A Doutrina Espírita precisa ser salva do Movimento Espírita

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O importante artigo que publicamos abaixo é de autoria de um importante intelectual e publicista brasileiro que encontrámos na alargada participação que mantemos na net (neste caso no facebook, sob o nome de José da Costa Brites).
Edson Figueiredo de Abreu, consegue alinhar um conjunto de ideias que, quanto à metodologia de intervenção e de trabalho, se aplicariam perfeitamente ao caso Português.
Por isso se justifica plenamente a sua publicação, para além de revelar a vasta experiência e a capacidade de análise que o artigo largamente nos oferece.
As nossas mais amistosas saudações aos espíritas brasileiros e a Edson Figueiredo de Abreu a maior consideração e os votos de continuada e profícua ação em benefício da grande cultura espírita; aquela que aplaina os caminhos que trilhamos com enorme entusiasmo e a maior convicção em direção ao brilhante futuro que a todos nos espera, no além das luzes, dos sentimentos universais e da presença envolvente do esplendor DIVINO.

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da autoria de EDSON FIGUEIREDO DE ABREU

A Doutrina Espírita é a clássica codificação – elaborada no extrafísico – pelos Espíritos Superiores e organizada – no plano físico – por Allan Kardec.
O Espiritismo, como também é conhecido, foi formulado por Allan Kardec, primeiramente observando os fenómenos e estudando suas causas e efeitos; depois, ponderando sobre os diversos ensinos recebidos, os organizou e colocou em ordem didática; por fim, comentando-os e difundindo-os através de 32 publicações ao longo de 12 anos de dedicado e extenuante trabalho.
É importante frisar que Kardec preocupava-se e primava pela “unidade e integridade da doutrina espírita”, como podemos constatar no seu seguinte comentário: 

“Um dos maiores obstáculos capazes de retardar a propagação da Doutrina seria a falta de unidade e o único meio de evitá-la, senão quanto ao presente, pelo menos quanto ao futuro, é formulá-la em todas as suas partes e até nos mais mínimos detalhes, com tanta precisão e clareza, que impossível se torne qualquer interpretação divergente”. (Allan Kardec em Obras Póstumas – cap. 84 – Projeto 1868)

Já o chamado Movimento Espírita, é o que os espíritas, aqueles adeptos do Espiritismo, realizam em nome dessa doutrina.
Neste sentido é preciso ter em mente que, depois de Allan Kardec, não existe alguém ou algo – seja médium, espírito ou organização – que possa falar em nome da Doutrina Espírita como seu representante oficial, apesar da soberba pretensão de alguns.
Por ser a doutrina do livre pensar, qualquer manifestação, escrita ou oral, emitida por dirigentes, médiuns ou federativas que não tenham como base a codificação, devem ser levadas em conta como interpretações adaptadas ou ainda opiniões conceituais sobre os princípios do Espiritismo.
E qual seria, então, a responsabilidade dos espíritas em relação a doutrina?
É preciso ter em mente que nem todo “médium” é espírita e nem todo “espírito” que se manifesta também o é. Não é preciso se aprofundar muito na análise de algumas mensagens que circulam no movimento espírita, para constatar, com relativa facilidade, que muitos médiuns e muitos espíritos não conhecem os princípios básicos da codificação.

Também é preciso ter em mente que a maioria dos espíritas chegam à doutrina trazendo uma série de conceitos, preconceitos, costumes, crenças e condicionamentos adquiridos nos usos e costumes e nas religiões tradicionais anteriormente professadas.

Em respeito ao trabalho dos Espíritos Superiores e ao próprio Allan Kardec, todo espírita sério precisa estudar, se conscientizar e estar bem-preparado para fazer a necessária análise de tudo e atuar corretamente no Movimento Espírita, questionando e aceitando o que for bom, como também recusando o que não for condizente ou ainda contraditório com a codificação elaborada por Kardec.
Infelizmente no Brasil, devido à falta de estudo da codificação, o chamado Movimento Espírita, que é recheado de médiuns e editoras com interesses comerciais, apresenta muitas falhas, deturpações, rituais e enxertos indevidos, tanto nas ideias e conceitos, como nas práticas espíritas.
Para espanto geral, actualmente o mercado editorial espírita conta com mais de 8.407 livros editados por aproximadamente 181 editoras e 1.691 médiuns diferentes. Destes, 3.183 livros foram ditados por 712 espíritos a 434 médiuns. Esses números se baseiam em pesquisa realizada por Ivan Rene Franzolim em 2017.

Assim sendo, a pergunta que não quer calar é:
Como manter, neste cenário, a unidade da codificação preconizada por Kardec e o CUEE? (Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos)?

Somente com o estudo sério da base doutrinária organizada por Allan Kardec, é possível adquirir a capacidade de raciocínio necessária para discernir entre o joio e o trigo, e aprender a separar o que de fato é doutrinário, das opiniões pessoais de médiuns e espíritos ou ainda organizações.
São poucas as editoras que mantém um corpo doutrinário para avaliar as obras psicografadas antes de lançá-las e, na realidade, muitas não o fazem, o que contribui para pôr a perder a base doutrinária calcada no raciocínio e bom senso, originando confusão e a implantação de crendices e superstições.
Este cenário também contribui para a criação de um ambiente em que se aceita de tudo, principalmente o servilismo cego e o religiosíssimo fátuo calcado em ideias de pecados e resgates, assim como também a anuência da existência do maravilhoso e sobrenatural, além de práticas, as mais estranhas.
A falta de estudo da base doutrinaria elaborada por Kardec contribui também para a ascensão de gurus e pseudossábios que, sem nenhum pudor, se colocam como baluartes do espiritismo, emitindo sua opinião para todo tipo de assunto, sem deixar claro que se trata de seu conceito particular, adquirido da sua interpretação da doutrina, e não do Espiritismo em si.
Mas isso não é de estranhar, pois já na época de Kardec, a Doutrina Espírita, assim que surgiu, causou admiração e satisfação para alguns, espanto e receio para outros e sentimentos de escarnio e ódio para muitos.
Foi severamente combatida e perseguida pelo poderio religioso – veja o auto de fé de Barcelona em 1861 -, o que fez com que alguns de seus profitentes tentassem modificá-la em alguns pontos e também enxertar novos conceitos, procurando adequá-la as ideias religiosas vigentes. (Vide os livros – Os Quatro Evangelhos de Jean Batista Roustaing).

Esta situação fez com que Kardec inquirisse os espíritos a respeito, através da seguinte questão: 
“As doutrinas erróneas, que certos Espíritos podem ensinar, não têm por efeito retardar o progresso da verdadeira ciência?
“Desejais tudo obter sem trabalho. Sabei, pois, que não há campo onde não cresçam as ervas más, cuja extirpação cabe ao lavrador. Essas doutrinas errôneas são uma consequência da inferioridade do vosso mundo. Se os seres fossem perfeitos, só aceitariam o que é verdadeiro”.
“Os erros são como as pedras falsas, que só um olhar experiente pode distinguir. Precisais, portanto, de um aprendizado, para distinguirdes o verdadeiro do falso. Pois bem! as falsas doutrinas têm a utilidade de vos exercitarem em fazerdes a distinção entre o erro e a verdade. Se adotam o erro, é que não estão bastante adiantados para compreender a verdade.”
 (O Livro dos Médiuns – cap. 27 – item 301 – 10ª questão)

Porém, infelizmente o Movimento Espírita no Brasil não seguiu, desde o início, os conselhos dos Espíritos Superiores e o CUEE proposto por Kardec.
Devido ao momento histórico, os primeiros espiritas tinham crenças católicas muito fortes e enraizadas, afinal a igreja exercia forte influência no comando do estado.
Então, o espiritismo no Brasil passou a receber, em larga escala, uma grande influência religiosa que culminou com muitos enxertos doutrinários, uns inclusive, totalmente em desacordo com a própria base doutrinária original, chegando mesmo a desfigurá-la em alguns aspectos, a saber:

a) Deus que pune pela reencarnação e sentencia através de pecados e culpas;
b) Exaltação mística da luta da luz contra as trevas;
c) Substituição dos santos católicos por médiuns e espíritos;
d) Ideia presunçosa de que o Brasil é o coração do mundo e pátria do evangelho;
e) Ascensão paralela , direta e reta de Jesus, mantendo-o como um semideus;
f) Jesus como governador planetário;
g) Exaltação e culto a Maria, apresentado no plano espiritual servos e lanceiros;
h) Confirmação da existência de Almas Gêmeas;
i) Apresentação de zonas purgatórias católicas como o Umbral e o Vale dos Suicidas;
j) A mulher devendo cuidar dos afazeres domésticos e ser submissa ao homem;
k) Existência de animais e crianças no plano espiritual;
l) Degeneração espiritual a ponto de transformar o espírito em ovoide e alusão a segunda morte;
m) Cidades organizadas no plano espiritual com muros protetores e armas de defesa;
n) Alimentação no plano espiritual;
o) Órgãos no períspirito similares aos do físico;
p) Rituais de casamentos e casais no plano espiritual;
q) Procriação no plano espiritual;
r) Moeda pecuniária no plano espiritual (bónus horas);
s) Compra de tickets para ingressar em eventos;
t) Datas marcadas para eventos catastróficos ou a transformação planetária etc.

Diante deste cenário, como é possível ao espírita se manter longe das crendices, sabendo discernir entre o que é estapafúrdio e o que é racional?

Como salvar a Doutrina Espírita do movimento espírita, contribuindo para que estas ideias não se propaguem?

1) Estudar as 32 obras de Kardec, iniciando pelos chamados livros básicos, para entender os princípios fundamentais da doutrina;
2) Não aceitar tudo do movimento espírita prontamente, raciocinar, questionar, ler, ouvir, trocar ideias;
3) Conhecer e divulgar corretamente o Espiritismo, sem ficar replicando ideias e falas de expositores ou médiuns famosos;
4) Não acreditar que a Doutrina Espírita precise de órgãos reguladores se auto intitulando “casa mater” do espiritismo;
5) Considerar as informações e mensagens de livros paralelos sob o crivo da razão, da verdade, da utilidade e da bondade;
6) Antes de se pôr a defender teses espíritas se questionar e se perguntar:
– eu conheço bem a doutrina espírita, sei os seus princípios fundamentais?
– Eu tomo cuidado para não divulgar e replicar informações doutrinárias não confirmadas na base?
Lembrar que tudo que se pregue, divulgue e pratique contrário aos princípios da Doutrina Espírita, é responsabilidade direta de quem escreve, quem ensina; quem dirige casas espíritas;
de quem comanda sessões mediúnicas e de quem psicografa.

Então, ao verdadeiro espírita, questionar tudo, não só é permitido, como é extremamente necessário.
Salvemos a doutrina espírita dos espíritas!!!

página pessoal do autor

https://costabrites.com/

 

Leiria, terra de muitos estudiosos do Espiritismo, mostra-se aqui num trabalho de pintura de minha autoria, porque sou de Leiria e… ali aprendi – há muitos anos – o que é o Espiritismo!…
Nunca, durante a minha carreira de divulgador, tive a coragem de cruzar esse trabalho com a minha vida artística.
Agora, como caminho para uma idade já mais do que adulta, falo então do pintor que deixei ser, há mais de 20 anos!…

 

O antigo “Terreiro” bem perto da última casa onde vivi em Leiria, na Rua Padre António, ali ao fundo, à esquerda, nos anos 50/60 do século passado, ao lado da casa do meu grande Amigo, o Professor Narciso Casimiro da Costa!…
Hoje, aquelas ruas estão numa lástima, com casas abandonadas, em ruinas…

Lista de todos os artigos publicados

Pedimos aos caríssimos leitores que considerem este trabalho algo sempre sujeito a mudanças, modificações e novas abordagens.
Mudar o nome é apenas uma pequena alteração para facilitar a busca, embora tenha que ser honestamente classificativo do que quer dar-se a ler.
Para já colocamos a abrir uma lista de grande parte dos numerosos artigos que já escrevemos.
Façam Ctrl+click por favor, e aparece uma ligação.
Vamos continuar a estudar e a dar que ler a todos os visitantes, não duvidem!…
Leiam por favor o mais possível. Façam críticas, deem ideias e não se zanguem com as mudanças que continuará a haver por aqui…
NOTA:
Há alguns artigos importantes que não aparecem listados. Peço a Vossa atenção para isso. São resultados do automatismo destes meios de publicação. Faz-se o que se pode, não se faz o que se quer…

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“LE NOUVEAU LIVRE DES ESPRITS” – de Karine Chateigner / CSAK – Nancy

A obra que aqui se apresenta constitui um avanço excecional de uma cultura perfeitamente capaz de se desenvolver, de revisitar as suas próprias fontes para alargar conhecimentos, pesquisando sempre novas verdades e robustecendo as já adquiridas.

O Espiritismo, situando-se perante a fonte dos mistérios da vida, é uma sabedoria diferente de todas as outras. Como um aluno com acesso a toda a biblioteca dos seus mestres, basta bater-lhes à porta quando muito bem entende, para rever os menores detalhes da vida, com todo o seu pitoresco, todas as suas dificuldades e segredos.

As várias humanidades, entretanto, mesmo as mais bem situadas perante o aparecimento dessa cultura, criaram vários processos de indiferença e de insensibilidade, desprezando sem critério as ideias mais límpidas e mais difíceis de ignorar, como quem deseja andar para trás para voltar a cair nos erros velhos.

Como poderá algum dia, tão prestável visão do fenómeno da vida ser o sustentáculo legítimo de uma sociedade progressista, onde reine a paz, o progresso e a justiça social?

Sugerimos empenhadamente a leitura da obra apresentada, que julgamos excelente, limitando-nos a publicar aqui o Índice respetivo, que julgamos ser perfeitamente elucidativo quanto ao seu conteúdo.

Como depoimento explicativo muito importante a respeito da qualidade e do conteúdo da obra de KARINE CHATEIGNER, junto podereis escutar as palavras que nos transmite respeito desta mesma obra: “LE NOUVEAU LIVRE DES ÉSPRITS”:

“ECCE HOMO” – de Karine Chateigner / CSAK – Nancy

https://www.spiritisme.com/

Karine Chateigner, espírita desde 1982, é vice-presidente da associação “Cercle Spirite Allan Kardec”, editora do “Le Journal Spirite”, médium, conferencista e autora de “Le Nouveau Livre des Esprits”.
Esta obra, como “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec – transmite-nos o conhecimento dos Espíritos sobre os grandes temas da metafísica e da filosofia na continuidade de um espiritismo atualizado.
A partir de uma perspectiva renovada por uma profunda pesquisa cultural e mediúnica, Karine Chateigner oferece-nos uma releitura da História, lançando uma nova luz sobre a vida de Jesus de Nazaré, um homem que com sua mensagem marcou 2.000 anos de civilização.

Para dar uma ideia suficientemente clara do magnífico e extenso conteúdo da obra acima referida, inserimos seguidamente uma fotocópia do índice da mesma:

Um artigo do Centro de Pesquisa WINDBRIDGE, e a ampla utilização da mediunidade nos Estados Unidos da América

ARTIGO TRADUZIDO AUTOMÁTICAMENTE DA LÍNGUA INGLESA, com revisão breve feita pelos autores deste site:
NOTA: a ampla referência a respeito dos contactos mediúnicos deriva da extensa prática da mediunidade que se verifica nos Estados Unidos.
Não foi traduzida a totalidade da página net do Centro de Pesquisa WINDBRIDGE, que pode ser visitado no seu original em inglês:
https://www.windbridge.org/why-is-mediumship-research-important/

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Centro de Pesquisa Windbridge

ESTUDANDO A MORTE E O QUE VEM A SEGUIR

Porque é importante a pesquisa mediúnica ?

Nesta página:

Introdução

Estando alguém a lidar com a morte de um parente próximo, ponderando o que pode acontecer no final da sua própria vida ou contemplando os mistérios da consciência, as informações relevantes de cientistas credenciados sobre essas questões são tão necessárias agora mais do que nunca.

A nossa cultura está perante o início do fim da maior geração da história dos Estados Unidos: as pessoas das gerações que tiveram muitos filhos já começaram a perder cônjuges e amigos. Os membros dessa geração e pessoas de todas as idades precisam de uma fonte confiável para ajudar a distinguir informações sensacionalistas. O Windbridge Research Center esforça-se para ser essa fonte.

Independentemente do que você possa pensar sobre os médiuns, a pesquisa mediúnica é importante por várias razões: 1: todos nós vamos morrer, 2: as pessoas recebem recados mediúnicos todos os dias e 3: entender dificuldades permite ampliar a compreensão de como o nosso mundo funciona.

1. O problema que mais afeta as pessoas: que acontece quando morremos?’

As pesquisas a respeito da sobrevivência da consciência após a morte podem aliviar o medo e a ansiedade a respeito da morte. Além disso, as experiências pessoais de contacto com os mortos podem ajudar o luto. (Veja também: “Comunicação acerca do sofrimento após a morte“.)

Mesmo que esta pesquisa não seja relevante para o leitor, o conhecimento sobre a comunicação após a morte, como procedem os médiuns e o que foi pesquisado a esse respeito podem ajudá-lo a relacionar-se com amigos ou entes queridos interessados nesses tópicos, ou que tiveram experiências relacionadas com os mesmos. 
Essas experiências são frequentes, mas geralmente mal compreendidas. As hipóteses são de que você ou alguém que você conhece tenha tido contacto com um familiar falecido e tenha ficado angustiado por compartilhar a experiência com outras pessoas. A desinformação pode causar sofrimento, e a verdade pode ajudar a aliviá-lo. (Veja também: ‘Conversar com os mortos é normal?’)

2. São feitos contactos mediúnicos todos os dias e é importante entender os efeitos resultantes dessas experiências. Existe uma extensa pesquisa demonstrando que as experiências espontâneas de comunicação pós-morte (ADCs) têm um impacto positivo no luto.

Relatos anedóticos sugerem efeitos semelhantes de ADCs assistidos durante leituras com médiuns, mas mais pesquisas precisam ser feitas para entender completamente os efeitos (Beischel, Mosher e Boccuzzi, 2014-2015; Beischel, Mosher e Boccuzzi, 2017; Beischel, 2019; ver também: ‘ Comunicação de luto e pós-morte ‘,  Projetos atuais: Estudo BAM ).

Julgamos que o fenómeno da mediunidade está onde a acupuntura estava há 30 anos: parece estranho para alguns, mas outros fazem isso e dão-se bem. Precisamos estudar a mediunidade como a comunidade de medicina complementar e alternativa fez com a acupuntura para realmente entendê-la. (Veja também: “Como é financiada esta pesquisa?”)

3. Experiências sensoriais relacionadas com os falecidos apontam para capacidades humanas mais extensas do que aquelas que podem ser explicadas pelo paradigma científico atualmente dominante.

Uma recente pesquisa a respeito de recursos psíquicos descobriu: “Há provas da autenticidade dos contactos psíquicos, que não podem ser facilmente explicada pela qualidade dos estudos teóricos e outras razões. A realidade das comunicações psíquicas é comparável à dos fenómenos estabelecidos em psicologia e outras disciplinas, embora não haja conhecimento perfeito sobre elas”. (Cardeña, 2018, p. 663)
Mesmo os militares dos Estados Unidos continuam a aprofundar os contactos psíquicos:
“Os cientistas da Marinha de hoje ocupam-se menos com o estudo dos fenómenos e mais com o uso do processo misterioso, que os cientistas da Marinha garantem ao público não se basear em superstição” ( Jacobsen, 2017). Pôr de lado essa prática baseia-se em suposições infundadas, ignorância dos dados ou simples preconceitos. (Veja também: ‘ Como os cientistas estudam os médiuns? ‘)

Como esta importante pesquisa é financiada?

Estudos de pesquisa eficazes e relevantes exigem financiamento para serem concluídos. Muitas vezes, a frase “não há provas científicas” é usada apenas para pôr coisas de lado. Normalmente, a realidade é a falta de meios para fazer esse estudo. Quando a mediunidade é apoiada podem tirar-se conclusões importantes e ainda há muito para aprender.

Nos EUA, a maioria das pesquisas científicas é financiada por subsídios governamentais, empresas privadas e fundações sem fins lucrativos. As oportunidades de financiamento para temas controversos como a mediunidade são poucas. As bolsas disponíveis fornecem, em média, menos de 5% do apoio que uma bolsa do National Institutes of Health (NIH) ou da National Science Foundation (NSF) forneceria para pesquisa médica ou pesquisa e educação em ciência e engenharia, respectivamente (Beischel, 2018).

Como resultado das limitações de financiamento, muito poucos indivíduos estão atualmente realizando pesquisas mediúnicas. Embora existam, de acordo com o Bureau of Labor Statistics, atualmente cerca de 20.000 físicos e astrónomos, 31.500 bioquímicos e biofísicos e 120.000 cientistas médicos nos EUA, menos de dez grupos de pesquisa em todo o mundo realizaram pesquisas mediúnicas apoiadas no último decénio (Beischel, 2018).

No Windbridge Research Center, recebemos bolsas de pesquisa de fundações privadas para projetos específicos, mas dependemos de doações para continuar oferecendo materiais educacionais gratuitos e online. 

As doações permitem-nos cumprir a missão de aliviar o sofrimento relacionado com a morte e o que vem a seguir, compartilhando resultados de rigorosa pesquisa científica e outros materiais educacionais gratuitos com profissionais (médiuns), clínicos (profissionais de saúde mental e médicos), cientistas (pesquisadores e filósofos) e o público em geral. 
Doações mensais fornecem apoio contínuo a esses materiais educacionais gratuitos, bem como novos estudos de pesquisa e a publicação de nosso jornal gratuito, de acesso aberto, Threshold . 
O Windbridge Research Center é uma instituição de caridade sem fins lucrativos isenta de impostos 501(c)(3) fundada pela equipa de pesquisa de marido e mulher Mark Boccuzzi e Julie Beischel, PhD.

Explore mais:

Artigo online: Sobre nós
Artigo Onlie: Comunicação de luto e pós-morte
Ficha informativa:  Os quatro tipos de experiências de comunicação pós-morte (ADCs)
Artigo de jornal: Os quatro tipos de experiências de comunicação pós-morte (ADCs)
Artigo online: Como os cientistas estudam os médiuns?
Artigo online:  Ouvir os mortos é normal?
Artigo Online: Nossos Projetos Atuais: Estudo BAM

Referências
Beischel, J. (2018). Pesquisa de mediunidade mental. Enciclopédia Psi.
https://psi-encyclopedia.spr.ac.uk/articles/mental-mediumship-research
Beischel, J. (2019). Experiências de comunicação pós-morte espontâneas, facilitadas, assistidas e solicitadas e seu impacto no luto. Limiar : Journal of Interdisciplinary Consciousness Studies, 3(1) : 1–32. http://www.tjics.org/index.php/TJICS/article/view/31/25
Beischel, J., Mosher, C. & Boccuzzi, M. (2014-2015). Os possíveis efeitos no luto da comunicação pós-morte assistida durante as leituras com médiuns psíquicos: uma perspectiva de vínculos contínuos. Omega: Journal of Death and Dying, 70(2) , 169-194. doi: 10.2190/OM.70.2.b https://windbridge.org/papers/BeischelMosherBoccuzzi_AssistedADCs.pdf
Beischel, J., Mosher, C., & Boccuzzi, M. (2017). 
A potencial eficácia terapêutica da comunicação pós-morte assistida. Em Klass, D., & Steffen, EM (Eds), laços contínuos no luto: novas direções para pesquisa e prática (pp. 176-187). Londres, Reino Unido: Routledge. Cardena, E. (2018). 
A evidência experimental para fenómenos parapsicológicos: Uma revisão. American Psychologist, 73(5) , 663-677. doi: 10.1037/amp0000236 https://psycnet.apa.org/record/2018-24699-001
Jacobsen, A. (2017, 3 de abril). Os militares dos EUA acreditam que as pessoas têm um sexto sentido. TEMPO. https://time.com/4721715/phenomena-annie-jacobsen/


“A Dra. Julie Beischel é uma pioneira corajosa e inovadora. A sua contribuição é enorme, porque ao longo da história humana o terror da finalidade da morte causou mais sofrimento do que todas as doenças físicas juntas.”

PEDIDO A TODOS OS VISITANTES

Caríssimos visitantes,
Temos conhecimento concreto e detalhado, pela estatística fornecidas pela “WordPress”, das visitas que nos são feitas. Esses dados são muito estimulantes para nós, dado o nível de visitas registado.
Só sentimos a falta de contactos fazendo-nos observações críticas, sugestões de trabalho e conteúdos, em suma, com uma opinião explícita, seja ela qual for.
Pela idade que já atingiram os autores deste trabalho, não será possível fazermos de futuro muito mais do que fizemos até hoje.
Conhecer as vossas opiniões seria, entretanto, muito valioso para nós, podendo ter também muito interesse para todos os futuros visitantes.
Obrigado a todos.

A VIDA DEPOIS DA MORTE a nível universitário

 

Entre nós há uma vergonha, um medo e uma aversão enorme de falar a respeito das coisas essenciais da vida.
Afinal, há ou não há Vida depois da morte ?……
As pessoas viram a cara para o lado, é evidente o medo que têm de abordar a questão.

Perante o segredo que se oculta, não querem esclarecer a verdade, mergulhadas numa indiferença sobre questões inevitáveis.

Quem passear pelas estradas da internet, pelos sítios bem informados dos países mais desenvolvidos, as páginas que nos permitem o esclarecimento a este respeito, são facílimos de encontrar.

Depois de ler este artigo sugerimos que façam o favor de ler os outros que se seguem a respeito do mesmo assunto.

Vejamos os livros editados pela UNIVERSIDADE DE VIRGÍNIA:
Books by Division of Perceptual Studies Faculty
Mind/Body Relationship | Near-Death Experiences | Study of Past-Life Memories

 

Esta Universidade apresenta estudos fundamentados cientificamente HÁ JÁ CINQUENTA ANOS, COMO ACIMA SE PODE LER.

Um vídeo a respeito deste departamento da UVA:
https://youtu.be/2GDEtwQo_S4

 

Altered States | Nature of Consciousness | Parapsychology

Children Who Remember Previous Lives | Near-Death Experiences

Science and Religion | Mediumship | Paranormal Phenomena

As referências acima, bem como muitas outras que têm sido publicadas nestas páginas, abrem para uma infinidade de assuntos da maior importância.
Com a maior seriedade cultural e científica ajudará todos os que lhe prestarem a devida atenção.

A reencarnação confirmada cientificamente; Division of Perceptual Studies; University of Virginia/USA

Investigação do Dr. Ian Stevenson

A pesquisa do Dr. Ian Stevenson a respeito do fenómeno da reencarnação começou em 1960 quando soube de um caso no Sri Lanka de uma criança que disse lembrar-se de uma vida passada.
Tendo-se deslocado propositadamente àquele país, interrogou exaustivamente a criança e os seus pais, bem como as pessoas de quem a criança se recordava terem sido seus pais na sua vida anterior.
Este facto o levou-o à convicção de que a reencarnação era possivelmente uma realidade, tendo publicado, nesse mesmo ano, dois artigos a esse respeito no Journal of the American Society for Psychical Research.


Tendo-se dedicado a fazer outras pesquisas nessa região do mundo, onde o entendimento dos fenómenos psíquicos tinha uma tradição antiquíssima e muito mais aberta que no ocidente, identificou número suficiente de casos que achou serem fortemente demonstrativos do tema que desejava aprofundar.
Quanto mais casos descobriu, maior se tornou a sua ambição de definir cientificamente a reencarnação – um dos maiores mistérios do mundo e da vida – que tinha sido praticamente ignorado pela ciência no passado, sob influência das concepções religiosas de perfil dogmático que se tinham implantado em todo o mundo ocidental.

Em 1982, o Dr. Stevenson foi um dos fundadores da Society for Scientific Exploration. Foi autor de cerca de 300 artigos e 14 livros sobre reencarnação. O seu livro de 1966, “Twenty Cases Suggestive of Reincarnation” tornou-se um clássico nos anais da pesquisa de reencarnação.
Em 2003, o Dr. Stevenson publicou o seu segundo livro sobre reencarnação, European Cases of the Reincarnation Type“.
Em 1997 publicou o seu grande clássico: o livro de 2.268 páginas, de dois volumes, “Reincarnation and Biology: A Contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects,” que se focaram principalmente em deformidades e outras anomalias com as quais nascem as crianças.
Este clássico monumental contém centenas de imagens que apresentam as provas que descobriu. Documenta 200 casos de crianças com memórias e marcas de nascença que correspondiam às vidas e feridas de pessoas falecidas que estas crianças recordam como tendo vivido numa vida passada.
Em 1997, o Dr. Stevenson publicou uma versão condensada deste livro para o público em geral intitulado“Where Reincarnation and Biology Intersect.”

A pesquisa do Dr. Stevenson sobre a reencarnação também se tornou tema de duas obras importantes, “Old Souls: Compelling Evidence from Children Who Remember Past Lives” da autoria de Tom Shroder (jornalista do Washington Post) e “Life Before Life: Children’s Memories of Previous Lives” da autoria do Dr. Jim B. Tucker (www.jimbtucker.com) um psiquiatra da Universidade da Virginia.
Muitas pessoas, incluindo céticos e estudiosos, concordam que os casos apresentados pelo Dr. Stevenson oferecem a melhor prova até agora para a reencarnação.

DIVISION OF PERCEPTUAL STUDIES – University of Virginia

Stevenson, Greyson, Tucker

Who We Are

At the Division of Perceptual Studies, we believe that a revolution in intellectual history is taking shape, and we have a unique role to play in bringing it to fruition.

Current mainstream science and philosophy portray mind, personality and consciousness as nothing more than byproducts of brain activity encased within our skulls and vanishing at death.  Through its research, DOPS strives to challenge this entrenched mainstream view by rigorously evaluating empirical evidence suggesting that consciousness survives death and that mind and brain are distinct and separable.

And we are not alone.  Growing numbers of scientists and philosophers are becoming convinced that the prevailing physicalist picture is fundamentally flawed, and that science urgently needs to extend in directions that will allow it to accommodate genuine spiritual experiences without loss of scientific integrity.

Read more about the history of DOPS, our founder Dr. Ian Stevenson and the current faculty and staff.

Para as pessoas que tenham a possibilidade de entender a língua inglesa, sugiro este documentário, muito elucidativo relativamente ao assunto tratado nesta notícia.

Crianças que se recordam de vidas anteriores; DOPS Universidade da Virginia /USA

https://med.virginia.edu/perceptual-studies/our-research/children-who-report-memories-of-previous-lives/

Children Who Report Memories of Previous Lives
Dr. Jim Tucker

Jim Tucker with Ryan Hammons and his mother. Read about this interesting case in Dr. Tucker’s book, Return to Life

Some young children, usually between the ages of 2 and 5, speak about memories of a previous life they claim to have lived. At the same time they often show behaviors, such as phobias or preferences, that are unusual within the context of their particular family and cannot be explained by any current life events. These memories appear to be concordant with the child’s statements about a previous life.
In many cases of this type, the child’s statements have been shown to correspond accurately to facts in the life and death of a deceased person. Some of the children have birthmarks and birth defects that correspond to wounds or other marks on the deceased person whose life is being remembered by the child.  In numerous cases, postmortem reports have confirmed these correspondences. Older children may retain these apparent memories, but generally they seem to fade around the age of seven.  The young subjects of these cases have been found all over the world including Europe and North America.
For the past 20 years, Dr. Jim Tucker, now the director of the Division of Perceptual Studies, has focused mainly on cases found in the United States.

His book Return to Life offers accounts of very strong American cases of young children who remember previous lives. In this book, Dr. Tucker writes about the now well-known cases of James Leininger, a young boy who had verifiable past-life memories of being a WWII pilot, and Ryan Hammons, who had verifiable memories of being a Hollywood extra and talent agent.

Dr. Jim Tucker interviewing a young child

Dr. Jim Tucker interviewing a young child


Statements made by a child who seems to be remembering a previous life can be quite varied. The following list of possible statements is not an exhaustive list by any means. It is designed to give an idea of the kinds of things a parent or caregiver might hear, and in our Western culture, tend to dismiss as fantasy.
It is also true that a child might say one or more of these things and not be remembering a previous life. It is probably best not to pump a child for information, nor to try and prevent him or her from saying such things.
 
Types of Statements a Child Might Make:
“You’re not my mommy/daddy.”
“I have another mommy/daddy.”
“When I was big, I …(used to have blue eyes/had a car, etc.).”
“That happened before I was in mommy’s tummy.”
“I have a wife/husband/children.”
“I used to…(drive a truck/live in another town, etc.)”
“I died … (in a car accident/after I fell, etc.)”
“Remember when I …(lived in that other house/was your daddy, etc.)


Advice to parents of children who are reporting memories of a previous life
If you are a parent seeking advice about your child who seems to remember a previous life, please refer to Dr. Jim Tucker’s Advice to Parents.


Please contact us if your child appears to be having memories of a previous life
We are very interested in hearing about cases of young children who are currently spontaneously speaking about memories of a previous life. 
If you are a parent or a caretaker of a young child, please email our research assistant, Diane Morini at dsm3j@virginia.edu to submit your observations and experiences of your child’s behaviors and statements about memories of a previous life.
Rest assured that only qualified study team members will have access to your report of a child’s past life memories submitted via email, and we adhere to a strict code of privacy and confidentiality in all instances. We will not disclose the names of the people involved in the account in any way, without first seeking explicit permission from the parents.

You may note that there are a few published cases in which the actual names are used in presenting details of the case. We want to assure you that this is rare and only done by special permission granted to us by the parents.


Research into Children Who Remember Previous Lives


A respeito do nome de Jesus, origem do designativo “Cristo”

“Head of Christ,” c. 1648 1650 by Rembrandt Harmensz. van Rijn, Dutch, is a part of the “Heads of Christ” series shown at the Philadelphia Museum of Art through Oct. 30.

Caros Amigos,
A respeito do nome de Jesus, e da origem do designativo “Cristo”, tomo a liberdade de inserir a Nota final nº 11 que inserimos na nossa tradução de “O Livro dos Espíritos”:

[11 – O nome de Jesus] – Introdução VI
É neste ponto de “O Livro dos Espíritos” que surge a primeira referência ao nome de Jesus, tendo utilizado Allan Kardec o adjetivo “Cristo”, o que nos obriga a esclarecer qual foi o motivo que nos levou, ao longo de toda esta obra, a usar exclusivamente o seu verdadeiro nome para designá-lo.

Há dois mil anos, no Próximo Oriente como em muitas outras partes do mundo, as pessoas não tinham nomes tão organizados como agora, com sobrenomes e apelidos. Tinham apenas um nome pessoal ao qual se juntava um designativo para diferençar homónimos: o seu local de origem, a profissão ou uma caraterística muito própria do indivíduo. Jesus (derivado do nome judaico Joshua ou Jeshua) era conhecido no local onde vivia como filho de José, o carpinteiro, e mais genericamente como “o nazareno”. É muito comum, em meio espírita, usar-se esta designação: Jesus de Nazaré.

No tempo de Allan Kardec, numa sociedade profundamente influenciada pelo pesadíssimo predomínio católico, “Jesus Cristo” era designação usual, tanto que uma imensa maioria de católicos julgava que “Cristo” seria parte integrante do nome de Jesus, o que não é verdade.

