativas do além:

“… nessa pobre e misérrima vida, se é que vida se lhe pode chamar em comparação à que a mim, principiante, vejo desdobrar-se tão cheia e surpreendente, como se de cinco anos em ignota aldeia vivido, entrasse em luzente capital de rico império!… A cada momento, novas e fulgurantes vistas com panoramas de recreativa beleza se manifestam em face do meu frouxo entendimento! Até me sinto esquecer a vida própria!…”

Esta “visão do céu” associo eu a uma quantidade de narrativas feitas do além por intermédio de outros espíritos que eu considero privilegiados do ponto de vista cultural e sensitivo. Que o meu querido pai tenha tido a possibilidade e as condições de – em tão pouca quantia de palavras – fazer uma “descrição” tão condizente com esse outros textos, tão empolgada e empolgante, é coisa que me causa uma espantosa admiração e uma enormíssima felicidade.

A abertura de alma prossegue, no teor que pode ser analisado na sua totalidade no texto completo, numa linguagem sintética e ao mesmo tempo poeticamente comovida:

“…Choro comoções tão chocantes, sentimentos de formosa cordialidade!…”

A pergunta que formula logo a seguir parece-me de uma extraordinária importância para que avaliemos o contexto espiritual em que se desenvolve a corrente dos sentimentos expressos: o meu pai faz-nos saber, pela forma como exprime o sentido da pergunta, que se encontra acompanhado por amigos, logo, num clima de favorável acolhimento, propício a que coloque questões relativas à violenta surpresa que teve de suportar, no momento do acidente que o vitimou:

“…mas eu embasbacado pergunto aos amigos porque tão cedo viria para o além?…”

A conclusão tirada oferece-me uma visão positiva das circunstâncias que rodeavam meu pai, do ponto de vista da sua situação e do clima que o acolheu. E prossegue na descrição do ambiente celestial que o rodeia, em termos inequívocos:

“… Empregado subalterno aqui… notai… mas que mal pode ser comparado aí!. O que eu sinto aqui é mui superior ao que aí se sente nas mais favoráveis condições de vida…”

Será talvez adequado referir que a vida do meu pai sempre foi de grande modéstia,  sendo tão órfão que jamais conhecera o pai (falecido por doença em Moçambique para onde emigrara na busca de melhores condições de vida seguindo as passadas de seu pai – meu bisavô – o qual ali tinha vivido antes).
Era motorista de profissão e sua mãe, minha avó, vivia dos recursos da terra e o acidente mortal de viação que o vitimou ocorreu nas imediações de Coimbra.

“…Aquele choque tão brutalmente violento fora nem mais nem menos o reflexo da minha negação ao chamamento que tão veraz sentia…”
“…Arremessado para a verdade eterna afora o corpo por este servir de estorvo àquilo que Deus quer mimosear-nos dentro dele! Ouçamos essa voz aí para não haver esses desastres, essa forma tão chocante para nós todos…”

Esta última frase ressoa em mim como um queixume, um condoído desabafo pelas condições incautas em que circulavam os motoristas nas estradas portuguesas. Meu pai, seguindo na sua mão, foi colhido de frente por uma camioneta que ultrapassava fora de mão um carro de bois, a seguir a uma curva. Ao impacto de frente somou-se o efeito – que lhe foi fatal – do impacto da carga que seguiam amontoada atrás do motorista, sem qualquer protecção. Meu pai foi por isso esmagado pelo peso de encontro ao volante e tinha a clara noção disso.
Só depois do seu falecimento a empresa, de que minha mãe recebeu durante alguns anos uma misérrima pensão sem sentido, se resolveu a colocar uma barreira entre as cargas e os motoristas que as transportavam.
E continua:

“…Oiçamos meigamente e à sombra do dever cumprido deixem o coração emocionar-se a favor dos destituídos desse sentimento…”

Este chamado comovente e este apelo à comoção é, não nos iludamos, feito de uma forma que nada tem de um superficial apelo caritativo imediatista ou simbólico. O nosso coração deve emocionar-se a favor daqueles que não são providos do sentimento de seguirem a obediência aos chamamentos, como o que o meu pai “tão veraz sentia”, “à sombra do dever cumprido”!…

A frase que convida à emoção foi adoptada pela minha avó, e algumas vezes a ouvi meigamente sentenciar:

– “Deixem o coração emocionar-se!…”

Sendo eu portador de uma tão emocionante mensagem, como poderei sentir-me menos que um privilegiado das circunstâncias, alguém que foi favorecido por um testemunho tão vivo e tão intensamente sentido.
O culminar da felicidade espiritual de meu pai e a declaração do seu bem-estar face à nova situação alcançada, tem a sua expressão – com enorme contentamento para mim – na frase seguinte:

“…Desde que daí parti é este o meu mais belo momento!!…”

Refere depois com desgosto e arrependimento algumas das diferenças que teve com sua mãe, escusando-se a verter a mínima crítica das razões pessoais que tivera e que pudessem ser tomadas como desforço ou acinte para com minha avó Cristina. Posso referir isso com segurança, dado que foi matéria muito frequentemente abordada sendo eu criança e meu pai vivo ainda, e aludida mais tarde, em conversas de família. Questões normais do dia a dia, juízos feitos a respeito de atitudes diversas, rigor de princípios, etc.

Quase no fim, contudo, segue-se uma observação fortissimamente comprovativa da autenticidade desta mensagem, pelo que tem de secreto, de conceituosamente subentendido. Disse então meu pai:

“…Ah! …Perdoem-me… não posso ainda falar na terceira pessoa! Não me é permitido por uma grande entidade a qual me fez portador desta mensagem como já disse, enchendo-me de regozijo por tal favor…”

A minha leitura deste trecho da comunicação de meu querido pai, cumula o meu coração de uma infinita ternura e o compromisso do segredo a que foi vinculado cumpriu-o de forma hulmildemente disciplinada, como era timbre da sua personalidade.
Sendo ele a falar na primeira pessoa e sendo naturalmente minha mãe a segunda (a amada “esposa suspirosa que não teve o adeus fatal” – minha mãe, estando distante do hospital onde se encontrava, não assistiu aos últimos momentos de vida de meu pai) é perfeitamente claro que sou eu essa “terceira pessoa”.
Para todas aquelas almas sensíveis que são conhecedoras dos códigos comunicativos vigentes entre espíritos desencarnados e seres ainda materializados como nós, é perfeitamente óbvio que assim é.

Considerando aqueles pormenores de certas comunicações mediúnicas que são como um detalhe revelador da autenticidade das mesmas, é este o momento precioso da comunicação de meu pai que confirma a sua invencível credibilidade:

Não sendo autorizado a mencionar um ser ainda nas primícias da sua infância, eu mesmo, para evitar a mínima interferência na vida que me competia viver, a comunicação de meu pai situa-se integralmente dentro dos critérios de respeito pelas regras e ordenações do plano da criação e desenvolvimento responsável dos humanos!…

E termina, despedindo-se de forma singela, concisa e respeitosíssima perante o Alto:

“…Entregue nas mãos de quem lhe dê passagem… para quem queira… Bendito seja Deus receber…”

Chamo a atenção para o seguinte:

Um certo requinte de linguagem que é usada pelo meu pai não era certamente reflexo de uma aquisição recente ou efeito “celestial”.
Quer a minha avó, quer as minhas tias, embora pessoas muito modestas, usavam esse tipo de linguagem devido essencialmente à sua delicadeza de espírito e à sua capacidade de registar e exprimir emoções. A minha tia Augusta, a que era médium espírita, era uma pessoa de sensibilidade e dotes intelectuais muito invulgares.
Certo é, evidentemente, que meu pai era uma pessoa muito meigo de carácter, que se exprimia com correcção e elegância.

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é 07975.jpg
Lendo repetidas vezes este belíssimo conjunto de palavras e este vibrante encadeado de ideias, sinto-me reforçado na minha condição por um inquebrantável feixe de energias positivas e verdades tão claras que não necessito de provas factualmente comprováveis da sua autenticidade. Elas são por si, e na sua natureza íntima, o garante mais sólido da consoladora verdade, da luz inspiradora e da vida eterna!

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O que partilhei aqui convosco no dia de hoje não foi uma notícia lida num jornal, não foi um “post” copiado na internet num site apetecível. Foi um pedaço precioso de vida experimentado e vivido, de olhos postos no além, indicação da nossa marcha evolutiva, com todos os sentidos do corpo e do espírito postos na magnânima omnipotência de Deus, nosso Criador.
 
 
 
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Fins de Novembro de 2011
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Experiências de Quase Morte

Este longo e muito elucidativo trabalho foi publicado pelo conhecidíssimo divulgador de fenómenos relacionados com a vida após a morte, Dr. Victor Zammit.
Ver a notícia inserida ao fundo desta mesma notícia, pesquisada no seguinte endereço:
http://www.victorzammit.com/index.html.
O nosso trabalho foi adaptado para a nossa linguagem de português de Portugal, com pequenas intervenções no texto.
NOTA: há algumas falhas no final do artigo de que pedimos desculpa. Em breve serão rectificadas

À medida que a tecnologia e a medicina evoluem, muitas pessoas morrem em determinadas condições, regressando imediatamente à vida pelo recurso às tecnologias da ressuscitação. Muitas dessas pessoas tiveram depois a oportunidade e o desejo de descrever as suas vivências durante esse processo, designado em língua portuguesa como EQM – “Experiência de Quase Morte” e, em língua inglesa como NDE – “Near Death Experience”.

Milhões de pessoas em todo o mundo já passaram por  esse tipo de experiência. Em 1983, uma grande pesquisa americana feita por George Gallup Junior relatou que cerca de cinco por cento da população adulta já havia experimentado uma dessas EXPERIÊNCIAS DE QUASE MORTE (Gallup 1983).
Os estudos que têm sido feitos em todo o mundo revelam que esse tipo de experiências são idênticas para todos os seus protagonistas, independentemente de diferenciações compreensíveis de ordem cultural, conforme os que as descrevem: O estudo de Margot Grey sobre as EQMs na Inglaterra (Gray 1985); O estudo de Paola Giovetti na Itália (Giovetti 1982); Estudo de Dorothy Counts na Melanésia (Counts 1983); Estudo de Satwant Pasricha e Ian Stevenson (1986) na Índia.

Essas experiências têm acontecido ao longo da história da humanidade, mas foi apenas nos últimos trinta anos que as pessoas na cultura ocidental se sentiram seguras para falar sobre elas.

O que acontece
– uma experiência típica

Experiência de um homem que teve um ataque cardíaco e se vê fora do corpo: Descobre que não pode ser ouvido; vê um familiar, mas este diz que ainda não é hora de ele morrer; entretanto, regressa ao corpo, o que lhe revela que existe uma vida após a morte.

NOTA: Os originais destas gravações foram todas feitas em inglês. O Youtube facilita a apresentação de legendas em português, solicitando isso no rodapé do vídeo, à direita.


http://www.youtube.com/watch?v=bqInhGpECak

Dr. Jeff e Jody Long apresentam seis experiências de quase morte. O Dr. Jeffrey Long, autor de Evidence of the Afterlife: The Science of Near-Death Experiences , fornece contexto e descreve alguns dos principais recursos associados às experiências de quase morte.


O Holandês Dr. Pim Van Lommel fala sobre consciência durante uma EQM

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Dezasseis razões pelas quais as experiências de quase morte (EQMs) não são alucinações ou efeitos do cérebro moribundo:

1. Os sobreviventes de EQM têm memórias claras do que lhes aconteceu, que recordam por toda a vida.
Os pacientes que não tiveram uma EQM, ficam muito confusos e de nada se lembram.
O Dr. Eben Alexander foi levado à beira da morte e passou uma semana em coma devido a uma inexplicável infecção cerebral. No seu best-seller, “Prova do Céu, Jornada do Neurocirurgião para a Vida após a morte”, descobriru a realidade desse reino espiritual, que muitos relataram em EQMs.

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http://www.youtube.com/watch?v=qZqTSBvwRQo

O Dr. George Richie estava no exército para ir para a escola de medicina em Richmond em 1943. Estava muito doente e foi declarado morto por pneumonia. Teve uma EQM extremamente detalhada e vívida.
http://www.youtube.com/watch?v=ruKjIrejDCk

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O mistério da percepção durante as experiências de quase morte – Dr. Pim van Lommell (Conferência, Ciência e não Dualidade 2013)


2. Considerando que as alucinações são todas diferentes, as Experiências de Quase Morte são muito semelhantes em diferentes culturas e ao longo da História.
Houve experiências de Quase Morte que foram relatadas em todas as culturas, até na Antiguidade.
O mito de Er é uma história que Platão contou no seu livro “A República”. Trata-se de um relato, transmitido oralmente, de alguém que retornou do Hades, o céu. Revela um lugar cósmico, fundamentalmente moral, na ordem de uma teleologia vinculativa para todos os humanos. Ao longo dos séculos, houve muitos outros fenómenos desse tipo.
Enquanto duas EQM’s não são iguais, todas seguem o mesmo padrão geral e têm os mesmos efeitos colaterais de transformação moral e cultural.

3. As pessoas veem e ouvem coisas enquanto estão inconscientes que seriam impossíveis numa existência normal.
Uma grande percentagem de pessoas que passaram por Experiências de Quase Morte conseguem descrever exatamente o que lhes aconteceu enquanto estavam inconscientes. Sabem quem estava presente e com quem falaram, mesmo à distância. Os pesquisadores consideram-nas experiências verídicas, pelo conjunto de detalhes comprováveis pelos outros assistentes que os protagonistas referem. Além de descrever as suas experiências, muitos dos protagonistas viram, fora do corpo, o que se passava na sala de cirurgia, quando estavam a ser assistidos. Neste vídeo, o famoso cirurgião cardíaco Dr. Rudy fala sobre um caso de EQM em que o paciente estava morto, mas foi capaz de descrever tudo o que aconteceu na sala de cirurgia, incluindo as notas com mensagens no monitor do computador do cirurgião.

Assistir ao vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=JL1oDuvQR08

O Dr. Michael Sabom descobriu que 80% de seus pacientes que tiveram um ataque cardíaco sem ter uma EQM não conseguiam descrever como foram revividos. Mas nenhuma pessoa do grupo que testemunhou o que aconteceu fora de seus corpos cometeu um erro ao descrever o procedimento (Sabom 1980).

O Dr. Pim Van Lommel conta o caso de um paciente que, embora inconsciente, afirmou ter visto onde uma enfermeira colocou a sua dentadura. Uma semana depois, o paciente reconheceu a enfermeira e pediu sua dentadura de volta (Van Lommel et. Al. 2001).

Al Sullivan viu seu cardiologista, Dr. Takata, agitando os braços enquanto estava na sala de cirurgia, algo que seria impossível para ele ver ou saber.

Um novo livro de Titus Rivas (Autor), Anny Dirven (Autor), Rudolf H. Smit (Autor), Robert G. Mays (Editor), Janice Miner Holden (Editor):
Este livro contém mais de 100 relatos confiáveis, muitas vezes em primeira mão de percepções durante as EQMs que mais tarde foram verificadas como precisas por fontes independentes:
The Self Does Not Die: Verified Paranormal Phenomena from Near-Death Experiences
Paperback – 6 de julho de 2016

4. As pessoas voltam de uma EQM com fatos precisos que não conheciam antes.
Existem muitos relatos de pessoas que tiveram experiências de quase morte e voltaram com fatos que não sabiam antes.
Emily Kelly relatou um caso em que um homem ficou entusiasmado ao ver pela primeira vez as fotos do pai morto da sua esposa. Identificou-o na sua EQM, antes mesmo de a ter conhecido.(Greyson 1998).
O russo George Rodonaia saiu do corpo enquanto estava inconsciente como resultado de um acidente. Foi para o hospital onde a esposa de um amigo acabara de dar à luz uma filha. O bebé estava a chorar e ele percebeu que a criança tinha uma fractura no quadril. Comunicou mentalmente com a mãe e ela disse-lhe que esse acidente tinha acontecido logo após o nascimento, quando uma enfermeira deixou cair a criança. Vários dias depois, quando se recuperou o suficiente para falar, as primeiras palavras de George Rondonaia alertaram os médicos sobre a criança com o problema que observara. Os médicos tiraram raios-X ao menino e todos os fatos que ele tinha referido no estado de inconsciência eram reais. (Atwater 2007: 165).

5. Pessoas relatam encontros com parentes que não sabiam que estavam mortos. Em todos os casos, eles estão corretos.
O Dr. Kübler-Ross falou sobre uma garota que se feriu num acidente de automóvel. Ninguém lhe disse que a sua mãe e o seu irmão tinham morrido nesse mesmo acidente. Porém, a menina viu-os já na vida espiritual, durante a sua EQM.
Mesmo o Dr. Kübler-Ross não sabia que o irmão e a Mãe tinham morrido apenas dez minutos antes da menina ter tido a EQM (Kübler-Ross 1997).Ian Stevenson (1959) publicou um caso semelhante.
Na Inglaterra, o primo de certo homem, morrera sem que ninguém nos Estados Unidos soubesse disso. Durante uma EQM que teve, esse homem viu o seu primo no mundo espiritual, tendo desse modo sabido da sua morte. Só algum tempo depois recebeu da Inglaterra um telegrama anunciando a morte do primo. (Stevenson, 1959).
PMH Atwater relata o caso de uma mulher que conversou com seu pai durante uma EQM pela qual passou. Nem ela nem ninguém da família sabia do acontecido, que só mais tarde foi confirmado. (Atwater 2007: 164).

6. Algumas pessoas voltam com conhecimento exato do futuro.
Em alguns casos, as pessoas vêem a sua família em dois futuros possíveis: um em que a pessoa permanece na vida após a morte e outro em que ela retorna à sua vida (Atwater 2007).
Alguns veem os filhos que vão ter (Eadie 1992).
Outros têm visões sobre eventos mundiais, mas dizem que foram informados de que eles são apenas futuros possíveis.
Dannion Brinkley escreveu com antecedência sobre: ​​
– a derrota dos EUA na Guerra do Vietnam;
– a eleição de um presidente americano com o RR inicial (Ronald Reagan);
– turbulência no Oriente Médio;
– o desastre de Chernobyl em 1986;
– a Guerra da Tempestade no Deserto contra o Iraque em 1990 (Brinkley e Perry, 1994).

7. Algumas pessoas voltam com conhecimento avançado consistente com a física quântica.
Quase todos os sobreviventes dizem que entraram numa dimensão em não havia tempo e muitos foram capazes de voltar e avançar no tempo.
Olaf Swenson diz que foi por causa do conhecimento que ganhou durante sua EQM que mais tarde desenvolveu mais de 100 patentes em química subatômica (Morse sd).
Mellen-Thomas Benedict trouxe da sua EQM uma grande quantidade de informações científicas e afirmou que esse conhecimento foi a base de seis patentes americanas que registou. (Benedict 1996).

8. Algumas pessoas são curadas de doenças fatais durante uma EQM ou recuperam milagrosamente de ferimentos graves.
Mellen Thomas-Benedict, morreu em 1982 com um cancro. Depois do falecimento, e durante uma hora e meia ficou sem sinais de vida. Milagrosamente, voltou ao corpo depois de ter passado por uma EQM completa. Três meses depois, o seu corpo não revelava nenhum sinal do cancro (Benedict 1996).

Anita Moorjani estava perto de morrer com um cancro. Quando voltou da sua EQM, ela teve uma recuperação total da saúde.(Moorjani 2012).

Elisabeth Kübler-Ross conta a história dramática de um homem cuja família inteira morreu num terrível acidente. Depois disso, tornou-se alcoólatra e abusador de drogas até ser atropelado por um carro. Numa EQM que teve, viu toda a sua família bem e feliz na vida, depois da sua morte. Elisabeth escreveu:
” Reentrou no corpo físico, que se encontrava numa sala de emergência, arrancou as correias que o prendiam, e saiu dali. Nunca teve delirium tremens ou quaisquer efeitos posteriores devido ao abuso de drogas e álcool.” (Kübler-Ross 1991).