Sendo o espiritismo uma cultura que é orientada pela ordenação racional de factos comprováveis pela experiência, isto é, uma filosofia não dogmática que parte de uma ciência de observação, não pode correr o risco de se deixar embalar por ideias que não são apenas diferentes, são antagónicas.

Ou seja, o espiritismo não aceita dogmas como o da designada “santíssima trindade”, que sacralizou Jesus de Nazaré, afastando-o da sua natureza humana, escamoteando o seu papel fundamental de modelo de comportamento moral que nos propõe o ensino dos Espíritos.
Isto é muito claro ao lermos a pergunta 625 de O Livro dos Espíritos, que pedimos leiam com a melhor atenção, bem como o comentário de Allan Kardec que se lhe segue.
Sendo Jesus de Nazaré modelo de todos os seres humanos, é impossível conceber Jesus como entidade constituído de forma artificialmente diferente de qualquer um de nós, seus irmãos, também muito legitimamente honrados pela categoria inalienável de filhos de Deus.
“Cristo”, por seu turno, é um nome que deriva da palavra grega “christos”, que no contexto do cristianismo primitivo de influência greco-judaica inseria Jesus no elenco do messianismo judaico, que quer dizer exatamente “o messias”, “o enviado”, “o ungido”.
S. Paulo, que nunca conheceu pessoalmente Jesus, deu um primeiro passo nessa direção, quando criou “O Cristo da fé” que se afastava muito do Jesus histórico, cuja vida e mensagem lhe não interessavam, uma vez que centrava toda a sua doutrina na “morte e ressurreição” de Jesus.
Quando o cristianismo começou a helenizar-se e a expandir-se entre os gentios (os não judeus), o título de Cristo passou a ser uma espécie de sobrenome.
Depois do colapso do poder dos Césares de Roma, esvaziados da prerrogativa da sua divinização que lhes era conferida pelo paganismo, tiveram que lançar mão da popularidade crescente e progressiva do cristianismo.
Este tinha avançado de forma imparável, impulsionado pelos ensinamentos de Jesus de Nazaré, em coerência com as antigas sabedorias e com a vanguarda científico filosófica das escolas de pensamento Grego, nomeadamente Pitágoras, Sócrates e Platão (Ver capítulo III da Introdução de O Evangelho segundo o Espiritismo).
O Império romano, aliado ao poder de alguns altos dignitários do cristianismo nascente, apoderou-se do cristianismo para impor a universalidade da sua influência política e estratégica.
Cristo foi-se tornando uma expressão corrente, enquanto o Jesus ressuscitado recebia o sobrenome de “senhor” ou “kyrios”, fórmula que encaixa adequadamente nas determinações políticas que foram assumidas no Concílio de Niceia, no ano de 325, pelo Imperador Constantino, o grande, para obedecer exclusivamente a interesses de predomínio político e estratégico.
Allan Kardec usou indistintamente as palavras Jesus, Cristo, e até Jesus Cristo com o mesmo significado. Porém, quer na ordem das ideias de carácter doutrinário, quer na ordem da consideração histórica da pessoa de Jesus, cento e cinquenta anos depois da elaboração de O Livro dos Espíritos, entendemos que é forçoso fazer opções quanto à utilização desta diversidade de nomes, que pode carregar consigo o peso de graves contradições. A nossa decisão não é apenas linguística nem apenas doutrinária: respeita e faz a devida utilização da memória dos povos, leva em conta as trágicas consequências de mais de 1.700 anos de dogmatismos impiedosamente intolerantes e sangrentos.
Reforçando ideias, repetimos as esclarecidas palavras de Kardec (ver comentário pergunta nº 625 desta obra): “…Se alguns dos que pretenderam instruir os seres humanos na lei de Deus algumas vezes os desviaram para falsos princípios, foi por se deixarem dominar por sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regem as condições da vida da alma, com as que regem a vida do corpo. Muitos deles apresentaram como leis divinas o que eram apenas leis humanas, criadas para servir as paixões e dominar os homens.”jose (04/12/2021 13:23:30)

José da Costa Brites/Maria da Conceição Brites/
https://palavraluz.com/

Questionner l’existence

Cercle Spirite Allan Kardec

inscrevam-se em: https://www.youtube.com/user/CercleSpiriteAK/featured

Questionner l’existence


Éclairant les grandes questions existentielles de l’être humain sur l’origine et le sens de la vie, le spiritisme répond à l’essence même du message humaniste et propose une formule de partage, de liberté, et d’émancipation pour tous les êtres humains, tous les peuples sans distinction.

Champ inépuisable de réflexion, la philosophie spirite découle de la manifestation des esprits et apporte des réponses aux questions existentielles du sens de la vie, de son origine et de la place de l’être humain dans la société.

Le spiritisme résulte de l’enseignement de milliers de communications avec des personnes décédées appelées esprits. Domaine d’expérimentation depuis les années 1850, il est basé sur l’observation et l’analyse des manifestations produites par ces esprits, par l’intermédiaire de personnes ayant une sensibilité particulière appelées médiums.

Le souhait universel des esprits est que chaque être humain évolue intellectuellement, moralement et spirituellement tout en participant à la transformation progressive de l’humanité.

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« Ne souffrant d’aucune sorte de dogme ni de rite initiatique, le spiritisme s’adresse à tous les Hommes avides de connaissance et d’émancipation morale et intellectuelle »

Extrait de message spirite d’Allan Kardec (Mars 1985)

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Décrypter des phénomènes inexpliqués Le spiritisme se définit comme une science d’observation, s’intéressant aux phénomènes inexpliqués et délaissés par la science matérialiste, dans une réelle démarche d’analyse à caractère scientifique.Démystifiant les mécanismes de la vie et de la mort, de l’existence de l’esprit et de sa destinée, des interactions entre le monde des morts et le monde des vivants, le spiritisme traite de la nature, de l’origine, et de la destinée des esprits, ainsi que leurs rapports avec le monde matériel.Du milieu du 19e siècle jusqu’aux années 30, de nombreux scientifiques ont étudié minutieusement les phénomènes spirites, apportant les preuves de l’existence de l’esprit au-delà de la matière par multiples expériences, sous couvert de protocoles expérimentaux rigoureux.La somme de tous ces enseignements a permis d’approfondir les lois spirites quant aux facultés psychiques et phénomènes médiumniques, apportant un éclairage inédit sur la capacité des esprits, l’impact de la force pensée, et les possibles contacts avec les esprits désincarnés.
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Un changement d’état Que deviennent les décédés une fois que le voile de la mort a éteint le dynamisme de la vie ? Où sont passés nos proches et ceux que nous avons tant aimés ?Celles et ceux que nous avons aimés, à qui nous continuons de penser, peuvent nous entendre, nous comprendre, nous suivre, et parfois peuvent sans doute nous faire des signes. Peu importe la manière qui dépend surtout des circonstances et leur latitude à se manifester, c’est leur façon à eux de nous interpeller.Beaucoup quittent leur corps et passent le tunnel de lumière, rejoignant cet au-delà à la rencontre de leurs amours passées ou présents. Ils continuent d’apprendre dans leur nouvel état afin poursuivre leur chemin d’évolution. Ils peuvent alors avoir envie de dire ce qu’ils pensent et ce qu’ils découvrent, manifestant leur enthousiasme à affirmer leur survivance et que tout continue malgré l’absence et la séparation physique.
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Percevoir au-delà

La médiumnité est une sensibilité exacerbée qui permet à certaines personnes appelées médiums d’être réceptifs aux manifestations des esprits et d’en être les intermédiaires

A partir des enseignements du spiritisme et selon l’expérience acquise au sein de notre structure, nous distinguons trois grandes catégories essentielles en médiumnité permettant un effet intelligent : les médiumnités intuitives ou semi-automatiques, les médiumnités par automatismes, et les médiumnités faisant intervenir un phénomène de transe.

Aucune échelle de valeurs n’est établie entre toutes ces formes de médiumnité, car tout mode de communication, s’il est correctement développé et pratiqué, permet aux esprits de s’exprimer et d’apporter des informations dans la richesse et la complémentarité entre ces différentes facultés.

La diversité des médiumnités est alors un avantage, permettant aux esprits d’utiliser tous les modes possibles de l’expression humaine, tels la parole et le geste, l’écriture, le dessin, la peinture, la sculpture, la musique.

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Renaître encore Parmi les principes fondamentaux de la pensée spirite, la réincarnation correspond à l’addition d’expériences de vie différentes et nécessaires au développement de la morale et de l’intellect de chaque individu.La réincarnation répond à une évolution positive de l’esprit. Au fil de nos vies successives sur de multiples mondes habités d’évolutions différentes, l’âme se transforme alors progressivement et évolue en connaissance et en moralité. Chaque vie est une nouvelle expérience qui nous met au contact de nos semblables, celles et ceux que nous avons connus antérieurement ou non.Chaque vie est ainsi l’apprentissage de choses nouvelles, faite de réalisations différentes à atteindre, confrontant l’être à de multiples expériences dans le contexte d’une société, d’une culture, ou d’une civilisation.
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« Naître, mourir, renaître encore, et progresser sans cesse, telle est la loi. »

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Allan Kardec

Un mouvement structuré

Notre cercle s’inscrit dans la continuité évolutive du mouvement spirite, fondé par Allan Kardec en 1858, et poursuit les expériences de communications avec les esprits, assurant le renouveau d’un propos actualisé à la lumière des esprits.

L’histoire du Cercle Spirite Allan Kardec débute en 1974. Il est un organisme à but non lucratif (loi 1901) représenté aujourd’hui à Nancy, Paris, Besançon, Belfort, Montpellier-Béziers, Toulouse, et Lyon.

Disposant d’une structure appropriée et expérimentée, la mission principale de l’association est de promouvoir la diffusion de la pensée spirite au travers de livres, d’une revue trimestrielle “Le Journal Spirite”, d’événements proposés au public (conférences, forums, expositions, etc). Les membres adhérents sont des bénévoles issus de tout milieu, ayant le désir d’apprendre, d’étendre leurs connaissances, de participer à ce renouveau spirite, et de répondre par un engagement sincère et volontaire aux buts que s’est fixée l’association.

ARTIGO VISTO EM: https://www.spiritisme.com/spiritisme

Resumo da doutrina espírita – meu pai

Uma comunicação mediúnica de meu pai, um tesouro bem guardado que agora dou a conhecer

É tempo oportuno para que eu revele um documento que durante toda a vida de minha mãe foi sendo conservado naquela reserva oculta das coisas preciosamente difíceis de mostrar à luz aberta da convivência. Por muitas razões de pudor sentimental mas, essencialmente, porque era objecto que despertava o eco de um enormíssimo desgosto: o falecimento de meu pai, a 15 de Dezembro de 1949.  Esclareço igualmente que os papéis desta comunicação permaneceram guardados pela minha mãe junto das suas mais íntimas recordações, e que só me chegou às mãos quando adoeceu gravemente há cerca de 16 anos atrás.
A comunicação mediúnica de meu pai foi efectuada logo no dia 7 de Fevereiro de 1950 e foi facilitada pelo facto de a família se encontrar, desde os anos vinte do século anterior, intimamente relacionada com a cultura espírita.

Um documento com substância de verdade, cultura própria e informações concretas

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Vai a abrir o texto completo, transcrito com pequenas reticficações formais, a partir daquele que foi escrito pela minha mãe de forma rápida, na sua bonita caligrafia, para mim tão familiar.

(Nota: as comunicações mediúnicas são muitas vezes vividas sob forte emoção e não há nenhum aparelho capaz de registá-las automaticamente sem vacilações ou gralhas, fáceis de corrigir com razão e boa fé, em análise posterior.)

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Faço seguidamente os considerandos apreciativos da comunicação e comentários respectivos, frase por frase. Peço às visitas o favor de lerem esses comentários, pois são eles, com efeito, o principal do que tenho para dizer-vos.
Encerro com as imagens digitalizadas dos textos originais, redigidos sobre velhas folhitas de escola primária, com caneta permanente de tinta azul escurecida pelo tempo.

 
Texto da comunicação mediúnica de meu pai

Em 7 de Fevereiro de 1950

Oremos e meditemos!
Pequeníssimo qual verme no mundo vivente, arrebatado de devotamento e veneração, curvo-me ante mim mesmo e digo: Não sou digno. Não sou digno de ser ouvido pelo que deixei no mundo! Não… não mereço ser perdoado nesta enorme falta que tão ousado cometi! – não respondi à verdade que em grandes letras se revelava à minha compreensão, tão sonante como verbal e audível, tão sincera e imponente como os trovões anunciando a tempestade; Se não nos prepararmos nos naufrágios da vida exterior para gozar no interior da consciência à sombra do dever cumprido!
Que palpitante ensino para o rebelde que fui…! Oremos pois. Que Deus seja louvado!
O choque!… fez sofrer a minha pessoa quando já ausente do corpo… sofrer tão merecido como violenta a separação dele!!!
Ah!… Fora do mundo… homem cheio de esperanças… nessa pobre e misérrima vida, se é que vida se lhe pode chamar em comparação à que a mim, principiante, vejo desdobrar-se tão cheia e surpreendente, como se de cinco anos em ignota aldeia vivido, entrasse em luzente capital de rico império!…
A cada momento novas e fulgurantes vistas com panoramas de recreativa beleza se manifestam em face do meu frouxo entendimento! Até me sinto esquecer a vida própria!
Parece-me que vida é mais o que eu vejo do que eu mesmo! Esta fulguração de vidas, de sóis que são as almas na fusão das suas compreensões em se chocar, que vibram brilho e amor!
Choro comoções tão chocantes, sentimentos de formosa cordialidade. Mas eu embasbacado pergunto aos amigos porque tão cedo viria para o além?
Empregado subalterno aqui… notai, mas que mal pode ser comparado aí!
O que eu sinto aqui é mui superior ao que aí se sente nas mais favoráveis condições da vida.
Aquele choque tão brutalmente violento, fora nem mais nem menos o reflexo da minha negação ao chamamento que tão veraz sentia!
Arremessado para a verdade eterna afora o corpo por este servir de estorvo àquilo com que Deus quer mimosear-nos dentro dele!
Ouçamos esta voz aí para não haver esses desastres, essa forma tão chocante para nós todos! Ouçamos meigamente e à sombra do dever cumprido deixem o coração emocionar-se a favor dos destituídos desse sentimento. Desde que daí parti é este o meu mais belo momento!!
Estou a engrandecer esta pobre personalidade baseando-a no desejo de a alguém ser útil com a lição que me custou a vida e o amor espezinhado de minha mãe que tão baldadamente aos pés me expôs ; custou-me o amor da esposa suspirosa que não teve o adeus fatal!!!
Ah!… Perdoem-me… não posso falar ainda na terceira pessoa! Não me é permitido por uma grande entidade a qual me fez portador desta mensagem, como já disse, enchendo-me de regozijo por tal favor.
Entregue nas mãos de quem lhe dá passagem
para quem queira…
Bendito seja Deus receber…

 
 
 
Alguns comentários:
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A mensagem dos espíritos captada por um médium não é como um relatório técnico ou como um despacho de agência noticiosa. É uma revelação ditada com energia amplificada do pensamento, conceitos que muitas vezes as palavras não traduzem de modo integral. É necessário saber isso e sentir a mensagem dessa tal forma subjectiva e amplificante, sem a pequenez duma análise estrita.

Palavra por palavra, frase por frase, contudo, a comunicação do meu querido pai concentra na sua reduzida dimensão um conjunto de qualidades positivas, abre perspectivas muito belas sobre a vida depois da morte, além de ser, no meu entender, muito elegante no sentido literário e ainda plenamente fiel ao rigor da doutrina espírita.

A intuição da minha mãe acrescentou, sem nenhum preconceito literário mas com grande perceção sensível, uma pontuação exclamativa abundante. Conhecendo como conheci as pessoas que estiveram presentes na sessão espírita em questão e, muito em particular, a personalidade do médium, minha tia Augusta, tenho a consciência de que a sua convicta determinação anímica incluía uma enorme dose de afirmação espiritual. Donde, a abundância de acentuações exclamativas, intercalado o discurso aqui e ali por reticências, que devem ter correspondido a pausas meditativas na intensidade da mensagem.

 
Oremos e meditemos!

Estas são as duas palavras iniciais, preciosas na sua riqueza de proposta construtiva dos valores da atitude espiritual e da predisposição intelectual:
Oremos todos, pois, e meditemos sempre em cada momento da nossa vida: o convite é como um alerta e um voto, uma determinação da vontade:”… progredir e evoluir sem cessar, tal é a lei…”
Surge logo depois o sentimento de modéstia da sua própria pessoa, das suas limitações naturais:

“…Pequeníssimo qual verme no mundo vivente, arrebatado de devotamento e veneração, curvo-me ante mim mesmo e digo: Não sou digno….”

Tal modéstia e o sentido da autocrítica são uma tradução do rigor de obediência aos princípios essenciais da evolução pela aprendizagem, pela expiação e pelas provas de que este mundo nosso é cenário organizado e propício.
Convém esclarecer que meu pai, embora tivesse vivido num ambiente muito mais próximo da verdadeira pobreza do que da humildade remediada, tinha sido bafejado pelo convívio com pessoas de alto padrão moral, integridade de procedimentos e, mais do que isso, ilustradas com o conhecimento da doutrina dos espíritos. Daí o seu sentimento de culpa de não ter cumprido integralmente a sua tarefa.

“…Não sou digno de ser ouvido pelos que deixei no mundo! Não… não mereço ser perdoado nesta enorme falta que tão ousado cometi! – não respondi à verdade que em grandes letras se revelava à minha compreensão…”
“…Que palpitante ensino para o rebelde que fui… o José da Costa Brites! Oremos pois. Deus seja pois louvado!…”



A sinceridade de tais palavras, o profundo sentimento que as anima, nenhum relator – por muito sensibilizado e intelectualmente centrado que fosse – poderia construí-las artificialmente.
A referência explícita ao nome próprio, que não sei se é elemento frequente neste tipo de comunicações, pode aqui ser talvez entendida pela data muito recente da passagem à imaterialidade.
O relacionamento que faço tem a ver com a inflexão do discurso, que agora se centra na ocorrência do acidente, sofrido há menos de dois meses:

“…O choque!… fez sofrer a minha pessoa quando já ausente do corpo… sofrer tão merecido como violenta a separação dele!!! Ah!… fora do mundo o homem cheio de esperanças…”

Vêm de seguida breves mas muito elucidativas visões e percepções qualitativas do além:

“… nessa pobre e misérrima vida, se é que vida se lhe pode chamar em comparação à que a mim, principiante, vejo desdobrar-se tão cheia e surpreendente, como se de cinco anos em ignota aldeia vivido, entrasse em luzente capital de rico império!… A cada momento, novas e fulgurantes vistas com panoramas de recreativa beleza se manifestam em face do meu frouxo entendimento! Até me sinto esquecer a vida própria!…”

Esta “visão do céu” associo eu a uma quantidade de narrativas feitas do além por intermédio de outros espíritos que eu considero privilegiados do ponto de vista cultural e sensitivo. Que o meu querido pai tenha tido a possibilidade e as condições de – em tão pouca quantia de palavras – fazer uma “descrição” tão condizente com esse outros textos, tão empolgada e empolgante, é coisa que me causa uma espantosa admiração e uma enormíssima felicidade.

A abertura de alma prossegue, no teor que pode ser analisado na sua totalidade no texto completo, numa linguagem sintética e ao mesmo tempo poeticamente comovida:

“…Choro comoções tão chocantes, sentimentos de formosa cordialidade!…”

A pergunta que formula logo a seguir parece-me de uma extraordinária importância para que avaliemos o contexto espiritual em que se desenvolve a corrente dos sentimentos expressos: o meu pai faz-nos saber, pela forma como exprime o sentido da pergunta, que se encontra acompanhado por amigos, logo, num clima de favorável acolhimento, propício a que coloque questões relativas à violenta surpresa que teve de suportar, no momento do acidente que o vitimou:

“…mas eu embasbacado pergunto aos amigos porque tão cedo viria para o além?…”

A conclusão tirada oferece-me uma visão positiva das circunstâncias que rodeavam meu pai, do ponto de vista da sua situação e do clima que o acolheu. E prossegue na descrição do ambiente celestial que o rodeia, em termos inequívocos:

“… Empregado subalterno aqui… notai… mas que mal pode ser comparado aí!. O que eu sinto aqui é mui superior ao que aí se sente nas mais favoráveis condições de vida…”

Será talvez adequado referir que a vida do meu pai sempre foi de grande modéstia,  sendo tão órfão que jamais conhecera o pai (falecido por doença em Moçambique para onde emigrara na busca de melhores condições de vida seguindo as passadas de seu pai – meu bisavô – o qual ali tinha vivido antes).
Era motorista de profissão e sua mãe, minha avó, vivia dos recursos da terra e o acidente mortal de viação que o vitimou ocorreu nas imediações de Coimbra.

“…Aquele choque tão brutalmente violento fora nem mais nem menos o reflexo da minha negação ao chamamento que tão veraz sentia…”
“…Arremessado para a verdade eterna afora o corpo por este servir de estorvo àquilo que Deus quer mimosear-nos dentro dele! Ouçamos essa voz aí para não haver esses desastres, essa forma tão chocante para nós todos…”

Esta última frase ressoa em mim como um queixume, um condoído desabafo pelas condições incautas em que circulavam os motoristas nas estradas portuguesas. Meu pai, seguindo na sua mão, foi colhido de frente por uma camioneta que ultrapassava fora de mão um carro de bois, a seguir a uma curva. Ao impacto de frente somou-se o efeito – que lhe foi fatal – do impacto da carga que seguiam amontoada atrás do motorista, sem qualquer protecção. Meu pai foi por isso esmagado pelo peso de encontro ao volante e tinha a clara noção disso.
Só depois do seu falecimento a empresa, de que minha mãe recebeu durante alguns anos uma misérrima pensão sem sentido, se resolveu a colocar uma barreira entre as cargas e os motoristas que as transportavam.
E continua:

“…Oiçamos meigamente e à sombra do dever cumprido deixem o coração emocionar-se a favor dos destituídos desse sentimento…”

Este chamado comovente e este apelo à comoção é, não nos iludamos, feito de uma forma que nada tem de um superficial apelo caritativo imediatista ou simbólico. O nosso coração deve emocionar-se a favor daqueles que não são providos do sentimento de seguirem a obediência aos chamamentos, como o que o meu pai “tão veraz sentia”, “à sombra do dever cumprido”!…

A frase que convida à emoção foi adoptada pela minha avó, e algumas vezes a ouvi meigamente sentenciar:

– “Deixem o coração emocionar-se!…”

Sendo eu portador de uma tão emocionante mensagem, como poderei sentir-me menos que um privilegiado das circunstâncias, alguém que foi favorecido por um testemunho tão vivo e tão intensamente sentido.
O culminar da felicidade espiritual de meu pai e a declaração do seu bem-estar face à nova situação alcançada, tem a sua expressão – com enorme contentamento para mim – na frase seguinte:

“…Desde que daí parti é este o meu mais belo momento!!…”

Refere depois com desgosto e arrependimento algumas das diferenças que teve com sua mãe, escusando-se a verter a mínima crítica das razões pessoais que tivera e que pudessem ser tomadas como desforço ou acinte para com minha avó Cristina. Posso referir isso com segurança, dado que foi matéria muito frequentemente abordada sendo eu criança e meu pai vivo ainda, e aludida mais tarde, em conversas de família. Questões normais do dia a dia, juízos feitos a respeito de atitudes diversas, rigor de princípios, etc.

Quase no fim, contudo, segue-se uma observação fortissimamente comprovativa da autenticidade desta mensagem, pelo que tem de secreto, de conceituosamente subentendido. Disse então meu pai:

“…Ah! …Perdoem-me… não posso ainda falar na terceira pessoa! Não me é permitido por uma grande entidade a qual me fez portador desta mensagem como já disse, enchendo-me de regozijo por tal favor…”

A minha leitura deste trecho da comunicação de meu querido pai, cumula o meu coração de uma infinita ternura e o compromisso do segredo a que foi vinculado cumpriu-o de forma hulmildemente disciplinada, como era timbre da sua personalidade.
Sendo ele a falar na primeira pessoa e sendo naturalmente minha mãe a segunda (a amada “esposa suspirosa que não teve o adeus fatal” – minha mãe, estando distante do hospital onde se encontrava, não assistiu aos últimos momentos de vida de meu pai) é perfeitamente claro que sou eu essa “terceira pessoa”.
Para todas aquelas almas sensíveis que são conhecedoras dos códigos comunicativos vigentes entre espíritos desencarnados e seres ainda materializados como nós, é perfeitamente óbvio que assim é.

Considerando aqueles pormenores de certas comunicações mediúnicas que são como um detalhe revelador da autenticidade das mesmas, é este o momento precioso da comunicação de meu pai que confirma a sua invencível credibilidade:

Não sendo autorizado a mencionar um ser ainda nas primícias da sua infância, eu mesmo, para evitar a mínima interferência na vida que me competia viver, a comunicação de meu pai situa-se integralmente dentro dos critérios de respeito pelas regras e ordenações do plano da criação e desenvolvimento responsável dos humanos!…

E termina, despedindo-se de forma singela, concisa e respeitosíssima perante o Alto:

“…Entregue nas mãos de quem lhe dê passagem… para quem queira… Bendito seja Deus receber…”

Chamo a atenção para o seguinte:

Um certo requinte de linguagem que é usada pelo meu pai não era certamente reflexo de uma aquisição recente ou efeito “celestial”.
Quer a minha avó, quer as minhas tias, embora pessoas muito modestas, usavam esse tipo de linguagem devido essencialmente à sua delicadeza de espírito e à sua capacidade de registar e exprimir emoções. A minha tia Augusta, a que era médium espírita, era uma pessoa de sensibilidade e dotes intelectuais muito invulgares.
Certo é, evidentemente, que meu pai era uma pessoa muito meigo de carácter, que se exprimia com correcção e elegância.

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Lendo repetidas vezes este belíssimo conjunto de palavras e este vibrante encadeado de ideias, sinto-me reforçado na minha condição por um inquebrantável feixe de energias positivas e verdades tão claras que não necessito de provas factualmente comprováveis da sua autenticidade. Elas são por si, e na sua natureza íntima, o garante mais sólido da consoladora verdade, da luz inspiradora e da vida eterna!

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O que partilhei aqui convosco no dia de hoje não foi uma notícia lida num jornal, não foi um “post” copiado na internet num site apetecível. Foi um pedaço precioso de vida experimentado e vivido, de olhos postos no além, indicação da nossa marcha evolutiva, com todos os sentidos do corpo e do espírito postos na magnânima omnipotência de Deus, nosso Criador.
 
 
 
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Fins de Novembro de 2011
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Experiências de Quase Morte

Este longo e muito elucidativo trabalho foi publicado pelo conhecidíssimo divulgador de fenómenos relacionados com a vida após a morte, Dr. Victor Zammit.
Ver a notícia inserida ao fundo desta mesma notícia, pesquisada no seguinte endereço:
http://www.victorzammit.com/index.html.
O nosso trabalho foi adaptado para a nossa linguagem de português de Portugal, com pequenas intervenções no texto.
NOTA: há algumas falhas no final do artigo de que pedimos desculpa. Em breve serão rectificadas

À medida que a tecnologia e a medicina evoluem, muitas pessoas morrem em determinadas condições, regressando imediatamente à vida pelo recurso às tecnologias da ressuscitação. Muitas dessas pessoas tiveram depois a oportunidade e o desejo de descrever as suas vivências durante esse processo, designado em língua portuguesa como EQM – “Experiência de Quase Morte” e, em língua inglesa como NDE – “Near Death Experience”.

Milhões de pessoas em todo o mundo já passaram por  esse tipo de experiência. Em 1983, uma grande pesquisa americana feita por George Gallup Junior relatou que cerca de cinco por cento da população adulta já havia experimentado uma dessas EXPERIÊNCIAS DE QUASE MORTE (Gallup 1983).
Os estudos que têm sido feitos em todo o mundo revelam que esse tipo de experiências são idênticas para todos os seus protagonistas, independentemente de diferenciações compreensíveis de ordem cultural, conforme os que as descrevem: O estudo de Margot Grey sobre as EQMs na Inglaterra (Gray 1985); O estudo de Paola Giovetti na Itália (Giovetti 1982); Estudo de Dorothy Counts na Melanésia (Counts 1983); Estudo de Satwant Pasricha e Ian Stevenson (1986) na Índia.

Essas experiências têm acontecido ao longo da história da humanidade, mas foi apenas nos últimos trinta anos que as pessoas na cultura ocidental se sentiram seguras para falar sobre elas.

O que acontece
– uma experiência típica

Experiência de um homem que teve um ataque cardíaco e se vê fora do corpo: Descobre que não pode ser ouvido; vê um familiar, mas este diz que ainda não é hora de ele morrer; entretanto, regressa ao corpo, o que lhe revela que existe uma vida após a morte.

NOTA: Os originais destas gravações foram todas feitas em inglês. O Youtube facilita a apresentação de legendas em português, solicitando isso no rodapé do vídeo, à direita.


http://www.youtube.com/watch?v=bqInhGpECak

Dr. Jeff e Jody Long apresentam seis experiências de quase morte. O Dr. Jeffrey Long, autor de Evidence of the Afterlife: The Science of Near-Death Experiences , fornece contexto e descreve alguns dos principais recursos associados às experiências de quase morte.


O Holandês Dr. Pim Van Lommel fala sobre consciência durante uma EQM

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Dezasseis razões pelas quais as experiências de quase morte (EQMs) não são alucinações ou efeitos do cérebro moribundo:

1. Os sobreviventes de EQM têm memórias claras do que lhes aconteceu, que recordam por toda a vida.
Os pacientes que não tiveram uma EQM, ficam muito confusos e de nada se lembram.
O Dr. Eben Alexander foi levado à beira da morte e passou uma semana em coma devido a uma inexplicável infecção cerebral. No seu best-seller, “Prova do Céu, Jornada do Neurocirurgião para a Vida após a morte”, descobriru a realidade desse reino espiritual, que muitos relataram em EQMs.

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http://www.youtube.com/watch?v=qZqTSBvwRQo

O Dr. George Richie estava no exército para ir para a escola de medicina em Richmond em 1943. Estava muito doente e foi declarado morto por pneumonia. Teve uma EQM extremamente detalhada e vívida.
http://www.youtube.com/watch?v=ruKjIrejDCk

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O mistério da percepção durante as experiências de quase morte – Dr. Pim van Lommell (Conferência, Ciência e não Dualidade 2013)


2. Considerando que as alucinações são todas diferentes, as Experiências de Quase Morte são muito semelhantes em diferentes culturas e ao longo da História.
Houve experiências de Quase Morte que foram relatadas em todas as culturas, até na Antiguidade.
O mito de Er é uma história que Platão contou no seu livro “A República”. Trata-se de um relato, transmitido oralmente, de alguém que retornou do Hades, o céu. Revela um lugar cósmico, fundamentalmente moral, na ordem de uma teleologia vinculativa para todos os humanos. Ao longo dos séculos, houve muitos outros fenómenos desse tipo.
Enquanto duas EQM’s não são iguais, todas seguem o mesmo padrão geral e têm os mesmos efeitos colaterais de transformação moral e cultural.

3. As pessoas veem e ouvem coisas enquanto estão inconscientes que seriam impossíveis numa existência normal.
Uma grande percentagem de pessoas que passaram por Experiências de Quase Morte conseguem descrever exatamente o que lhes aconteceu enquanto estavam inconscientes. Sabem quem estava presente e com quem falaram, mesmo à distância. Os pesquisadores consideram-nas experiências verídicas, pelo conjunto de detalhes comprováveis pelos outros assistentes que os protagonistas referem. Além de descrever as suas experiências, muitos dos protagonistas viram, fora do corpo, o que se passava na sala de cirurgia, quando estavam a ser assistidos. Neste vídeo, o famoso cirurgião cardíaco Dr. Rudy fala sobre um caso de EQM em que o paciente estava morto, mas foi capaz de descrever tudo o que aconteceu na sala de cirurgia, incluindo as notas com mensagens no monitor do computador do cirurgião.

Assistir ao vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=JL1oDuvQR08

O Dr. Michael Sabom descobriu que 80% de seus pacientes que tiveram um ataque cardíaco sem ter uma EQM não conseguiam descrever como foram revividos. Mas nenhuma pessoa do grupo que testemunhou o que aconteceu fora de seus corpos cometeu um erro ao descrever o procedimento (Sabom 1980).

O Dr. Pim Van Lommel conta o caso de um paciente que, embora inconsciente, afirmou ter visto onde uma enfermeira colocou a sua dentadura. Uma semana depois, o paciente reconheceu a enfermeira e pediu sua dentadura de volta (Van Lommel et. Al. 2001).

Al Sullivan viu seu cardiologista, Dr. Takata, agitando os braços enquanto estava na sala de cirurgia, algo que seria impossível para ele ver ou saber.

Um novo livro de Titus Rivas (Autor), Anny Dirven (Autor), Rudolf H. Smit (Autor), Robert G. Mays (Editor), Janice Miner Holden (Editor):
Este livro contém mais de 100 relatos confiáveis, muitas vezes em primeira mão de percepções durante as EQMs que mais tarde foram verificadas como precisas por fontes independentes:
The Self Does Not Die: Verified Paranormal Phenomena from Near-Death Experiences
Paperback – 6 de julho de 2016

4. As pessoas voltam de uma EQM com fatos precisos que não conheciam antes.
Existem muitos relatos de pessoas que tiveram experiências de quase morte e voltaram com fatos que não sabiam antes.
Emily Kelly relatou um caso em que um homem ficou entusiasmado ao ver pela primeira vez as fotos do pai morto da sua esposa. Identificou-o na sua EQM, antes mesmo de a ter conhecido.(Greyson 1998).
O russo George Rodonaia saiu do corpo enquanto estava inconsciente como resultado de um acidente. Foi para o hospital onde a esposa de um amigo acabara de dar à luz uma filha. O bebé estava a chorar e ele percebeu que a criança tinha uma fractura no quadril. Comunicou mentalmente com a mãe e ela disse-lhe que esse acidente tinha acontecido logo após o nascimento, quando uma enfermeira deixou cair a criança. Vários dias depois, quando se recuperou o suficiente para falar, as primeiras palavras de George Rondonaia alertaram os médicos sobre a criança com o problema que observara. Os médicos tiraram raios-X ao menino e todos os fatos que ele tinha referido no estado de inconsciência eram reais. (Atwater 2007: 165).

5. Pessoas relatam encontros com parentes que não sabiam que estavam mortos. Em todos os casos, eles estão corretos.
O Dr. Kübler-Ross falou sobre uma garota que se feriu num acidente de automóvel. Ninguém lhe disse que a sua mãe e o seu irmão tinham morrido nesse mesmo acidente. Porém, a menina viu-os já na vida espiritual, durante a sua EQM.
Mesmo o Dr. Kübler-Ross não sabia que o irmão e a Mãe tinham morrido apenas dez minutos antes da menina ter tido a EQM (Kübler-Ross 1997).Ian Stevenson (1959) publicou um caso semelhante.
Na Inglaterra, o primo de certo homem, morrera sem que ninguém nos Estados Unidos soubesse disso. Durante uma EQM que teve, esse homem viu o seu primo no mundo espiritual, tendo desse modo sabido da sua morte. Só algum tempo depois recebeu da Inglaterra um telegrama anunciando a morte do primo. (Stevenson, 1959).
PMH Atwater relata o caso de uma mulher que conversou com seu pai durante uma EQM pela qual passou. Nem ela nem ninguém da família sabia do acontecido, que só mais tarde foi confirmado. (Atwater 2007: 164).