9. Os cegos podem ver durante a EQM
Em seu livro “Mindsight”, o Dr. Kenneth Ring e Sharon Cooper relatam entrevistas detalhadas com 31 pessoas que eram total ou parcialmente cegas e tiveram uma EQM durante a qual tinham a capacidade da visão.
Vicki Noratuk, que era cega de nascença, nem conseguia ver o preto. Durante sua EQM, podia ver pela primeira vez na sua vida. Reconheceu a sua aliança de casamento e o seu cabelo. Também viu pessoas feitas de luz – mas nunca vira luz antes (Ring e Cooper, 1999).

Elisabeth Kübler-Ross também entrevistou pacientes cegos que eram capazes de ver perfeitamente enquanto estavam “mortos” e fora do corpo (Kübler-Ross 2005).

10. Algumas pessoas têm EQM em grupo.
Em 1996, Arvin Gibson entrevistou um bombeiro chamado Jake, que teve uma EQM enquanto trabalhava com outros bombeiros, numa floresta, durante um incêndio que os vitimou. Vários colegas estavam a passar por uma EQM. Reconheceram-se e viram-se acima dos seus corpos sem vida. Todos sobreviveram e puderam confirmar que a experiência tinha sido uma realidade. A EQMde Jake é contada no livro de Arvin Gibson, “The Fingerprints of God”. Consulte Mais informação…

11. Algumas pessoas têm experiências de quase morte quando não há nada fisicamente errado com elas.
Pesquisadores descobriram que meditação profunda, visões no leito de morte, relaxamento, visão psíquica, projeção astral, transe, olhar no espelho e movimentos dos olhos podem desencadear elementos de EQM (veja o site de Kevin Williams, near-death.com).

12. Alguns espectadores que não têm nada de errado com eles podem compartilhar e verificar a experiência de quase morte de outra pessoa.


Raymond Moody fala sobre experiências de morte compartilhada

13. Algumas pessoas têm uma experiência de quase morte quando estão em morte cerebral completa.
As alucinações só podem ocorrer quando as pessoas têm o cérebro em funcionamento, com a capacidade de registar um Electroencefalograma. As EQM acontecem a pessoas cujos cérebros não se encontrava a funcionar. Nessas ocasiões, as pessoas não deveriam ter memória, mas as EQMs vividas são recordadas pelas pessoas mesmo anos depois.
Pam Reynolds precisava de uma operação arriscada para corrigir um ponto fraco na parede de um vaso sanguíneo no cérebro. Numa operação cirúrgica que fez para esse efeito, a sua temperatura corporal foi baixada em 60 graus, o batimento cardíaco e a atividade cerebral foram interrompidos e o sangue circulou por uma máquina. Nada poderia ter visto porque os seus olhos foram fechados com fita adesiva, não conseguiria ouvir, porque os seus ouvidos estavam cobertos por tampas de plástico e sons medindo 90 decibéis eram-lhe continuamente aplicados. Depois disso foi reiniciado o seu funcionamento cardíaco e o seu corpo aquecido. Entretanto, depois de tudo isso, relatou que tinha sido capaz de ver, ouvir e sentir o que lhe tinha acontecido. Descreveu detalhes da operação que lhe foi feita posteriormente. Foi capaz de se lembrar dessa longa e complexa EQM que aconteceu durante um período em que não tinha tido a mínima actividade cerebral (Sabom 1998).

O corpo de George Rodonaia foi armazenado no congelador de um necrotério de hospital por três dias. Mais tarde o seu corpo foi aberto para uma autópsia. Entretanto, enquanto tinha estado “morto”, viu a sua esposa fora do hospital, selecionando seu túmulo e considerando casar-se de novo.(Atwater 2007: 166). {Veja o vídeo no ponto 4 acima}

Eben Alexander é um neurocirurgião académico que teve uma EQM. Estava inconsciente de meningite severa que destrói tudo, exceto as funções cerebrais humanas mais básicas. Revelou depois que, por mais de uma semana, esteve virtualmente em morte cerebral, tendo registado uma complexíssima EQM que não poderia ter sido criada por sua atividade cerebral (Alexander 2012).

14. Muitas pessoas passam por uma ‘revisão de vida’ durante a qual vêem suas vidas da perspectiva de outras pessoas.
O Dr. Kenneth Ring e outros pesquisadores mostram que uma característica chave da revisão de vida é que as pessoas não veem suas vidas de seu próprio ponto de vista. Não é como reproduzir uma gravação de vídeo. Em vez disso, veem-nas da perspectiva de todos os outros com quem interagiram. Abordam os sentimentos e memórias das outras pessoas envolvidas. São coisas que não teriam como saber normalmente (Ring e Valarino 1998).

15. As sequelas de uma EQM são únicas e duradouras.
Outras pessoas que estão perto da morte também teriam uma substância química liberada por um cérebro moribundo, mas elas não vivenciam uma EQM ou os mesmos efeitos de longo prazo. Consulte mais sobre os efeitos das EQMs nos seguintes endereços:
site IANDS site / near-death.com.

Os efeitos psicológicos mais comuns (experimentados por 80-90% dos sobreviventes adultos) são muito reconhecíveis.
Cherie Sutherland, uma pesquisadora australiana, entrevistou 50 sobreviventes de EQM em profundidade. Descobriu que os efeitos nas vidas dos sobreviventes foram notavelmente consistentes e bastante diferentes dos efeitos das alucinações induzidas por drogas ou produtos químicos.
Em Transformed by the Light (1992), identificou muitos efeitos que foram confirmados por outros estudos, por exemplo, Ring (1980 e 1984) Atwater (1988). Isso inclui:
• uma crença universal na vida após a morte.
• uma alta proporção (80%) agora acreditava na reencarnação.
• ausência total de medo da morte.
• uma grande mudança da religião organizada para a prática espiritual pessoal.
• um aumento estatisticamente significativo na sensibilidade psíquica.
• uma visão mais positiva de si mesmo e dos outros.
• um desejo crescente de solidão.
• um maior senso de propósito.
• falta de interesse no sucesso material, juntamente com um aumento acentuado no interesse pelo desenvolvimento espiritual.
• cinquenta por cento experimentaram grandes dificuldades em relacionamentos íntimos como resultado de suas prioridades alteradas.
• um aumento da consciência sobre a saúde.
• a maioria bebeu menos álcool.
• quase todos pararam de fumar.
• a maioria desistiu de medicamentos prescritos.
• a maioria assistia menos televisão.
• a maioria lê menos jornais.
• um maior interesse na cura alternativa.
• um maior interesse em aprendizagem e auto-desenvolvimento.
• setenta e cinco por cento experimentaram uma grande mudança de carreira, na qual se mudaram para áreas de ajudar os outros.
PMH Atwater afirmou que os pesquisadores de EQM’s concluiram que pelo menos 75% a 78% dos adultos casados que tiveram EQM’s se divorciaram dentro de sete a dez anos depois dessa experiência (2007: 89).

A seguir, um exemplo de alguém que mudou completamente como resultado de sua experiência de quase morte:
Vídeo: RESURECTED MILLIONAIRE não se preocupa com dinheiro!
* o pesquisador explica que, depois de uma EQM, as pessoas mudam;
* Gordon Allen era um empresário de muito sucesso que amava dinheiro;
* adoeceu com pneumonia e sentiu-se deixando o corpo.
* ele sentiu um amor avassalador
* conheceu três seres espirituais elevados que se comunicaram com ele como um irmão muito querido
* foi-lhe dito que os talentos que lhe foram dados visavam um propósito superior de ajudar os outros
* quando voltou, sentiu que o seu coração estava a arder de amor
* ligou para todas as pessoas que conhecia, pediu desculpa e pediu perdão por não os ter amado como deveria ser.
* Agora é um conselheiro ajudando pessoas desfavorecidas.
* pesquisador afirma que essas mudanças são muito comuns.
* Gordon diz que sua vida agora é muito mais rica do que antes.

Assista ao segmento do vídeo The Day I Died – em 41 minutos.

PMH ATWATER FALA SOBRE OS EFEITOS DEPOIS DE NDES

16. Sobreviventes de EQM tornam-se muito mais sensíveis psíquicamente.
Um estudo americano independente do Dr. Melvin Morse descobriu que os sobreviventes de EQM têm três vezes mais experiências psíquicas do que a população em geral. Frequentemente, não podiam usar relógios e costumavam ter problemas para usar eletricidade – os seus computadores portáteis entrariam em curto-circuito e seus cartões de crédito deixavam de funcionar. (Morse 1992). Também descobriu que adultos que tiveram EQM’s deram mais dinheiro para caridade do que outros, eram mais propensos a fazer trabalho voluntário na comunidade, trabalharam mais em empregos onde poderiam ajudar as pessoas, não abusavam de drogas e comiam mais frutas frescas e vegetais do que outras pessoas (Morse 1992).
Um grande número de médiuns e médiuns de ponta afirmam que as suas habilidades foram ativadas ou estimuladas por EQMs: Debbie Malone, Susanne Wilson, Joe McMoneagle, Edgar Cayce,

Na internet:
Experiências de quase morte e vida após a morte
Compilado por Kevin Williams, esta página é uma conquista notável e é de longe o recurso mais abrangente sobre EQMs. Contém exemplos de experiências de quase morte (EQMs) de muitas culturas e links excelentes.


New Heaven New EathRede de experiências de quase morte – um site maravilhoso e abrangente com uma lista exaustiva de vídeos de EQM.

NDE Accounts- coleção de vídeos e
The International Association for Near-Death Studies
São sites com muitos relatos de EQM em muitos países. Têm seção de perguntas e respostas e links para a maioria dos melhores sites sobre o assunto.