6. Algumas pessoas voltam com conhecimento exato do futuro.
Em alguns casos, as pessoas vêem a sua família em dois futuros possíveis: um em que a pessoa permanece na vida após a morte e outro em que ela retorna à sua vida (Atwater 2007).
Alguns veem os filhos que vão ter (Eadie 1992).
Outros têm visões sobre eventos mundiais, mas dizem que foram informados de que eles são apenas futuros possíveis.
Dannion Brinkley escreveu com antecedência sobre: ​​
– a derrota dos EUA na Guerra do Vietnam;
– a eleição de um presidente americano com o RR inicial (Ronald Reagan);
– turbulência no Oriente Médio;
– o desastre de Chernobyl em 1986;
– a Guerra da Tempestade no Deserto contra o Iraque em 1990 (Brinkley e Perry, 1994).

7. Algumas pessoas voltam com conhecimento avançado consistente com a física quântica.
Quase todos os sobreviventes dizem que entraram numa dimensão em não havia tempo e muitos foram capazes de voltar e avançar no tempo.
Olaf Swenson diz que foi por causa do conhecimento que ganhou durante sua EQM que mais tarde desenvolveu mais de 100 patentes em química subatômica (Morse sd).
Mellen-Thomas Benedict trouxe da sua EQM uma grande quantidade de informações científicas e afirmou que esse conhecimento foi a base de seis patentes americanas que registou. (Benedict 1996).

8. Algumas pessoas são curadas de doenças fatais durante uma EQM ou recuperam milagrosamente de ferimentos graves.
Mellen Thomas-Benedict, morreu em 1982 com um cancro. Depois do falecimento, e durante uma hora e meia ficou sem sinais de vida. Milagrosamente, voltou ao corpo depois de ter passado por uma EQM completa. Três meses depois, o seu corpo não revelava nenhum sinal do cancro (Benedict 1996).

Anita Moorjani estava perto de morrer com um cancro. Quando voltou da sua EQM, ela teve uma recuperação total da saúde.(Moorjani 2012).

Elisabeth Kübler-Ross conta a história dramática de um homem cuja família inteira morreu num terrível acidente. Depois disso, tornou-se alcoólatra e abusador de drogas até ser atropelado por um carro. Numa EQM que teve, viu toda a sua família bem e feliz na vida, depois da sua morte. Elisabeth escreveu:
” Reentrou no corpo físico, que se encontrava numa sala de emergência, arrancou as correias que o prendiam, e saiu dali. Nunca teve delirium tremens ou quaisquer efeitos posteriores devido ao abuso de drogas e álcool.” (Kübler-Ross 1991).

9. Os cegos podem ver durante a EQM
Em seu livro “Mindsight”, o Dr. Kenneth Ring e Sharon Cooper relatam entrevistas detalhadas com 31 pessoas que eram total ou parcialmente cegas e tiveram uma EQM durante a qual tinham a capacidade da visão.
Vicki Noratuk, que era cega de nascença, nem conseguia ver o preto. Durante sua EQM, podia ver pela primeira vez na sua vida. Reconheceu a sua aliança de casamento e o seu cabelo. Também viu pessoas feitas de luz – mas nunca vira luz antes (Ring e Cooper, 1999).

Elisabeth Kübler-Ross também entrevistou pacientes cegos que eram capazes de ver perfeitamente enquanto estavam “mortos” e fora do corpo (Kübler-Ross 2005).

10. Algumas pessoas têm EQM em grupo.
Em 1996, Arvin Gibson entrevistou um bombeiro chamado Jake, que teve uma EQM enquanto trabalhava com outros bombeiros, numa floresta, durante um incêndio que os vitimou. Vários colegas estavam a passar por uma EQM. Reconheceram-se e viram-se acima dos seus corpos sem vida. Todos sobreviveram e puderam confirmar que a experiência tinha sido uma realidade. A EQMde Jake é contada no livro de Arvin Gibson, “The Fingerprints of God”. Consulte Mais informação…

11. Algumas pessoas têm experiências de quase morte quando não há nada fisicamente errado com elas.
Pesquisadores descobriram que meditação profunda, visões no leito de morte, relaxamento, visão psíquica, projeção astral, transe, olhar no espelho e movimentos dos olhos podem desencadear elementos de EQM (veja o site de Kevin Williams, near-death.com).

12. Alguns espectadores que não têm nada de errado com eles podem compartilhar e verificar a experiência de quase morte de outra pessoa.


Raymond Moody fala sobre experiências de morte compartilhada

13. Algumas pessoas têm uma experiência de quase morte quando estão em morte cerebral completa.
As alucinações só podem ocorrer quando as pessoas têm o cérebro em funcionamento, com a capacidade de registar um Electroencefalograma. As EQM acontecem a pessoas cujos cérebros não se encontrava a funcionar. Nessas ocasiões, as pessoas não deveriam ter memória, mas as EQMs vividas são recordadas pelas pessoas mesmo anos depois.
Pam Reynolds precisava de uma operação arriscada para corrigir um ponto fraco na parede de um vaso sanguíneo no cérebro. Numa operação cirúrgica que fez para esse efeito, a sua temperatura corporal foi baixada em 60 graus, o batimento cardíaco e a atividade cerebral foram interrompidos e o sangue circulou por uma máquina. Nada poderia ter visto porque os seus olhos foram fechados com fita adesiva, não conseguiria ouvir, porque os seus ouvidos estavam cobertos por tampas de plástico e sons medindo 90 decibéis eram-lhe continuamente aplicados. Depois disso foi reiniciado o seu funcionamento cardíaco e o seu corpo aquecido. Entretanto, depois de tudo isso, relatou que tinha sido capaz de ver, ouvir e sentir o que lhe tinha acontecido. Descreveu detalhes da operação que lhe foi feita posteriormente. Foi capaz de se lembrar dessa longa e complexa EQM que aconteceu durante um período em que não tinha tido a mínima actividade cerebral (Sabom 1998).

O corpo de George Rodonaia foi armazenado no congelador de um necrotério de hospital por três dias. Mais tarde o seu corpo foi aberto para uma autópsia. Entretanto, enquanto tinha estado “morto”, viu a sua esposa fora do hospital, selecionando seu túmulo e considerando casar-se de novo.(Atwater 2007: 166). {Veja o vídeo no ponto 4 acima}

Eben Alexander é um neurocirurgião académico que teve uma EQM. Estava inconsciente de meningite severa que destrói tudo, exceto as funções cerebrais humanas mais básicas. Revelou depois que, por mais de uma semana, esteve virtualmente em morte cerebral, tendo registado uma complexíssima EQM que não poderia ter sido criada por sua atividade cerebral (Alexander 2012).

14. Muitas pessoas passam por uma ‘revisão de vida’ durante a qual vêem suas vidas da perspectiva de outras pessoas.
O Dr. Kenneth Ring e outros pesquisadores mostram que uma característica chave da revisão de vida é que as pessoas não veem suas vidas de seu próprio ponto de vista. Não é como reproduzir uma gravação de vídeo. Em vez disso, veem-nas da perspectiva de todos os outros com quem interagiram. Abordam os sentimentos e memórias das outras pessoas envolvidas. São coisas que não teriam como saber normalmente (Ring e Valarino 1998).

15. As sequelas de uma EQM são únicas e duradouras.
Outras pessoas que estão perto da morte também teriam uma substância química liberada por um cérebro moribundo, mas elas não vivenciam uma EQM ou os mesmos efeitos de longo prazo. Consulte mais sobre os efeitos das EQMs nos seguintes endereços:
site IANDS site / near-death.com.

Os efeitos psicológicos mais comuns (experimentados por 80-90% dos sobreviventes adultos) são muito reconhecíveis.
Cherie Sutherland, uma pesquisadora australiana, entrevistou 50 sobreviventes de EQM em profundidade. Descobriu que os efeitos nas vidas dos sobreviventes foram notavelmente consistentes e bastante diferentes dos efeitos das alucinações induzidas por drogas ou produtos químicos.
Em Transformed by the Light (1992), identificou muitos efeitos que foram confirmados por outros estudos, por exemplo, Ring (1980 e 1984) Atwater (1988). Isso inclui:
• uma crença universal na vida após a morte.
• uma alta proporção (80%) agora acreditava na reencarnação.
• ausência total de medo da morte.
• uma grande mudança da religião organizada para a prática espiritual pessoal.
• um aumento estatisticamente significativo na sensibilidade psíquica.
• uma visão mais positiva de si mesmo e dos outros.
• um desejo crescente de solidão.
• um maior senso de propósito.
• falta de interesse no sucesso material, juntamente com um aumento acentuado no interesse pelo desenvolvimento espiritual.
• cinquenta por cento experimentaram grandes dificuldades em relacionamentos íntimos como resultado de suas prioridades alteradas.
• um aumento da consciência sobre a saúde.
• a maioria bebeu menos álcool.
• quase todos pararam de fumar.
• a maioria desistiu de medicamentos prescritos.
• a maioria assistia menos televisão.
• a maioria lê menos jornais.
• um maior interesse na cura alternativa.
• um maior interesse em aprendizagem e auto-desenvolvimento.
• setenta e cinco por cento experimentaram uma grande mudança de carreira, na qual se mudaram para áreas de ajudar os outros.
PMH Atwater afirmou que os pesquisadores de EQM’s concluiram que pelo menos 75% a 78% dos adultos casados que tiveram EQM’s se divorciaram dentro de sete a dez anos depois dessa experiência (2007: 89).

A seguir, um exemplo de alguém que mudou completamente como resultado de sua experiência de quase morte:
Vídeo: RESURECTED MILLIONAIRE não se preocupa com dinheiro!
* o pesquisador explica que, depois de uma EQM, as pessoas mudam;
* Gordon Allen era um empresário de muito sucesso que amava dinheiro;
* adoeceu com pneumonia e sentiu-se deixando o corpo.
* ele sentiu um amor avassalador
* conheceu três seres espirituais elevados que se comunicaram com ele como um irmão muito querido
* foi-lhe dito que os talentos que lhe foram dados visavam um propósito superior de ajudar os outros
* quando voltou, sentiu que o seu coração estava a arder de amor
* ligou para todas as pessoas que conhecia, pediu desculpa e pediu perdão por não os ter amado como deveria ser.
* Agora é um conselheiro ajudando pessoas desfavorecidas.
* pesquisador afirma que essas mudanças são muito comuns.
* Gordon diz que sua vida agora é muito mais rica do que antes.

Assista ao segmento do vídeo The Day I Died – em 41 minutos.

PMH ATWATER FALA SOBRE OS EFEITOS DEPOIS DE NDES

16. Sobreviventes de EQM tornam-se muito mais sensíveis psíquicamente.
Um estudo americano independente do Dr. Melvin Morse descobriu que os sobreviventes de EQM têm três vezes mais experiências psíquicas do que a população em geral. Frequentemente, não podiam usar relógios e costumavam ter problemas para usar eletricidade – os seus computadores portáteis entrariam em curto-circuito e seus cartões de crédito deixavam de funcionar. (Morse 1992). Também descobriu que adultos que tiveram EQM’s deram mais dinheiro para caridade do que outros, eram mais propensos a fazer trabalho voluntário na comunidade, trabalharam mais em empregos onde poderiam ajudar as pessoas, não abusavam de drogas e comiam mais frutas frescas e vegetais do que outras pessoas (Morse 1992).
Um grande número de médiuns e médiuns de ponta afirmam que as suas habilidades foram ativadas ou estimuladas por EQMs: Debbie Malone, Susanne Wilson, Joe McMoneagle, Edgar Cayce,

Na internet:
Experiências de quase morte e vida após a morte
Compilado por Kevin Williams, esta página é uma conquista notável e é de longe o recurso mais abrangente sobre EQMs. Contém exemplos de experiências de quase morte (EQMs) de muitas culturas e links excelentes.


New Heaven New EathRede de experiências de quase morte – um site maravilhoso e abrangente com uma lista exaustiva de vídeos de EQM.

NDE Accounts- coleção de vídeos e
The International Association for Near-Death Studies
São sites com muitos relatos de EQM em muitos países. Têm seção de perguntas e respostas e links para a maioria dos melhores sites sobre o assunto.

Para obter mais detalhes e assistência para lidar com as consequências de um EQM, entre em contato com a International Association for Near Death Studies. http://www.iands.org/aftereffects.html

Para obter ajuda na compreensão de uma EQM assustadora consulte: http://www.iands.org/scary.html#talkto

Fundação de Pesquisa de EQM – Entrevista – Dr. Jeffrey Long em Coast to Coast.

The Website of PMH Atwater
Um dos pesquisadores originais no campo dos estudos de quase morte. PMH Atwater começou seu trabalho em 1978. Nove livros foram publicados desde então sobre suas descobertas.

Dr. Peter Fenwick- Skeptico
Estudo AWARE do Dr. Sam Parnia

Documentário da BBC – O dia em que morri – não é um
dos melhores documentários feitos sobre Experiências de Quase Morte, pela BBC. Apresentando muitos cientistas importantes que estudaram EQMs e outros incidentes relacionados. Alegadamente, a BBC recusou-se a reproduzir este documentário e impediu que fosse vendido como DVD devido à pressão da censura científica.

Partida prematura – Documentário francês sobre EQMs

Eben Alexander em EQMs negativas

Eben Alexander em uma visão modificada da realidade

Apresentação de slides

Outros bons vídeos de EQM online
EXPERIÊNCIA DE QUASE MORTE DE UM NEUROCIRURGIÃO
Em uma entrevista recente com Alex Tsakiris, o Dr. Eben Alexander explica como ele não conseguiu encontrar qualquer explicação fisiológica para o que aconteceu com ele e concluiu que a mente é independente do cérebro.

DR MELVIN MORSE EXPERIÊNCIAS DE PERTO DA MORTE NUMA SOCIEDADE ESPIRITUALMENTE POBRE
” Eu não “acredito” em experiências de quase morte. É minha opinião que a pesquisa científica valida que as experiências de quase morte são reais. A ciência de 2011 indica que todos nós temos um “ponto de deus” ou (de acordo com Mario Beauregard MD) um “cérebro de deus” que nos conecta com o divino, o domínio de todo o conhecimento atemporal e sem espaço.”

Parte 2
https://www.youtube.com/watch?v=-wDdnfYNQgM




SURVIVING DEATH – um pequeno documentário destacando 3 EQMs

 http://www.youtube.com/embed/pgBdf1GqNlA?list=PLkvfKrW6cwjh65uVMQps0yqf77ZhCREw5

Victor Zammit. advogado, resume as provas.
  



MELHORES documentários completos


VIDA APÓS A VIDA


ALÉM DA NOSSA VISTA


O DIA EM QUE MORRI- BBC DOCUMENTARY
https://vimeo.com/176601336
Whitecrow commentary


5th Dimension: Near Death Experience
https://www.youtube.com/watch?v=4mL- 2f4FNPs&list=PLt0F07xkyGs5tJQSZPky1B2P5nQdPmi4r


JEFFREY MISHLOVE ENTREVISTAS DR KENNETH RING
https://www.youtube.com/watch?v=DJIfxwrDs40


GRANDE LISTA DE VÍDEOS NDE
http://www.nderf.org/NDERF/Video_audio/multimedia.

Victor Zammit, Ph.D.

victorzammit.com/
victorzammit.com/

Bio

Victor James Zammit has a B.A. in Psychology, Graduate Diploma in Education, M.A. in Legal History and Constitutional Law, Bachelor of Laws degree, and Ph.D. in law. He is a retired attorney (solicitor/barrister) of the Supreme Court of the New South Wales and the High Court of Australia.

Victor was initially suspicious of the New Age Movement for what appeared to be its blatant commercial exploitation of people’s basic instinctual tendency for spiritual development. However after many years as an open-minded skeptic he had a number of repeated psychic and mediumistic experiences which set him questioning, reading and researching. Adopting a scientific criterion, Victor was able to select that information which could withstand and pass the many rigid tests of repeatability and objectivity.

Victor is now a full-time writer and researcher on empirical evidence for the afterlife. His new book, A Lawyer Presents the Evidence for the Afterlife, now a best selling book on Amazon, is widely acclaimed as one of the clearest and most complete reviews of the evidence for the afterlife.

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His weekly newsletter on the afterlife and afterlife communication is read by thousands of people around the world.

This is Victor’s description of his conference presentation:

Over the last few decades we put a lot of emphasis on “proving the afterlife.” But what has urgently emerged is the shock realisation that atheists in the United States make up only some 5 percent of the population, whereas those with very powerful traditional beliefs about punishment, judgment and the afterlife who strongly oppose and try to stop our progress make up more than 60 percent. We need to look into this very closely.

We do have highly competent afterlife investigators and other highly qualified researchers who can effectively deal with the open-minded skeptics: the 5 percent. But priority has to be immediately shifted to persuasively show that traditional religious beliefs about judgment, punishment, and the afterlife are fundamentally wrong.

I will show that these days highly credible intelligences directly from the afterlife tell us what really happens when we cross over, traditional punishment does not exist, there is no divine judgment, and the afterlife is totally different from what people have been conditioned to accept for nearly 2,000 years.

I will be discussing very briefly and matching up the evidence from six major areas of modern investigation of what happens when you die in the context of punishment and judgment:

  • Near-Death Experiences or NDEs
  • Out-of-body journeys
  • Mental mediumship
  • Between life regressions
  • Transmissions from spirit teachers of high degree speaking through mediums, channellers and automatic writers
  • Revelations through physical mediumship
  • The major part of my speech will focus on information about judgment and punishment given in direct communication with entities who have physically materialised in the Circle of the Silver Cord.

Our perception of the world is by and large determined by our environmental conditioning. Our conditioning is man-made and is subject to fundamental errors. Inevitably, our early conditioning shapes our beliefs. For nearly 2,000 years the West has entrenched in its culture, history and tradition–all of which to-day directly affect our decision making processes especially in punishment, judgment and the afterlife.

Contemporary psychic empirical research in punishment, judgment and the afterlife has produced results which are fundamentally inconsistent with the traditional beliefs in punishment, judgment and the afterlife.

A extraordinária quantidade de pessoas insígnes, interessadas na realidade dos fenómenos psíquicos

Eminent People Interested in Psi

Já no terceiro milénio, dispondo de informações e métodos de observação como nunca houve na História da Humanidade, a ciência académica institucionalizada continua a gerir-se de forma muito fechada, oferecendo exclusivamente o ponto de vista materialista para esclarecimento do mundo e da vida.

Sentimo-nos por isso no dever de continuar a apresentar documentos importantes de abertura cultural e científica, no sentido de alargar esses horizontes, hoje em dia ultrapassados e empobrecidos.

A muito conhecida e prestigiada Psi Encyclopedia, apresenta-nos uma lista fabulosa de intelectuais, cientistas, escritores e homens da arte e do pensamento que, já de há muito tempo, têm prestigiado e feito progredir todo o género de saberes que nos tornam mais capazes de compreender o passado e o presente, e muito melhor habilitados para vencer o futuro.

Como forma concreta de documentar a visão do que é eterno e fundamental durante toda a vida de milhares de milhões de pessoas, junto anexamos o prodigioso elenco de individualidades que, nos mais diversos ramos do conhecimento intelectual e da sensibilidade ESPIRITUAL, dão testemunho fundamental do seu elevado ENTENDIMENTO das suas, e das nossas VIDAS.

Com esta apresentação, confiamos no conhecimento bastante alargado da língua inglesa para que o artigo se torne perfeitamente elucidativo.

Many more eminent scientists, thinkers, writers, politicans and artists of various kinds than is generally relized took the possibility of psychical phenomena seriously. Here is a list of more than two hundred of them. Contents

  1. Introduction
  2. Nobel Prizewinners
  3. Other Eminent Figures: Physics, Chemistry, Engineering, Invention
  4. Mathematicians
  5. Psychologists and Social Scientists, Neuroscientists, Biologists, Physicians
  6. Humanities, Philosophers
  7. Writers, Artists
  8. Politicians, Explorers, Others
  9. Literature
  10. References

Nobel Prizewinners

Henri Bergson (1859-1941), philosopher, 1927 Nobel Prize in Literature, president of the Society for Psychical Research and theoretician of consciousness and psi.29

Bjørnstjerne Bjørnson (1832-1910), 1903 Nobel Prize in Literature, wrote an article about a person said to be psychic.30

Pearl S Buck (1892-1973), 1938 Nobel Prize in Literature, visited JB Rhine’s parapsychology meetings.31

Nicholas Murray Butler (1862-1947), 1931 Nobel Prize in Peace, President of Columbia University, philosopher and diplomat, wrote about psi32 and helped organize the American Society for Psychical Research.

Alexis Carrel (1873-1944), 1912 Nobel Prize in Physiology or Medicine, discussed anomalous healing in a book.33

Arthur Holly Compton (1892-1962), 1927 Nobel Prize in Physics, was supportive of psi in his correspondence with JB Rhine.34

Marie Curie (1867-1934), 1903 Nobel Prize in Physics, 1911 Nobel Prize in Chemistry, participated in séances with Eusapia Palladino and wrote of the importance of research in parapsychology.35

Pierre Curie (1859-1906), 1903 Nobel Prize in Physics, participated in séances with Eusapia Palladino and wrote of the importance of research in parapsychology.36

John Eccles (1903-1997), 1963 Nobel Prize in Physiology or Medicine, edited a book discussing psi and participated in related conferences.37

Albert Einstein (1879-1955), 1921 Nobel Prize in Physics, wrote the preface to a telepathy book38 and commented, ‘We have no right to rule out a priori the possibility of telepathy. For that the foundations of our science are too uncertain and incomplete.’39

T. S. Eliot (1888-1965), 1948 Nobel Prize in Literature, a major figure in poetry and essay, ‘regarded highly’ the theory of precognition by Dunne and reprinted his An Experiment with Time while he was director of Faber and Faber. He described a similar view of time in his poem Burnt Norton. 40

Brian Josephson (1940-), 1973 Nobel Prize in Physics, has written about psi and been a staunch advocate of psi research for decades.41

Maurice Maeterlinck (1862-1949), 1911 Nobel Prize in Literature, wrote on ostensible psi phenomena.42

Thomas Mann (1875-1955), 1929 Nobel Prize in Literature, attended and reported on séances.43

Guglielmo Marconi (1874-1937), 1909 Nobel Prize in Physics, developer of radio and radio telegraphy, interested in spiritualism, he wanted to invent a technology to communicate with the deceased. 44

Kary Banks Mullis (1944-), 1993 Nobel Prize in Chemistry, has participated in psi research and spoken in support of it.45

Wolfgang Pauli (1900-1958), 1945 Nobel Prize in Physics, discussed with Carl Jung the notion of synchronicity and was believed, by himself and by colleagues, to have an interfering psychokinetic effect on machines.46 (See Otto Stern, below)

Jean Perrin (1870-1942), 1926 Nobel Prize in Physics, was a member of the Institut Général Psychologique’s (IGP) Group of Study of Psychic Phenomena.47

Max Planck (1858-1947), 1918 Nobel Prize in Physics and author of quantum theory, expressed his interest in psychical research in his correspondence.48

Sully Prudhomme (1839- 1907), 1901 Nobel Prize in Literature, participated in the Société de Psychologie Physiologique’s committee for the study of telepathy.49

Santiago Ramón y Cajal (1852-1934), 1906 Nobel Prize in Physiology or Medicine, researched hypnosis and psi phenomena and wrote a book about them (destroyed during the Spanish Civil War).50

Sir William Ramsay (1852-1916), 1904 Nobel Prize in Chemistry, discoverer of the noble gases, collaborator of Lord Rayleigh, was a member of the SPR and corresponded with Rayleigh on the SPR’s research activities51

Charles Richet (1850-1935), 1913 Nobel Prize in Physiology or Medicine, founded the Annales des Sciences Psychiques, president of the Society for Psychical Research (1905), and of the Institut Métapsychique International (1923).

George Bernard Shaw (1856-1950), 1925 Nobel Prize in Literature, best known for his very influential plays, including Pygmalion and Arms and the Man. He attended with psi researcher Frank Podmore meetings of the (British) Society for Psychical Research and mentioned incidents of ostensible psi.52

Albert Schweitzer (1875-1965), 1925 Nobel Prize in Peace, reported the paranormal phenomena he observed in Africa and remarked that he would like to carry out psi research.53

Glenn Seaborg (1912-1999), 1951 Nobel Prize in Chemistry for the investigation of traunsuranium elements, co-wrote with Margaret Mead a praising statement about a book on parapsychology. 54

Aleksandr Solzhenitsyn (1908-2008), 1970 Nobel prizewinner in literature, mentions precognition as a fact in his work.55

Otto Stern (1888-1969), 1943 Nobel Prize in Physics, is said to have banned Pauli from his lab, for fear that Pauli’s involuntary PK effect would interfere with the machinery there.56

John William Strutt, Lord Rayleigh (1842-1919), 1904 Nobel Prize in Physics, discovered of argon, collaborator of William Ramsay, president of the Society for Psychical Research.57Eugene Wigner (1902-1995), 1963 Nobel Prize in Physics, encouraged research on physics and psi.58

JJ Thompson (1856-1940), 1906 Nobel Prize in Physics, member of the governing council of the Society for Psychical Research for 34 years.59

WB Yeats (1865-1939), 1929 Nobel Prize in Literature, member of the Society for Psychical Research, wrote extensively about psi and esoterism.60

Other Eminent Figures: Physics, Chemistry, Engineering, Invention

Jacques-Arsène d’Arsonval (1851-1940), physician, physicist, and inventor, led the IGP and carried out research with a spirit medium.61

John Logie Baird (1888-1946), engineer and inventor of television, attended spiritist séances and was persuaded by them.62

Sir William Barrett (1845-1925): Chair of physics at the Royal College of Science in Dublin, Fellow of the Royal Society, and founder and president of the Society for Psychical Research.63

Olivier Costa de Beauregard (1911-2007), quantum physicist, published on parapsychology, first under the pseudonym E. Xodarap, and considered psi phenomena as to ‘be expected as very rational’.64

Alexander Graham Bell (1847-1922), inventor of the telephone, thought that the device might allow communication with the dead.65

John Stewart Bell (1928-1990), physicist, developer of the Bell theorem, employee of the European Council for Nuclear Research (CERN), originator of the Bell theorem, wrote about keeping an open mind regarding psi.66

David Bohm (1917-1992), quantum theoretician, sought to integrate his theory with psi.67

Édouard Branly (1844-1940), physicist, inventor of a component of wireless telegraphy, member of the French Academy of Sciences, was a member of the IGP’s Group of Study of Psychic Phenomena.68

Alexander Butlerov (1828-1886), chemist, pioneer of the theory of chemical structure and discoverer of various elements, researched ostensible psychic manifestations and wrote articles about them.69

Chester Carlson (1906-1968), physicist and inventor of electrophotography, donated money to and was interested in psi research.70

Sir Arthur C. Clarke (1917-2008), fiction and science writer and inventor, discussed psi in his novels and non-fiction, becoming increasingly, but not completely skeptic, about the paranormal.71

Gérard Cordonnier (1907-1977), mathematician, engineer, winner of the Arts, Sciences and Letter Silver Medal, wrote on psi.72

Sir William Crookes (1832-1919), chemist, physicist, and inventor, carried research on DD Home and spiritualism, president of the Society for Psychical Research.73

JW Dunne (1910-1949), aeronautical engineer, wrote An Experiment with Time, a book about precognition.74

Freeman Dyson (1923-2020), theoretical physicist and mathematician who made fundamental contributions to various areas of science, wrote a foreword to a book on psi phenomena in which he stated: ‘ESP is real, as the anecdotal evidence suggests, but cannot be tested with the clumsy tools of science.’75

Thomas Alva Edison (1847-1931), inventor of electric light and sound recording, among other things, was convinced by some psi demonstrations and proposed that instruments could be developed to communicate with the deceased.76

Harold Eugene Edgerton (1903-1990), professor of electrical engineering at MIT, participated in research on remote viewing.77

Gerald Feinberg (1933-1992), physicist, worked at Columbia and Princeton Universities, considered precognition to be at the base of most, or perhaps all, psi phenomena.78

Camille Flammarion (1842-1925), astronomer and writer, founder and first president of the Société Astronomique de France, wrote on psi and mediumship.79

J. T. Fraser (1923-2010), engineer and inventor, founded the multidisciplinary study of time. In his most important book, he refers positively to the naturalistic and experimental work on precognition by the Rhines.80

Richard Buckminster Fuller (1895-1983), systems theorist, inventor, talked about the reality of telepathy.81

George Gamow (1904-1968), physicist, wrote on the ostensible macro-PK effect called the Pauli Effect.82

Arnaud de Gramont (1861-1923), physicist, member of the French Académie des Sciences, founding member of the Institut Métapsychique International.83

Heinrich Hertz (1857-1894), physicist, showed the existence of electromagnetic waves, was a member of the Society for Psychical Research.84

Robert Jahn (1930-2017), dean of engineering at Princeton University, pioneer of deep space propulsion, founded the Princeton Engineering Anomalies Research Lab to study mind-machine interactions and other psi phenomena.85

Ernst Jordan (1902-1980), quantum physicist, wrote on quantum mechanisms and psi.86

Sir Oliver Lodge (1851-1940), physicist and mathematician, developer of wireless telegraphy, principal of Birmingham University, president of the Society for Psychical Research, wrote on mediumship and survival.87

Henry Margenau (1901-1997), Higgins Professor of Physics at Yale and staff at Princeton and MIT, philosopher of science, wrote favorably about parapsychology.88

James Smith ‘Mac’ McDonnell (1899-1980), engineer and chair of the McDonnell-Douglas corporation, supported research in parapsychology.89

Edgar Dean Mitchell (1930-2016), aeronautical engineer, 6th person to walk on the moon. He founded the Institute of Noetic Sciences, in which research on psi is conducted, and published a psi study himself.90

Edward Pickering (1846-1919) astronomer and physicist, director of the Harvard College Observatory, wrote on psi.91

Sir Alfred Pippard (1920-2008), Cavendish Professor of Physics, Cambridge, gave an address to a joint SPR/Parapsychological Association on his mother’s telepathic experiences.92

Michael Polanyi (1891-1976), made important contributions to various fields including chemistry, economics, and epistemology, including the concepts of personal and tacit knowledge. He was cognizant of JB Rhine’s work and remained open to it, mentioning the parapsychological explanation as the simplest one.93

Archie E. Roy (1924-2012), Professor of Astronomy, University of Glasgow, SPR president, wrote on psychical research.94

Giovanni Schiaparelli (1835-1910), astronomer, historian of science and senator, researched Eusapia Palladino.95

Richard Shoup (1943-2015), computer scientists, innovator in digital animation and winner of an Emmy and an Academy Award, proposed a time symmetric theory of psi. 96

Balfour Stewart (1828-1887), physicist, member of the Royal Society, president of the Society for Psychical Research.97

F J M Stratton (1881-1961), Professor of Astrophysics and Director of Solar Physics Observatory at Cambridge, president of the Society for Psychical Research.98

Julien Thoulet (1843-1936). Professor of Mineralogy at the University of Nancy, oceanographer99, described a psi event in a letter to Charles Richet.100

Cromwell Fleetwood Varley (1828-1883), engineer and developer of telegraph technology, conducted physics experiments with mediums.101

Evan Harris Walker (1935-2006), physicist and inventor, developed a quantum explanation of psi.102

Arthur M Young (1905-1995), polymath, helicopter inventor, sought to integrate parapsychology with other branches of science.103

Johann Karl Friedrich Zöllner (1834-1882), astrophycist who provided a measure of the Sun’s radiance and created optical illusions. He was a psychical researcher and wrote on his experiments with medium Henry Slade, who very likely was fraudulent.104

Mathematicians

Burton H Camp (1880-1980), president of the Institute of Mathematical Sciences, wrote that the statistical analyses conducted by Rhine and his team were ‘essentially valid’.105

Augustus de Morgan (1806-1871), mathematician and logician, advanced the study of induction. His wife Sophia, under a pseudonym, wrote a book reporting their investigations on psychic phenomena, with a pseudonymous preface by De Morgan, in which these phenomena were not considered per se precluded by science and a truly agnostic view about psychic phenomena was proposed.106

Sir Ronald A Fisher (1890-1962), statistician and geneticist, corresponded with JB Rhine and published articles on statistical analyses in parapsychology.107

Thomas Greville (1910-1988), statistician, Professor at the University of Wisonsin-Madison, editor of the Journal of the Society for Industrial and Applied Mathematics, developed statistical techniques for psi experiments.108

Irving Good (1916-2009), statistician and cryptologist, colleague of Alan Turing, suggested a physiological method to study nonconscious psi.109

Hans Hahn (1879-1934), mathematician and philosopher, was Vice-president of the Austrian Society for Psychical Research and collaborated in research on psi. 110

John Littlewood (1885-1977), Ball Professor of Mathematics, Cambridge, fellow of the Royal Society, conducted card guessing experiments and wrote on their statistics.111

Eleanor Sidgwick (1845-1936), mathematician, principal of Newnham College, president of the Society for Psychical Research.112

Alan  Turing (1912-1954), mathematician, pioneer of computer science and artificial intelligence, wrote of the ‘overwhelming’ statistical evidence for telepathy.113

Psychologists and Social Scientists, Neuroscientists, Biologists, Physicians

Roberto Assagioli (1888-1974), psychiatrist, pioneer of humanistic and transpersonal psychology, wrote a book on psi.114

David Bakan (1921-2004), professor of psychology at the Universities of Chicago and York, discussed Biblical prophecy and contemporary psi research in his courses115

Vladimir Bekhterev (1856-1927), neurologist and reflex psychologist, studied psi in humans and animals.116

Hans Berger (1873-1941), neurologist, created the electroencephalogram, inspired by a telepathic event with his sister.117

Filippo Bottazzi (1867-1941), physiologist, biochemist, wrote a book on mediumistic phenomena.118

Henry Pickering Bowditch (1840-1911), physician, dean of the Harvard Medical School, founding member of the Society for Psychical Research, wrote on psi.119

William Brown (1881-1952), director of the Institute of Experimental Psychology at Oxford University, supported psi research.120

Luther Burbank (1849-1926), botanist, creator or developer of many species, founder of agricultural science. He described his own and his family’s telepathic abilities in his autobiography.121

Dorothy Tiffany Burlingham (1891-1979), pioneer of child psychoanalysis and co-founder of the Hampstead Clinic in London (currently the Anna Freud Centre). Wrote a paper positing psi processes among mothers and children. 122

Rémy Chauvin (1913-2009), biologist, honorary professor at La Sorbonne, researched and wrote on animal psi.123

Irvin L Child (1915-2000), chair of psychology at Yale University, wrote a supportive meta-analysis of the Maimonides dream research program.124

Frederik Willem van Eeden (1860-1932), psychiatrist, writer, and progressive thinker, participated in séances and wrote about lucid dreaming.125

HJ Eysenck (1916-1997), psychologist, researcher in personality, intelligence, and psychotherapy, supported the validity of some psi phenomena and criticized scientistic dogmatism.126

Gustav Fechner (1801-1887), physicist, one of the founders of experimental psychology, participated in séances and wrote about the possibility of survival after death.127