Para obter mais detalhes e assistência para lidar com as consequências de um EQM, entre em contato com a International Association for Near Death Studies. http://www.iands.org/aftereffects.html

Para obter ajuda na compreensão de uma EQM assustadora consulte: http://www.iands.org/scary.html#talkto

Fundação de Pesquisa de EQM – Entrevista – Dr. Jeffrey Long em Coast to Coast.

The Website of PMH Atwater
Um dos pesquisadores originais no campo dos estudos de quase morte. PMH Atwater começou seu trabalho em 1978. Nove livros foram publicados desde então sobre suas descobertas.

Dr. Peter Fenwick- Skeptico
Estudo AWARE do Dr. Sam Parnia

Documentário da BBC – O dia em que morri – não é um
dos melhores documentários feitos sobre Experiências de Quase Morte, pela BBC. Apresentando muitos cientistas importantes que estudaram EQMs e outros incidentes relacionados. Alegadamente, a BBC recusou-se a reproduzir este documentário e impediu que fosse vendido como DVD devido à pressão da censura científica.

Partida prematura – Documentário francês sobre EQMs

Eben Alexander em EQMs negativas

Eben Alexander em uma visão modificada da realidade

Apresentação de slides

Outros bons vídeos de EQM online
EXPERIÊNCIA DE QUASE MORTE DE UM NEUROCIRURGIÃO
Em uma entrevista recente com Alex Tsakiris, o Dr. Eben Alexander explica como ele não conseguiu encontrar qualquer explicação fisiológica para o que aconteceu com ele e concluiu que a mente é independente do cérebro.

DR MELVIN MORSE EXPERIÊNCIAS DE PERTO DA MORTE NUMA SOCIEDADE ESPIRITUALMENTE POBRE
” Eu não “acredito” em experiências de quase morte. É minha opinião que a pesquisa científica valida que as experiências de quase morte são reais. A ciência de 2011 indica que todos nós temos um “ponto de deus” ou (de acordo com Mario Beauregard MD) um “cérebro de deus” que nos conecta com o divino, o domínio de todo o conhecimento atemporal e sem espaço.”

Parte 2
https://www.youtube.com/watch?v=-wDdnfYNQgM




SURVIVING DEATH – um pequeno documentário destacando 3 EQMs

 http://www.youtube.com/embed/pgBdf1GqNlA?list=PLkvfKrW6cwjh65uVMQps0yqf77ZhCREw5

Victor Zammit. advogado, resume as provas.
  



MELHORES documentários completos


VIDA APÓS A VIDA


ALÉM DA NOSSA VISTA


O DIA EM QUE MORRI- BBC DOCUMENTARY
https://vimeo.com/176601336
Whitecrow commentary


5th Dimension: Near Death Experience
https://www.youtube.com/watch?v=4mL- 2f4FNPs&list=PLt0F07xkyGs5tJQSZPky1B2P5nQdPmi4r


JEFFREY MISHLOVE ENTREVISTAS DR KENNETH RING
https://www.youtube.com/watch?v=DJIfxwrDs40


GRANDE LISTA DE VÍDEOS NDE
http://www.nderf.org/NDERF/Video_audio/multimedia.

Victor Zammit, Ph.D.

victorzammit.com/
victorzammit.com/

Bio

Victor James Zammit has a B.A. in Psychology, Graduate Diploma in Education, M.A. in Legal History and Constitutional Law, Bachelor of Laws degree, and Ph.D. in law. He is a retired attorney (solicitor/barrister) of the Supreme Court of the New South Wales and the High Court of Australia.

Victor was initially suspicious of the New Age Movement for what appeared to be its blatant commercial exploitation of people’s basic instinctual tendency for spiritual development. However after many years as an open-minded skeptic he had a number of repeated psychic and mediumistic experiences which set him questioning, reading and researching. Adopting a scientific criterion, Victor was able to select that information which could withstand and pass the many rigid tests of repeatability and objectivity.

Victor is now a full-time writer and researcher on empirical evidence for the afterlife. His new book, A Lawyer Presents the Evidence for the Afterlife, now a best selling book on Amazon, is widely acclaimed as one of the clearest and most complete reviews of the evidence for the afterlife.

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His weekly newsletter on the afterlife and afterlife communication is read by thousands of people around the world.

This is Victor’s description of his conference presentation:

Over the last few decades we put a lot of emphasis on “proving the afterlife.” But what has urgently emerged is the shock realisation that atheists in the United States make up only some 5 percent of the population, whereas those with very powerful traditional beliefs about punishment, judgment and the afterlife who strongly oppose and try to stop our progress make up more than 60 percent. We need to look into this very closely.

We do have highly competent afterlife investigators and other highly qualified researchers who can effectively deal with the open-minded skeptics: the 5 percent. But priority has to be immediately shifted to persuasively show that traditional religious beliefs about judgment, punishment, and the afterlife are fundamentally wrong.

I will show that these days highly credible intelligences directly from the afterlife tell us what really happens when we cross over, traditional punishment does not exist, there is no divine judgment, and the afterlife is totally different from what people have been conditioned to accept for nearly 2,000 years.

I will be discussing very briefly and matching up the evidence from six major areas of modern investigation of what happens when you die in the context of punishment and judgment:

  • Near-Death Experiences or NDEs
  • Out-of-body journeys
  • Mental mediumship
  • Between life regressions
  • Transmissions from spirit teachers of high degree speaking through mediums, channellers and automatic writers
  • Revelations through physical mediumship
  • The major part of my speech will focus on information about judgment and punishment given in direct communication with entities who have physically materialised in the Circle of the Silver Cord.

Our perception of the world is by and large determined by our environmental conditioning. Our conditioning is man-made and is subject to fundamental errors. Inevitably, our early conditioning shapes our beliefs. For nearly 2,000 years the West has entrenched in its culture, history and tradition–all of which to-day directly affect our decision making processes especially in punishment, judgment and the afterlife.

Contemporary psychic empirical research in punishment, judgment and the afterlife has produced results which are fundamentally inconsistent with the traditional beliefs in punishment, judgment and the afterlife.

Revolução Espírita, de Paulo Henrique de Figueiredo

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Este trabalho, feito no interesse de pesquisa de dois portugueses, seguidores e divulgadores da mensagem de Paulo Henrique de Figueiredo, apresenta a leitura integral e cuidadosa, com facilidade de pesquisa e inter-relação de conteúdos, de todos os artigos publicados entre 12/Jun/2016 e 28/Set/2017, por Paulo Henrique de Figueiredo na sua página pessoal.
Está publicado num ficheiro PDF, ao fundo deste artigo.>

A REVOLUÇÃO ESPÍRITA é o título de um livro que recebemos do Brasil, que começámos a ler com entusiasmo no momento em que nos demos conta da importância da sua mensagem, das reflexões e das propostas construtivas que consigo transporta.
Como é sabido de muitos e muitos milhares de referências Históricas, a REVOLUÇÃO FRANCESA, assim escrita, com maiúsculas, representa – com as inerências dolorosas de todos os grandes dramas da História da Humanidade, e estamos a pensar, nada mais nada menos que no sacrifício do cidadão Jesus de Nazaré – um ponto absolutamente essencial na viragem dos tempos, das atitudes e das conceções das sociedades organizadas, pelo menos no hemisfério que habitamos.
A REVOLUÇÃO ESPÍRITA de Paulo Henrique de Figueiredo, evidencia à partida o lúcido reconhecimento das realidades que estiveram na base do maior levantamento político-social e ideológico que sacudiu a Europa, ao fim de muitos séculos de abominável dogmatismo, intolerância, desigualdades e inenarráveis violências institucionais, quase sempre “sacralizadas”.

A REVOLUÇÃO ESPÍRITA que Paulo Henrique de Figueiredo nos apresenta possui, porém, potencial transformador muito mais vasto, pode dizer-se, universal, porque reside na consciência; procede pelo raciocínio, pelo sentido de liberdade e pelo mais absoluto respeito pela paz e pela elevação moral.

Intelectualmente pode abarcar a antiguidade e a seriedade das mesmas razões que fundamentaram a Revolução Francesa. Surgem deste modo, aglutinando muitas outras, as referências ao pensamento inspirador de Jean-Jacques Rousseau e ao seu desenvolvimento filosófico levado a cabo por Immanuel Kant.
Segue-se, no encadeado complexo de muitas razões e acontecimentos (entre elas o avanço científico proposto por Franz Anton Mesmer) a tarefa de metodização efetuada por Allan Kardec de conhecimentos excecionais, embora radicados na antiguidade do Homem, e que o relacionam com a transcendência, a sua origem e o seu destino.
Uma Revolução faz pensar na outra. Não são iguais nem parecidas, nem nas suas motivações fundamentais, nem nos processos utilizados e muito menos nos objetivos alcançáveis.
Uma faz pensar na outra porque ambas permanecem dificílimas de concretizar, e porque oferecem a perspetiva de mudanças radicais. Mas a Revolução Espírita, no âmbito e na projeção dos seus objetivos é muitíssimo mais vasta, profunda e intemporal.
O desenvolvimento da sociedade humana é de uma complexidade trágica. Mas é o único caminho inevitável e indispensável, porque vai ordenando lentamente as vontades e as atitudes individuais e coletivas em direção ao grande e necessário Progresso.
Haja a coragem para estudá-las a ambas, na íntegra seriedade das suas causas e consequências.

Quanto à que chamaremos nossa, a REVOLUÇÃO ESPÍRITA, a ser conduzida em PAZ, progresso intelectual e elevação moral será certamente – neste Terceiro Milénio – a grande – a SUPERIOR transformação de toda a HUMANIDADE!…

Para ter acesso ao ficheiro PDF com a totalidade dos artigos acima referida,
é favor clicar neste “link”:

REVOLUÇÃO ESPÍRITA, de Paulo Henrique de Figueiredo

A RENOVAÇÃO E O REFORÇO DO ESPIRITUALISMO RACIONAL

IA

Aconselho os visitantes a lerem todas as obras de Paulo Henrique de Figueiredo, sobre MESMER, A Revolução Espírita e a ideia da AUTONOMIA

O seu conteúdo é o mais largo passo em frente que se oferece ao conhecimento do Espiritismo com a abertura esclarecida das suas origens naturais e universais em contextualização histórico cultural.

Essa leitura atenta, com a consulta e pormenorização de todas as fontes é o renovado horizonte do conhecimento espírita, o reforço e a actualização necessária da leitura das obras de Allan Kardec.

O UMBRAL, sucedâneo do INFERNO, desmistificado pelo ensino dos Espíritos

O elemento principal deste artigo é a entrevista dada a respeito do tema em título por Paulo Henrique de Figueiredo, à TV Mundo Maior, cuja transcrição integral se encontra mais abaixo.

Como elemento bibliográfico de muito interesse é anexado um PDF que foi feito a partir de um artigo da Drª Maria das Graças Cabral de 9 de Outubro de 2011, devidamente referenciado, sobre o mesmo tema, com consultas efectuadas nas obras de Alan Kardec e considerandos da autora.>

Cena pertencente ao filme brasileiro “Nosso Lar” dirigido por Walter de Assis baseado no livro do mesmo nome, psicografado por Francisco de Paula Cândido Xavier, e que documenta visualmente o suposto “umbral”, aqui discutido.

Uma das ferramentas das doutrinas dogmáticas para amedrontarem as pessoas, mantendo-as prisioneiras do medo do futuro e obrigando-as a obedecer inflexivelmente aos seus mandamentos sacramentais, foi terem inventado o Inferno, ideia completamente inclassificável numa base minimamente racional.
Como poderia uma entidade criadora de seres naturalmente vulneráveis e tantas vezes desprovidos de recursos para enfrentarem as dificuldades naturais do mundo e da vida, estabelecer regras tão cruéis e que conduzissem tais seres aos sofrimentos eternos?

Uns ricos e poderosos, outros pobres e desvalidos, uns saudáveis e corajosos outros fracos e doentes, todos ameaçados desde o nascimento ao risco eminente (sobretudo para aqueles que morrem com poucos anos, ou meses, ou dias de vida!…) todos, sem apelo nem agravo, sujeitos obrigatoriamente à obediência sacramental de permanentes imposições incompreensíveis e de rigores implacáveis das condenações aos sofrimentos mais horríveis, por todos os séculos dos séculos!…
Quem domina os mecanismos dessas obrigações litúrgicas e sacramentais, em proveito próprio, mantendo os cidadãos mais humildes durante toda a vida, à beira do precipício de julgamentos tão infernalmente intolerantes?
Todos sabemos do que estou a falar, a cultura de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo permanece prisioneira desse género de perspetivas, seja qual for a denominação religiosa que continua a alimentar e explorar – repito, em proveito próprio – tais abominações sem nome!…

E então o espiritismo que diferença faz se também nos ameaça com o UMBRAL?

O dia a dia de grande quantidade de frequentadores de centros espíritas está habituado ao elevado nível de teorias penalizadoras, da ideias do “carma”, que não pertence de todo ao vocabulário espírita e cuja lógica é absolutamente alheia à cultura respetiva, já para não falarmos de cenas alucinantes de filmes e vídeos “espíritas” que “mostram” cenários alucinantes povoados por fantasmas andrajosos nos “umbralinos” vales dos suicidas!….

A COMPLETA DESMISTIFICAÇÃO da ideia do UMBRAL, pela palavra de Paulo Henrique de Figueiredo

O artigo de hoje de “espiritismo cultura” apresenta a transcrição (o mais fiel possível) de uma palestra já não muito recente de Paulo Henrique de Figueiredo que, coerentemente com pontos de vista plenamente fundamentados já abordados aqui (ver A Revolução Espírita – A teoria esquecida de Allan Kardec, de Paulo Henrique de Figueiredo), clarifica de forma resumida e inexistência no mundo espiritual de lugares reservados para coletivos de Espíritos, seja qual for o seu nível de evolução e, muito menos, a prevalência de sistemas punitivos sistematizados e muito menos dogmaticamente fechados.

A responsabilidade espiritual das pessoas tem carácter individual, e depende unicamente da sua autodeterminação em liberdade e do nível de afirmação da sua consciência moral.
De resto, está ao alcance de todos a adoção de atitudes construtivas e de evoluções positivas.
A todos é acessível o auxílio, através do conselho e da solidariedade dos bons Espíritos que, libertos do orgulho, podemos e devemos solicitar a todo o momento e seja qual for a nossa circunstância específica.

UMBRAL VISÃO ESPÍRITA/ TV mundo maior

Olá amigos da TVMUNDO MAIOR!
Muitas das histórias que ouvimos a respeito do UMBRAL relatam um local de dor e sofrimento. Para falar sobre este assunto e esclarecer alguns pontos nós vamos receber o pesquisador e escritor espírita Paulo Henrique de Figeiredo.

 ELEN ARÇA
̶  Paulo seja bem vindo!
Paulo Henrique de Figueiredo:
̶  Eu é que agradeço o convite!
O que é o UMBRAL para o espiritismo?
̶  A grande maioria dos espíritas que participa no movimento espírita foram educados nas religiões cristãs, protestantes e, na maioria, católicos.
Há uma tradição do entendimento do que ocorre na espiritualidade, desde as religiões antigas, de uma semelhança entre o que se vive neste mundo e o que acontece no outro. Um exemplo disso é o que acontece após o julgamento final.  A ideia é que os bons vão viver no paraíso e usufruir do prazer. E os maus vão viver no sofrimento. Mas o sofrimento que se imagina é um sofrimento físico.
Na Índia por exemplo, eram concebidos dois infernos, o inferno quente e o inferno gelado, da neve, do sofrimento do frio. O que se tornou clássico na Grécia e na tradição cristã foi o inferno quente.

O espiritismo traz uma inovação ao explicar o que é o mundo espiritual que não tem paralelo nas metafísicas anteriores a ele. E o espiritismo é muito recente, tem apenas 160 anos.

Então, compreender bem o que o espiritismo explica não é muito corrente.
As pessoas normalmente associam o entendimento das descrições, por exemplo, lendo em André Luís a descrição do “umbral”. Imaginam a vivência lá equivalente à que existe aqui no mundo material. Ou seja, um lugar onde se sente muito sofrimento. Seria um paralelo relativo ao inferno.
A questão é que os Espíritos, na obra de Kardec, demonstram que o mundo espiritual é muito diferente do que normalmente se imagina. No mundo material estamos determinados pelo ambiente em que nos encontramos. Se estivermos num ambiente muito quente, não importa quem seja, vai sofrer com o calor. Dos simples aos inteligentes, o bandido ou um santo, vão sentir muito calor, porque no mundo físico o organismo é igual para todos.
Quando formos para o mundo espiritual, as pessoas não percebem que o nosso corpo espiritual, num grau de evolução mediano, tem aparência equivalente à vivência que temos aqui. Muitas das pessoas que desencarnam, nem percebem que morreram, quando regressam ao mundo espiritual!…

A realidade do mundo espiritual é determinada pelo seguinte facto: O que se pensa e se sente altera as condições físicas do corpo espiritual, do perispírito.
Exemplificando: quando mais ligado às questões deste mundo, quanto mais ligado aos instintos, às paixões, às emoções, mais denso fica o perispírito, mais pesado.
E quanto menos apegado, mais desprendido, menos denso e mais leve ficará o seu perispírito.
A densidade do perispírito é que determina a localização do mundo espiritual a que vai estar associado, o nível de sintonia a que o seu perispírito está situado.
A associação que você fez do mundo espiritual com a ideia do inferno, corresponde à ideia de que quem comete erros, vai ser julgado e colocado num local de sofrimento.
O que o espiritismo veio ensinar-nos é de que o local onde estamos ambientados depende do que pensamos e sentimos.
Portanto, quando as pessoas morrem, vítimas de apegos, remorsos, desejos de vingança, sentimentos desses aproximam-nos da condição animal. No mundo espiritual a consequência disso é ter um corpo espiritual denso, pesado.
Esse corpo espiritual mais denso e pesado vai situar-se num ambiente com outras pessoas que se encontram nas mesmas condições.

Muito diferente da ideia do inferno, que é um lugar sem saída, o verdadeiro mundo espiritual como explica o espiritismo é formado por níveis diferenciados – onde se entra e de onde se sai – pela livre escolha de cada um.
Quem muda o seu padrão de pensamento, modifica o nível de sintonia com aquele lugar.
Muitas pessoas que desencarnam, regressando ao mundo espiritual, não têm uma noção do mundo em que se encontram, passam a viver do mesmo modo que viviam no mundo material. Procuram as mesmas coisas e mantêm os mesmos hábitos, as mesmas emoções e o mesmo medo, procurando satisfazer as mesmas necessidades.
Quanto mais medo tiver, mais denso e pesado se torna. Sem modificar essas tendências essas características as entidades espirituais não percebem que estar ali é uma decisão deles mesmo.

Conclusão: no mundo espiritual não existem lugares determinados por Deus para alojar este ou aquele Espírito. Não há nenhum castigo pré-determinado ou condição de sofrimento que seja imposta. Tudo é fundamentado no conceito de liberdade. Cada um vai para onde quer e fica onde quer. E essa decisão é tomada em função do seu padrão de pensamento e sentimento.

E nós encarnados, em sonhos ou desdobramentos, podemos entrar nessas zonas mais densas?

̶  Veja bem: o que significa estar encarnado? Significa que antes de nascermos, estávamos no mundo espiritual. E ligámo-nos à primeira célula que representou o surgimento do nosso corpo físico. Quando as células se vão multiplicando o ser vai-se ligando a cada uma delas, até ao momento que está ligado ao embrião, e depois, quando a criança nasce, a sua consciência como espírito passa a ser determinada pelo cérebro. Passa a pensar pelo cérebro. No momento, os que estamos a conversar aqui e os que nos estão escutando, encontramo-nos na condição de pessoas que pensam pelo corpo. Isso não significa, porém, que não estejamos presentes no mundo espiritual.
Como a nossa consciência está no corpo é como se o nosso perispírito ficasse ligado a ele, mais ou menos na mesma localização. Se vamos dormir, ou no caso do desdobramento como na pergunta que me fez, o corpo dorme, a consciência desliga-se do nosso cérebro e passamos a pensar com o corpo espiritual, com perispírito.
Estando de posse desse perispírito, onde estaremos? Estaremos num ambiente com o qual estivermos em sintonia.
Enquanto encarnados, nós já temos um ambiente espiritual determinado pelos nossos padrões de pensamento.
Há pessoas que ficam preocupadas e que me perguntam:

Para onde vamos depois da morte?