Sándor Ferenczi (1873-1933), central theorist in psychoanalysis, wrote on psi phenomena in development and therapy and communicated with Freud about it.128

Théodore Flournoy (1854–1920), psychologist, professor at the University of Geneva, wrote important books on dissociation without discarding the possibility of psi processes.129

Sigmund Freud (1856-1939), founder of psychoanalysis, wrote a number of papers on psi in psychotherapy.130

Hans Driesch (1867-1941), biologist and philosopher, wrote a book on psi,  president of the Society for Psychical Research.131

Sir Ronald A Fisher (1890-1962), statistician and geneticist, corresponded with JB Rhine and published articles on statistical analyses in parapsychology.132

William Hewitt Gillespie (1905-2001), President of the International Psychoanalytical Association, Freud Memorial Professor of Psychoanalysis at University College, London, wrote supportively of psi phenomena.133

Karl Gruber (1881-1927), zoologist, professor at Munich Polytechnic, conducted psi research on animals.134

Guðmundur Hannesson (1866-1946), physician, founder of the Icelandic Scientific Society and rector of the University of Iceland, investigated  the medium Indriði Indriðason.135

Sir Alister Hardy (1896-1985), Linacre Professor of Zoology at Oxford, founder of the Religious Experience Research Unit at Oxford, President of the Society for Psychical Research, wrote on psi and religion.136

Raúl Hernández-Peón (1924-1968), neurophysiologist of sleep, sought to integrate psi and neurophysiology137

James Hillman (1926-2011), psychologist, Jungian author, wrote on psi and depth psychology.138

Sir Julian Huxley (1887-1975), evolutionary biologist and first director of UNESCO, mentioned psi supportively in his writing.139

Aniela Jaffé (1903-1991), psychologist, Jungian author, wrote on psi and synchronicity.140

William James (1842-1910), psychologist and philosopher, president of both the British and the American Societies for Psychical Research.141

Pierre Janet (1859-1947), pioneer in the study of dissociation, had success on experiments on hypnosis and psi (but later became cautious about psi).142

CG Jung (1875-1961), founder of analytical psychology, wrote on synchronicity and ostensible psi phenomena.143

Elizabeth Kübler-Ross (1926-2004), psychiatrist, proponent of the hospice care movement, wrote on near-death experiences and the possibility of survival. 144

A N Leontiev (1903-1979), head of the psychology department at Moscow University, investigated remote viewing.145

Jacques Jean Lhermitte (1877-1959), neurologist and neuropsychiatrist, clinical director at the Salpêtrière hospital, member of the Institut Métapsychique International.146

Cesare Lombroso (1835-1909), criminologist and physician, wrote a book on spiritualism and psi.147

Alexander Luria (1902-1977), neuropsychologist, wrote about parapsychology.148

Elizabeth Lloyd Mayer (1947-2005), psychoanalyst, professor at the University of California, investigated psi in depth after a psychic traced a valued stolen possession.149

William McDougall (1871-1938), psychology professor at Harvard and later at Duke, president of both the American and the British Societies for Psychical Research.150

Margaret Mead (1901-1978), cultural anthropologist, helped the Parapsychological Association become a member of the American Association for the Advancement of Science and wrote a supportive introduction to a remote viewing book.151

Paul Meehl (1920-2003), psychologist and philosopher of science, wrote on the likely compatibility of science and ESP.152

Thomas Walter Mitchell (1869-1944), physician, for many years editor of the British Journal of Medical Psychology, president of the Society for Psychical Research.153

John Muir (1838-1914), geologist and naturalist, recounted in a letter having an accurate premonition of encountering an unexpected friend in a valley.154

Gardner Murphy (1895-1979), president of the American Psychological Association and of the Society for Psychical Research,155 wrote extensively on human potentials and on psi.156

Traugott Konstantin Oesterreich (1880-1949), psychologist and philosopher, professor in Tübingen, wrote on spirit possession and psi.157

Sir Alan S Parkes (1900-1990), researcher at University College, London, on reproductive biology, organized and participated in a symposium on psi.158

Candace Pert (1946-2013), neuropharmacologist, chief of the Section on Brain Biochemistry of the Clinical Neuroscience Branch, National Institute of Mental Health, was interested in psychokinetic effects on living systems and subtle energies.159

Théodule-Armand Ribot (1839-1916), psychologist, professor at the Collège of France and La Sorbonne, published papers on psychical research in his journal Revue Philosophique.160

Sante de Sanctis (1862-1935), doctor, psychologist, and psychiatrist, investigated ostensible psi phenomena.161

Hans Schäfer (1906-2000), professor and director of the department of physiology at the University of Heidelberg, epidemiologist, wrote about psi.162

Rocco Santoliquido (1854-1930), physician and Director General of Public Health, investigated a medium, and was founder and president of the Institut Métapsychique International.163

Pitirim Sorokin (1889-1968), founder and director of the department of sociology at Harvard, wrote an introduction to a book on psi.164

Mabel St Clair Stobart (1862-1954), founder of the Women’s Sick and Wounded Convoy Corps (1912) and the Women’s National Service League (1914), wrote about spiritualism.165

Wilhelm Stekel (1868-1940), one of the first associates of Freud and prolific writer, authored a book about telepathy in dreams.166

John R Swanton (1873-1958), president of the American Anthropological Association and editor of American Anthropologist, endorsed parapsychology.167

Leonid I Vasiliev (1891-1966), professor of physiology at Leningrad University, researched extensively psi and suggestion at a distance.168

Alfred Russel Wallace (1826-1923), co-creator of the theory of evolution, investigated and was a supporter of spiritualism.169

William Grey Walter (1910-1977), neurophysiologist and robot inventor, wrote on the use of the EEG to investigate psi.170

Humanities, Philosophers

Bhikhan L Atreya (1897-1967), professor of philosophy at Banaras Hindu University, expert on Hinduism, carried out research and wrote on parapsychology.171

Samuel Bergman (1883-1975), philosopher of physics, dean of the Hebrew University, wrote a book on telepathy.172

Émile Boirac (1851-1917), philosopher, president of the Grenoble and Dijon universities, researched Eusapia Palladino, wrote a book on psychical research.173

Kenneth E Boulding (1910-1993), economist, systems scientist, philosopher, president of the American Association for the Advancement of Sciences, declared to the Washington Star in 1979: ‘The evidence of parapsychology can’t just be dismissed out of hand’.174

CD Broad (1887-1971), Knightsbridge Professor of Moral Philosophy at Cambridge, president of the Society for Psychical Research.175

Kenneth Burke (1897-1993), literary theorist, discussed psi phenomena in the context of creativity.176

Rudolf Carnap (1891-1970), philosopher and member of the Vienna Circle, wrote on the importance of researching psi.177

Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955), philosopher and palentologist, wrote on the evolution of psi abilities in The Phenomenon of Man.178

CTK Chari (1909-1993), head of the department of philosophy at Madras Christian College, wrote on philosophy of physics and psi.179

Ernesto de Martino (1908-1965), historian of religion and anthropologist, wrote on the link between ethnology and parapsychology.

Jacques Derrida (1930-2004), philosopher, founder of deconstructionism, wrote an essay discussing the nature of telepathy and its relation to psychoanalysis.180

Max Dessoir (1867-1947), philosopher, psychologist, professor at the University of Berlin, coined ‘parapsychology’ and other psi terms.181

ER Dodds (1893-1979), classical scholar, Regius Professor of Greek (Oxford), president of the Society for Psychical Research.182

CJ Ducasse (1881-1969), professor of philosophy at Washington and Brown Universities, wrote on parapsychology and was a Board member of the American Society for Psychical Research.183 

Mircea Eliade (1907-1986), Professor at the University of Chicago, historian of religion and fiction writer, asserted that real paranormal phenomena were at the base of some religious beliefs.184

Antony Flew (1923-2010), philosopher of religion, while not convinced about psi phenomena, opined that there was ‘much interesting and suggestive evidence’.185

Isaac K Funk (1839-1912), lexicographer, editor, founder of Funk & Wagnallis, wrote on psi phenomena.186

Maurice Garçon (1889-1967), lawyer, writer, conjurer, member of the Académie Française, researched psi phenomena.187

James H Hyslop (18541920), philosopher, psychologist, professor at Columbia University, wrote extensive on psi.188

LP Jacks (1860-1955), professor of philosophy and principal at Manchester College, Oxford, president of the Society for Psychical Research.189

Andrew Lang (1844-1912), writer and anthropologist, president of the Society for Psychical Research.190

Gabriel Marcel (1889-1973), philosopher, member of the Académie des Sciences Morales et Politiques, honorary president of Institut Métapsychique International.191

Gilbert Murray (1866-1957), classicist, professor at Oxford and Harvard universities, vice president of the League of Nations Society after World War I, president of the Society for Psychical Research.192

Frederic Myers (1843-1901), classical scholar and poet, president and one of the main authors of the Society for Psychical Research.193

Haraldur Níelsson (1868-1928), theologian and spiritualist, first rector  of the University of Iceland, investigated the medium Indriði Indriðason. 194

HH Price (1899-1984), philosopher, Wykeham Professor of Logic at Oxford, president of the Society for Psychical Research.195

Adolf Reinach (1883-1917), pioneer phenomenologist and language and law theoretician, documented and discussed instances of soldiers’ foreboding (precognition) in WWI of their impending death.196

Josiah Royce (1855-1916), philosopher, professor at the University of California and Harvard, member of the American Society for Psychical Research, wrote on psi.197

Ferdinand de Saussure (1857-1913), linguist and semiotician, attended séances of Hélène Smith (Catherine-Elise Müller) and analyzed her created languages.198

FCS Schiller (1864-1937), professor of philosophy at the Universities of Oxford, Cornell, and Southern California, president of the Society for Psychical Research, supported the epistemological foundation of parapsychology.199

Henry Sidgwick (1838-1900), Knightsbridge Professor of Moral Philosophy at Cambridge, President of the Society for Psychical Research.200

Kees van Peursen (1920-1996), philosopher and theologian, professor of philosophy at Groningen and Leiden U, wrote on psi.201

AW Verrall (1851-1912), classics scholar and first King Edward VII Chair of English, was interested in psi along with many others in his immediate family.202

Johannes Maria Verweyen (1883-1945), philosopher, anti-Nazi resistance fighter, poet, wrote on parapsychology and occultism.203

Gerda Walther (1897-1977), philosopher, pioneer phenomenologist with important contributions as well to parapsychology and the study of schizophrenia.204

Aloys Wenzl (1887-1967), philosopher, dean and president at Ludwig-Maximilians-Universität München, was an official observer at a 1954 conference on psi.205

Writers, Artists

Jelly d’Arányi (1893-1966), violinist, participated in  séances and chanelled various messages. Sister of Adila Fachiri.206

L  Frank Baum (1856-1919), writer, creator of the Oz series, attended spiritist séances and wrote about them.207

Ingmar Bergman (1918-2007), film and theatre director and author, recounted autobiographical ostensible psi phenomena208

Algernon Blackwood (1869-1951), writer, declared that his interest in psychic matters was ‘in questions of extended or expanded consciousness’ and saw ‘the rapprochement between Modern Physics and so-called psychical and mystical phenomena’.209

Jorge Luis Borges (1899-1986), writer, published an appreciative foreword to a Spanish version of JW Dunne’s An Experiment with Time.210

Victor Brauner (1903-1966), surrealist painter, considered himself also a visionary.211

André Breton (1896-1966), founder of surrealism and knowledgeable of the psi literature, researched experientially and wrote extensively on psi and automatisms, often in collaboration with other surrealists.212

John W. Campbell, Jr. (1910-1971), writer of science-fiction (SF) and editor of Astounding Science Fiction during the Golden Age of Science Fiction. He discussed psi phenomena in his magazine and encouraged its inclusion into SF literature213

Gilbert Keith (GK) Chesterton (1874-1936), writer, best known perhaps for his Father Brown series, advocated an open investigation and consideration of psi phenomena.214

Samuel Clemens (Mark Twain) (1835-1910), writer, member of the American Society for Psychical Research, described various autobiographical psi events.215

Michael Crichton (1942-2008), writer, physician, and filmmaker, wrote about his personal experiences with psi.216

Rubén Darío (Félix Rubén García Sarmiento) (1867-1916), writer and diplomat pioneer of the modernismo literary movement. He referred to psychical researchers in his work (eg, in his short story El caso de la señorita Amelia) and was interested in parapsychology, dreams, and spiritualism.217

Robert Desnos (1900-1945), surrealist poet and automatist, claimed to have been in telepathic contact with another artist, Marcel Duchamp and to see into other people’s future.218

Philip K Dick (1928-1982), writer, described various ostensible psi phenomena in his autobiographical works, including xenoglossy and an accurate diagnosis of his son’s hernia.219

Charles Dickens (1812-1870), writer, member of The Ghost Club, organization devoted to psychical research.220

Charles Dodgson (Lewis Carroll) (1832-1898), author of Alice in Wonderland, mathematician, member of the Society for Psychical Research.221

Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930), creator of Sherlock Homes, unflinching defender of ostensible psi phenomena and spiritualism.222

Theodor Dreiser (1871-1945), writer and journalist, corresponded with psi researcher Hereward Carrington.223

George Eliot (Mary Ann Evans) (1819-1880), writer, corresponded with psychical researchers and premised her The Lifted Veil on psi. She wrote to George Combe in 1852, ‘But indications of clairvoyance witnessed by a competent observer are of thrilling interest and give me a restless desire to get more extensive and satisfactory evidence.’224

Adila Fachiri (1886-1962), violinist, participated in séances and chanelled various messages. Sister of Jelly d’Arányi.225

Anne Francis (1930-2011), actress, winner of a Golden Globe and nominated for an Emmy, described her interest in psychic phenomena in her autobiography.226

Maxim Gorky (1868-1936), writer, was convinced of the existence of telepathy.227

Graham Greene (1904-1991), novelist shortlisted for the Nobel Prize, was convinced that Dunne’s view of precognition was correct and explained some of his vision.228

Alec Guiness (1914-2000), actor, wrote that he precognized the fatal accident of James Dean.229

Thomas Hardy (1840-1928), writer, claimed to have had a telepathic and other psi experiences.230

Victor Hugo (1802-1885), writer, creator of Les Misérables, experimented with automatic writing and drawing, participated in séances.231

Ted Hughes (1930-1998), British Poet Laureate, described psi phenomena in his life.232

Aldous Huxley (1894-1963), writer, proponent of a Mind at Large, advisor to the Parapsychology Foundation.233

James Joyce (1882-1941), writer, his sister claimed that she and he had seen the ghost of their mother. He read and was influenced by Myers’s Human Personality, and its Survival of Bodily Death.234

Wassily Kandinsky (1866-1944), painter and art theoretician, wrote about direct transmission of art.235

Hilma af Klint (1862-1944), painter, pioneer of abstractionism, worked as a medium with automatic writing, drawing, and painting.236

Arthur Koestler (1905-1983), author, provided funds for what became the Koestler Unit for the study of parapsychology at the University of Edinburgh, wrote on psi.237

Stanley Kubrick (1928-1999), film director, screenwriter, producer, etc., discussed psi positively as an inspiration for his film The Shining.238

Einar Hjörleifsson Kvaran (1859-1938), writer, editor, and spiritualist, participated in the investigations of Icelandic mediums including Indriði Indriðason and Hafstein Björnsson.239

František Kupka (1871-1957), one of the founders of abstractionist art, proposed a direct mind-to-mind transmission of the artist’s inner world.240

Dame Edith Sophy Lyttelton (1865-1947), playwright, recipient of various awards including Dame Commander of the British Empire, wrote books about psi phenomena.241

James Merrill (1926-1995), poet, winner of the Pulitzer among other prices, some of his works derives from sessions with a ouija board during more than two decades.242

Robert Musil ( 1880-1942), writer, author of one of the foremost novels of the 20th century, The Man without Qualities, mentioned the possibility of psi phenomena during séances.243

Vladimir Nabokov (1899-1977), writer, author of Lolita and other prose classics, kept a diary to test whether his dreams could anticipate future events, inspired by Dunn’s An Experiment with Time.244

JB Priestley (1894-1984), writer, supported the notion of precognition in his essays and plays.245

Marguerite Radclyffe-Hall (1880-1943), writer, pioneer of lesbian literature with The Well of Loneliness. She co-authored an important study of the medium Gladys Osborne Leonard.246

Rainer Maria Rilke (1875-1926), one of the foremost poet in German language, attended séances and experimented with automatic writing.247

George Rochberg (1918-2005), composer, discussed psi phenomena in the context of his creative work.248

Gene Rodenberry (1921-1991), writer and Star Trek creator, was convinced of the reality of psi phenomena.249

Jules Romains (Louis Henry Jean Farigoule) (1885-1972), writer, member of La Académie Française, wrote a book on sightless vision and alluded to psi in other writings.250

John Ruskin (1819-1900), influential art critic, member of the Society for Psychical Research.251

George William (AE) Russell (1867 –1935), writer, painter, activist, claimed he was clairvoyant.252

Sigfried Sassoon (1886-1967), WWI poet, member of The Ghost Club.253

Victorien Sardou (1831-1908), writer, best-known for the libretto to Tosca, experimented with automatic writing and drawing.254

Alvin Schwartz (1916-2011), fiction writer and essayist, discussed ostensible psi phenomena in his life.255

Upton Sinclair, Jr. (1878-1968), Pulitzer prizewinner, wrote a detailed account of psi experiments with his wife in his book Mental Radio.256

Dame Edith Louisa Sitwell (1887-1964), poet and critic, helped direct some research with mediums. 257

Olaf Stapledon (1886-1950), writer and philosopher, was interested in and recommended the scientific study of psi phenomena.258

William Thomas Stead (1849-1912), pioneer of investigative journalism and progressive activist who battled, among other topics, child prostitution. He published Borderland, a quarterly on psychic topics, described using automatic writing and telepathy, and repeatedly wrote about shipwrecks and himself as drowning after one, before perishing during the sinking of the Titanic. It was also claimed that he had communicated post-mortem. (See William T Stead.)259

Rudolf Steiner (1861–1925), philosopher, theoretical founder of the Waldorf education, wrote about personal psi experiences.260

Robert Louis Stevenson (1850-1894), author of Treasure Island, member of the Society for Psychical Research, corresponded with FWH Myers.261

Karlheinz Stockhausen (1928-2007), one of the most influential classical electronic and avant-garde music, in an interview he mentioned “telepathy and telekinesis” as facts.262

August Strindberg (1849-1912), writer, painter and playwright, discussed personal experiences that he interpreted as parapsychological in his writings.263

Andrei Tarkovsky (1932-1986), film and theatre director and writer, discussed ostensible psi phenomena as sources for his films.264

Alfred, Lord Tennyson (1809-1892), Poet Laureate of Great Britain and Ireland, member of the Society for Psychical Research.265

Jacques Tourneur (1904-1977), director of various acclaimed horror films, including Cat People. He was considered to be a psychic himself.266

Kurt Vonnegut, Jr. (1922-2007), author of Slaughterhouse Five, artist, described ostensible psi phenomena that occurred in his life.267

Florizel von Reuter (1890-1985), violinist and composer, professor at the Vienna Musical Academy, wrote on his experience as a medium.268

H(erbert) G(eorge) Wells (1866-1946), writer of fiction and non-fiction, and futurist, President of PEN, author of The Time Machine and The War of the Worlds. His multi-volume summary of biology, co-authored with Julian Huxley and G. P. Wells, included a sympathetic and well-informed discussion of psychical research in Book 8, ‘Man’s Mind and Behaviour’ in Voume 3.. 269

Politicians, Explorers, Others

Alexander Aksakov (1832-1893), Russian State Councilor, writer, researched, contributed to and edited publications on psi.270

Arthur Balfour (1848-1930), philosopher, British prime minister, president of the Society for Psychical Research.271

Gerald Balfour (1853-1945), scholar, Chief Secretary for Ireland, president of the Society for Psychical Research.272

Donald Campbell CBE (1921-1967), speed record breaker in land and water, member of the Ghost Club.273

Air Chief Marshal Hugh Dowding (1882-1970), commander of the RAF during the Battle of Britain, author of various books on survival and member of the Ghost Club.274

Winifred Coombe Tennant (1874-1956), suffragette, politician, representative at the League of Nations, practised as a medium.275

Alexandra David-Néel (1868-1969), explorer, writer, expert on Tibet, declared that psychic phenomena should be studied ‘just like any other science’.276

Willliam Gladstone (1809-1898), served as British prime minister four different terms, member of the Society for Psychical Research, commented  that psi research ‘is the most important work in the world’.277

Claiborne de Borda Pell (1918-2009), six-term US Senator, head of the Senate Foreign Relation Committee, supported psi research.278

William Lyon Mackenzie King (1874-1950), longest serving prime minister of Canada, spiritualist.279

Loren McIntyre (1917-2003), photojournalist, discoverer of the source of the source of the Amazon River. He described communicating telepathically with the chief shaman of a Majoruna tribe.280

Dame Edith Lyttelton (1865-1948), British delegate to the League of Nations, author, president of the Society for Psychical Research, wrote on psi.281

Francisco I Madero (1873-1913), provided the intellectual basis to the Mexican revolution and became its first democratically elected president, practised automatic writing and mediumship.282

Erik Kule Palmstierna (1877-1959), Swedish politician and diplomat, wrote books based on chanelled material.283

Sir Henry Morton Stanley (1841-1904), explorer and journalist, wrote about psi phenomena in his autobiography.284

Cort van der Linden (1846-1935), progressive Prime Minister of The Netherlands, was a member of the (British) Society for Psychical Research.285

Henry A. Wallace (1888-1965), progressive Vice President of the United States, besides occupying other important posts. He was a sponsor of the Round Table Foundation, which sponsored research on parapsychology.286

Etzel Cardeña

Barz, C. (2010). Scientific spirit, spirituality, and spirited writing: Spiritualism between science, religion and literature. Tijdschrift voor Skandinavistiek 31, 1.

Bjørnson, B. (1909). Wise-Knut. New York: Brandu’s.

Butler, N.M. (1886). The progress of psychical research. Popular Science Monthly 29.

Doyle, A. C. (1926). The History of Spiritualism.

Dyson, F. (2014). One in a million. New York Review of Books, 25 March.

Fechner, G.T. (1904). The Little Book of Life after Death. Boston, Massachusetts, USA: Little, Brown, & Company. [Originally published 1836.]

Flammarion, C. (1907). Mysterious Psychic Forces. Boston, Massachhusetts, USA: Small, Maynard and Company.

Goff, H. (2005). Science and the seance. BBC News.

Lodge, O. (1916). Raymond, or Life and Death. New York, NY: George H. Doran.

Lorenzato, J. (1978). La lévitation est-elle prouvée? (Is levitation proven?). Revue Psi International 4.

Sommer, A. (2013). The naturalisation of the “poltergeist.” http://forbiddenhistories.com/tag/albert-von-schrenck-notzing/ [Unplished ms.]

NOTA
Para colheita de muito mais referências e informações (em língua inglesa, é claro), é favor consultar os sites respectivos, nomeadamente no seguinte endereço:
https://psi-encyclopedia.spr.ac.uk/

Artigo visto em:
https://psi-encyclopedia.spr.ac.uk/articles/eminent-people-interested-psi?fbclid=IwAR2tSyyw6BU3s7ZwuxIKqhe9HVGu7WTdxXDl26mzcrcrUyIyd1JSK8WWf7c

References

O pensamento de Immanuel Kant; o sentido da AUTONOMIA

A Ética de Immanuel Kant e o Imperativo Categórico

Os textos aqui apresentados foram colhidos com liberdade de um site na internet que é da autoria de Pedro Menezes, apresentado ao fundo.

Immanuel Kant (1724-1804) criou um modelo ético independente de qualquer tipo de justificação moral religiosa, baseado na capacidade de julgar inerente ao ser humano.
Para isso, elaborou um imperativo, uma ordem que o indivíduo pudesse utilizar como bússola moral: o Imperativo Categórico.
Esse imperativo é uma lei moral interior, baseada na razão, sem causas sobrenaturais supersticiosas ou relacionadas com a autoridade do Estado ou da Religião.
Kant procurou fazer com a filosofia o que Nicolau Copérnico fez com as ciências, cujos estudos transformaram – no seu tempo – toda a forma de compreensão do mundo.
A ética kantiana está desenvolvida, sobretudo, no livro “Fundamentação da Metafísica dos Costumes” (1785). Nele, o autor procurou estabelecer um fundamento racional para o dever.

A Moral Cristã e a Moral Kantiana

Kant foi largamente influenciado pelos ideais do Iluminismo laico que rompeu com o conhecimento baseado na autoridade dogmática.
Segundo Kant o pensamento é uma faculdade autónoma e livre das amarras impostas pela religião, sobretudo, pelo pensamento da Igreja Medieval.
Kant reforça essa ideia ao afirmar que somente o pensamento autónomo poderia conduzir os indivíduos ao esclarecimento e à maioridade.
A maioridade em Kant não está relacionada com a idade, ou maioridade civil, ela é a independência dos indivíduos fundamentada na sua capacidade racional de decidir por si mesmos o que é o dever.
A moral kantiana opõe-se à moral cristã, que entende que o dever é entendido como uma norma vinda de fora para dentro, a partir das Escrituras ou dos ensinamentos religiosos, ou seja, uma heteronomia, ainda por cima, com carácter dogmático.

“Duas coisas que me enchem a alma de crescente admiração e respeito: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim.”
Immanuel Kant


A ética de Kant fundamenta-se única e exclusivamente na Razão, as regras são estabelecidas de dentro para fora a partir da razão humana e da sua capacidade de criar regras para a sua própria conduta. Isso garante a laicidade, independência da religião, e a autonomia, independência de normas e leis da moral kantiana. Kant substituiu a autoridade imposta pela Igreja, pela autoridade da Razão.

Immanuel Kant é um dos filósofos mais estudados na modernidade. Seus trabalhos são pilar e ponto de partida para a moderna filosofia alemã, com seguidores como Fichte, Hegel, Schelling e Schopenhauer. Kant tentou resolver as questões entre o racionalismo de Descartes e Leibniz e o empirismo dos filósofos David Hume e John Locke.

Vida e Obra de Kant

Immanuel Kant nasceu em Königsberg, na Prússia Oriental, no dia 22 de Abril de 1724. Foi o quarto de nove filhos do casal Johann Georg Kant, fabricante de arreios para cavalgaduras, e Anna Regina Kant. Viveu uma vida modesta e devota ao luteranismo. Estudou no “Colégio Fredericianum” antes de ir para a “Universidade de Königsberg”. Assim, após passar a adolescência estudando num colégio protestante, foi para a Universidade de Königsberg, em 1740. Foi ali professor e conferencista associado, depois de se ter doutorado em filosofia, tendo estudando também física e matemática, além de leccionar Ciências Naturais.
Em 1770, assumiu a Cátedra de Lógica e Metafísica, quando terminou a chamada fase pré-crítica de Kant, na qual predominava a filosofia dogmática. Seus textos mais emblemáticos dessa época foram “A História Universal da Natureza” e “Teoria do Céu”, de 1775.
Na segunda fase do autor, é superada a “letargia dogmática” a partir do choque sofrido pela leitura dos escritos do filósofo escocês, David Hume (1711-1776).
Kant revelou que o espírito, ou razão, modela e coordena as sensações, das quais as impressões dos sentidos externos são apenas matéria prima para o conhecimento.
Foi um entusiasta do iluminismo, acerca do qual publicou a obra O que é o Iluminismo?(1784).
Nessa obra, sintetiza a possibilidade do homem seguir sua própria razão, o que seria a sua saída da menoridade, definida como a incapacidade de fazer uso do seu próprio entendimento. Ou seja, o facto de não ousar pensar, por motivos de cobardia e preguiça, são as principais razões da menoridade humana.
Nessa fase, Kant irá escrever ainda A Crítica da Razão Pura (1781) eCrítica da Razão Prática (1788).
Kant nada tinha feito de excecional até aos 50 anos de idade, quando teve início a sua segunda fase, na qual produziu freneticamente. Era metódico, sistemático e pontual. Precisamente às 15h30, saía para passear, de forma que se tornou hábito emblemático para os seus conterrâneos.

Frases de Kant

  •  “A missão suprema do homem é saber do que precisa para sê-lo.”
  • O sábio pode mudar de opinião. O ignorante, nunca.”
  • Não somos ricos pelo que temos, mas pelo que não precisamos de ter.”
  • Ciência é o conhecimento organizado. A sabedoria é a vida organizada.”

Pedro Menezes

Licenciado em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ (2009) e Mestre em Ciências da Educação, no domínio “Educação, Comunidades e Mudança Social”, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto – FPCEUP (2020), em Portugal. Foi professor de Filosofia do Ensino Médio (SEEDUC-RJ), entre 2010 e 2018, e do Ensino Fundamental II (SMECE – Seropédica – RJ), entre 2015 e 2018. Atuou como Diretor Adjunto do C. E. Ministro Orozimbo Nonato nos anos de 2017 e 2018. Participou como bolsista do Laboratório de Licenciatura e Pesquisa sobre o Ensino da Filosofia (LLPEFil – UERJ) em 2007 e 2008. Realizou cursos na área de Educação e Novas Tecnologias.

É urgentíssimo despertar e fortalecer a cultura espírita

para ter acesso ao ficheiro PDF é favor clicar na imagem

A leitura das obras de Paulo Henrique de Figueiredo:

oferecem uma contextualização histórico-filosófica do espiritismo, em função da evolução das ideias progressistas que se desenvolveram no mundo e, especialmente, durante do século XVIII e no decurso do século XIX, com a referência ordenada dos principais estudiosos e homens de ideias desses mesmos anos. Esta visão das coisas alarga substancialmente a ideia que é geralmente apresentada do espiritismo.

A REVOLUÇÃO ESPÍRITA – Teoria esquecida de Allan Kardec

AS INVESTIGAÇÕES DE PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO

Um passo em frente na caracterização filosófica da ideia espírita

De Immanuel Kant se disse que, depois dele, nada seria como dantes no pensamento ocidental. Depois de assimilado o avanço conceptual proposto por Paulo Henrique de Figueiredo, nada será igual no espiritismo em português.


RECEBI, OPORTUNAMENTE,  DE UM JOVEM BOM AMIGO BRASILEIRO O FAVOR DA REMESSA DE DOIS LIVROS IMPORTANTÍSSIMOS PARA O PRESENTE E PARA O FUTURO DO ENSINO DOS ESPÍRITOS, TAL COMO NOS FOI LEGADO POR ALLAN KARDEC.
SÃO
OBRAS ESSENCIAIS, RESULTANTES DE MUITOS ANOS DE PESQUISAS DE PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO, PARA QUE DESPERTE E SE RENOVE UMA CULTURA QUE MUITOS INSISTEM EM  ANESTESIAR, DETURPAR OU DEMOLIR:

REVOLUÇÃO ESPÍRITA – A teoria esquecida de ALLAN KARDEC
MESMER – A ciência negada do magnetismo animal

O essencial desta notícia é a oferta aos visitantes de uma introdução às ideias de PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO, de que tomei conhecimento pela generosidade comunicativa das suas palestras e da sua página pessoal.

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AO FUNDO está incluído para descarga um ficheiro PDF da transcrição livre de uma dessas palestras de 17 de Setembro de 2016.
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Reparei depois que o texto da mensagem de agradecimento que mandara ao meu jovem amigo brasileiro, com o entusiasmo com que a escrevi, pode servir como abertura para esse tema:

Caríssimo amigo “J”

“…Deves estar lembrado do Pdf que te enviei a respeito das ideias e da investigação de Paulo Henrique de Figueiredo…”
A propósito disso, tenho estado a assentar ideias a respeito de Immanuel Kant e de todos os antecedentes culturais que poderão fundamentar a lógica histórico-filosófica do aparecimento do ensino dos Espíritos, tal como nos foram transmitidos pela notabilíssima  obra de Allan Kardec.
Esse processo implica a visão abrangente e coordenada da História da Humanidade e da marcha do pensamento filosófico, tarefa a que PHF tem vindo a dedicar a sua melhor atenção, já há dezenas de anos, e que preenche uma lacuna antiga do estudo e da apreciação do conhecimento espírita em português.
Faço esta compartimentação linguística da grande cultura, porque os franceses, que foram os seus legítimos percursores – quer na teoria, quer na prática – deram-se ao luxo de a deixar um pouco ao Deus dará e não a integraram de forma consequente na vasto seio da cultura europeia.
A essa tarefa meteu ombros este brasileiro universalista iluminado por uma formidável lucidez cultural, que veio buscar ao velho continente – provando largamente a abundância de dados e conceitos entretanto negligenciados – a panaceia adequada para um sem número de sincretismos já dramaticamente enraízados na versão tropical do legado de Allan Kardec.
Levará tempo a clarear essa mescla de impulsos desencontrados, conforme também esclarece Paulo Henrique de Figueiredo. Felizmente que a clarividência emancipadora do ensino dos Espíritos não nos foi comunicada por palavras limitadas do quotidiano confuso do suor e das lágrimas de quem caminha lenta, mas persistentemente, para a Luz. Foi-nos comunicada pelo pensamento enorme de quem contempla o mundo de alto e de largo.

Por isso também nós traduzimos “O Livro dos Espíritos” para a língua portuguesa dos dias de hoje, para novas gerações de leitores, alheios à estratificação do pensamento formalista. O que está nas páginas daquele livro não são as palavras petrificadas de um século passado. São ideias luminosas e esclarecidas que dia a dia se renovam, assim haja a lucidez para entender a cada instante a libertadora mensagem dos Espíritos.

Sendo o ensino dos Espíritos uma culminância da modernidade é evidente que os pontos mais elevados e sensíveis da marcha das ideias filosóficas e do desenvolvimento dos factos históricos, têm obrigatoriamente de ter uma correspondência activa e consequente com o seu aparecimento.

Kant não hesitou em definir a sua filosofia como uma “revolução copernicana” na história do pensamento, pois a sua obra significava uma revolução equivalente à que representara o heliocentrismo de Copérnico para a ciência.
Kant foi, indiscutivelmente, o fundador da filosofia moderna: com a sua obra completa-se essa viragem rumo à subjectividade, timidamente iniciada por Descartes e radicalizada por David Hume, que caracterizou toda a filosofia até aos nossos dias.
Após as suas famosas três Críticas (Crítica da Razão Pura, 1781; Crítica da Razão Prática, 1788 e Crítica do Juízo (ou da Faculdade de Julgar), 1790) nada voltaria a ser como dantes.

 A importância fantástica que tem a obra de Paulo Henrique de Figueiredo é ser o avanço mais consequente e organizado que eu conheço no estabelecimento e solidificação dessa correspondência activa!…
A virtude conceptual e ideológica que tem esse avanço é constituir uma ultrapassagem, uma superação, de um conjunto de debates mesquinhos e infindáveis, que estorvam a compreensão das qualidades essenciais do espiritismo, mesmo para alguns que – de certa forma – se julgam adeptos certificados.
PHF, para além de lançar um desafio sem precedentes aos interessados activos na proposta espírita, tal como foi delineada por ALLAN KARDEC, identifica vários aspectos em que tem sido omissa a compreensão dos antecedentes  que possibilitaram a sua eclosão e de várias contingências do seu devir histórico.
Relativamente ao seu próprio país, a redescoberta e elucidação de estudiosos fundadores como Manuel José de Araújo Porto-Alegre, Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias, desmistifica mitos pseudo-inauguradores de um movimento irremediavelmente marcado por cismas fracturantes e sincretismos incompatíveis com o espiritismo como impulso intelectual emancipador e universalista com profundas raízes intelectuais.
Há sectores, ditos “progressistas”, do espiritismo, que ainda não chegaram às ideias de Immanuel Kant, resumidamente, porque ainda não perceberam a natureza de uma ideologia e de um exercício programático caracterizado pelo sentido da AUTONOMIA, pela ideia da EVOLUÇÃO, e pela CONSCIÊNCIA como residência originária da orientação MORAL, ou seja – ainda não chegaram ao ponto zero da “revolução copernicana” de Kant!…
Estou a ler um livro muito inspirado e envolvente, que é da autoria de Joan Solé, um jovem catalão para aí da tua idade, excepcionalmente bem escrito, que oferece numa bandeja de analogias multi culturais (até artísticas…) o perfil das ideias de Kant, e que se chama exactamente ” A revolução copernicana na filosofia”:

Nota: Esse livro faz parte de uma colecção de 40 obras a respeito dos principais filósofos e da marcha das ideias filosóficas; foi editada em Portugal, por um semanário, sob o título “Descobrir a Filosofia”. Deve ter sido editada no Brasil, pela certa.
Se leres bem em Espanhol (a língua castelhana, atenção…) posso-te mandar 30 pdf’s de 30 dessas obras. Para quem quiser completar ideias a respeito da Filosofia, ou inaugurá-las, é um apetitoso convite à leitura.

O projecto da colecção foi dirigido por Manuel Cruz, catedrático de Filosofia na Universidade de Barcelona, com a colaboração de muito conceituados especialistas!…
O Paulo Henrique de Figueiredo tem sido muito simpático e já pré-anunciou a sua autorização para publicar o Pdf com a transcrição  da apresentação do livro: Revolução Espírita – A Teoria Esquecida de Allan Kardec

Aqui fica o link para a notícia que diz respeito à obra. O site – do próprio autor – tem uma variedade de artigos a não perder. Como requinte técnico que é raro, cada artigo é antecedido da indicação do número de minutos que leva a ler!…

Felicidades e os melhores votos de saúde

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PDF com a transcrição livre, de minha inteira responsabilidade, da palestra devidamente identificada de PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO:

REVOLUÇÃO ESPÍRITA – A teoria esquecida de ALLAN KARDEC.

 

Revolução Espírita, de Paulo Henrique de Figueiredo

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Este trabalho, feito no interesse de pesquisa de dois portugueses, seguidores e divulgadores da mensagem de Paulo Henrique de Figueiredo, apresenta a leitura integral e cuidadosa, com facilidade de pesquisa e inter-relação de conteúdos, de todos os artigos publicados entre 12/Jun/2016 e 28/Set/2017, por Paulo Henrique de Figueiredo na sua página pessoal.
Está publicado num ficheiro PDF, ao fundo deste artigo.>

A REVOLUÇÃO ESPÍRITA é o título de um livro que recebemos do Brasil, que começámos a ler com entusiasmo no momento em que nos demos conta da importância da sua mensagem, das reflexões e das propostas construtivas que consigo transporta.
Como é sabido de muitos e muitos milhares de referências Históricas, a REVOLUÇÃO FRANCESA, assim escrita, com maiúsculas, representa – com as inerências dolorosas de todos os grandes dramas da História da Humanidade, e estamos a pensar, nada mais nada menos que no sacrifício do cidadão Jesus de Nazaré – um ponto absolutamente essencial na viragem dos tempos, das atitudes e das conceções das sociedades organizadas, pelo menos no hemisfério que habitamos.
A REVOLUÇÃO ESPÍRITA de Paulo Henrique de Figueiredo, evidencia à partida o lúcido reconhecimento das realidades que estiveram na base do maior levantamento político-social e ideológico que sacudiu a Europa, ao fim de muitos séculos de abominável dogmatismo, intolerância, desigualdades e inenarráveis violências institucionais, quase sempre “sacralizadas”.

A REVOLUÇÃO ESPÍRITA que Paulo Henrique de Figueiredo nos apresenta possui, porém, potencial transformador muito mais vasto, pode dizer-se, universal, porque reside na consciência; procede pelo raciocínio, pelo sentido de liberdade e pelo mais absoluto respeito pela paz e pela elevação moral.

Intelectualmente pode abarcar a antiguidade e a seriedade das mesmas razões que fundamentaram a Revolução Francesa. Surgem deste modo, aglutinando muitas outras, as referências ao pensamento inspirador de Jean-Jacques Rousseau e ao seu desenvolvimento filosófico levado a cabo por Immanuel Kant.
Segue-se, no encadeado complexo de muitas razões e acontecimentos (entre elas o avanço científico proposto por Franz Anton Mesmer) a tarefa de metodização efetuada por Allan Kardec de conhecimentos excecionais, embora radicados na antiguidade do Homem, e que o relacionam com a transcendência, a sua origem e o seu destino.
Uma Revolução faz pensar na outra. Não são iguais nem parecidas, nem nas suas motivações fundamentais, nem nos processos utilizados e muito menos nos objetivos alcançáveis.
Uma faz pensar na outra porque ambas permanecem dificílimas de concretizar, e porque oferecem a perspetiva de mudanças radicais. Mas a Revolução Espírita, no âmbito e na projeção dos seus objetivos é muitíssimo mais vasta, profunda e intemporal.
O desenvolvimento da sociedade humana é de uma complexidade trágica. Mas é o único caminho inevitável e indispensável, porque vai ordenando lentamente as vontades e as atitudes individuais e coletivas em direção ao grande e necessário Progresso.
Haja a coragem para estudá-las a ambas, na íntegra seriedade das suas causas e consequências.

Quanto à que chamaremos nossa, a REVOLUÇÃO ESPÍRITA, a ser conduzida em PAZ, progresso intelectual e elevação moral será certamente – neste Terceiro Milénio – a grande – a SUPERIOR transformação de toda a HUMANIDADE!…

Para ter acesso ao ficheiro PDF com a totalidade dos artigos acima referida,
é favor clicar neste “link”:

REVOLUÇÃO ESPÍRITA, de Paulo Henrique de Figueiredo

A RENOVAÇÃO E O REFORÇO DO ESPIRITUALISMO RACIONAL

IA

Aconselho os visitantes a lerem todas as obras de Paulo Henrique de Figueiredo, sobre MESMER, A Revolução Espírita e a ideia da AUTONOMIA

O seu conteúdo é o mais largo passo em frente que se oferece ao conhecimento do Espiritismo com a abertura esclarecida das suas origens naturais e universais em contextualização histórico cultural.

Essa leitura atenta, com a consulta e pormenorização de todas as fontes é o renovado horizonte do conhecimento espírita, o reforço e a actualização necessária da leitura das obras de Allan Kardec.

O UMBRAL, sucedâneo do INFERNO, desmistificado pelo ensino dos Espíritos

O elemento principal deste artigo é a entrevista dada a respeito do tema em título por Paulo Henrique de Figueiredo, à TV Mundo Maior, cuja transcrição integral se encontra mais abaixo.

Como elemento bibliográfico de muito interesse é anexado um PDF que foi feito a partir de um artigo da Drª Maria das Graças Cabral de 9 de Outubro de 2011, devidamente referenciado, sobre o mesmo tema, com consultas efectuadas nas obras de Alan Kardec e considerandos da autora.>

Cena pertencente ao filme brasileiro “Nosso Lar” dirigido por Walter de Assis baseado no livro do mesmo nome, psicografado por Francisco de Paula Cândido Xavier, e que documenta visualmente o suposto “umbral”, aqui discutido.

Uma das ferramentas das doutrinas dogmáticas para amedrontarem as pessoas, mantendo-as prisioneiras do medo do futuro e obrigando-as a obedecer inflexivelmente aos seus mandamentos sacramentais, foi terem inventado o Inferno, ideia completamente inclassificável numa base minimamente racional.
Como poderia uma entidade criadora de seres naturalmente vulneráveis e tantas vezes desprovidos de recursos para enfrentarem as dificuldades naturais do mundo e da vida, estabelecer regras tão cruéis e que conduzissem tais seres aos sofrimentos eternos?

Uns ricos e poderosos, outros pobres e desvalidos, uns saudáveis e corajosos outros fracos e doentes, todos ameaçados desde o nascimento ao risco eminente (sobretudo para aqueles que morrem com poucos anos, ou meses, ou dias de vida!…) todos, sem apelo nem agravo, sujeitos obrigatoriamente à obediência sacramental de permanentes imposições incompreensíveis e de rigores implacáveis das condenações aos sofrimentos mais horríveis, por todos os séculos dos séculos!…
Quem domina os mecanismos dessas obrigações litúrgicas e sacramentais, em proveito próprio, mantendo os cidadãos mais humildes durante toda a vida, à beira do precipício de julgamentos tão infernalmente intolerantes?
Todos sabemos do que estou a falar, a cultura de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo permanece prisioneira desse género de perspetivas, seja qual for a denominação religiosa que continua a alimentar e explorar – repito, em proveito próprio – tais abominações sem nome!…

E então o espiritismo que diferença faz se também nos ameaça com o UMBRAL?

O dia a dia de grande quantidade de frequentadores de centros espíritas está habituado ao elevado nível de teorias penalizadoras, da ideias do “carma”, que não pertence de todo ao vocabulário espírita e cuja lógica é absolutamente alheia à cultura respetiva, já para não falarmos de cenas alucinantes de filmes e vídeos “espíritas” que “mostram” cenários alucinantes povoados por fantasmas andrajosos nos “umbralinos” vales dos suicidas!….

A COMPLETA DESMISTIFICAÇÃO da ideia do UMBRAL, pela palavra de Paulo Henrique de Figueiredo

O artigo de hoje de “espiritismo cultura” apresenta a transcrição (o mais fiel possível) de uma palestra já não muito recente de Paulo Henrique de Figueiredo que, coerentemente com pontos de vista plenamente fundamentados já abordados aqui (ver A Revolução Espírita – A teoria esquecida de Allan Kardec, de Paulo Henrique de Figueiredo), clarifica de forma resumida e inexistência no mundo espiritual de lugares reservados para coletivos de Espíritos, seja qual for o seu nível de evolução e, muito menos, a prevalência de sistemas punitivos sistematizados e muito menos dogmaticamente fechados.

A responsabilidade espiritual das pessoas tem carácter individual, e depende unicamente da sua autodeterminação em liberdade e do nível de afirmação da sua consciência moral.
De resto, está ao alcance de todos a adoção de atitudes construtivas e de evoluções positivas.
A todos é acessível o auxílio, através do conselho e da solidariedade dos bons Espíritos que, libertos do orgulho, podemos e devemos solicitar a todo o momento e seja qual for a nossa circunstância específica.

UMBRAL VISÃO ESPÍRITA/ TV mundo maior

Olá amigos da TVMUNDO MAIOR!
Muitas das histórias que ouvimos a respeito do UMBRAL relatam um local de dor e sofrimento. Para falar sobre este assunto e esclarecer alguns pontos nós vamos receber o pesquisador e escritor espírita Paulo Henrique de Figeiredo.

 ELEN ARÇA
̶  Paulo seja bem vindo!
Paulo Henrique de Figueiredo:
̶  Eu é que agradeço o convite!
O que é o UMBRAL para o espiritismo?
̶  A grande maioria dos espíritas que participa no movimento espírita foram educados nas religiões cristãs, protestantes e, na maioria, católicos.
Há uma tradição do entendimento do que ocorre na espiritualidade, desde as religiões antigas, de uma semelhança entre o que se vive neste mundo e o que acontece no outro. Um exemplo disso é o que acontece após o julgamento final.  A ideia é que os bons vão viver no paraíso e usufruir do prazer. E os maus vão viver no sofrimento. Mas o sofrimento que se imagina é um sofrimento físico.
Na Índia por exemplo, eram concebidos dois infernos, o inferno quente e o inferno gelado, da neve, do sofrimento do frio. O que se tornou clássico na Grécia e na tradição cristã foi o inferno quente.

O espiritismo traz uma inovação ao explicar o que é o mundo espiritual que não tem paralelo nas metafísicas anteriores a ele. E o espiritismo é muito recente, tem apenas 160 anos.

Então, compreender bem o que o espiritismo explica não é muito corrente.
As pessoas normalmente associam o entendimento das descrições, por exemplo, lendo em André Luís a descrição do “umbral”. Imaginam a vivência lá equivalente à que existe aqui no mundo material. Ou seja, um lugar onde se sente muito sofrimento. Seria um paralelo relativo ao inferno.
A questão é que os Espíritos, na obra de Kardec, demonstram que o mundo espiritual é muito diferente do que normalmente se imagina. No mundo material estamos determinados pelo ambiente em que nos encontramos. Se estivermos num ambiente muito quente, não importa quem seja, vai sofrer com o calor. Dos simples aos inteligentes, o bandido ou um santo, vão sentir muito calor, porque no mundo físico o organismo é igual para todos.
Quando formos para o mundo espiritual, as pessoas não percebem que o nosso corpo espiritual, num grau de evolução mediano, tem aparência equivalente à vivência que temos aqui. Muitas das pessoas que desencarnam, nem percebem que morreram, quando regressam ao mundo espiritual!…

A realidade do mundo espiritual é determinada pelo seguinte facto: O que se pensa e se sente altera as condições físicas do corpo espiritual, do perispírito.
Exemplificando: quando mais ligado às questões deste mundo, quanto mais ligado aos instintos, às paixões, às emoções, mais denso fica o perispírito, mais pesado.
E quanto menos apegado, mais desprendido, menos denso e mais leve ficará o seu perispírito.
A densidade do perispírito é que determina a localização do mundo espiritual a que vai estar associado, o nível de sintonia a que o seu perispírito está situado.
A associação que você fez do mundo espiritual com a ideia do inferno, corresponde à ideia de que quem comete erros, vai ser julgado e colocado num local de sofrimento.
O que o espiritismo veio ensinar-nos é de que o local onde estamos ambientados depende do que pensamos e sentimos.
Portanto, quando as pessoas morrem, vítimas de apegos, remorsos, desejos de vingança, sentimentos desses aproximam-nos da condição animal. No mundo espiritual a consequência disso é ter um corpo espiritual denso, pesado.
Esse corpo espiritual mais denso e pesado vai situar-se num ambiente com outras pessoas que se encontram nas mesmas condições.

Muito diferente da ideia do inferno, que é um lugar sem saída, o verdadeiro mundo espiritual como explica o espiritismo é formado por níveis diferenciados – onde se entra e de onde se sai – pela livre escolha de cada um.
Quem muda o seu padrão de pensamento, modifica o nível de sintonia com aquele lugar.
Muitas pessoas que desencarnam, regressando ao mundo espiritual, não têm uma noção do mundo em que se encontram, passam a viver do mesmo modo que viviam no mundo material. Procuram as mesmas coisas e mantêm os mesmos hábitos, as mesmas emoções e o mesmo medo, procurando satisfazer as mesmas necessidades.
Quanto mais medo tiver, mais denso e pesado se torna. Sem modificar essas tendências essas características as entidades espirituais não percebem que estar ali é uma decisão deles mesmo.

Conclusão: no mundo espiritual não existem lugares determinados por Deus para alojar este ou aquele Espírito. Não há nenhum castigo pré-determinado ou condição de sofrimento que seja imposta. Tudo é fundamentado no conceito de liberdade. Cada um vai para onde quer e fica onde quer. E essa decisão é tomada em função do seu padrão de pensamento e sentimento.

E nós encarnados, em sonhos ou desdobramentos, podemos entrar nessas zonas mais densas?

̶  Veja bem: o que significa estar encarnado? Significa que antes de nascermos, estávamos no mundo espiritual. E ligámo-nos à primeira célula que representou o surgimento do nosso corpo físico. Quando as células se vão multiplicando o ser vai-se ligando a cada uma delas, até ao momento que está ligado ao embrião, e depois, quando a criança nasce, a sua consciência como espírito passa a ser determinada pelo cérebro. Passa a pensar pelo cérebro. No momento, os que estamos a conversar aqui e os que nos estão escutando, encontramo-nos na condição de pessoas que pensam pelo corpo. Isso não significa, porém, que não estejamos presentes no mundo espiritual.
Como a nossa consciência está no corpo é como se o nosso perispírito ficasse ligado a ele, mais ou menos na mesma localização. Se vamos dormir, ou no caso do desdobramento como na pergunta que me fez, o corpo dorme, a consciência desliga-se do nosso cérebro e passamos a pensar com o corpo espiritual, com perispírito.
Estando de posse desse perispírito, onde estaremos? Estaremos num ambiente com o qual estivermos em sintonia.
Enquanto encarnados, nós já temos um ambiente espiritual determinado pelos nossos padrões de pensamento.
Há pessoas que ficam preocupadas e que me perguntam:

Para onde vamos depois da morte?

̶  Eu respondo-lhes que a pergunta que me fazem não devia ser essa. Deveriam perguntar-me onde é que estão nesse mesmo momento, agora. Porque onde estamos agora é exatamente aí onde vamos estar depois da morte.
Como espírita, a melhor maneira de entender o espiritismo é reconhecermos que somos espíritos, nós somos espíritos!…
As consequências dos nossos atos, portanto, não são futuras, são imediatas. Todas as decisões que tomamos no nosso quotidiano, elas devem estar voltadas para termos controle das nossas emoções, não é não termos emoções, porque o nosso corpo necessita delas. Necessitamos de medo, de raiva, precisamos de ter fome, necessitamos dos prazeres, tudo isso está ligado à sobrevivência do organismo.
A nossa capacidade, como espíritos conscientes é fazer uso de todas essas emoções e sentimentos e paixões nos limites do necessário.
Se morreu alguém, ficamos tristes com esse facto, e experimentar essa tristeza é extremamente natural, mas isso tem de ir-se extinguindo e recuperarmos esses factos como lembranças do passado.
Ficar a viver essas penas permanentemente no futuro, é uma coisa que não devemos fazer.
Em paralelo podemos observar o comportamento dos animais, que vivem as emoções nas circunstâncias, mas não guardam a lembrança das circunstâncias passadas, nem ficam projetando um futuro ruim.
O Homem, nessas condições, ganha a liberdade e tem que aprender que fazer uso dela, mantendo o equilíbrio, é a grande saída para a saúde, para o bem estar e para a felicidade.

E quanto aos espíritos desencarnados que se encontram num estado mais evoluído, conseguem transitar para essas regiões, passam por alguma orientação? Como se passa isso?

̶  Imagine o seguinte: se você tiver um objetivo determinado, vai onde for necessário para alcançá-lo! Imaginemos que está a fazer certa prova, de corrida de bicicleta, ou de esforço extremo em que tem que rastejar na lama, atravessar o mato. Se esse for um objetivo determinado e que vai terminar em breve, mas que é necessário para conquistar algo, isso deixa de ser um sofrimento.
Os bons espíritos, contrariamente ao que certas pessoas imaginam, não ficam como se fosse num céu, muito contentes por estarem num lugar bom.
Os bons espíritos vão onde podem ser úteis!
Têm por isso a capacidade de alterar a densidade do seu organismo, e essa alteração de densidade não representa de forma nenhuma uma situação de mal estar. Fazem isso com a intenção de estarem próximos daqueles que vão ajudar.
Se estiverem invisíveis podem inspirar alguém, mas se forem surgir a um outro espírito em estado de igualdade, conseguem ser muito mais tocantes na sua mensagem e no seu conselho.
Os bons espíritos, portanto, em muitos momentos das suas missões, passeiam pelo mundo espiritual do mais denso para menos denso, sempre tentando levar a sua mensagem, o seu entendimento. Fazendo com que os espíritos que estão ali despertem.
O que eles não podem é agir pelo outro. Se alguém estiver, portanto, no mundo espiritual, passando por uma situação de dificuldade, o espírito bom pode aproximar-se e sugerir que o outro mude o seu modo de pensar, que seja otimista, que peça ajuda.

Porque o que mais dificulta um Espírito no mundo espiritual é o orgulho. É o não pedir ajuda, é o não reconhecer que precisa de recomeçar, e esse é o primeiro passo para a mudança.

É recomendável vibrar ou fazer preces pelos espíritos que se encontram nessas regiões?

̶  Não há a mínima dúvida!
Todos os espíritos vivem num ambiente que se estabelece de tal forma que o que se pensa e sente determina o seu corpo e o ambiente em que ele está. Se tiver alguma ligação afetiva com alguém, seja qual for a condição em que se encontre, o espírito que procura ajudar pode ter acesso à sua mente.
Se pensar em alguém que se foi deste mundo, com tristeza, com pesar excessivo, estaremos a transmitir-lhe angústia.
Se a energia transmitida for otimista, vai dar tudo certo, vai superar, esse é o pensamento que temos que transmitir-lhe.  Porque ao receber esse pensamento, ele vai sentir um impulso, uma força, uma luz que o motivam. A soma dessas motivações mais a vontade dele vai possibilitar-lhe ultrapassar a condição em que se encontra.
Portanto, é sempre útil, estabelecer esses pensamentos, para aqueles que nós conhecemos e também para os que não conhecemos.
Mas sempre numa atitude de otimismo, boa vontade.
Se formos espectadores de uma corrida, e estimularmos com entusiasmo, aplausos e frases de encorajamento aqueles que começam a fraquejar, ajudamo-los a prosseguir. Passa-se o mesmo com os espíritos, sobretudo os que estiverem com dificuldades. Os sentimentos otimistas e estimulantes vão chegar-lhes como um impulso.
A pessoa que transmite essa ajuda é realmente como alguém que também se encontra a competir enfrentando-se a si mesmo naquela prova, tentando superar os seus limites. De resto, todos os bons espíritos já passaram por situações semelhantes!
Enfrentaram as dificuldades e superaram-nas pelo seu próprio esforço. Os que estimulam terceiros têm sempre o argumento principal que é o de poderem dizer que já estiveram numa situação semelhante e conseguiram superá-la.

Muito obrigada Paulo!
̶  Eu é que agradeço!

Cena pertencente ao filme brasileiro “Nosso Lar” dirigido por Walter de Assis baseado no livro do mesmo nome psicografado por Francisco de Paula Cândido Xavier, e que documenta visualmente o suposto “Nosso Lar”, aqui discutido


PDF de um artigo da Drª Maria das Graças Cabral de 9 de Outubro de 2011, devidamente referenciado, sobre o mesmo tema, com consultas efectuadas nas obras de Alan Kardec e considerandos da autora:


+ UMBRAL E NOSSO LAR


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“O Inferno”, painel do retábulo “O Jardim das Delícias”, de Hieronymus Bosch, 1504 (Museu do Prado, Madrid)

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“Roustainguismo” – a teoria de falsificação do espiritismo e os enormes prejuízos que causou

Para cada salto em frente da Humanidade há sempre tentativas perversas para falsificar, adulterar e contrariar o progresso que desperta e a esperança que se configura.

O espiritismo, logo de início, defrontou-se com uma teoria que o reduzia aos horizontes retrógrados do dogmatismo imperante em todas as religiões, que se servem da heteronomia para imporem o seu poder pelo medo dos infernos, do sentimento do pecado e da culpa!…

Essa teoria foi criada por iniciativa de um francês contemporâneo de Allan Kardec que se chamava Jean-Baptiste Roustaing, que se tornou malfadadamente conhecida como “roustainguismo” e foi adotado no Brasil, há mais de 100 anos, como tema obrigatório de estudo e divulgação pela federação espírita brasileira. E como o tal o inscreveu nos seus próprios estatutos oficiais.

As consequências culturais de um tal absurdo são incalculáveis dada a enorme quantidade de mal-entendidos, conceitos erróneos, conflitos e divisões a que deu origem no seio do movimento espírita, durante mais de 100 anos.

Foi, no nosso entender, o mais extraordinário factor para a falta de prestígio científico e cultural, que fez do espiritismo uma cultura confidencial, altamente minoritária e confinada a pequenos círculos de carácter místico e ritualista, quando poderia ter-se tornado uma frente de reforço consistente da PAZ, do PROGRESSO e da EVOLUÇÂO de toda a Humanidade.

O espiritismo é um avanço inovador que oferece à Humanidade as perspectivas mais avançadas da AUTONOMIA que é tema de uma valiosa obra de Paulo Henrique de Figueiredo, cuja leitura se recomenda a todos os visitantes: “A HISTÓRIA JAMAIS CONTADA DO ESPIRITISMO”:

Esperamos que, com a devida celeridade, esta lúcida mensagem, apoiada em factos concretos e investigações idóneas, abranja o maior número possível de interessados, para que o espiritismo possa, o mais urgentemente possível, alcançar a notoriedade prestigiada que merece.

Acrescentamos apenas a página disponínel para poderem ter acesso a um alargado conjunto de palestras e apresentações de Paulo Henrique de Figueiredo:

É favor clicar na imagem para ter acesso

o Espiritismo prático conforme ensina Allan Kardec nas suas obras

01 / SETEMBRO / 2021 / https://www.revistaespirita.net/pt-br

CITAÇÕES EXTRAÍDAS DOS TEXTOS DA “REVISTA ESPÍRITA”, ABAIXO CITADOS, QUE CONSIDERAMOS FUNDAMENTAIS PARA SE COMPREENDEREM AS CONTRADIÇÕES QUE TÊM INCREMENTADO O ESPIRITISMO RELIGIOSO QUE É SEGUIDO NO BRASIL PELA FEB E NOS LOCAIS ONDE SÃO SEGUIDAS AS SUAS ORIENTAÇÕES DOGMÁTICAS:

…. o movimento espírita brasileiro desaconselha a evocação dos Espíritos, e o periódico no qual temos trabalhado é justamente para divulgar o Espiritismo prático conforme ensina Allan Kardec nas suas obras.

…. sabe−se que o guia do movimento espírita religioso não é Allan Kardec, mas um Espírito que se denominou Ismael, por isso a instituição que o representa foi fundada como “Casa de Ismael” (tal como é conhecida no Brasil a “Federação Espírita Brasileira”).

….Talvez o ponto mais difícil, no que diz respeito aos homens que têm buscado livrar−se do período religioso−dogmático do Espiritismo, é não perceberem com muita clareza o quão vacilante ainda lhes é a fé.
A chama da fé é neles atualmente um desenho estático. Eis um primeiro passo que custa muito a ser admitido, mas é necessário para que, vendo−se o problema, se consiga trabalhar na sua solução.
E tal solução está no estudo aprofundado do Espiritismo, principalmente por seu lado prático.

….Foi por isso que vos inspiramos a divulgação da Revista Espírita digital, com a finalidade de mostrar, pelos exemplos práticos, esse caráter essencial do Espiritismo que é capaz de desenvolver nos falsos crentes a fé verdadeira.

 

01 / SETEMBRO / 2021

UM ESPÍRITA DOGMÁTICO

Parte 1 – SENHOR X

 −Estávamos no mês de Dezembro de 2020. Há alguns dias que me vinha à memória a imagem do Sr. X., um amigo que era espírita e que tinha morrido há pouco mais de um ano. Tinha vindo passar alguns dias em nossa casa um jovem médium, amigo da família que mora no Rio de Janeiro, para estudarmos juntos, como temos o costume de fazer. Desta vez trabalharíamos nos preparativos finais da Revista Espírita digital, que em breve seria publicada. Falei-lhe da lembrança do Sr. X., e o jovem disse-me que tinha entrado em contato com esse senhor, que lhe indicara o site do Ipeak, e que foi graças a essa indicação que nos conheceu no início de 2016, pelo que lhe tinha ficado muito grato. Na manhã do dia 19 de Dezembro de 2020, evocámos nosso mestre Allan Kardec para pedir−lhe algumas instruções, e aproveitámos para perguntar−lhe sobre a situação do Espírito do Sr. X., e se sua evocação poderia ser−lhe útil e também a nós.Disse-nos o seguinte:

− Reconhece-se como Espírito e tem mesmo visto os vossos planos de divulgação da Revista.

Vê com preocupação essas providências, pois teme que prejudiquem aquilo que considera ser o mais adequado, segundo o movimento espírita pelo qual se guiou em vida.
Trouxeste então para a vigília, o desejo de evocá−lo para que essas conversas sejam proveitosas, tanto para ele, quanto para vós, pois sabes que é um objeto de estudo no que diz respeito ao proveito que os espíritas devem dar à doutrina que professam.

 1. Então, julga que a evocação desse Espírito pode ser útil neste momento?
 − Sim, será.

 2. Temos a impressão de que o senhor Napoleão, que também era conhecido do Sr. X. em vida, tem tentado ajudá−lo. É certo?

 − Tem tentado alertá−lo a respeito das companhias que segue, mas não tem tido sucesso. O Sr. Napoleão acompanha os vossos trabalhos e tem o desejo de contribuir com a Revista, e ficou feliz por ter podido fazê−lo já nesse primeiro momento. Continuará de muito bom grado, se for útil.

Observação: o Espírito referia-se ao artigo: Perfil de Allan Kardec, publicado na Revista Espírita de Janeiro de 2021.

Sessão particular, em 21 de Dezembro de 2020

Primeira conversa com o Sr. X.

No dia 21, fizemos a prece “Pelas pessoas a quem tivemos afeição”1, em favor do Sr. X., e em seguida evocámo-lo, em nome de Deus.
− Estou aqui.

1. Quem nos fala?
− Sou eu, X. Agradeço pelas suas palavras, muito gentis, e pela prece que fizeram por mim.

2. Foram palavras sinceras.
− Sim, eu percebo. Venho rapidamente, pois há algum tempo gostaria de lhe dizer algumas palavras, porque consideração por si, como amiga, e as preces que faz por mim só reforçam a nossa amizade. (Fazíamos preces pelo Sr. X. desde que, há pouco mais de um mês, soubemos que ele havia morrido.)

3. Estou a ouvi-lo, pode falar. 
− Gostaria de adverti-la sobre esse projeto ao qual se tem dedicado bastante. Percebo, agora olhando do mundo dos Espíritos, que talvez não seja o mais adequado para divulgar nosso Espiritismo para as pessoas. Temo que esteja a contribuir para uma má divulgação, que pode confundir os nossos correligionários.
Tome cuidado com essas coisas. Sugiro que releia com calma as recomendações dos Espíritos, que tanto nos vêm ajudando aqui no Brasil. Isso porque, publicando essa Revista seria desviar os leitores do caminho que eles traçaram para nós.
Tome cuidado, minha amiga. Eu sei o quanto você é dedicada ao Espiritismo, mas digo-lhe que nem sempre tomamos decisões muito boas, e podemos errar mesmo querendo acertar.
Acredito que seja esse o caso, e não poderia deixar de dizer-lhe. Parece−me que se esse trabalho for publicado, gerará muitos problemas, e acabará sofrendo por isso, e não quero vê-la sofrer.

Observação: o movimento espírita brasileiro desaconselha a evocação dos Espíritos, e o periódico no qual temos trabalhado é justamente para divulgar o Espiritismo prático conforme ensina Allan Kardec nas suas obras.

4. Agradeço a sua preocupação. Sei do seu empenho na divulgação do Espiritismo. O meu desejo sincero, tal como o seu, é divulgar as obras de Allan Kardec com as quais muito se ocupou, quando no corpo. Agradeço pela sua preocupação e pergunto-lhe se veio de boa vontade conversar comigo.

− Sim, de facto.

5. Há muito que desejava falar comigo?
− Sim, sobretudo quando percebi com o que se ocupava e me pareceu que esse projeto se trata de um desvio do melhor caminho. Por isso quis alertá−la.

6. No entanto, não conseguiria falar comigo da maneira que está falando agora, se eu não o tivesse evocado, porque talvez não conseguisse ouvi−lo só pela inspiração. Não é verdade?
− Posso falar consigo agora de forma mais clara, de uma maneira que , mas já havíamos falado durante a emancipação pelo sono. Algumas vezes também lhe falava quando trabalhava nesse seu projeto de divulgação, mas é mais difícil dessa forma. Por isso lhe disse que viria rapidamente, porque facilita que nos falemos e que eu possa dizer com mais clareza, e de uma maneira que não se esqueça das coisas que lhe digo.

Observação: como adepto do movimento espírita religioso, o Sr. X. devia estar receoso de vir falar, quando evocado, mas atendeu ao chamado por julgar que nesse caso os fins justificariam os meios.

7. Não gostaria de falar assim também com os seus filhos e sua esposa, aos quais tanto ama, e aliviar um pouco seus corações da saudade que sentem de si?− Já tenho feito o possível. Não vou negar que seria bom desse modo, mas nem tudo é como nós queremos. Sei que esse contato poderia prejudicar a outras pessoas que, com a minha iniciativa, também poderiam fazer da mesma forma e acabariam atrapalhando os Espíritos familiares que estão na mesma situação que eu. Muitos iriam fazer isso, e a evocação dos parentes poderia tornar−se comum, mas os vivos puxariam os familiares mortos enquanto eles deveriam prosseguir seu caminho. Você entende agora por que me preocupo com a divulgação da Revista digital?

 8. Eu entendo. No entanto, lembre−se de que no “Livro dos Médiuns”, numa resposta dada pelo Espírito de Verdade a uma pergunta feita por ALLAN KARDEC, diz ele que o aspeto mais belo e mais consolador do Espiritismo é a comunicação entre os afetos que estão separados pela morte e sofrem, por acharem que seus amores estão perdidos para sempre.

Além disso, a comunicação com os Espíritos afasta toda as dúvidas sobre a imortalidade da alma. Negar essa lei seria negar o supremo apelo que Deus dirige aos nossos corações, pelo Espiritismo.

Conversar com os afetos mortos é dar-lhes uma prova do nosso bem-querer, e uma possibilidade de auxiliar os Espíritos familiares que sofrem no além-túmulo. Com que argumento refutaríamos o que disse o próprio Cristo, que agora se apresenta como Espírito de Verdade?

Além disso, sabe quem nos fez o convite para divulgar o Espiritismo prático? Está aqui, ao nosso lado, e é alguém que a amiga também ama e respeita. Pode vê−lo, se desejar, e então perceberá o verdadeiro responsável pelo que julga ser a minha perdição.
Ele está aqui e quer fazer−lhe um convite, porque compreende que você age de boa−fé. É meu mestre, a quem amo e considero meu pai espiritual, porque foi com ele que aprendi a amar a Deus, a conversar com meu Anjo guardião, a ter mais fé e, quando possível, aliviar o sofrimento do meu próximo sob a assistência dos bons Espíritos.
Seria uma tremenda ingratidão da minha parte não lhe dar ouvidos a ele, que tomou um corpo de carne para vir à Terra escrever, com letras claras, o supremo apelo que Deus dirige aos nossos corações pelo Espiritismo. Está a vê-lo, X.? 
− Ah, Sim. Não o via antes…

9. Foi ele quem nos fez o convite para divulgar o Espiritismo prático, com que nos temos ocupado há quase quinze anos.
− Para ser sincero, não imaginei que ele estivesse neste mundo, mas é inegável que é ele!

Observação: nota−se uma hesitação da parte do Espírito por causa do preconceito de que os Espíritos superiores estão distantes da Terra e não se ocupariam com os homens. Esse preconceito denota ignorância sobre a missão dos Espíritos superiores e sobre a facilidade que eles têm para se movimentarem pelo Universo.

10. Ele lhe é grato, não é?
− Sim. Mostra que foi ele mesmo que me ajudou em alguns momentos dos meus trabalhos relativos à divulgação das suas obras.