̶  Eu respondo-lhes que a pergunta que me fazem não devia ser essa. Deveriam perguntar-me onde é que estão nesse mesmo momento, agora. Porque onde estamos agora é exatamente aí onde vamos estar depois da morte.
Como espírita, a melhor maneira de entender o espiritismo é reconhecermos que somos espíritos, nós somos espíritos!…
As consequências dos nossos atos, portanto, não são futuras, são imediatas. Todas as decisões que tomamos no nosso quotidiano, elas devem estar voltadas para termos controle das nossas emoções, não é não termos emoções, porque o nosso corpo necessita delas. Necessitamos de medo, de raiva, precisamos de ter fome, necessitamos dos prazeres, tudo isso está ligado à sobrevivência do organismo.
A nossa capacidade, como espíritos conscientes é fazer uso de todas essas emoções e sentimentos e paixões nos limites do necessário.
Se morreu alguém, ficamos tristes com esse facto, e experimentar essa tristeza é extremamente natural, mas isso tem de ir-se extinguindo e recuperarmos esses factos como lembranças do passado.
Ficar a viver essas penas permanentemente no futuro, é uma coisa que não devemos fazer.
Em paralelo podemos observar o comportamento dos animais, que vivem as emoções nas circunstâncias, mas não guardam a lembrança das circunstâncias passadas, nem ficam projetando um futuro ruim.
O Homem, nessas condições, ganha a liberdade e tem que aprender que fazer uso dela, mantendo o equilíbrio, é a grande saída para a saúde, para o bem estar e para a felicidade.

E quanto aos espíritos desencarnados que se encontram num estado mais evoluído, conseguem transitar para essas regiões, passam por alguma orientação? Como se passa isso?

̶  Imagine o seguinte: se você tiver um objetivo determinado, vai onde for necessário para alcançá-lo! Imaginemos que está a fazer certa prova, de corrida de bicicleta, ou de esforço extremo em que tem que rastejar na lama, atravessar o mato. Se esse for um objetivo determinado e que vai terminar em breve, mas que é necessário para conquistar algo, isso deixa de ser um sofrimento.
Os bons espíritos, contrariamente ao que certas pessoas imaginam, não ficam como se fosse num céu, muito contentes por estarem num lugar bom.
Os bons espíritos vão onde podem ser úteis!
Têm por isso a capacidade de alterar a densidade do seu organismo, e essa alteração de densidade não representa de forma nenhuma uma situação de mal estar. Fazem isso com a intenção de estarem próximos daqueles que vão ajudar.
Se estiverem invisíveis podem inspirar alguém, mas se forem surgir a um outro espírito em estado de igualdade, conseguem ser muito mais tocantes na sua mensagem e no seu conselho.
Os bons espíritos, portanto, em muitos momentos das suas missões, passeiam pelo mundo espiritual do mais denso para menos denso, sempre tentando levar a sua mensagem, o seu entendimento. Fazendo com que os espíritos que estão ali despertem.
O que eles não podem é agir pelo outro. Se alguém estiver, portanto, no mundo espiritual, passando por uma situação de dificuldade, o espírito bom pode aproximar-se e sugerir que o outro mude o seu modo de pensar, que seja otimista, que peça ajuda.

Porque o que mais dificulta um Espírito no mundo espiritual é o orgulho. É o não pedir ajuda, é o não reconhecer que precisa de recomeçar, e esse é o primeiro passo para a mudança.

É recomendável vibrar ou fazer preces pelos espíritos que se encontram nessas regiões?

̶  Não há a mínima dúvida!
Todos os espíritos vivem num ambiente que se estabelece de tal forma que o que se pensa e sente determina o seu corpo e o ambiente em que ele está. Se tiver alguma ligação afetiva com alguém, seja qual for a condição em que se encontre, o espírito que procura ajudar pode ter acesso à sua mente.
Se pensar em alguém que se foi deste mundo, com tristeza, com pesar excessivo, estaremos a transmitir-lhe angústia.
Se a energia transmitida for otimista, vai dar tudo certo, vai superar, esse é o pensamento que temos que transmitir-lhe.  Porque ao receber esse pensamento, ele vai sentir um impulso, uma força, uma luz que o motivam. A soma dessas motivações mais a vontade dele vai possibilitar-lhe ultrapassar a condição em que se encontra.
Portanto, é sempre útil, estabelecer esses pensamentos, para aqueles que nós conhecemos e também para os que não conhecemos.
Mas sempre numa atitude de otimismo, boa vontade.
Se formos espectadores de uma corrida, e estimularmos com entusiasmo, aplausos e frases de encorajamento aqueles que começam a fraquejar, ajudamo-los a prosseguir. Passa-se o mesmo com os espíritos, sobretudo os que estiverem com dificuldades. Os sentimentos otimistas e estimulantes vão chegar-lhes como um impulso.
A pessoa que transmite essa ajuda é realmente como alguém que também se encontra a competir enfrentando-se a si mesmo naquela prova, tentando superar os seus limites. De resto, todos os bons espíritos já passaram por situações semelhantes!
Enfrentaram as dificuldades e superaram-nas pelo seu próprio esforço. Os que estimulam terceiros têm sempre o argumento principal que é o de poderem dizer que já estiveram numa situação semelhante e conseguiram superá-la.

Muito obrigada Paulo!
̶  Eu é que agradeço!

Cena pertencente ao filme brasileiro “Nosso Lar” dirigido por Walter de Assis baseado no livro do mesmo nome psicografado por Francisco de Paula Cândido Xavier, e que documenta visualmente o suposto “Nosso Lar”, aqui discutido


PDF de um artigo da Drª Maria das Graças Cabral de 9 de Outubro de 2011, devidamente referenciado, sobre o mesmo tema, com consultas efectuadas nas obras de Alan Kardec e considerandos da autora:


+ UMBRAL E NOSSO LAR


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“O Inferno”, painel do retábulo “O Jardim das Delícias”, de Hieronymus Bosch, 1504 (Museu do Prado, Madrid)

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“Roustainguismo” – a teoria de falsificação do espiritismo e os enormes prejuízos que causou

Para cada salto em frente da Humanidade há sempre tentativas perversas para falsificar, adulterar e contrariar o progresso que desperta e a esperança que se configura.

O espiritismo, logo de início, defrontou-se com uma teoria que o reduzia aos horizontes retrógrados do dogmatismo imperante em todas as religiões, que se servem da heteronomia para imporem o seu poder pelo medo dos infernos, do sentimento do pecado e da culpa!…

Essa teoria foi criada por iniciativa de um francês contemporâneo de Allan Kardec que se chamava Jean-Baptiste Roustaing, que se tornou malfadadamente conhecida como “roustainguismo” e foi adotado no Brasil, há mais de 100 anos, como tema obrigatório de estudo e divulgação pela federação espírita brasileira. E como o tal o inscreveu nos seus próprios estatutos oficiais.

As consequências culturais de um tal absurdo são incalculáveis dada a enorme quantidade de mal-entendidos, conceitos erróneos, conflitos e divisões a que deu origem no seio do movimento espírita, durante mais de 100 anos.

Foi, no nosso entender, o mais extraordinário factor para a falta de prestígio científico e cultural, que fez do espiritismo uma cultura confidencial, altamente minoritária e confinada a pequenos círculos de carácter místico e ritualista, quando poderia ter-se tornado uma frente de reforço consistente da PAZ, do PROGRESSO e da EVOLUÇÂO de toda a Humanidade.

O espiritismo é um avanço inovador que oferece à Humanidade as perspectivas mais avançadas da AUTONOMIA que é tema de uma valiosa obra de Paulo Henrique de Figueiredo, cuja leitura se recomenda a todos os visitantes: “A HISTÓRIA JAMAIS CONTADA DO ESPIRITISMO”:

Esperamos que, com a devida celeridade, esta lúcida mensagem, apoiada em factos concretos e investigações idóneas, abranja o maior número possível de interessados, para que o espiritismo possa, o mais urgentemente possível, alcançar a notoriedade prestigiada que merece.