11. Chamamo-lo por afeto e por conhecer o seu trabalho, a sua boa disposição, e para convidá−lo a entrar na equipe de Allan Kardec, e servir sob o olhar do Espírito de Verdade, nosso bom Jesus.
− Eu preciso pensar, pois estou confuso… não são da mesma equipe aqueles que eu sigo?

12. Os Espíritos que dizem que Kardec e Jesus estão longe não podem ter boas intenções, pois divulgam assim uma mentira. Alguns querem dominar os homens e agem para esse fim. O Espírito de Verdade, Allan Kardec, e todos os Espíritos que agem em nome deles querem que nos emancipemos como Espíritos, e não medem esforços para nos aproximar de Deus pelo conhecimento das suas leis, que é o que nos ensina o Espiritismo.
 − Mas quando houve essa divisão? Nós oramos a eles também… 

13. Jesus é nosso mestre, nosso modelo e guia, não há outro. Aqueles que servem a Jesus, servem a Deus, e vieram para nos libertar do cárcere terreno, já que a Terra é um mundo de expiação e de provas. É a Jesus e a Kardec, seu lugar-tenente, que nós desejamos servir. 
 − Sinto−me confuso agora, porque vejo os Espíritos que me acompanham e vejo Kardec.

Observação: sabe−se que o guia do movimento espírita religioso não é Allan Kardec, mas um Espírito que se denominou Ismael, por isso a instituição que o representa foi fundada como “Casa de Ismael” (tal como é conhecida no Brasil a “Federação Espírita Brasileira”). 

14. Cabe-lhe a si decidir a quem deseja servir. Kardec estende a mão e faz-lhe um convite. Quanto aos Espíritos a quem você tem servido, talvez não queiram que se emancipe.
− Mas não é o que eu sinto. Eles não me aprisionam, ao contrário, temos trabalhado tanto juntos.

15. O que nós lhe propomos é que busque servir a Allan Kardec, mas é apenas um convite, como o que nos foi feito há alguns anos, e nós aceitámos. Naquele tempo você ainda estava no corpo. Kardec previu, ainda em 1863, que o Espiritismo passaria pelo período religioso. 
Nós desejamos seguir o Espiritismo como ciência, como filosofia, pois foi esse o supremo apelo que Deus nos enviou. O que queremos é libertar−nos das nossas imperfeições com o auxílio dos Espíritos superiores.
Você não precisa decidir agora. Pode pensar, aconselhar−se com Allan Kardec, ouvir os seus argumentos, e só então se decidir.
− Eu vou fazer isso, porque quero que ele me ajude a refletir. Confesso que não consigo entender como eles estão numa posição diferente, do outro lado. Mas agora me parece um bom convite esse que você me fez. Vejo Allan Kardec aqui, e se você me der licença gostaria de conversar com ele.

16. Sim, conversaremos numa outra oportunidade. Kardec o esclarecerá de muito bom grado e com amor, o verdadeiro amor que ele tem por toda a Humanidade. Depois, respeitando sempre o seu livre−arbítrio, você poderá tranquilamente decidir a quem servir.
− Sim, vou falar com ele. Está aqui e já se mostra disposto a ouvir-me.

17. Que Deus o abençoe.
− Obrigado. Que vos abençoe também a Vós.

 18. Nós agradecemos.

(Por psicofonia, em 21 de Dezembro de 2020.)

Esclarecimentos de Espinosa sobre a conversa anterior

  Após a conversa com o Sr. X., nós evocamos Espinosa, que é um dos nossos Guias, para nos dar ideias.

 − Estou aqui. É Espinosa quem fala.
1. Nosso bom Guia, desejamos ouvir comentários a respeito da conversa que acabamos de ter com o Sr. X., e também receber orientações em nome de Deus.
− As perguntas que preparaste facilitarão as minhas respostas.

2. Como se sentiu o Espírito do Sr. X. após a nossa conversa? O senhor vê nele alguma possibilidade de mudar de ideia quanto à importância do Espiritismo prático?
 − Está agora a trocar impressões com o próprio Kardec. Ambos se encontram aqui. Vemos nele uma sinceridade de trabalho bastante grande. É sério no que faz e, tirando as confusões iniciais, das quais se livrará em breve, conseguirá voltar−se para o bom trabalho.

3. Estava a tentar que desistíssemos da divulgação do Espiritismo prático?
− Sim. Foi convidado a fazê-lo pelos Espíritos que venerava. Ao contrário do que pensaste, não foi o Sr. Napoleão que o aproximou de ti, mas que te inspirou a ideia de evocá−lo, já que isso contribuiria para evitar mais um pequeno empecilho às tuas tarefas, e também para auxiliar o Sr. X.

4. Que objetivo do erro de não evocar os nossos mortos?
− É para desunir e afundar os homens na sua materialidade. Desunir, para mais facilmente dominar, não é para vós uma tática desconhecida.
Sabem, aqueles que inspiram tais ideias, que o Espiritismo realizará o seu papel pela união entre os Espíritos e os homens.
Pensam poder evitar essa união, e empregam parte considerável dos seus esforços para manter os Espíritos e os homens nessa ideia, como sabeis.
Fazem-nos contentar-se com a certeza da imortalidade da alma, mas todo o restante é construído por raciocínios, por argumentos, de modo a garantir a continuação de seu império, tanto sobre os Espíritos, que continuam a servi-los, como no caso do Sr. X., e também sobre os homens.
Não podendo destruir por completo o Espiritismo, por ser ele uma lei natural, querem fazer−lhe apenas uma concessão no que diz respeito à imortalidade da alma.
No entanto, partindo da existência e imortalidade da alma, apontam numa direção totalmente oposta, de maneira a servir os seus próprios interesses.  “Somos devedores uns dos outros e a regeneração só será possível pela união sincera e fraterna entre os Espíritos e os encarnados.”
Espírito Lacordaire / Constantina, Argélia, 1863

  5. Isso prejudica a fé na vida futura, como orienta Kardec, nos itens 291 e 292 do Livro dos Médiuns, adquirida ou fortalecida justamente na conversa com os Espíritos familiares, com amigos ou contemporâneos.
 − Sim, de maneira que a crença na imortalidade da alma, a fé na vida futura, se tornam mero artigo de crença confessada mais com os lábios do que com o coração do crente, mas que pouco é capaz de alterar sua conduta, seu comportamento. Se lhes perguntardes, eles dirão que não duvidam, mas se observassem o próprio agir facilmente concluiriam que ainda não têm fé verdadeira na vida futura.
Talvez o ponto mais difícil, no que diz respeito aos homens que têm buscado livrar−se do período religioso−dogmático do Espiritismo, é não perceberem com muita clareza o quão vacilante ainda lhes é a fé. A chama da fé é neles atualmente um desenho estático.
Eis um primeiro passo que custa muito a ser admitido, mas é necessário para que, vendo−se o problema, se consiga trabalhar na sua solução. E tal solução está no estudo aprofundado do Espiritismo, principalmente por seu lado prático.
Foi por isso que vos inspiramos a divulgação da Revista Espírita digital, com a finalidade de mostrar, pelos exemplos práticos, esse caráter essencial do Espiritismo que é capaz de desenvolver nos falsos crentes a fé verdadeira.
Com as reflexões e as observações que lhes faculta o Espiritismo, em sua verdadeira aceção, poderão substituir o desenho estático pela chama verdadeira da fé. Assim, a regeneração individual será muito mais facilitada.
Não esqueçais que o principal objetivo do Espiritismo é a vossa evolução e que é para a alcançar que é permitido aos Espíritos informarem-vos sobre a vida futura, dando exemplos benéficos de que podeis aproveitar.
Quanto mais conhecido for o mundo que vos espera, menos será sentida a saída do mundo material. Eis aqui, em suma, o objetivo concreto da revelação.

  6. Parece que o preconceito religioso ainda é um grande empecilho para que vejamos a vida futura como dinâmica e desejável.
 − Sim. Estais certos ao pensar que a ideia que se generalizou, a respeito do mundo dos Espíritos, em romances duvidosos, sobretudo nessas últimas décadas, torna−o pouco desejável.
Trata−se de uma estratégia de propaganda falsa que empregaram a fim de cada vez mais desgostar os adeptos espíritas da vida futura, e hoje colhe−se o resultado.
Ainda aí, como disse há pouco, o Espiritismo experimental é o que mais facilmente mostrará a falsidade das ideias que se tenha a respeito da vida futura. Por isso é que não nos cansamos de incentivar a que cada um investigue, na prática, essa realidade; que evoquem seus parentes, seus amigos, sem ideias preconcebidas, mas desejando conhecer, com a maior riqueza de detalhes possível, seu estado atual, suas ocupações, a natureza de seu estado moral. Se vos ocupardes constantemente com essas questões, percebereis que gradualmente a imagem do mundo dos Espíritos perderá as tintas pálidas e deturpadas que lhes foram dadas durante tantos anos, e adquirirá as tintas vivas da realidade. 
Nos tempos em que os Espíritos começaram a se manifestar de modo conjunto, no século XIX, nós, do lado dos Espíritos, víamos a efervescência moral que a realidade espírita provocava nos adeptos do Espiritismo nascente; cada um via com clareza a vida futura, sem os aspectos que lhe foram gradualmente acrescentados de forma mentirosa. Os adeptos ardiam de esperança, e foi isso que contribuiu para a divulgação tão rápida da nova ciência naquele tempo; foi a esperança que propagou tão rapidamente a Doutrina Espírita pelo mundo. Agora é preciso que ela volte a propagar−se rapidamente, e será ainda pelo mesmo meio que isso se dará: pela esperança que a relação com os Espíritos desperta nos homens.

 7. Mais alguma orientação que queira nos dar, ou podemos encerrar por ora? − Podemos encerrar.

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https://www.revistaespirita.net/pt-br

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O maior site de Experiências de Quase Morte de todo o mundo; multilingue

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Descrição da Experiência:

https://www.nderf.org/Portuguese/graca_p_eqm.htm

Via e ouvia o meu marido a chorar e não entendia a razão. Para mim já tudo passara e estava bem. Disse-lhe ‘Manuel, estou bem! Já passou!’ Não me ouviu. Insisti. Foi buscar o aparelho de medir a tensão arterial, colocou-mo no braço e quando obteve o resultado gemeu. Tentou várias vezes, em vão. O aparelho não dava sinal…

Visite, leia, estude e divulgue

“AS PALAVRAS TÊM ALMA” apontamentos tradução OLE

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para ter acesso ao “Caderno”, é favor clicar sobre a imagem

NOTA: esta artigo foi publicado inicialmente como complemento da nossa tradução de “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, no ano de 2017.

“LIVRO DOS ESPÍRITOS”, obra VIVA, obra ABERTA

Um livro é um objeto fabricado algures por alguém que vale pelo que nos conta, pelas informações que nos dá, pelos sentimentos e convicções morais que nos transmite. O Livro dos Espíritos tem várias dessas qualidades, vertidas num formato que tem a grande vantagem da dignidade intelectual e a difícil superioridade da solidez moral.

Um livro assim não deve ficar apenas confiado à justificada veneração pelo seu autor, ou pela suposta intimidade com a transcendência – da qual todos somos filosoficamente equidistantes.

Um livro como este – amadurecidamente antigo ou palpitantemente moderno – deve ser, antes de tudo, uma porta aberta à vontade de torná-lo entendido até à fronteira limite do que nos diz.

Depois de termos dado esse passo, sentimos como um dever ajudar mais pessoas a encontrar essa porta, a abri-la e entrar por ela. Dar vida a um gesto participativo, comunicar o pensamento, o abraço aberto à fraternidade, à verdade e à justiça.

As pessoas que têm um conhecimento razoável dos textos e da palavra de Allan Kardec conhecem bem as definições que deu do ensinamento dos Espíritos, nomeadamente no pequeno livro de apresentação, “O que é o Espiritismo”:

“O Espiritismo é simultaneamente uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, abrange todas as consequências morais que derivam dessas relações.

Pode definir-se da seguinte forma:

O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e do destino dos Espíritos, e das suas relações com o mundo corporal.”

É praticamente impossível redigir uma outra definição da ideia que seja tão organizada, sucinta e completa como esta. Quanto à definição do espiritismo e dos efeitos inspiradores que produz em nós a obra que realizou, embora admirando aquela que transcrevemos acima, podemos optar por uma fórmula mais próxima da realidade vital imediata:

Quando planeamos uma viagem a um país distante necessitamos de um bem elaborado guia de viagem, que nos diga o que nos espera e que nos ensine a movimentarmo-nos.

Se comprarmos um aparelho complicado no seu funcionamento – um computador, por exemplo – precisamos de um bom livro de instruções ou, de preferência, de um curso avançado de informática.

Simplificando muito, “O Livro dos Espíritos” é, para nós, um esplêndido guia de viagem para toda a aventura da vida, para que saibamos qual a sua razão de ser, as suas determinações originais e os seus objetivos finais, isto é: tudo o que se segue na continuação da “viagem”.

Como livro de instruções e orientação pessoal, familiar, social e espiritual, “O Livro dos Espíritos” é o patamar essencial de um curso avançado a respeito de nós mesmos, da realidade que nos cerca e da transcendência que nos determina.

A proposta ousada de fazer deste Livro uma obra VIVA e ABERTA sempre terá – como teve no passado – a mais séria razão de ser.

Este “Caderno de apontamentos da tradução de O Livro dos Espíritos” descreve a forma como entrámos no Livro como se fosse coisa nossa, com consciência do valor das palavras que usamos todos os dias, pensando nos homens de génio e sensibilidade que construíram a nossa língua, instrumento da fala de quase trezentos milhões de pessoas espalhadas por todo o mundo.

Obedecemos com isso ao imperativo de fazer de “O Livro dos Espíritos” uma obra VIVA e ABERTA

José da Costa Brites e Maria da Conceição Brites
Braga, Portugal –  22 de Abril de 2017

Apontamentos da tradução de O Livro dos Espíritos para português de Portugal

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A vida depois da morte

para ter acesso a este site pesquisar o endereço seguinte:

 http://www.survivalafterdeath.info/

As culturas mais avançadas de todo o mundo começam a revelar, não as recentes descobertas de fenómenos absolutamente reais que demonstram a vida depois da morte e a continuação das vidas mediante o processo da reincarnação.
A FASE ACTUAL É DA REVISÃO DE MUITOS ANOS DE TAIS INVESTIGAÇÕES, NUMA AVALANCHE DE CONHECIMENTOS CONFIRMADOS QUE APENAS OS DISTRAÍDOS OU AS PESSOAS COMPLETAMENTE INDIFERENTES AINDA IGNORAM!…

Uma imensidade de referências…

 

OS PIONEIROS DO ESPIRITISMO

Sugiro aos visitantes que descarreguem a revista acima, que obtive na internet há anos, descarregando-a de um site magnífico da CEPA, que já não existe. A tradução para o castelhano era de uma generosa senhora que já faleceu, de cujo nome não me lembro (as grandes generosidades são quase sempre anónimas…).
O conteúdo da revista deve ser cuidadosamente lido e apreciado, contendo a partir da página 12, artigos de muito valor, sobre os seguintes homens de ideias:

ALEXANDRE AKSAKOV – UN PIONERO RUSO DEL ESPIRITISMO ADELANTADO A SU TIEMPO
GABRIEL DELANNE (1857-1926) EL CONTINUADOR DEL ESPIRITISMO
LOS EXPERIMENTOS DE ALBERT DE ROCHAS
CHARLES RICHET Y EL NACIMIENTO DE LA METAPSÍQUICA
CAMILLE FLAMMARION
, ASTRÓNOMO Y ESPÍRITA
GUSTAVE GELEY(1868-1924)
PAUL GIBIER UN DOCTOR RIGUROSO
RUFINA NOEGGERATH
Alfred Russel Wallace (1823-1913)
VICTORIEN SARDOU – EL ARTISTA ILUSTRADO
ALPHONSE BOUVIER, ESPIRITUALISTA Y HUMANISTA
ARTHUR CONAN DOYLE – EL SHERLOCK HOLMES DEL MÁS ALLÁ
LE DOCTEUR DEMEURE
WILLIAM CROOKES

HENRI REGNAULT – Y EL SECRETO DE LA PERFECTA FELICIDAD
EL CÍRCULO ALLAN KARDEC
Ernest Bozzano (1862-1943)

E outros conteúdos de muito valor!…


El espiritismo antes de Allan Kardec, los precursores

Si bien el campo de investigación espírita referente al mundo de los espíritus encontró su enfoque hace más de 150 años, es evidente que los fenómenos de orden espírita han ocurrido desde los tiempos más lejanos de la historia de la humanidad. 

El mundo invisible se adapta a las civilizaciones, las épocas y las comarcas, donde las prácticas se remiten a la magia y las ceremonias revisten el aspecto de cultos.
A ratos se mezclan las almas de los antepasados, los dioses familiares, las intervenciones o fenómenos milagrosos, y el carácter o núcleo científico del hecho manifestado (núcleo que Allan Kardec se esforzó por poner en evidencia) es ahogado por las creencias y la religiosidad que lo envuelven a falta de algo más elaborado y más codificado.
Es pues difícil sintetizar de manera exhaustiva lo que precedió a Allan Kardec.

Sin embargo, es interesante señalar aquí y allá en la historia moderna de los hombres, tentativas de análisis de estas experiencias y hechos espíritas empíricos, por lo menos existe un conjunto de actas, tratados y textos que quieren recolectar y reunir lo vivido al respecto por el hombre, a falta de tener aún el material y la metodología para comprenderlo.

De manera anecdótica, podemos citar la publicación en 1475 en la Suiza alemana, en Burgdorf
específicamente, de un Tractatus de apparitionibus post exitum del teólogo polaco Jacques Junterbuck.
Citemos también un mamotreto de mil páginas publicado en Angers en 1586 por el demonógrafo Pierre Le Loyer y titulado (¡respiren profundo!): Discursos e historias de los espectros, visiones y apariciones de los espíritus, ángeles, demonios y almas, haciéndose visibles a los hombres, dividido en ocho libros, los cuales por las visiones maravillosas y prodigiosas apariciones ocurridas, tanto sagradas como profanas, se manifiesta la certeza de los espectros y visiones de los espíritus, y se entreabren las causas de las diversas clases de apariciones de éstos, sus efectos, sus diferencias y los medios para reconocer los buenos y los malos, y cazar los demonios.

Dos años más tarde apareció en Ruán, de la pluma de Noël Taillepied, doctor en teología (1540-1589)


El moderno precursor del espiritismo fue sin duda alguna el sueco Emmanuel Swedenborg (1688-1772), político, filósofo místico, científico, personaje muy erudito, reconocido por su saber, su mérito y su sabiduría, miembro de la Academia Real de Ciencias de Suecia y ennoblecido por la reina Ulrica.

Preocupado por la noción de Dios, la felicidad eterna y los sufrimientos morales del hombre, E. Swedenborg fue un precursor y un visionario en la medida en que intentó descubrir al Creador escrutando la creación. En una época en que la ciencia llamada moderna daba sus primeros pasos, aportó una dosis de racionalismo calificado de científico e impulsó la transición entre una verdad revelada de manera profética desde hacía siglos y un enfoque razonado de realidades filosóficas y científicas.Abrió la vía hacia esta metodología rigurosa de la observación de los hechos y los testimonios que envolvió de manera notable el conjunto de trabajos adelantados por A. Kardec más de un siglo más tarde.
Su búsqueda y su actuación estaban dirigidas hacia la comprensión progresiva de Dios sobre la base de enseñanzas obtenidas por revelación a través de una mediumnidad surgida en 1745.

Lo que recibió por vidência y escritura le permitió establecer una doctrina que encontro ciertas similitudes con el espiritismo: existencia de un mundo invisible o espiritual que está en permanente correspondência con el mundo natural o material, posibilidad de comunicarse con él, unicidad de Dios.

Entre los espíritus que apoyaron a Allan Kardec en el momento del desarrollo de la tercera evelación, E. Swedenborg fue de los que se comunicó con él y hasta respondió numerosas preguntas de su parte (sesiones en septiembre de 1859).

Reconoció además haber cometido grandes errores en la elaboración de su doctrina, tales como el carácter eterno de las penas o el mundo de los ángeles y de los santos. En su descargo, explicó haber tenido que luchar contra más ignorancia y sobre todo más superstición, en una época donde la impronta religiosa era de las más fuertes, pero donde ya se hacía sentir la emancipación traída por los filósofos de las Luces. Si bien Allan Kardec estuvo plenamente consciente de los aspectos refutables de su doctrina, supo reconocer en él las verdaderas cualidades de aquel hombre y su aporte en las bases del naciente espiritismo:

“A pesar de sus errores de sistema, Swedenborg no deja de ser una de las grandes figuras cuyo recuerdo permanecerá unido a la historia del espiritismo, del que fue uno de los primeros y más celosos promotores”.
(La Revue Spirite – Noviembre de 1859)

Poco tiempo antes del comienzo de los trabajos de Kardec en espiritismo, un acontecimiento mayor fue también origen de un considerable número de hechos y experiencias que marcó en un contexto particular el período de definición del espiritismo.

Se trata de la conocidísima historia de las hermanas Fox, Margaret y Katie, que en 1848 percibían golpecitos y ruidos insólitos en la casita familiar de Hydesville, estado de Nueva York, en los Estados Unidos.
Esos fenómenos eran producto del espíritu de un hombre cuyos restos se encontraron debajo del sótano. Era el antiguo arrendatario, un tal Charles Ryan, asesinado por el vecino. Por este suceso, del que por otra parte la historia humana puede conocer miles, el descubrimiento de un medio de comunicación con los espíritus se apoderó de toda Norteamérica y fue el origen de la considerable atracción hacia esa disciplina.

En 1852, tuvo lugar el primer Congreso Espírita en Cleveland.
Esa moda, un tanto superficial, concordaba sin duda alguna con ese siglo ávido de romanticismo donde sus más ilustres representantes, contemporâneos de Allan Kardec, no escondían sus relaciones con aquel espiritismo naciente:

Charles Nodier,
George Sand,
Gérard de Nerval,
Téophile Gautier,
Victor Hugo,
Honoré de Balzac,
Alfred de Vigny,
Alphonse de Lamartine.

Todos estos místicos, estremecidos por los ideales de las Luces canalizados por la Revolución todavía cercana, habían soñado con una religión hermosa, universal, y con una sociedad fraterna en armonía con la naturaleza y con el espíritu.

Y es dentro de ese contexto nutritivo y fértil que llegó Allan Kardec, o más bien Hippolyte-Léon-Denizard Rivail.

NEM CÉU NEM INFERNO

Visões de um mundo novo, sem céu nem inferno 

Não sendo profissionais, lemos Allan Kardec nas suas versões originais, com o intuito de conhecer e divulgar a sua magnífica obra.

Tendo feito o melhor trabalho que nos foi possível, oferecemos aqui a final corrigida de “O Céu e o Inferno”.
Merece descarga para o vosso arquivo e uma leitura completa.

https://palavraluz.files.wordpress.com/2021/08/oci-17-02-2022.pdf

Portugal um dos países mais pacíficos do mundo?

Portugal é um país que os estrangeiros que nos visitam ou que para aqui vêm residir consideram pacífico, sereno e em que se pode viver sem a ameaça constante que abunda, infelizmente, por esse mundo fora.
Os portugueses, contudo, são frequentemente surpreendidos por notícias de não nos libertam, de maneira nenhuma, de preocupações pela falta de generosidade, de sentido de convivência e que, numa ordem mais geral, nos colocam longe da perfeição dos bons costumes e das práticas generosamente amigáveis.
O caso lamentável e que nos prova que estamos muito longe da melhor convivência civilizada e amistosa é – entre outros exemplos – o da violência doméstica. Chega a acontecer o caso absurdo dos namorados espancarem as namoradas, mesmo que depois se venham a casar com elas!…

Haverá em Portugal um conhecimento adequado da cultura espírita?

Os centros espíritas em Portugal são núcleos de boas pessoas, com a vontade evidente de se aproximarem de um modelo de vida óptimo, mas que têm sido muito prejudicados pela sua falta de independência face a influências ideológicas predominantemente originárias daquilo que se passa no Brasil.
Não vale a pena pormenorizar, a evidência de tal fenómeno parece-me evidente, mas está a tornar-se insuportável no momento em que no próprio Brasil se têm estado a afirmar, com imensa força moral e intelectual, transformações de ordem históricocultural, verdadeiramente extraordinárias.

O que é que isso tem a ver com a nossa tradução de “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec?….

A nossa compreensão muito fácil do ideia que temos do espiritismo, deriva do verdadeiro começo dos nossos dias, no início dos anos quarenta, devido a uma intuição fora do comum para este tipo de cultura.
Para mais, a cidade de Leiria, onde um de nós vivía, deu-nos o conhecimento bastante aprofundado de tudo que com ele se relaciona. Além disso, o nosso circulo familiar relacionava-se, há mais de cem anos, com o espiritismo.

O decurso das vidas levou-nos para longe e perdemos o contactos com os espíritas, que só retomámos, em pleno, há pouco mais de vinte anos. A nossa juventude e toda a nossa idade adulta foi vivida muito longe do trágico movimento “roustainguista”, tendo-nos parecido os raros contactos com o meio espírita muito estranhos, face à ideia que tínhamos do espiritismo.
Foi então que começámos a ler Allan Kardec, nos livros franceses antigos e autênticos, pesquisados junto de bibliotecas francesas institucionais.

A adulteração dos dois livros finais de Allan Kardec, depois do seu falecimento, em França; a “Génese” e “O Céu e o Inferno”, e o desvio dramático de toda uma cultura, cujo objectivo era a libertação da própria HUMANIDADE.

Neste blogue já inserimos notas informativas mais do que suficientes para esclarecer como se passou todo este fenómeno, nomeadamente através da abordagem do tema do aparecimento do roustainguismo e da recente ideia da Revolução Espírita, levada a cabo pelo autor brasileiro Paulo Henrique de Figueiredo, a recolocação da ideia da Autonomia e do Livre Arbítrio, fortemente relacionadas com as adulterações de “O Céu e o Inferno”, que estão cuidadosamente pesquisadas em artigo aqui publicado


A Doutrina Espírita precisa ser salva do Movimento Espírita

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O importante artigo que publicamos abaixo é de autoria de um importante intelectual e publicista brasileiro que encontrámos na alargada participação que mantemos na net (neste caso no facebook, sob o nome de José da Costa Brites).
Edson Figueiredo de Abreu, consegue alinhar um conjunto de ideias que, quanto à metodologia de intervenção e de trabalho, se aplicariam perfeitamente ao caso Português.
Por isso se justifica plenamente a sua publicação, para além de revelar a vasta experiência e a capacidade de análise que o artigo largamente nos oferece.
As nossas mais amistosas saudações aos espíritas brasileiros e a Edson Figueiredo de Abreu a maior consideração e os votos de continuada e profícua ação em benefício da grande cultura espírita; aquela que aplaina os caminhos que trilhamos com enorme entusiasmo e a maior convicção em direção ao brilhante futuro que a todos nos espera, no além das luzes, dos sentimentos universais e da presença envolvente do esplendor DIVINO.

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da autoria de EDSON FIGUEIREDO DE ABREU

A Doutrina Espírita é a clássica codificação – elaborada no extrafísico – pelos Espíritos Superiores e organizada – no plano físico – por Allan Kardec.
O Espiritismo, como também é conhecido, foi formulado por Allan Kardec, primeiramente observando os fenómenos e estudando suas causas e efeitos; depois, ponderando sobre os diversos ensinos recebidos, os organizou e colocou em ordem didática; por fim, comentando-os e difundindo-os através de 32 publicações ao longo de 12 anos de dedicado e extenuante trabalho.
É importante frisar que Kardec preocupava-se e primava pela “unidade e integridade da doutrina espírita”, como podemos constatar no seu seguinte comentário: 

“Um dos maiores obstáculos capazes de retardar a propagação da Doutrina seria a falta de unidade e o único meio de evitá-la, senão quanto ao presente, pelo menos quanto ao futuro, é formulá-la em todas as suas partes e até nos mais mínimos detalhes, com tanta precisão e clareza, que impossível se torne qualquer interpretação divergente”. (Allan Kardec em Obras Póstumas – cap. 84 – Projeto 1868)

Já o chamado Movimento Espírita, é o que os espíritas, aqueles adeptos do Espiritismo, realizam em nome dessa doutrina.
Neste sentido é preciso ter em mente que, depois de Allan Kardec, não existe alguém ou algo – seja médium, espírito ou organização – que possa falar em nome da Doutrina Espírita como seu representante oficial, apesar da soberba pretensão de alguns.
Por ser a doutrina do livre pensar, qualquer manifestação, escrita ou oral, emitida por dirigentes, médiuns ou federativas que não tenham como base a codificação, devem ser levadas em conta como interpretações adaptadas ou ainda opiniões conceituais sobre os princípios do Espiritismo.
E qual seria, então, a responsabilidade dos espíritas em relação a doutrina?
É preciso ter em mente que nem todo “médium” é espírita e nem todo “espírito” que se manifesta também o é. Não é preciso se aprofundar muito na análise de algumas mensagens que circulam no movimento espírita, para constatar, com relativa facilidade, que muitos médiuns e muitos espíritos não conhecem os princípios básicos da codificação.

Também é preciso ter em mente que a maioria dos espíritas chegam à doutrina trazendo uma série de conceitos, preconceitos, costumes, crenças e condicionamentos adquiridos nos usos e costumes e nas religiões tradicionais anteriormente professadas.

Em respeito ao trabalho dos Espíritos Superiores e ao próprio Allan Kardec, todo espírita sério precisa estudar, se conscientizar e estar bem-preparado para fazer a necessária análise de tudo e atuar corretamente no Movimento Espírita, questionando e aceitando o que for bom, como também recusando o que não for condizente ou ainda contraditório com a codificação elaborada por Kardec.
Infelizmente no Brasil, devido à falta de estudo da codificação, o chamado Movimento Espírita, que é recheado de médiuns e editoras com interesses comerciais, apresenta muitas falhas, deturpações, rituais e enxertos indevidos, tanto nas ideias e conceitos, como nas práticas espíritas.
Para espanto geral, actualmente o mercado editorial espírita conta com mais de 8.407 livros editados por aproximadamente 181 editoras e 1.691 médiuns diferentes. Destes, 3.183 livros foram ditados por 712 espíritos a 434 médiuns. Esses números se baseiam em pesquisa realizada por Ivan Rene Franzolim em 2017.

Assim sendo, a pergunta que não quer calar é:
Como manter, neste cenário, a unidade da codificação preconizada por Kardec e o CUEE? (Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos)?

Somente com o estudo sério da base doutrinária organizada por Allan Kardec, é possível adquirir a capacidade de raciocínio necessária para discernir entre o joio e o trigo, e aprender a separar o que de fato é doutrinário, das opiniões pessoais de médiuns e espíritos ou ainda organizações.
São poucas as editoras que mantém um corpo doutrinário para avaliar as obras psicografadas antes de lançá-las e, na realidade, muitas não o fazem, o que contribui para pôr a perder a base doutrinária calcada no raciocínio e bom senso, originando confusão e a implantação de crendices e superstições.
Este cenário também contribui para a criação de um ambiente em que se aceita de tudo, principalmente o servilismo cego e o religiosíssimo fátuo calcado em ideias de pecados e resgates, assim como também a anuência da existência do maravilhoso e sobrenatural, além de práticas, as mais estranhas.
A falta de estudo da base doutrinaria elaborada por Kardec contribui também para a ascensão de gurus e pseudossábios que, sem nenhum pudor, se colocam como baluartes do espiritismo, emitindo sua opinião para todo tipo de assunto, sem deixar claro que se trata de seu conceito particular, adquirido da sua interpretação da doutrina, e não do Espiritismo em si.
Mas isso não é de estranhar, pois já na época de Kardec, a Doutrina Espírita, assim que surgiu, causou admiração e satisfação para alguns, espanto e receio para outros e sentimentos de escarnio e ódio para muitos.
Foi severamente combatida e perseguida pelo poderio religioso – veja o auto de fé de Barcelona em 1861 -, o que fez com que alguns de seus profitentes tentassem modificá-la em alguns pontos e também enxertar novos conceitos, procurando adequá-la as ideias religiosas vigentes. (Vide os livros – Os Quatro Evangelhos de Jean Batista Roustaing).

Esta situação fez com que Kardec inquirisse os espíritos a respeito, através da seguinte questão: 
“As doutrinas erróneas, que certos Espíritos podem ensinar, não têm por efeito retardar o progresso da verdadeira ciência?
“Desejais tudo obter sem trabalho. Sabei, pois, que não há campo onde não cresçam as ervas más, cuja extirpação cabe ao lavrador. Essas doutrinas errôneas são uma consequência da inferioridade do vosso mundo. Se os seres fossem perfeitos, só aceitariam o que é verdadeiro”.
“Os erros são como as pedras falsas, que só um olhar experiente pode distinguir. Precisais, portanto, de um aprendizado, para distinguirdes o verdadeiro do falso. Pois bem! as falsas doutrinas têm a utilidade de vos exercitarem em fazerdes a distinção entre o erro e a verdade. Se adotam o erro, é que não estão bastante adiantados para compreender a verdade.”
 (O Livro dos Médiuns – cap. 27 – item 301 – 10ª questão)

Porém, infelizmente o Movimento Espírita no Brasil não seguiu, desde o início, os conselhos dos Espíritos Superiores e o CUEE proposto por Kardec.
Devido ao momento histórico, os primeiros espiritas tinham crenças católicas muito fortes e enraizadas, afinal a igreja exercia forte influência no comando do estado.
Então, o espiritismo no Brasil passou a receber, em larga escala, uma grande influência religiosa que culminou com muitos enxertos doutrinários, uns inclusive, totalmente em desacordo com a própria base doutrinária original, chegando mesmo a desfigurá-la em alguns aspectos, a saber:

a) Deus que pune pela reencarnação e sentencia através de pecados e culpas;
b) Exaltação mística da luta da luz contra as trevas;
c) Substituição dos santos católicos por médiuns e espíritos;
d) Ideia presunçosa de que o Brasil é o coração do mundo e pátria do evangelho;
e) Ascensão paralela , direta e reta de Jesus, mantendo-o como um semideus;
f) Jesus como governador planetário;
g) Exaltação e culto a Maria, apresentado no plano espiritual servos e lanceiros;
h) Confirmação da existência de Almas Gêmeas;
i) Apresentação de zonas purgatórias católicas como o Umbral e o Vale dos Suicidas;
j) A mulher devendo cuidar dos afazeres domésticos e ser submissa ao homem;
k) Existência de animais e crianças no plano espiritual;
l) Degeneração espiritual a ponto de transformar o espírito em ovoide e alusão a segunda morte;
m) Cidades organizadas no plano espiritual com muros protetores e armas de defesa;
n) Alimentação no plano espiritual;
o) Órgãos no períspirito similares aos do físico;
p) Rituais de casamentos e casais no plano espiritual;
q) Procriação no plano espiritual;
r) Moeda pecuniária no plano espiritual (bónus horas);
s) Compra de tickets para ingressar em eventos;
t) Datas marcadas para eventos catastróficos ou a transformação planetária etc.

Diante deste cenário, como é possível ao espírita se manter longe das crendices, sabendo discernir entre o que é estapafúrdio e o que é racional?