Acrescentamos apenas a página disponínel para poderem ter acesso a um alargado conjunto de palestras e apresentações de Paulo Henrique de Figueiredo:

É favor clicar na imagem para ter acesso

A vida depois da morte

para ter acesso a este site pesquisar o endereço seguinte:

 http://www.survivalafterdeath.info/

As culturas mais avançadas de todo o mundo começam a revelar, não as recentes descobertas de fenómenos absolutamente reais que demonstram a vida depois da morte e a continuação das vidas mediante o processo da reincarnação.
A FASE ACTUAL É DA REVISÃO DE MUITOS ANOS DE TAIS INVESTIGAÇÕES, NUMA AVALANCHE DE CONHECIMENTOS CONFIRMADOS QUE APENAS OS DISTRAÍDOS OU AS PESSOAS COMPLETAMENTE INDIFERENTES AINDA IGNORAM!…

Uma imensidade de referências…

 

OS PIONEIROS DO ESPIRITISMO

Sugiro aos visitantes que descarreguem a revista acima, que obtive na internet há anos, descarregando-a de um site magnífico da CEPA, que já não existe. A tradução para o castelhano era de uma generosa senhora que já faleceu, de cujo nome não me lembro (as grandes generosidades são quase sempre anónimas…).
O conteúdo da revista deve ser cuidadosamente lido e apreciado, contendo a partir da página 12, artigos de muito valor, sobre os seguintes homens de ideias:

ALEXANDRE AKSAKOV – UN PIONERO RUSO DEL ESPIRITISMO ADELANTADO A SU TIEMPO
GABRIEL DELANNE (1857-1926) EL CONTINUADOR DEL ESPIRITISMO
LOS EXPERIMENTOS DE ALBERT DE ROCHAS
CHARLES RICHET Y EL NACIMIENTO DE LA METAPSÍQUICA
CAMILLE FLAMMARION
, ASTRÓNOMO Y ESPÍRITA
GUSTAVE GELEY(1868-1924)
PAUL GIBIER UN DOCTOR RIGUROSO
RUFINA NOEGGERATH
Alfred Russel Wallace (1823-1913)
VICTORIEN SARDOU – EL ARTISTA ILUSTRADO
ALPHONSE BOUVIER, ESPIRITUALISTA Y HUMANISTA
ARTHUR CONAN DOYLE – EL SHERLOCK HOLMES DEL MÁS ALLÁ
LE DOCTEUR DEMEURE
WILLIAM CROOKES

HENRI REGNAULT – Y EL SECRETO DE LA PERFECTA FELICIDAD
EL CÍRCULO ALLAN KARDEC
Ernest Bozzano (1862-1943)

E outros conteúdos de muito valor!…


El espiritismo antes de Allan Kardec, los precursores

Si bien el campo de investigación espírita referente al mundo de los espíritus encontró su enfoque hace más de 150 años, es evidente que los fenómenos de orden espírita han ocurrido desde los tiempos más lejanos de la historia de la humanidad. 

El mundo invisible se adapta a las civilizaciones, las épocas y las comarcas, donde las prácticas se remiten a la magia y las ceremonias revisten el aspecto de cultos.
A ratos se mezclan las almas de los antepasados, los dioses familiares, las intervenciones o fenómenos milagrosos, y el carácter o núcleo científico del hecho manifestado (núcleo que Allan Kardec se esforzó por poner en evidencia) es ahogado por las creencias y la religiosidad que lo envuelven a falta de algo más elaborado y más codificado.
Es pues difícil sintetizar de manera exhaustiva lo que precedió a Allan Kardec.

Sin embargo, es interesante señalar aquí y allá en la historia moderna de los hombres, tentativas de análisis de estas experiencias y hechos espíritas empíricos, por lo menos existe un conjunto de actas, tratados y textos que quieren recolectar y reunir lo vivido al respecto por el hombre, a falta de tener aún el material y la metodología para comprenderlo.

De manera anecdótica, podemos citar la publicación en 1475 en la Suiza alemana, en Burgdorf
específicamente, de un Tractatus de apparitionibus post exitum del teólogo polaco Jacques Junterbuck.
Citemos también un mamotreto de mil páginas publicado en Angers en 1586 por el demonógrafo Pierre Le Loyer y titulado (¡respiren profundo!): Discursos e historias de los espectros, visiones y apariciones de los espíritus, ángeles, demonios y almas, haciéndose visibles a los hombres, dividido en ocho libros, los cuales por las visiones maravillosas y prodigiosas apariciones ocurridas, tanto sagradas como profanas, se manifiesta la certeza de los espectros y visiones de los espíritus, y se entreabren las causas de las diversas clases de apariciones de éstos, sus efectos, sus diferencias y los medios para reconocer los buenos y los malos, y cazar los demonios.

Dos años más tarde apareció en Ruán, de la pluma de Noël Taillepied, doctor en teología (1540-1589)


El moderno precursor del espiritismo fue sin duda alguna el sueco Emmanuel Swedenborg (1688-1772), político, filósofo místico, científico, personaje muy erudito, reconocido por su saber, su mérito y su sabiduría, miembro de la Academia Real de Ciencias de Suecia y ennoblecido por la reina Ulrica.

Preocupado por la noción de Dios, la felicidad eterna y los sufrimientos morales del hombre, E. Swedenborg fue un precursor y un visionario en la medida en que intentó descubrir al Creador escrutando la creación. En una época en que la ciencia llamada moderna daba sus primeros pasos, aportó una dosis de racionalismo calificado de científico e impulsó la transición entre una verdad revelada de manera profética desde hacía siglos y un enfoque razonado de realidades filosóficas y científicas.Abrió la vía hacia esta metodología rigurosa de la observación de los hechos y los testimonios que envolvió de manera notable el conjunto de trabajos adelantados por A. Kardec más de un siglo más tarde.
Su búsqueda y su actuación estaban dirigidas hacia la comprensión progresiva de Dios sobre la base de enseñanzas obtenidas por revelación a través de una mediumnidad surgida en 1745.

Lo que recibió por vidência y escritura le permitió establecer una doctrina que encontro ciertas similitudes con el espiritismo: existencia de un mundo invisible o espiritual que está en permanente correspondência con el mundo natural o material, posibilidad de comunicarse con él, unicidad de Dios.

Entre los espíritus que apoyaron a Allan Kardec en el momento del desarrollo de la tercera evelación, E. Swedenborg fue de los que se comunicó con él y hasta respondió numerosas preguntas de su parte (sesiones en septiembre de 1859).

Reconoció además haber cometido grandes errores en la elaboración de su doctrina, tales como el carácter eterno de las penas o el mundo de los ángeles y de los santos. En su descargo, explicó haber tenido que luchar contra más ignorancia y sobre todo más superstición, en una época donde la impronta religiosa era de las más fuertes, pero donde ya se hacía sentir la emancipación traída por los filósofos de las Luces. Si bien Allan Kardec estuvo plenamente consciente de los aspectos refutables de su doctrina, supo reconocer en él las verdaderas cualidades de aquel hombre y su aporte en las bases del naciente espiritismo:

“A pesar de sus errores de sistema, Swedenborg no deja de ser una de las grandes figuras cuyo recuerdo permanecerá unido a la historia del espiritismo, del que fue uno de los primeros y más celosos promotores”.
(La Revue Spirite – Noviembre de 1859)

Poco tiempo antes del comienzo de los trabajos de Kardec en espiritismo, un acontecimiento mayor fue también origen de un considerable número de hechos y experiencias que marcó en un contexto particular el período de definición del espiritismo.

Se trata de la conocidísima historia de las hermanas Fox, Margaret y Katie, que en 1848 percibían golpecitos y ruidos insólitos en la casita familiar de Hydesville, estado de Nueva York, en los Estados Unidos.
Esos fenómenos eran producto del espíritu de un hombre cuyos restos se encontraron debajo del sótano. Era el antiguo arrendatario, un tal Charles Ryan, asesinado por el vecino. Por este suceso, del que por otra parte la historia humana puede conocer miles, el descubrimiento de un medio de comunicación con los espíritus se apoderó de toda Norteamérica y fue el origen de la considerable atracción hacia esa disciplina.

En 1852, tuvo lugar el primer Congreso Espírita en Cleveland.
Esa moda, un tanto superficial, concordaba sin duda alguna con ese siglo ávido de romanticismo donde sus más ilustres representantes, contemporâneos de Allan Kardec, no escondían sus relaciones con aquel espiritismo naciente:

Charles Nodier,
George Sand,
Gérard de Nerval,
Téophile Gautier,
Victor Hugo,
Honoré de Balzac,
Alfred de Vigny,
Alphonse de Lamartine.

Todos estos místicos, estremecidos por los ideales de las Luces canalizados por la Revolución todavía cercana, habían soñado con una religión hermosa, universal, y con una sociedad fraterna en armonía con la naturaleza y con el espíritu.

Y es dentro de ese contexto nutritivo y fértil que llegó Allan Kardec, o más bien Hippolyte-Léon-Denizard Rivail.

A Doutrina Espírita precisa ser salva do Movimento Espírita

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O importante artigo que publicamos abaixo é de autoria de um importante intelectual e publicista brasileiro que encontrámos na alargada participação que mantemos na net (neste caso no facebook, sob o nome de José da Costa Brites).
Edson Figueiredo de Abreu, consegue alinhar um conjunto de ideias que, quanto à metodologia de intervenção e de trabalho, se aplicariam perfeitamente ao caso Português.
Por isso se justifica plenamente a sua publicação, para além de revelar a vasta experiência e a capacidade de análise que o artigo largamente nos oferece.
As nossas mais amistosas saudações aos espíritas brasileiros e a Edson Figueiredo de Abreu a maior consideração e os votos de continuada e profícua ação em benefício da grande cultura espírita; aquela que aplaina os caminhos que trilhamos com enorme entusiasmo e a maior convicção em direção ao brilhante futuro que a todos nos espera, no além das luzes, dos sentimentos universais e da presença envolvente do esplendor DIVINO.

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da autoria de EDSON FIGUEIREDO DE ABREU

A Doutrina Espírita é a clássica codificação – elaborada no extrafísico – pelos Espíritos Superiores e organizada – no plano físico – por Allan Kardec.
O Espiritismo, como também é conhecido, foi formulado por Allan Kardec, primeiramente observando os fenómenos e estudando suas causas e efeitos; depois, ponderando sobre os diversos ensinos recebidos, os organizou e colocou em ordem didática; por fim, comentando-os e difundindo-os através de 32 publicações ao longo de 12 anos de dedicado e extenuante trabalho.
É importante frisar que Kardec preocupava-se e primava pela “unidade e integridade da doutrina espírita”, como podemos constatar no seu seguinte comentário: 

“Um dos maiores obstáculos capazes de retardar a propagação da Doutrina seria a falta de unidade e o único meio de evitá-la, senão quanto ao presente, pelo menos quanto ao futuro, é formulá-la em todas as suas partes e até nos mais mínimos detalhes, com tanta precisão e clareza, que impossível se torne qualquer interpretação divergente”. (Allan Kardec em Obras Póstumas – cap. 84 – Projeto 1868)

Já o chamado Movimento Espírita, é o que os espíritas, aqueles adeptos do Espiritismo, realizam em nome dessa doutrina.
Neste sentido é preciso ter em mente que, depois de Allan Kardec, não existe alguém ou algo – seja médium, espírito ou organização – que possa falar em nome da Doutrina Espírita como seu representante oficial, apesar da soberba pretensão de alguns.
Por ser a doutrina do livre pensar, qualquer manifestação, escrita ou oral, emitida por dirigentes, médiuns ou federativas que não tenham como base a codificação, devem ser levadas em conta como interpretações adaptadas ou ainda opiniões conceituais sobre os princípios do Espiritismo.
E qual seria, então, a responsabilidade dos espíritas em relação a doutrina?
É preciso ter em mente que nem todo “médium” é espírita e nem todo “espírito” que se manifesta também o é. Não é preciso se aprofundar muito na análise de algumas mensagens que circulam no movimento espírita, para constatar, com relativa facilidade, que muitos médiuns e muitos espíritos não conhecem os princípios básicos da codificação.

Também é preciso ter em mente que a maioria dos espíritas chegam à doutrina trazendo uma série de conceitos, preconceitos, costumes, crenças e condicionamentos adquiridos nos usos e costumes e nas religiões tradicionais anteriormente professadas.

Em respeito ao trabalho dos Espíritos Superiores e ao próprio Allan Kardec, todo espírita sério precisa estudar, se conscientizar e estar bem-preparado para fazer a necessária análise de tudo e atuar corretamente no Movimento Espírita, questionando e aceitando o que for bom, como também recusando o que não for condizente ou ainda contraditório com a codificação elaborada por Kardec.
Infelizmente no Brasil, devido à falta de estudo da codificação, o chamado Movimento Espírita, que é recheado de médiuns e editoras com interesses comerciais, apresenta muitas falhas, deturpações, rituais e enxertos indevidos, tanto nas ideias e conceitos, como nas práticas espíritas.
Para espanto geral, actualmente o mercado editorial espírita conta com mais de 8.407 livros editados por aproximadamente 181 editoras e 1.691 médiuns diferentes. Destes, 3.183 livros foram ditados por 712 espíritos a 434 médiuns. Esses números se baseiam em pesquisa realizada por Ivan Rene Franzolim em 2017.

Assim sendo, a pergunta que não quer calar é:
Como manter, neste cenário, a unidade da codificação preconizada por Kardec e o CUEE? (Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos)?

Somente com o estudo sério da base doutrinária organizada por Allan Kardec, é possível adquirir a capacidade de raciocínio necessária para discernir entre o joio e o trigo, e aprender a separar o que de fato é doutrinário, das opiniões pessoais de médiuns e espíritos ou ainda organizações.
São poucas as editoras que mantém um corpo doutrinário para avaliar as obras psicografadas antes de lançá-las e, na realidade, muitas não o fazem, o que contribui para pôr a perder a base doutrinária calcada no raciocínio e bom senso, originando confusão e a implantação de crendices e superstições.
Este cenário também contribui para a criação de um ambiente em que se aceita de tudo, principalmente o servilismo cego e o religiosíssimo fátuo calcado em ideias de pecados e resgates, assim como também a anuência da existência do maravilhoso e sobrenatural, além de práticas, as mais estranhas.
A falta de estudo da base doutrinaria elaborada por Kardec contribui também para a ascensão de gurus e pseudossábios que, sem nenhum pudor, se colocam como baluartes do espiritismo, emitindo sua opinião para todo tipo de assunto, sem deixar claro que se trata de seu conceito particular, adquirido da sua interpretação da doutrina, e não do Espiritismo em si.
Mas isso não é de estranhar, pois já na época de Kardec, a Doutrina Espírita, assim que surgiu, causou admiração e satisfação para alguns, espanto e receio para outros e sentimentos de escarnio e ódio para muitos.
Foi severamente combatida e perseguida pelo poderio religioso – veja o auto de fé de Barcelona em 1861 -, o que fez com que alguns de seus profitentes tentassem modificá-la em alguns pontos e também enxertar novos conceitos, procurando adequá-la as ideias religiosas vigentes. (Vide os livros – Os Quatro Evangelhos de Jean Batista Roustaing).

Esta situação fez com que Kardec inquirisse os espíritos a respeito, através da seguinte questão: 
“As doutrinas erróneas, que certos Espíritos podem ensinar, não têm por efeito retardar o progresso da verdadeira ciência?
“Desejais tudo obter sem trabalho. Sabei, pois, que não há campo onde não cresçam as ervas más, cuja extirpação cabe ao lavrador. Essas doutrinas errôneas são uma consequência da inferioridade do vosso mundo. Se os seres fossem perfeitos, só aceitariam o que é verdadeiro”.
“Os erros são como as pedras falsas, que só um olhar experiente pode distinguir. Precisais, portanto, de um aprendizado, para distinguirdes o verdadeiro do falso. Pois bem! as falsas doutrinas têm a utilidade de vos exercitarem em fazerdes a distinção entre o erro e a verdade. Se adotam o erro, é que não estão bastante adiantados para compreender a verdade.”
 (O Livro dos Médiuns – cap. 27 – item 301 – 10ª questão)

Porém, infelizmente o Movimento Espírita no Brasil não seguiu, desde o início, os conselhos dos Espíritos Superiores e o CUEE proposto por Kardec.
Devido ao momento histórico, os primeiros espiritas tinham crenças católicas muito fortes e enraizadas, afinal a igreja exercia forte influência no comando do estado.
Então, o espiritismo no Brasil passou a receber, em larga escala, uma grande influência religiosa que culminou com muitos enxertos doutrinários, uns inclusive, totalmente em desacordo com a própria base doutrinária original, chegando mesmo a desfigurá-la em alguns aspectos, a saber:

a) Deus que pune pela reencarnação e sentencia através de pecados e culpas;
b) Exaltação mística da luta da luz contra as trevas;
c) Substituição dos santos católicos por médiuns e espíritos;
d) Ideia presunçosa de que o Brasil é o coração do mundo e pátria do evangelho;
e) Ascensão paralela , direta e reta de Jesus, mantendo-o como um semideus;
f) Jesus como governador planetário;
g) Exaltação e culto a Maria, apresentado no plano espiritual servos e lanceiros;
h) Confirmação da existência de Almas Gêmeas;
i) Apresentação de zonas purgatórias católicas como o Umbral e o Vale dos Suicidas;
j) A mulher devendo cuidar dos afazeres domésticos e ser submissa ao homem;
k) Existência de animais e crianças no plano espiritual;
l) Degeneração espiritual a ponto de transformar o espírito em ovoide e alusão a segunda morte;
m) Cidades organizadas no plano espiritual com muros protetores e armas de defesa;
n) Alimentação no plano espiritual;
o) Órgãos no períspirito similares aos do físico;
p) Rituais de casamentos e casais no plano espiritual;
q) Procriação no plano espiritual;
r) Moeda pecuniária no plano espiritual (bónus horas);
s) Compra de tickets para ingressar em eventos;
t) Datas marcadas para eventos catastróficos ou a transformação planetária etc.

Diante deste cenário, como é possível ao espírita se manter longe das crendices, sabendo discernir entre o que é estapafúrdio e o que é racional?

Como salvar a Doutrina Espírita do movimento espírita, contribuindo para que estas ideias não se propaguem?

1) Estudar as 32 obras de Kardec, iniciando pelos chamados livros básicos, para entender os princípios fundamentais da doutrina;
2) Não aceitar tudo do movimento espírita prontamente, raciocinar, questionar, ler, ouvir, trocar ideias;
3) Conhecer e divulgar corretamente o Espiritismo, sem ficar replicando ideias e falas de expositores ou médiuns famosos;
4) Não acreditar que a Doutrina Espírita precise de órgãos reguladores se auto intitulando “casa mater” do espiritismo;
5) Considerar as informações e mensagens de livros paralelos sob o crivo da razão, da verdade, da utilidade e da bondade;
6) Antes de se pôr a defender teses espíritas se questionar e se perguntar:
– eu conheço bem a doutrina espírita, sei os seus princípios fundamentais?
– Eu tomo cuidado para não divulgar e replicar informações doutrinárias não confirmadas na base?
Lembrar que tudo que se pregue, divulgue e pratique contrário aos princípios da Doutrina Espírita, é responsabilidade direta de quem escreve, quem ensina; quem dirige casas espíritas;
de quem comanda sessões mediúnicas e de quem psicografa.

Então, ao verdadeiro espírita, questionar tudo, não só é permitido, como é extremamente necessário.
Salvemos a doutrina espírita dos espíritas!!!

Dialogar para não morrer…

Inscrevam-se como SEGUIDORES, façam comentários, divulguem junto de todos os vossos amigos. Se são utilizadores do Facebook, idem aspas!.. MUITO OBRIGADO EM NOME DE IDEIAS MAGNÍFICAS, em clima de total INDEPENDÊNCIA.

Aqui não há federações, as opiniões são SEMPRE de cada um que as constrói!…

Acima, página atual do FACEBOOK de um dos autores desta página. https://www.facebook.com/dacosta.brites

Adiram, dialoguem e trabalhem positivamente para o progresso do espiritismo, cultura universalista, emancipadora e FÁBRICA DE PROGRESSO ESPIRITUAL!!!…

Aos nossos amigos portugueses, porque os amigos brasileiros já despertaram, peço muito urgentemente que ponham de lado o silêncio e procurem ir de encontro ao ESPIRITISMO AUTÓNOMO E COMUNICATIVO que nos deixou ALLAN KARDEC.

 “…O espiritismo não pode continuar a ser uma igreja confidencial e indiferente ao progresso da sociedade

Os principais objetivos da ciência espiritualista, aquela plataforma universal de exploração inteligente da vida depois da morte, não é apenas uma ideologia de quem mergulha na confidencialidade de pequenos círculos mediúnicos, sem eco nem efeitos emancipadores.

Estamos à espera, com disponibilidade ativa já de há muitos anos, de que os principais interessados comecem a usar de forma mais concreta do direito e do dever de assumirem as suas responsabilidades que lhes atribui uma cultura emancipadora, na concretização do progresso espiritual e de todas as consequências de utilidade HUMANA…”