Como salvar a Doutrina Espírita do movimento espírita, contribuindo para que estas ideias não se propaguem?

1) Estudar as 32 obras de Kardec, iniciando pelos chamados livros básicos, para entender os princípios fundamentais da doutrina;
2) Não aceitar tudo do movimento espírita prontamente, raciocinar, questionar, ler, ouvir, trocar ideias;
3) Conhecer e divulgar corretamente o Espiritismo, sem ficar replicando ideias e falas de expositores ou médiuns famosos;
4) Não acreditar que a Doutrina Espírita precise de órgãos reguladores se auto intitulando “casa mater” do espiritismo;
5) Considerar as informações e mensagens de livros paralelos sob o crivo da razão, da verdade, da utilidade e da bondade;
6) Antes de se pôr a defender teses espíritas se questionar e se perguntar:
– eu conheço bem a doutrina espírita, sei os seus princípios fundamentais?
– Eu tomo cuidado para não divulgar e replicar informações doutrinárias não confirmadas na base?
Lembrar que tudo que se pregue, divulgue e pratique contrário aos princípios da Doutrina Espírita, é responsabilidade direta de quem escreve, quem ensina; quem dirige casas espíritas;
de quem comanda sessões mediúnicas e de quem psicografa.

Então, ao verdadeiro espírita, questionar tudo, não só é permitido, como é extremamente necessário.
Salvemos a doutrina espírita dos espíritas!!!

University of Virginia – Division of Perceptual Studies

Para conseguir ver todos os elementos do quadro docente desta faculdade é favor clicar na imagem

  Fundada em 1967 pelo Dr. Ian Stevenson, a DOPS (Division of Perceptual Studies) da Universidade de Virgínia, em Charlottesville é um grupo universitário de investigação há muito estabelecido, exclusivamente dedicado à análise de fenómenos que desafiam as correntes principais do paradigma materialista ainda dominante quanto à mente e ao cérebro, como estruturas ligadas e interdependentes. Ao contrário, os investigadores da DOPS estão a avançar no estudo dos fenómenos relacionados com a consciência como entidade independente claramente fora do corpo, bem como os fenómenos que revelam directamente a sobrevivência da consciência humana depois da morte física. Através de estudo cuidadoso, os investigadores do DOPS analisam e documentam os dados empíricos que foram registados quanto às experiências humanas que revelam a sobrevivência da consciência em casos de morte física, aparecendo a mente e o cérebro como diferentes e separados.

“É nossa a esperança de que outros cientistas de mente aberta se aproximem de nós para continuarmos os desafios de um estudo sério, o da natureza da consciência e as suas interacções com o mundo físico.”

O professor Ian Stevenson, fundador do DOPS, (1918 – 2007) que desenvolveu profundos estudos experimentais relacionados com a tese das vidas múltiplas, ou reincarnação.

As investigações da Divisão de Estudos de Perceção (DOPS) da Universidade de Virginia, entre outros, incluem:

  • Investigação dos meninos que, ao redor do mundo, relataram casos de memórias retidas de vidas passadas;
  • Investigação da consciência; casos comprovados de relacionamento da mente separada do corpo;
  • Estudo de imenso número de casos de Experiências de Quase-Morte (EQM, Near Death Experiences, NDE, em inglês), para sistematização científica, mediante entrevistas com os respetivos protagonistas;
  • Estudo de neuro-imagens de casos PSI; etc

O vídeo aqui apresentado desenvolve-se, naturalmente, em língua inglesa. Para melhorar a sua compreensão, sugere-se o uso das legendas, também em inglês, que é possível inserir num dos comandos, do lado direito em baixo. O processo de inserção é automático, por isso, não 100% perfeito.

Neste vídeo, a respeito da VIDA DEPOIS DA MORTE está documentado uma série de depoimentos de 5 professores universitários, sendo moderador um conhecidíssimo escritor e actor, John Cleese, um dos fundadores do Monty Python, e teve lugar no dia 12 de Abril de 2018 no Paramount Theatre em Charlottesville, com os seguintes participantes:

O professor Bruce Greyson, um dos fundadores do IANDS e professor da UVA. Para melhor esclarecimento consultar: https://med.virginia.edu/perceptual-studies/dops-staff/bruce-greysons-bio/

O professor James Tucker, continuador de Ian Stevenson: https://med.virginia.edu/perceptual-studies/dops-staff/jim-tuckers-bio/

Emily Williams Kelly, Ph.D. , UVA, Assistant Professor of Research, Division of Perceptual Studies, Department of Psychiatry and Neurobehavioral Sciences:

Emily Kelly’s Bio

Jennifer Penberthy, Ph.D. , Universidade da Virgínia; ABPP:

Jennifer Penberthy, PhD

Edward Kelly, Ph.D. Professor of Research, Division of Perceptual Studies, Department of Psychiatry and Neurobehavioral Sciences | Universidade de Virgínia;

https://med.virginia.edu/perceptual-studies/dops-staff/ed-kellys-bio/

Alguns exemplos de livros editados pelas entidades acima referidas no âmbito do seu trabalho no DOPS

Dialogar para não morrer…

Inscrevam-se como SEGUIDORES, façam comentários, divulguem junto de todos os vossos amigos. Se são utilizadores do Facebook, idem aspas!.. MUITO OBRIGADO EM NOME DE IDEIAS MAGNÍFICAS, em clima de total INDEPENDÊNCIA.

Aqui não há federações, as opiniões são SEMPRE de cada um que as constrói!…

Acima, página atual do FACEBOOK de um dos autores desta página. https://www.facebook.com/dacosta.brites

Adiram, dialoguem e trabalhem positivamente para o progresso do espiritismo, cultura universalista, emancipadora e FÁBRICA DE PROGRESSO ESPIRITUAL!!!…

Aos nossos amigos portugueses, porque os amigos brasileiros já despertaram, peço muito urgentemente que ponham de lado o silêncio e procurem ir de encontro ao ESPIRITISMO AUTÓNOMO E COMUNICATIVO que nos deixou ALLAN KARDEC.

 “…O espiritismo não pode continuar a ser uma igreja confidencial e indiferente ao progresso da sociedade

Os principais objetivos da ciência espiritualista, aquela plataforma universal de exploração inteligente da vida depois da morte, não é apenas uma ideologia de quem mergulha na confidencialidade de pequenos círculos mediúnicos, sem eco nem efeitos emancipadores.

Estamos à espera, com disponibilidade ativa já de há muitos anos, de que os principais interessados comecem a usar de forma mais concreta do direito e do dever de assumirem as suas responsabilidades que lhes atribui uma cultura emancipadora, na concretização do progresso espiritual e de todas as consequências de utilidade HUMANA…”

O Espiritismo, cultura desprestigiada pelos seus pretensos representantes

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é cropped-cropped-land-04-1200.jpg

Pedimos a todos os nossos amigos e seguidores que leiam este artigo com a maior atenção. No caso de estarem de acordo com o que dizemos pedimos o especial favor de o divulgarem o melhor que vos for possível.

Uma cultura distorcida que pretende divulgar-se por fontes adulteradas

O espiritismo institucionalizado não tem, um século e meio depois do seu aparecimento, o prestígio socio-cultural correspondente ao legítimo valor da mensagem que foi instituída pelo pensamento de Allan Kardec.

Os valores culturais que propõe essa visão desvalorizada não assumem a categoria transcendentemente valiosa do “diálogo entre humanidades”, como é designada por certos autores de grande prestígio, como Léon Denis.

É chegado o momento de assumirmos de forma explícita esse desgosto, pois temos plena consciência que a maior parte dos coletivos auto-designados como “espíritas”, além de não seguirem de forma concreta os princípios do espiritismo de Allan Kardec, propagam sem brilho nem proveito uma literatura dispersiva dos seus princípios fundamentais.

Promovem na internet e nas suas mesas e prateleiras livros  que indicam como sendo da autoria de Allan Kardec, com capítulos adulterados, contrários às linhas fundamentais dos seus princípios propriamente ditos.

Pior do que isso, nota-se uma geral indiferença a todos os avanços culturais que estão a surgir em sociedades onde ninguém conhece o nome de Allan Kardec, que nunca é citado nas bibliografias de uma imensidade de publicações e de estudos de carácter espiritualista que são publicados por todo o mundo nas várias línguas mais conhecidas.

Fenómeno atribuível ao nível filosófico-cultural e científico do espiritismo “oficial” que nunca quis, nem soube transportar a sua cultura aos níveis de reconhecimento geral que podia e devia ter alcançado.

O beco sem saída das perspetivas dogmáticas

Um dos aspetos fundamentais da configuração magistral que foi conferida ao Espiritismo em meados do século XIX por Allan Kardec, foi o da rutura definitiva com todas as teorias religiosas tradicionais, com caracter assumidamente dogmático.

Uma sociedade culturalmente evoluída, cujos cidadãos já pisaram a Lua, e cujos investigadores científicos já alcançaram visões da própria matéria e do Universo que modificam conceitos milenares a seu respeito, não podem continuar a entronizar visões dogmáticas da nossa natureza, da origem e destino de todos nós, que já eram plenamente rejeitáveis no próprio momento em que foram impostas.

As experiências de quase morte, o espiritismo e a indiferença do meio espírita

De há vários anos que dedicamos uma atenção muito ativa a estes fenómenos, tendo publicado um trabalho bastante detalhado e documentado a seu respeito, efetuando a sua análise pela confrontação com os princípios fundamentais dos conhecimentos espíritas.

Sendo um estudo que conheceu uma versão anterior ainda mais aprofundada, já de há um bom número de anos, não obteve nenhum reconhecimento explícito por parte de instituições espíritas federadas. Tendo, como temos, um bom número de seguidores, e muitos milhares de visitas, será que nunca foi lido nem visto PELAS ENTIDADES MAIS RESPONSÁVEIS do espiritismo em língua portuguesa?

As EQM e as ideias dogmático-roustainguistas

É evidente que os milhões de narrativas das Experiências de Quase Morte que constituem neste momento uma vastíssima área de investigação científica, com incalculáveis reflexos em todas as sociedades do mundo,  têm o imenso “defeito” de não terem a mínima convergência com as doutrinas federativas dos retrógrados princípios roustainguistas.

Será por isso que o “meio espírita” permanece indiferente a essa extraordinária fonte de conhecimentos a respeito da vida depois da morte?

 O espiritismo não pode continuar a ser uma igreja confidencial e indiferente ao progresso da sociedade

Os principais objetivos da ciência espiritualista, aquela plataforma universal de exploração inteligente da vida depois da morte, não é apenas uma ideologia de quem mergulha na confidencialidade de pequenos círculos mediúnicos, sem eco nem efeitos emancipadores.

Estamos à espera, com disponibilidade ativa já de há muitos anos, de que os principais interessados comecem a usar de forma mais concreta do direito e do dever de assumirem as suas responsabilidades que lhes atribui uma cultura emancipadora, na concretização do progresso espiritual e de todas as consequências de utilidade HUMANA.

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é 103-alta-b-abaixo.jpg

Coimbra, desenho s/ Steinbach-Malmedy, Costa Brites/1993

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A finalizar este artigo inserimos a ligação que dá acesso ao ficheiro do nosso trabalho sobre NDE EQM e o Espiritismo de há muito publicado neste blogue.

+ EQM + ESP resumido DESCARREGAR



Objectivos e contacto

Aqui se fala, de FORMA COMPLETAMENTE INDEPENDENTE
 desta e de outras vidas que nos esperam, tendo em vista a evolução do homem como um todo, social, cultural e espiritual,
na perspectiva do espiritualismo científico e racional.
contacto:
espiritismo.cultura@gmail.com

A visão racional e progressista do espiritismo

“(…) o livre-pensamento eleva a dignidade
do homem; faz dele um ser activo, inteligente,
em lugar de uma máquina de crer”.
Allan Kardec (Revista Espírita, Fevereiro, 1867)

Para descarga, os três livros já publicados. Aconselho vivamente a sua leitura.

Apresentam uma visão actualizada do espiritismo racional e progressista

“…A filosofia espírita rompeu com a dicotomia entre o sagrado e o profano. O que importa para os espíritos entrevistados por Allan Kardec, na elaboração de “O Livro dos Espíritos”, é a chamada lei natural.
Para eles, a lei natural é a própria “lei de Deus”.
“É a única verdadeira para a felicidade do homem”, pois “indica-lhe o que deve fazer ou não fazer” (pergunta 614, p.361).
Eles vêem na Natureza e em suas leis a presença da divindade que a tudo preside como “inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas”, como disposto na pergunta nº 1 de O Livro dos Espíritos.
A lei natural, vista sob esse prisma, envolveria todos os fenómenos do Universo e, logo, também as relações dos seres humanos entre si e com a divindade, retirando esta do sobrenatural.
Dessa forma, o que para a teologia estava contido na revelação sagrada, sobrenatural e não necessariamente conforme a razão, para os espíritos entrevistados por Kardec era potencialmente alcançável pela razão humana, eis que a lei natural se encontra inscrita “na consciência” do ser inteligente (questão 621).

Sobre a designação dos espíritas como “livres-pensadores” Diz-nos Milton Rubens Medran Moreira no quarto capítulo da primeira obra aqui apresentada:
“…Em artigo que publicou na Revista Espírita de Janeiro de 1867, Allan Kardec, em plena sintonia com as tendências do novo tempo em que se firmava a autonomia de pensamento, saudou o advento de uma “nova denominação pela qual se designam os que não se sujeitam à opinião de ninguém em matéria de religião e de espiritualidade, que não se julgam ligados pelo culto em que o nascimento os colocou sem seu consentimento, nem à observação de práticas religiosas quaisquer”. Essa nova categoria de homens e mulheres, segundo ele, eram os “livres-pensadores”. E ali ele situava os verdadeiros espíritas, explicitando: “Todo homem que não se guia pela fé cega é, por isso mesmo livre-pensador”, para acrescentar: “A este título os Espíritas também são livres-pensadores”.

Espiritismo – Capítulo 01

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Querer explicar:

A razão de existirmos;
O funcionamento da realidade;
O sentido da vida e o seu aperfeiçoamento
é um objectivo bastante difícil…

As primeiras noções que recebi do ESPIRITISMO causaram-me a impressão de que – com o esclarecimento dessa visão do mundo – era possível encontrar a resposta clara para essas três questões cruciais. Por outro lado produziram em mim um tão enorme entusiasmo e uma tão grande fé e confiança no futuro, que me atrevo a vir aqui divulgar uma visão breve e simplificada do mesmo.
Não se trata de apresentar uma nova religião com rituais, clero hierarquizado, dogmas e ortodoxia, mas sim de esquematizar: uma cultura abrangente com carácter filosófico, método científico e objectivos morais.

PRIMEIRA NOÇÃO ESSENCIAL

O espiritismo baseia-se no conhecimento do contacto com o mundo dos espíritos, ou seja, na COMUNICAÇÃO COM O OUTRO LADO DA VIDA, numa abordagem cultural integralmente liberta de  dogmatismo.
Essa comunicação efectua-se, conforme o que está dito mais abaixo, através de um sentido especial de que só são dotadas certas pessoas, o sentido da MEDIUNIDADE.

A dificuldade em entender as características desse sentido especial resulta do facto de ser, ainda assim, bastante raro. E não é compreendido pela maioria, da mesma forma que não poderíamos entender o sentido da vista se fossemos cegos, ou o da audição se fossemos surdos.
Por falta de esclarecimento há até muitas pessoas que possuem esse dom e não têm consciência disso.
Sofrem de certas perturbações, por serem dotadas com o dom da mediunidade e andam a tomar comprimidos receitadas por psiquiatras SEM NECESSIDADE NENHUMA, sendo até prejudicadas por causa disso.

Se procurarem aconselhamento junto de pessoas conhecedoras (ver esclarecimentos mais adiante) poderão evitar tais problemas, visto que a mediunidade é um sentido como a vista ou o ouvido e se enquadra perfeitamente:
– nas LEIS DA NATUREZA;
– na realidade espiritual vivida por muitíssimas pessoas ao longo dos séculos e que permaneceram longe do estudo e do esclarecimento devido às mais diversas razões:

As religiões oficiais são sistemas DOGMÁTICOS de poder fortemente hierarquizado, sujeitam as pessoas a normas rígidas de rituais que se repetem sem esclarecimento concreto da realidade das coisas.
A sua acção tem-se mantido ao longo de séculos, reduzindo a noção de Deus a fórmulas acanhadas de visão quase antropomórfica, que tem conduzido inúmeros fiéis à descrença, quando não ao ateísmo.
Para esclarecer de modo elevado este tema recomendo a leitura da obra “Depois da Morte” de Léon Denis, senão por inteiro, pelo menos a primeira parte “Crenças e Negações”.
A ciência materialista e académica, de costas voltadas para a transcendência do Espírito,  a seu modo também inteiramente DOGMÁTICA, só aceita aquilo que vêem os olhos do corpo, aquilo que pode pesar-se numa balança ou que pode manipular-se na mesa dum laboratório, ignorando – ou fazendo orelhas moucas – ao facto de que toda a estrutura do espiritismo passa por uma abordagem com carácter científico,  fundamentado no método observativo e na experimentação aferida com toda a isenção e critério intelectual.

Em que é que se baseia o espiritismo?

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O espiritismo baseia-se fundamentalmente no conhecimento, devidamente metodizado há cerca de 160 anos, em Paris, por Hippolyte Leon Dénisard Rivail (aliás Allan Kardec) – Vidé também o Capítulo II – depois de estudados e coligidos os resultados de inúmeros contactos estabelecidos com o MUNDO DOS ESPÍRITOS, por intermédio de pessoas dotadas dos necessários dotes mediúnicos para esse efeito.

  • A colheita desses testemunhos não foi feita ao acaso, mas sim com metodologia aferida pelos mais rigorosos moldes de honestidade intelectual e o acompanhamento de observadores independentes;
  • resulta da convergência de multiplicidade de tais depoimentos feitos em lugares diferentes, através de individualidades que nada sabiam umas das outras e em ocasiões diferenciadas no tempo;
  • Muitas dessas comunicações tinham essencialmente propósitos de carácter informativo/formativo de importância universal e são compagináveis com a ciência e com os métodos de observação das LEIS DA NATUREZA;

Outras comunicações mediúnicas, que continuam a decorrer nos autênticos e legítimos Centros Espíritas de todo o mundo, são efectuados com propósitos de auxílio moral, esclarecimento de problemas sensíveis e solidariedade espiritual COMPLETAMENTE LIVRES DE PAGAMENTO MONETÁRIO.
Fique perfeitamente entendido que, nos autênticos e devidamente credenciados Centros Espíritas tais trabalhos são movidos com exclusivo objectivo de SOLIDARIEDADE FRATERNA, tendo produzido em imensidade de casos efeitos comprovadamente úteis para as pessoas neles participantes, de acordo com os mais honestos, concretos e comprováveis testemunhos.

Ainda a respeito da mediunidade:

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Tal faculdade, na grande maioria das pessoas, resulta apenas – o que já é muito
– numa percepção subentendida de coisas que connosco se passam (e que tantas vezes acabamos, inconscientemente, de designar como o nosso “6º sentido”):
– numa intuição secreta e disfarçada,  de causas e efeitos de que não temos consciência plena, mas que nos afectam seja de que maneira for.

O “psicológico”, a tristeza ou a alegria, os sentimentos depressivos, as quebras de ânimo, os entusiasmos ocasionais, a tão celebrada “inspiração” que nos anima, por vezes, são o combustível de acção e intervenção das pessoas sensíveis, dos artistas e criativos e de quase todos nós, de uma maneira ou de outra.
Tudo isso se encontra dependente desse território desconhecido a que continuamos ligados sem o saber, que não controlamos, mas que nos condiciona de muitas e variadas maneiras.
Nos casos das pessoas em que a MEDIUNIDADE é mais explícita e – melhor ainda – nos casos em que é orientada e estudada de modo cultural e cientificamente adequado, é uma ferramenta importante para conhecer coisas fundamentais, instrumento de intervenções de solidariedade e auxílio precioso, esclarecendo o verdadeiro destino do homem, o lugar e as circunstâncias de que derivamos e o caminho que nos resta percorrer.

Apresentação desta versão resumida do espiritismo:

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Este trabalho irá ser desenvolvido em capítulos sucessivos que irão sendo publicados aqui.
Escrito como está, corresponde àquela conversa sossegada e íntima que gostaria de ter com toda e qualquer pessoa que desejasse ouvir-me.
Lembrei-me de a escrever pensando num grande amigo que fez o favor de ter comigo uma conversa semelhante, mas sem ser por escrito: o Senhor Joaquim Inácio Zapata de Vasconcelos, tipógrafo, músico ensaiador do meu naipe no Orfeão de Leiria, o dos segundos tenores, há uns bons 60 anos!…
Considerem, por favor, que se trata de uma conversa entre amigos, ultrapassando a dificuldade formal e a extensão de alguns cursos de qualidade que existem na internet. Críticas e comentários, agradecem-se.

Ideias essenciais deste Capítulo:

Allan Kardec definiu o Espiritismo como sendo:
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“…uma ciência que trata da natureza, da origem e destino dos Espíritos, e das suas relações com o mundo corporal”.
“É ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que decorrem dessas relações”.
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Espiritismo – Capítulo 02

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O segundo capítulo desta nossa conversa vai tratar de dois assuntos:
I A REENCARNAÇÃO; por ser um aspecto fundamental de toda a razão de ser da ciência de observação que também é doutrina filosófica com consequências morais que se chama espiritismo.
II A construção metodológica do espiritismo da autoria de ALLAN KARDEC ; por ser um dado histórico já mencionado no Capítulo I.

I A REENCARNAÇÃO

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A reencarnação é o conceito de que o espírito, como princípio inteligente dos seres, vai acumulando experiência e conhecimentos, vai-se aperfeiçoando intelectual e moralmente, não apenas na fugaz oportunidade de uma existência neste mundo através do seu corpo, veículo material – cuja associação forma aquilo que os espíritas designam como alma.

O espírito regressa todas as vezes necessárias para que se enriqueça e alcance os necessários dotes da inteligência e as qualidades morais que lhe permitam avançar para outros horizontes de perfeição iluminada.

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O corpo físico, veículo transitório da eternidade do espírito
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O corpo físico, nessa ordem de ideias, não passa de um meio transitório, com durabilidade dependente de factores os mais diversos – inclusive dos que dependem de acidentes que ocorrem por aparente fatalidade.
O progresso dos Espíritos processa-se, sempre no sentido ascendente, isto é sem regressões, até um ponto de aperfeiçoamento que os liberta da sucessão das vidas.
Desses Espíritos (e usamos aqui o critério do uso de maiúsculas esclarecido por Allan Kardec em “O Livro dos Espíritos”), só regressam à vida aqueles que, por generosa abnegação, se dispõem – de acordo com decisões tomadas a níveis superiores – a servir de guias orientadores da humanidade que habita este nosso mundo que é caracterizado, na hierarquia respectiva, como mundo de “expiação e de provas”.
Este é o caso do planeta Terra, entre o incontável número de mundos igualmente habitados por todo o Universo, cada um deles servindo a seu modo, de conformidade com o seu nível, os desígnios do Criador,

“…A doutrina da REENCARNAÇÃO, que consiste em admitir para o ser humano muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à ideia que fazemos da justiça de Deus, para com os que se encontram colocados numa condição moral inferior, a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar as nossas esperanças, dado que nos oferece o meio de redimir os nossos erros através de novas provas. A razão assim nos diz, e os Espíritos nos ensinam.…”
In “O Livro dos Espíritos” comentário de Allan Kardec à pergunta 171..

Sem admitirmos a REENCARNAÇÃO, nada faz sentido no mundo e na natureza das nossas vidas como consequência inteligente de uma causa inteligente que garanta a todos os seres um futuro de evolução e aperfeiçoamento em condições de perfeita igualdade.

O espiritismo serve-se da sua cultura, e do exercício da mesma, para comprovar – mediante a “ciência de observação” que de facto é – essa antiquíssima teoria, comum a uma grande variedade de concepções históricas do mundo e da vida, inclusivamente a que vigorava na contemporaneidade de Jesus e que se manteve nos “textos sagrados” até ao segundo Concílio de Constantinopla no ano 553 e de onde foi retirada por determinantes ilegítimas que conduziram à adulteração dogmatizante da mensagem de Jesus de Nazaré.
O espiritismo não inventou a reencarnação, cujo conhecimento é tão antiga como a Humanidade.

Aliás, também o sentido orgânico da mediunidade é um fenómeno natural familiar e utilizado pelos mais diversos povos de todo o mundo desde a noite dos tempos.

Ambos são elementos de fundamentação e de prova da vida depois da morte, da pluralidade das existências – ou reencarnação, isto é, dos fundamentos principais da natureza e do funcionamento do mundo material e do mundo espiritual, e da interacção entre ambos.

A evolução de estudos conduzidos por todo o mundo a respeito da reencarnação e o alargamento dos conhecimentos científicos a seu respeito, já fizeram com que ingressasse na área de investigações académicas em importantes institutos científicos e universitários não-espíritas.
Dessa realidade, crescentemente tratada e divulgada em variadíssimos círculos já temos dado conhecimento nestas páginas.

A doutrina da criação da alma no instante do nascimento

De acordo com algumas concepções religiosas conhecidas, a alma é criada no instante do nascimento dos indivíduos, dando a uns o destino de imperadores, a outros o de pedintes; a uns a categoria de intelectuais de valor, a outros a de analfabetos
Algumas pessoas têm prestações excelentes e gloriosas, de acordo com a sua inteligência superior, outros arrastam-se na carência de meios e na inferioridade moral. Uns são abnegados e justos, outros arrogantes e desrespeitadores, praticamente desde a mais tenra idade. Como se o Criador tivesse como método natural criar almas de primeira, de segunda, etc.

A desigualdade de destinos que isso pressupõe, ao fim de apenas uma existência terrena, às vezes muito curta e muito acidentada, não é compreensível perante as perspectivas de evolução equivalente a que todas as pessoas têm direito.

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A admissão de apenas uma existência também não explica um grande número de factos notáveis da nossa mente, como as pré-aquisições, a memória intuitiva de factos inexplicáveis, a sensação do “momento já vivido”, as crianças prodigiosas que nascem com dotes surpreendentes e impossíveis de enquadrar na realidade simples e toda a infinita assimetria de capacidades e particularismos das condições de vida de cada um.

A intuição sensível dos artistas e o “pecado original”

Dos génios pintores e poetas, por exemplo, toda a gente entende que a sensibilidade e os saberes que tão bem dominam não foram “aprendidos” em lado nenhum. Há visões e percepções na criação artística que surgem “naturalmente” NÃO SE SABE DE ONDE.
Todas essas realidades como muitas outras que dizem respeito à natureza intuitiva da Humanidade, às suas qualidades sensíveis e à sua profunda memória, em evidência em todos os seres, mesmo nas crianças de tenra idade, se encontram devidamente explicadas e justificadas no contexto de justiça e de igualdade de direitos que pode entender-se considerando a tese da sucessão das vidas ou da pluralidade das existências.
O que seria do ser humano, do seu génio, da sua criatividade, do seu desejo de futuro e de progresso, se todos fossemos criados a partir do nível zero de conhecimentos, de sensibilidade e de memória afectiva e cultural?
E a maldade, o vício e a violência, perguntará o leitor. Sim tudo isso faz parte do Universo criado e das contingências dependentes do ilimitado e consciente livre arbítrio de que fomos dotados pela inteligência superior que criou todas as coisas.
Mais uma razão ponderosa para estudarmos com atenção a doutrina emancipadora e luminosa dos Espíritos que também a respeito disso, como da imensidade de outras coisas, nos esclarecerá com razões lógicas e comprováveis.

Quanto ao pecado original, muito haveria para dizer, mas basta delinear as contradições sem sentido que imporia a todos os seres humanos uma condenação antecipada, ou teoria da queda, que tem como única razão o simples facto de terem nascido.
Nasceste, como tal já és culpado!.. Que absurdo lamentável!…

As religiões dogmáticas declaram-se únicas detentoras da faculdade de libertar os seres desse pecado, através do baptismo, evidentemente. É uma sujeição abusiva e destinada a cimentar o seu poder.
Há dias, ouvi um sacerdote que celebrava um ofício de defuntos, dizer publicamente numa igreja que “fulano”, o falecido, tinha tido muita sorte, porque fora baptizado conforme preceito de catecismo da sua religião.
Por isso se transformara “em filho de Deus”. Por isso poderia “ir para o Céu”!…
Perguntei-me, mergulhado em espanto, qual é a ideia que aquela autoridade religiosa alimenta na sua mente e na sua consciência a respeito dos milhares de milhões de pessoas, seres humanos, que não foram baptizados na “sua igreja”?
Só de pensar que o infeliz julga que todos eles NÃO SÃO FILHOS DE DEUS, me faz rezar por ele uma prece, pedindo que se lhe abra o entendimento e que os bem intencionados fiéis que o procuram não fiquem com esse mau conceito do seu Criador, que os elege só a eles como privilegiados filhos de Deus, mas só se tiverem sido baptizados naquela ( E SÓ NAQUELA!…) Igreja.
Seria, só de pensá-lo, um grave atentado ao mínimo sentido da bondade e da justiça divina.

E é nestes pressupostos que se baseou a dominação de povos inteiros, com guerras, cruzadas dentro e fora dos países e das culturas, injustiças medonhas, inquisições, perseguições, torturas e assassinatos bárbaros, durante praticamente dezassete séculos.
Será que foram eliminadas no mundo todas as consequências de tão abomináveis alienações?

A evolução em regime de igualdade universal

A chocante variedade de destinos que acima se refere tem sido, ao longo de toda vida, motivo de crises existenciais sem fim, arrastando ao descrédito uma concepção da vida sem projecto inteligente respeitador de todos os seres e das suas legítimas aspirações.
Os incrédulos estribam-se nesse tipo de razões para desacreditarem a tese da existência de um Deus criador que a uns dá o corpo de beldades e mentes de inteligência genial e a outros dá o corpo retorcido do sofrimento informe e a mente entorpecida do tresloucado.

O espiritismo inclui a visão racional de todo esse tipo de circunstâncias, que pode comprovar mediante o exercício do “diálogo entre humanidades”, servindo de guia e amparo substancial a todos os sofredores e de estímulo de aperfeiçoamento a todos os que não forem muito bem sucedidos, conforme as justificáveis circunstâncias e apenas temporariamente.

Se é importante a primeira das ideias, a de amparo dos menos felizes, enfermos ou aparentemente deserdados, muito importante também é orientar os beneficiados por um quadro de vida pleno de felicidade e favores do destino – em direcção a atitudes conscientemente justas, modestas e solidárias para com todos os seus semelhantes.
As informações disponíveis a respeito deste assunto esclarecem devidamente a longa marcha dos espíritos para aprender, melhorar e aperfeiçoar-se até atingir a clarividência e a plenitude dos Espíritos de Luz.


II – A construção metodológica do espiritismo da autoria de Allan Kardec

..
O ordenamento metódico e sistemático dos conhecimentos espíritas foi feito há cerca de 160 anos, em Paris, por Hippolyte Léon Denizard Rivail (que adoptou o pseudónimo de Allan Kardec).
Nascido em 1804 e falecido em 1869, foi um prestigiado pedagogo e homem de ciência (discípulo de Johann Heinrich Pestalozzi ver a Nota final nº 67 da nossa tradução de “O Livro sos Espíritos” à disposição de todos os leitores nestas páginas) que lançou mão dos recursos da sua formação académica para dar início a uma investigação metódica de algo que nessa época surpreendia a França e variados círculos espalhados pelo mundo.
No agitado universo de profundas transformações de meados do século XIX, largo número de interessados se mobilizava em torno de manifestações surpreendentes, cujos contornos não se conheciam devidamente: o fenómeno das comunicações espíritas, cuja ocorrência – por numerosa e evidente – não podia deixar as pessoas indiferentes.
A sistemática ordenação metodológica foi feita a partir da recolha de elementos colhidos por vários grupos de investigadores e o professor Hippolyte Léon foi convidado por um amigo seu, que com ele se dedicava ao estudo do magnetismo humano (o Senhor Fortier), para coligir o conteúdo de perguntas e respostas de um famoso conjunto de cinquenta cadernos com notas tomadas em múltiplos círculos de reuniões espíritas.

O espiritismo foi, portanto – e continuará a ser – obra de uma colectividade de seres que, em plena independência e liberdade, se dão as mãos na construção de um novo horizonte de esperança e evolução para toda a humanidade.

É a uma nova visão do mundo e do homem como ser espiritual dirigido por princípios inteligentes e destinados a uma evolução sem fronteiras.
Tais objectivos são para dar frutos futuros e também poderão contribuir para uma acentuada evolução positiva do nível de entendimento e do progresso espiritual no mundo em que habitamos.
Pressupõem uma vivência e uma partilha de valores como jamais tinha havido na História e corresponde ao levantar da esperança e de progresso para toda a humanidade, que coroa as melhores conquistas da era moderna.

Anexo I

De acordo com Allan Kardec, no Capítulo I da sua obra “A Génese”, três foram as grandes revelações da Lei de Deus: A primeira representada por Moisés; a segunda por Jesus de Nazaré e a terceira a que foi efectuada pelo Espiritismo.
Do ponto de vista de uma revelação religiosa, o Espiritismo apresenta algumas características muito específicas:

a) Estruturação Colectiva:
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“…as duas primeiras revelações, sendo fruto do ensino pessoal ficaram forçosamente localizadas, isto é, apareceram num só ponto, em torno do qual a ideia se propagou pouco a pouco; mas foram precisos muitos séculos para que atingissem as extremidades do mundo, sem mesmo o invadirem inteiramente. A terceira tem isto de particular: não estando personificada num só indivíduo, surgiu simultaneamente em milhares de pontos diferentes, que se tornaram centros ou focos de irradiação.”
A Génese, Allan Kardec
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b) Origem Humano-Espiritual:

O Espiritismo tem uma dupla origem:
espiritual dado que a sua estrutura doutrinária foi em grande parte ditada por Espíritos superiores e, por isso, tem sido considerado uma revelação;
e humana, dado que foi e continua sendo enriquecido e trabalhado por espíritas cultos e dedicados que dão o melhor de si no seu aperfeiçoamento.

c) Carácter Progressivo:

A ordenação cultural espírita, apoiando-se em factos, tem de ser, e não pode deixar de ser, essencialmente progressiva como todas as ciências de observação.

“Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.”
A Génese, Allan Kardec; cap I ,it 55
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Anexo II

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O ESPIRITISMO

  • Parte originariamente dos ensinamentos conhecidos de Jesus de Nazaré, Espírito muito antigo de elevadíssimo nível evolutivo, mas filho de Deus como nós mesmos e que nos é proposto em “O Livro dos Espíritos” como modelo de virtudes morais; Os ensinamentos conhecidos de Jesus de Nazaré e que foram levados em conta por Allan Kardec, estão devidamente esclarecidos na sua obra “O Evangelho segundo o Espiritismo”;
  • Revela a origem e a natureza mundo espiritual e suas relações com o mundo material;
  • Levanta o véu dos “mistérios” do nascimento e da morte;
  • O espírita sabe de onde vem, porque razão está na Terra, porque motivos sofre, qual é o seu destino e a razão de existir;
  • Nos princípios e claramente apresentados pela sua cultura filosófica com objectivos morais, vê em tudo e por toda a parte a justiça de Deus;
  • Sabe que alma progride incessantemente, pela pluralidade das existências, até atingir o grau de perfeição que o aproxima de Deus;
  • O espírita toma conhecimento da pluralidade dos mundos habitados;
  • Descobre o livre-arbítrio;
  • É demonstrada a existência do perispírito, cuja natureza e propriedades são de fundamental importância;
  • Todos estas aquisições científico-filosóficas se encontram devidamente ordenadas e esclarecidas nos restantes quatro livros da autoria de Allan Kardec: “O Livro dos Espíritos”, “O Livro dos Médiuns”, “A Génese” e “O Céu e o Inferno”.
A nossa época e o privilégio da informação fácil; PRECAUÇÕES ACONSELHADAS

A clarificação de horizontes tão empolgantes como os que se descrevem, solicitam evidentemente grande número de esclarecimentos.
O objectivo desta visão resumida do espiritismo e da sua doutrina, tem como único propósito falar com toda a abertura e muito sinteticamente a todos aqueles que têm tido a curiosidade, mas não ousaram aproximar-se com mais cuidado e atenção.
Meios, documentos e elucidação mais completa é o que não falta, desde logo na enorme rede de relacionamentos que é a internet.
Para fazer essa buscas é importante ter cuidado e usar das necessárias precauções de natureza cultural, porque nem todos bebem nas melhores fontes.

Aqui se propõe aos interessados uma cautela permanente e, na dúvida, devem ter como fonte original de conhecimentos o estudo cuidadoso, metódico e a profundado das obras da autoria de ALLAN KARDEC, profundamente documentada nas suas restantes obras, nomeadamente na sua REVISTA ESPÍRITA, publicada por ele mesmo durante 11 anos.

Espiritismo – Capítulo 03

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. desenho lápis de cor sobre papel – cb 2010

DE HIPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL A ALLAN KARDEC

O conhecimento do exemplo de vida e dedicação intelectual de Hippolyte Léon/Allan Kardec é um estímulo valioso para qualquer um de nós.
A enorme virtude que teve, foi o de estar atento, disponível, e de actuar de acordo com o que via com os olhos da inteligência sensível. Não se deixou levar na corrente destrutiva do materialismo imediato e foi premiado com a descoberta de uma das ideias mais extraordinariamente libertadoras da era moderna: o conhecimento certificado da origem e do destino do homem enquanto ser ligado à transcendência.
Hippolyte Léon/Allan Kardec, abriu resolutamente a cortina que escondia a nossa “sala comum” da entrada franca da luz do Sol, ou mais além, da Luz-Luz!…
Só não sabe quem não quiser ser informado.
Só não acredita quem não se consentir uma hora de atenção e diálogo.
No estado actual dos conhecimentos, a percepção e a intimidade com a transcendência já não é uma questão de fé subjectiva ou de predestinação casual: É uma questão de querer saber e ser informado.
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Hippolyte Léon Denizard Rivail/Allan Kardec (1804-1869)

Neste terceiro capítulo vamos falar um pouco sobre Hippolyte Léon Denizard Rivail, o homem que mais tarde veio a ser conhecido por Allan Kardec, tendo por base uma obra da autoria de Henri Sausse, considerado o seu mais importante biógrafo.
Não ignorei também o trabalho de um outro biógrafo, muito mais recente, André Moreil, sobre cuja personalidade não se encontram dados disponíveis na internet e cujas obras terão sido publicadas, de acordo com as referências mais antigas que encontrei, a partir de 1961.

Hippolyte Léon, aquele que não cuidou de poder nem de imagem para a posteridade

Enquanto Hippolyte Léon, e muito menos como Allan Kardec, não foi uma personalidade que tenha gasto tempo a notabilizar-se a si próprio, contrariamente ao que acontece com aqueles que parecem obcecados pela acumulação dos fugazes vestígios que irão deixar neste mundo.
Não registou impressões suas que constituíssem “curriculum vitae”, não fez considerandos subjectivos que não fossem ao essencial dos temas que ocupavam a sua mente e, muito menos, criou uma qualquer fundação ou museu com o seu próprio nome.
Tendo sido uma pessoa perfeitamente normal, como qualquer de nós, ou seja: nem santo nem profeta, o seu percurso em direcção ao esclarecimento das causas fundamentais da origem e razão de ser do homem como ser espiritual tem uma exemplaridade tão notável que constituem – conforme será possível demonstrar factualmente – um marco essencial na evolução presente e futura da humanidade.

A aceitação da validade e da importância do trabalho de Allan Kardec não se coloca no plano da fé, no facto de acreditar ou de não acreditar em coisas vulgarmente consideradas – e de forma errónea – misteriosas e vagas. Situa-se unicamente no plano da vontade do esclarecimento de factos identificados com a observação experimental, hoje exemplarmente esclarecidos por estudiosos do mais notável prestígio e autoridade.
Depende da coragem intelectual de enfrentar realidades claríssimas de grande actualidade, mas com as suas raízes profundamente lançadas na antiguidade histórica e antropológica.

O que é de salientar à partida é que Hippolyte Léon, ele próprio;

• viveu a maior parte de sua vida sem que tenha existido o espiritismo na sua cabeça;
• a codificação do mesmo resultou de um conjunto de razões e de factos que se impuseram à sua consciência científica e cultural, depois de ter começado a estudá-los, a pedido e por insistência de amigos seus;
• verificando-se a circunstância concreta de que, para a sua anterior formação, tais fenómenos tinham um carácter estranho e até francamente duvidoso.

A determinação de Allan Kardec em abordar “os fenómenos” que lhe foram recomendados por amigos surgiu, é preciso acentuar-se, já depois de ter atingido os cinquenta anos de idade.
Note-se que nessa altura o marco dos cinquenta era uma idade muito mais madura do que é agora devido à mudança do tipo de vida e à esperança de longevidade muito mais alargada.
Isto para além de que, sendo a sua cultura perfeitamente académica, positivista mesmo, a uma primeira solicitação para estudar “uns certos fenómenos magnéticos” que lhe foi feita por um amigo que se chamava Fortier, a resposta dele foi pouco entusiástica, mesmo francamente dubitativa.

As origens, a família e as circunstâncias históricas em França

Cerftif naiss
certidão de nascimento de Denisard Hypolite Leon Rivail. Notar a forma um pouco estranha como se encontra redigido o nome, com acentuadas diferenças relativamente aos nossos hábitos e ao modo como é geralmente identificado.

A sua infância e juventude têm sido resumidas de forma muito diferente da realidade, como filho de gente de boa sociedade e haveres, residente em Lyon com um pai juiz bem instalado que o teria mandado estudar para um colégio prestigiado na Suiça.
Nada mais irreal e fantasioso do que de facto sucedeu.
Seu pai, que não chegou a dar o nome a sua mãe, foi alistado nas tropas de Napoleão, era Hipólito Leão muito menino. Quem o levou para a Suiça foi sua mãe,  dado que o ambiente em França era caracterizado por uma instabilidade enorme, com imensas hipóteses de trágicos acontecimentos.

Não uma simples “crise”, mas conflagrações sociais medonhas que fizeram de todo o século XIX, em França como no resto da Europa, um cenário de violências, guerras, miséria e instabilidade.
Do lado positivo dos acontecimentos registaram-se avanços e progressos notáveis, apesar de tudo. A cultura, a arte e as ciências avançaram extraordinariamente em inúmeros domínios, sendo pena que regimes arrogantes e insensíveis tenham permanecido alheios ao sofrimento dos povos, presos às paixões materialistas, à cupidez egocêntrica e a uma insaciável sede de poder.
Guerras entre estados, revoluções e contra revoluções, amotinações dos desesperados e dos desvalidos reprimidas com mão de ferro, prisões e fuzilamentos, fazem com que este século não tenha constituído uma excepção no conjunto de tantos séculos igualmente saturados da sem razão das guerras, da injustiça e da má distribuição das riquezas.

Já no fim do século dezoito haviam ocorrido factos poderosamente transformadores da ordem e do sistema vigentes (com a Revolução Francesa), e todo o período subsequente, sem esquecer o primeiro império e as guerras napoleónicas, tão devastadoramente trágicas para tantos milhares de vítimas, pese muito embora o efeito das transformações sociais e culturais que arrastaram consigo.

Em 1848 houve milhares de prisões e um número indeterminado de cidadãos foram fuzilados em Paris; em 1851, de novo barricadas em Paris com fuzilaria e muitos mortos e execuções; em 53 a França declara guerra à Turquia e à Rússia, com tudo o que isso envolve para o povo combatente e tributário, sem falar de uma longa lista de missões francesas de colonização e conquista e outros conflitos coroados pela guerra franco-prussiana em 1870, com uma vastíssima a invasão da França e o cerco de Paris, seguido da sublevação da Comuna afogada em sangue durante a “semana sangrenta” (cerca de 30 mil mortos, um número suposto jamais confirmado visto que os combatentes eram anónimos cidadãos que se haviam amotinado, cansados da sua miséria).

Gravura ilustrando um dos inúmeros fuzilamentos de populares amotinados que tomaram parte no conhecido episódio histórico da “Comuna de Paris”, que é dado como uma das consequências da guerra franco-prussiana, em 1870. De salientar, entretanto, que as condições de vida da imensa maioria dos trabalhadores, nessa época, assumiam aspectos da mais dramática miséria e falta de justiça social. Foi muito desse povo que engrossou o número daqueles que seguiram com esperança e fé os ensinamentos propagados na altura pela pela mensagem espírita propagada pela obra de Allan Kardec.

A eclosão do espiritismo teve lugar durante o período chamado do Segundo Império de Napoleão III, de 1852 à 1870. Este mesmo homem de estado, primeiramente eleito presidente da república e logo depois auto-consagrado como imperador e o “préfet Haussmann” renovaram de modo espectacular o urbanismo parisiense, tendo inovado com a abertura dos larguíssimos “Grands Boulevards” e das praças vastíssimas.
De visita à “cidade luz”, qualquer guia turístico vos dirá, contudo, que um dos propósitos dessa medida formidável que fez da capital da França aquilo que ela é, seria o de abrir espaços amplos por onde esquadrões de cavalaria pudessem carregar sobre cidadãos amotinados pela fome, e regimentos de artilharia pudessem esfrangalhar à bomba as trágicas barricadas populares, celebradas no luto de milhares em muitas cantigas de camisardos tornadas conhecidas pelos piores motivos.

Estampa popular ilustrando o cerco e o bombardeamento de Paris pelos exércitos da Prússia

Basta dar uma pequena vista de olhos pelos compêndios de história e mergulhar na leitura dos monumentos literários da época, tais como, por simples exemplo, “Os Miseráveis” de Victor Hugo – artista e grande herói da França – notório adepto do pensamento espírita e mentor de reuniões mediúnicas que a história abundantemente documenta.
O esclarecimento das características sociopolíticas e culturais vigentes durante todo esse século foram de uma complexidade impossível de abordar aqui, sendo entretanto indispensável referir que eram muitíssimo adversas ao estudo e à divulgação de ideias estranhas ao regime, de que o poderosíssimo catolicismo fazia parte.
Certos estavam aqueles avisos e considerandos que foram conscienciosamente feitos por Hyppolite Léon, no que toca às imensas dificuldades, azedumes e perseguições de que iria ser vítima, obstáculos que – tendo iniciado a tarefa a que entretanto se propôs – não enfraqueceram em nada o seu ânimo, antes pelo contrário.

A cronologia dos acontecimentos a partir da juventude

1823, o interesse pelo magnetismo

Ainda muito novo, pelos 19 anos (1823), um dos assuntos de exploração científica que motivou o jovem Hippolyte Léon, era o magnetismo, as fases do sonambulismo e todos os mistérios adjacentes, conforme esclareceu muito mais tarde, em Março de 1858, a pgs. 92 da Revue Spirite.

«…O magnetismo preparou o acesso ao espiritismo, e os rápidos progressos desta doutrina devem-se incontestavelmente à vulgarização das ideias daquele.
Dos fenómenos do magnetismo, do sonambulismo ao êxtase próprio das manifestações espíritas não dista senão um passo; a ligação é tal que, por assim dizer, é impossível falar de um sem falar do outro.
Se tivéssemos que nos manter afastados da ciência magnética, o quadro ficaria incompleto e seríamos comparáveis a um professor de física que se abstivesse de falar da luz.
Todavia, como o magnetismo já possui entre nós entidades devidamente acreditadas, seria desnecessário insistir num assunto tratado com a superioridade do talento e da experiência; não falaremos nele senão de modo acessório, o suficiente para mostrar as íntimas relações das duas ciências que, na realidade, não passam de uma só…”.

Porém, conforme nos diz Henri Sausse:

“…Não nos antecipemos; a conclusão final não fora ainda atingida. Allan Kardec não tinha encontrado ainda a via que o conduziria à imortalidade…”.

1854 – a maturidade e a proposta do Senhor Fortier

Em 1854, uma das pessoas que como ele se interessava pelos fenómenos do magnetismo, o Senhor Fortier, falou-lhe no caso das mesas girantes que “falavam”. A resposta que lhe deu o professor Rival ficou registada para o futuro de forma explícita, para que não restassem dúvidas quanto à sua atitude céptica que tais fenómenos lhe inspiravam:

«…Acredito quando puder ver, quando me tiverem dado provas de que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que pode tornar-se sonâmbula. Até lá permita-me que veja nisso apenas uma historieta para fazer dormir de pé…».

(NOTA: Antes da adopção pelos espíritas do termo “médium” utilizava-se a expressão “sonâmbulo”, oriundo dos estudos sobre o magnetismo, para designar as pessoas que, num estado hipnótico, evidenciavam uma sensibilidade excepcional ou comportamentos fora da sua personalidade habitual.).

Nos dois anos seguintes iria desenrolar-se uma enorme quantidade de observações e de experiências que iriam mudar a face dos conhecimentos relativos ao espírito, à origem e ao destino da humanidade e que correspondem ao aparecimento de uma nova cultura, cujo ressonância vibra no coração e na mente de todos nós: a cultura espírita.

1855 – Carlotti, Fortier, a Senhora Plainemaison e muitos outros

A partir daqui vale a pena citar as próprias palavras de Allan Kardec:

« …No ano seguinte (começos de 55) encontrei Carlotti, um amigo de 25 anos, que me ocupou durante mais de uma hora a respeito do fenómeno das “mesas falantes”», com o entusiasmo que dedicava a todas as ideias novas.
Falou-me, antes de mais, na intervenção dos espíritos, o que aumentou as minhas dúvidas.
– O meu amigo será um dia dos nossos, asseverou.
– Veremos isso mais tarde, retorqui.
Pelo mês de Maio, estando em casa da Senhora Roger com Fortier, seu magnetizador, encontrei o Senhor Pâtier e a Senhora Plainemaison, que me falaram dos mesmos assuntos que abordara Carlotti, mas num tom completamente diferente.
Pâtier era funcionário público de certa idade, grave, frio e calmo. A sua linguagem ponderada, livre de entusiasmos, impressionou-me bastante e resolvi aceitar com empenho o convite que me fez para assistir às experiências que eram feitas em casa da Senhora Plainemaison.

Foi lá, pela primeira vez, que fui testemunha do fenómeno das “mesas girantes”, em condições tais que não havia lugar a dúvidas.
Assisti também a alguns ensaios muito imperfeitos de escrita «medianímica» feita numa ardósia por meio de uma cestinha.
As minhas ideias não se encontravam definidas, mas um facto de tal natureza devia ter necessariamente uma causa. Por detrás daquelas aparentes futilidades e daquela espécie de brincadeira, descortinei algo de sério, como que a revelação de uma nova lei que prometi aprofundar.

Num dos serões da Senhora Plainemaison conheci a família Baudin, que me convidou a assistir a uma das suas sessões semanais, das quais passei a ser visita assídua.
Foi lá que fiz os meus primeiros estudos sérios de espíritismo, ainda não tanto pelas revelações como pelas observações…”

A dúvida metódica e o método da experimentação

“…Apliquei a esta nova ciência, tal como costumava fazer até então, o método da experimentação.
Nunca estabeleci teorias preconcebidas, observava com atenção, comparava e deduzia as conclusões; Procurava encontrar para os efeitos as respectivas causas, pela dedução, e pelo encadeamento lógico dos factos, não assumindo como válida uma explicação senão quando ela esclarecia todas as dificuldades da questão.

Era assim que tinha procedido sempre nos meus trabalhos anteriores, desde a idade de quinze ou dezasseis anos.
Estava consciente, antes de mais, da seriedade da exploração que ia levar a cabo.
Entrevi no seio dos fenómenos estudados, a chave do problema tão profundo e controverso do passado e futuro da humanidade, cuja solução tinha buscado toda a minha vida: era, numa palavra, uma revolução de ideias e de crenças.
Era por isso necessário agir com ponderação e profundidade; ser positivista e não idealista, para não embarcar em ilusões.
Um dos resultados das minhas observações foi de que os espíritos, sendo as almas dos homens, não possuem a sabedoria plena nem a ciência esclarecida;
O seu saber depende do seu grau de evolução e a sua opinião só tem o valor de uma opinião pessoal.

Esta verdade, reconhecida desde o princípio, livrou-me do grave inconveniente de acreditar na sua infalibilidade e impediu-me de formular teorias prematuras baseado na opinião de um só ou de vários testemunhos.

O facto de existir uma comunicação com os espíritos, dissessem eles o que dissessem, provava por si só a existência de um mundo invisível envolvente.

Esse facto já era de importância capital, um campo imenso aberto às nossas explorações, a chave de uma multidão de fenómenos inexplicáveis;
O segundo ponto, não menos importante, era conhecer o estado desse mundo, os seus costumes, se assim se pode dizer;

Depressa concluí que cada Espírito, em função da sua posição pessoal e dos seus conhecimentos, me revelava uma faceta, tal e qual como quando se procura conhecer o estado de um país interrogando os habitantes de todas as classes e de todas as condições, cada qual podendo ensinar-nos algo, sem nenhum poder, individualmente, ensinar-nos tudo;

É ao observador que compete formar o quadro geral com a ajuda de documentos recolhidos de fontes diversas, comparados, conjugados e controlados uns pelos outros.
Agi portanto com os Espíritos do mesmo modo como teria feito com os vivos; foram para mim, desde o mais modesto ao mais notável, meios de me informar e não reveladores predestinados…”

Henri Sausse prossegue:

“…Conforme sabemos convém acrescentar que, de início, o Senhor Rivail, longe de ser um entusiasta destas manifestações e, absorvido por outros afazeres, esteve a ponto de abandonar o seu estudo.
O que teria feito sem as empenhadas solicitações de Carlotti, René Taillandier – membro da Academia das Ciências, Tiedeman-Mantèse, Sardou pai e filho, e Didier, editor, que há cinco anos seguiam o estudo destes fenómenos e que tinham reunido cinquenta cadernos de comunicações diversas que não haviam conseguido ordenar de forma adequada.

Conhecedores do raro espírito de síntese de Rivail, entregaram-lhe esses cadernos pedindo-lhe que tomasse deles conhecimento e que organizasse devidamente o seu conteúdo.
Era um trabalho árduo que exigia muito tempo, em função das lacunas e da obscuridade das comunicações, e o enciclopédico conhecedor que era Rivail recusou uma tão absorvente como cansativa tarefa, em nome de outras que tinha entre mãos…»

1856-57 – o “surgimento” de Allan Kardec e a primeira edição do “livro dos Espíritos”

Rivail toma em mãos a tarefa para a qual fora convocado, analisa o conteúdo da enorme quantidade de comunicações mediúnicas que tinha ao seu alcance, fez todas as anotações necessárias, eliminou as repetições, ordenou as matérias em registo, além de ter identificado as lacunas e pontos duvidosos, preparando questões específicas para esclarecer em comunicações futuras.

Ainda ele próprio:

«…até então, as sessões em casa do Senhor Baudin não tinham nenhum objectivo determinado.
O que levei a cabo então foi esclarecer os problemas que me interessavam do ponto de vista filosófico, psicológico e da natureza do mundo invisível;
para cada sessão preparava um conjunto de perguntas metodicamente ordenadas, as quais sempre obtinham respostas precisas, aprofundadas e de sentido lógico, donde a modificação completa do carácter de tais reuniões.
Estas eram, além disso, presenciadas por pessoas sérias e vivamente interessadas. Se por acidente faltava a uma reunião, os assistentes ficavam como que perdidos, perdendo sentido para a maioria a futilidade das questões.

O meu intento não era o da minha própria aprendizagem; mais tarde, quando senti que o conjunto de noções disponível formava conjunto e tomava as proporções de uma doutrina, pensei publicá-las para elucidação geral.
Foi esse conjunto de ideias, sucessivamente desenvolvidas e completadas, que constituiu a base de «O Livro dos Espíritos…».

Em 1856 Rivail seguiu as reuniões que se realizavam na Rua Tiquetonne, na casa do Senhor Roustan (não confundir com advogado Jean-Baptiste Roustaing, de Bordéus, promotor do gravoso “cisma roustainguista”, de que teremos de falar mais tarde) com a presença da Mademoiselle Japhet, médium, que trabalhava ainda pelo processo da cesta que produzia, aliás, comunicações muito interessantes. Essas sessões foram dirigidas no sentido de controlar as noções anteriormente organizadas.

Allan Kardec esclarece:

«…A verificação feita desse modo não me satisfazia ainda de acordo com a recomendação que recebera dos Espíritos. As circunstâncias tinham-me posto em contacto com outros médiuns e, cada vez que a ocasião se apresentava, fazia perguntas de modo a resolver as questões mais espinhosas.
Deste modo houve mais de dez médiuns a colaborar na realização desta tarefa. É da comparação e da combinação de todas essas respostas, devidamente ordenadas e muitas vezes cruzadas no silêncio da meditação, que redigi a primeira edição do « Livro dos Espíritos » publicado no dia 18 de Abril de 1857… »

Publicada sob a autoria do seu pseudónimo a obra conheceu um sucesso tal que se esgotou em pouco tempo. No ano seguinte houve uma reedição revista e largamente aumentada.
Houve nova edição em Abril de 1860, outra em Agosto de 1860, outra ainda em Fevereiro de 1861 ou seja, três edições em menos de um ano,

OLE Fr marg

 

1858, a “Revue Spirite”

Pressionado pelos acontecimentos e pelos documentos que tinha na sua posse, Allan Kardec – com razões fundamentadas no sucesso do « Livro dos Espíritos » –concebeu o projecto de criar um jornal espírita, para o que se dirigiu ao Senhor Tiedeman em busca de apoio financeiro, o que este recusou.
Consultou por isso os seus guias espirituais, por intermédio do médium Senhora E. Dufaux, tendo-lhe sido dito que lançasse mãos à obra, sem se inquietar com nada.

O primeiro número saiu no dia 1 de Janeiro de 1858, à sua exclusiva responsabilidade, não tendo tido que se arrepender, dado que o êxito da iniciativa ultrapassou de longe todas as expectativas.
Esta tarefa iria ampliar-se, tanto no que toca ao trabalho como às responsabilidades, em luta contra toda a sorte de entraves, obstáculos e perigos. À medida que isso sucedia ia também aumentando a sua coragem e determinação, o que produziu frutos durante onze anos de publicação da «REVUE SPIRITE» cujo bom acolhimento e cujos conteúdos constituem um marco histórico de toda a importância no devir e no alargamento das conquistas da doutrina dos Espíritos.

Em 12 de Junho de 1856 havia-lhe sido feita uma comunicação mediúnica do ESPIRITO DA VERDADE, seu guia, por intermédio do médium Mademoiselle Aline C., para as enormes dificuldades e campanhas negativas que iria ter de enfrentar ao longo do cumprimento da sua tarefa.
Dez anos depois, diria Allan Kardec a esse respeito :

«…Escrevo esta nota no dia 1 de Janeiro de 1867, dez anos e meio depois dessa comunicação me ter sido feita, e concluo que ela se concretizou em todos os detalhes, dado que sofri todos as vicissitudes nela indicados.
Fui ameaçado pelo ódio de inimigos encarniçados, à injúria, à calúnia, à inveja e ao ciúme; libelos infames foram publicados contra mim; as minhas melhores indicações foram desvirtuadas; fui traído por aqueles em quem tinha depositado toda a confiança, e recebi a ingratidão como pagamento de serviços prestados.
A «Société de Paris» foi um alfobre de contínuas intrigas urdidas por aqueles que se diziam do meu lado, que me faziam boa cara pela frente e me dilaceravam por detrás. Disseram que aqueles que tomavam o meu partido estavam subornados por mim com dinheiro que ganhava com o espiritismo.
Nunca mais tive descanso; mais do que uma vez sucumbi sob o excesso de trabalho, a minha saúde degradou-se e a minha vida foi prejudicada. No entanto, graças à protecção e à assistência dos bons espíritos que sem cessar me deram provas da sua solicitude, estou feliz por reconhecer que nem um só instante passei pelo desfalecimento ou pela falta de coragem, e que sempre persisti na minha tarefa com o mesmo ardor, sem me preocupar pela malevolência de que era objecto.
De acordo com a comunicação que havia recebido de parte do ESPÍRITO DA VERDADE, deveria contar com todas essas coisas, o que veio realmente a suceder…»

Estas e outras realidades, passados muitos anos, continuam a marcar o nosso quotidiano e as limitações e dificuldades daqueles que, honesta e generosamente, continuam a desejar o progresso moral da humanidade, o seu aperfeiçoamento espiritual e o bom viver que pressupõe a difusão da nossa doutrina.

1867, Léon Denis e… uma sessão à luz das estrelas

O segundo Império de Napoleão III reinou em França de 1852 a 1870 de forma autoritária e teve, além de muitos episódios dolorosos para o seu povo um fim catastrófico com o desastre da guerra franco-prussiana e a morte no exílio.
Para ilustrar o ambiente, apenas um pequeno incidente “normal” do que se passava na sociedade francesa durante esses tempos, descrito por Léon Denis: este havia lido aos 18 anos “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, o que constituiu para ele “uma súbita iluminação de todo o seu ser” e, cerca de três anos mais tarde (tendo 21 anos de idade e Hippolyte Léon 63) colaborou com a organização de uma sessão de esclarecimento feita por Allan Kardec na cidade de Tours, em 1867.
Léon Denis havia alugado uma sala onde o mesmo teria lugar.
A polícia imperial não esteve pelos ajustes e a sessão foi proibida, acabando por decorrer, “à luz das estrelas” como refere Léon, no jardim de um amigo. Nessa sessão campestre dirigida por Allan Kardec teriam estado presentes cerca de trezentos devotados seguidores.
Por essa altura o interesse pelo espiritismo tinha já feito caminho e a adesão à doutrina, que mais tarde foi decaindo em França devido à pressão da cultura oficial materialista, e registava um progresso pujante, em clima de grande desespero moral dos cidadãos.

 

 

Léon Denis 1846 – 1927

Filósofo, escritor, conferencista, Léon Denis, desenvolveu intensa actividade na divulgação do espiritismo e assinou, em 1927, o prefácio de uma nova edição do livro da autoria de Henri Sausse, um dos mais devotados investigadores da biografia de Allan Kardec.
Muito mais tarde viria a merecer o epíteto de “Apóstolo do Espiritismo” e a ser aclamado em 1925 presidente do Congresso Espírita em Paris.

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Regresso de Hippolyte Léon ao mundo dos Espíritos

Depois de uma vida magnificamente intensa coroada pela concretização de uma tarefa que representa o esclarecimento das questões centrais da vida do homem, sua origem e seu futuro, Hipollyte Léon/Allan Kardec acabou por falecer naturalmente, pela ruptura de um aneurisma, entregue a tarefas normais de uma programada mudança de residência.
O seu funeral foi um acontecimento público do maior relevo, acompanhado por uma multidão de pessoas, entre as quais figuravam numerosas individualidades ligadas aos interesses de carácter científico de que abundantemente compartilhava.

Camille Flammarion (1842 – 1925)

Muito adequadamente, um dos cientistas que usou da palavra, tanto por ser seu amigo como por ser adepto das mesmas concepções, foi o prestigiado astrónomo Camille Flamarion, cujo discurso passou a constituir um marco referencial dos depoimentos a respeito de Allan Kardec, de que a seguir se incluem alguns fragmentos:

“…Com efeito, seria um acto importante aqui estabelecer (…) que o exame metódico dos fenómenos, erradamente chamados sobrenaturais, longe de renovar o espírito supersticioso e de enfraquecer a energia da razão, ao contrário, afasta os erros e as ilusões da ignorância e serve melhor ao progresso que a negação ilegítima dos que não se querem dar ao trabalho de ver…”
“…Allan Kardec era o que eu chamarei simplesmente “o bom senso encarnado”. Raciocínio recto e judicioso, aplicava, sem esquecer, à sua obra permanente as indicações íntimas do senso comum. Aí não estava uma qualidade menor, na ordem das coisas que nos ocupam. Era – pode-se afirmar – a primeira de todas e a mais preciosa, sem a qual a obra não poderia tornar-se popular, nem lançar no mundo as suas raízes imensas…”
“…O espiritismo não é uma religião, mas uma ciência, da qual apenas conhecemos o á-bê-cê. O tempo dos dogmas terminou. A Natureza abarca o Universo. O próprio Deus, que outrora foi feito à imagem do homem, não pode ser considerado pela Metafísica moderna senão como um espírito na Natureza. O sobrenatural não existe. As manifestações obtidas através dos médiuns, como as do magnetismo e do sonambulismo, são de ordem natural e devem ser severamente submetidas ao controle da experiência. Não há mais milagres. Assistimos à aurora de uma Ciência desconhecida. Quem poderá prever a que consequências conduzirá, no mundo do pensamento, o estudo positivo desta Psicologia nova?…”
“…tu foste o primeiro que, desde o começo de minha carreira astronómica, testemunhou uma viva simpatia por minhas deduções relativas à existência das Humanidades Celestes; porque, tomando nas mãos o livro “Pluralidade dos mundos habitados”, puseste-o a seguir na base do edifício doutrinário que sonhaste…”
“…O corpo cai, a alma fica e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor. E, no céu imenso, onde se exercitarão as nossas mais poderosas faculdades, continuaremos os estudos que na Terra dispunham de local muito acanhado para os conter. Preferimos saber esta verdade, a crer que jazes por inteiro neste cadáver, e que tua alma tenha sido destruída pela cessação do jogo de um órgão. A imortalidade é a luz da vida, como este sol brilhante é a luz da Natureza…”

“…Até logo, meu caro Allan Kardec, até logo”.

(publicado na Revue Spirite, em 1869).

Henri Sausse, o mais importante biógrafo de Allan Kardec

A biografia de Allan Kardec da autoria de Henri Sausse é um livro que francamente recomendo a qualquer interessado. Foi escrita uma primeira versão em Março de 1896 para acudir a uma solicitação feita pelos seus amigos de Lyon da Federação Espírita Lionesa, por altura da comemoração do dia 31 de Março, data do falecimento do codificador, e mais tarde publicado nessa cidade – também em 31 de Março – mas de 1909. A versão que consultei para redigir este breve resumo é consultável aqui. Além dos dois prefácios, é seguida do historial comentado da vida de Hippolyte Léon/Allan Kardec e tem como anexos artigos importantíssimos da autoria do mesmo e que constituem, como afirma Henri Sausse, uma espécie complementar de autobiografia do próprio, dada a raridade de referências exactas a respeito da sua personalidade propriamente dita.

Uma visão resumida das obras de Allan Kardec

Allan Kardec


O LIVRO DOS ESPÍRITOS /1857

É a sistematização metodológica do ensino coletivo dos Espíritos, quanto às Causas Primárias, ao Mundo Espírita e às suas relações com os homens, às Leis Morais e às Esperanças e Consolações. Sublinhe-se que os restantes livros principais da obra de Allan Kardec são desenvolvimentos, mais ou menos por capítulos, dos conteúdos deste livro, que é a obra fundadora da visão espírita do mundo e da vida.


REVISTA ESPÍRITA / 1858 a 1869

A Revista Espírita foi criada por Allan Kardec em janeiro de 1858 e foi publicada mensalmente sob a sua direção até março de 1869, mês em que faleceu, tendo sido ainda publicado o número que tinha preparado para o mês seguinte. Representa um trabalho gigantesco de 136 fascículos mensais, com uma totalida­de de cerca de 4.000 páginas, ao longo das quais está documentado todo o seu tra­balho na defesa e divulgação do espiritismo. Contou com inúmeras colaborações das mais diversas origens na Europa e no mundo, sobre os mais diversos aspetos da fenomenologia espírita e outros assuntos relacionados.
Segundo palavras do próprio Allan Kardec eram do interesse da Revista Espirita:
“O relato das manifestações materiais ou inteligentes dos Espíritos, aparições, evocações, etc., bem como todas as notícias relativas ao espiritismo; o ensino dos Espíritos sobre as coisas do mundo visível e do invisível; sobre as ciências, a moral, a imortalidade da alma, a natureza do homem e o seu futuro; A história do espiritismo na antiguidade; as suas relações com o magnetismo e com o sonambulismo; a explicação das lendas e das crenças populares, da mitologia de todos os povos, etc.”.

A Revista também dá testemunho das controvérsias que Allan Kardec enfrentou na defesa e na divulgação da nova cultura. Apresenta a correspondência que trocou com inúmeros opositores a quem respondia sempre de forma construtiva, dialogante e racional. Descreve a sua atividade no seio de um movimento que se afirmou muito rapidamente na sociedade francesa, sobretudo no mundo do trabalho e dos direitos sociais.
A Revista foi um instrumento fundamental na construção do espiritismo, por documentar e abrir horizontes sobre todos os temas que Allan Kardec tratou nas outras cinco obras fundamentais.
Dá-nos uma ideia do seu esforço e sofrimento pessoal, ao longo de 11 anos, dando a conhecer o homem por detrás do escritor.

O LIVRO DOS MÉDIUNS / 1861

Este é considerado o livro científico do espiritismo, por tratar do carácter experimental das comunicações entre o mundo espiritual e o mundo material, esclarecendo as principais dificuldades que se podem encontrar na prática do espiritismo. É um guia, tanto para os médiuns como para os evocadores e doutrinadores. Faz o desenvolvimento da matéria constante dos capítulos I a VIII do Livro Segundo de O Livro dos Espíritos, cujo tema é o “Mundo Espírita ou dos Espíritos”.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO / 1864

É a obra que desenvolve o Livro Terceiro de O Livro dos Espíritos, isto é, a matéria relacionada com as Lei Morais. Abordando o ensino moral contido nos quatro Evangelhos canónicos, fornece-nos a visão espírita dos principais episódios da vida de Jesus, clarificando a subjetividade alegórica dos seus ensinamentos.

O CÉU E O INFERNO – ou “A Justiça Divina segundo o Espiritismo” / 1865.

Faz o desenvolvimento do Livro Quarto de O Livro dos Espíritos que tem por título “Esperanças e Consolações”; expõe alguns conceitos segundo a óptica espírita: a vida após a morte, o Céu, o Inferno, o Purgatório e a Justiça Divina, seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte.

A GÉNESE, os Milagres e as Profecias segundo o Espiritismo / 1868

– É o desenvolvimento do Livro Primeiro de O Livro dos Espíritos que trata das causas primárias, com uma análise da génese, ou criação do mundo, contida no primeiro livro da Bíblia (Génesis), vista a uma nova luz
“…graças à qual o homem sabe de onde vem e para onde vai, porque se encontra agora no planeta Terra e porque sofre; sabe que tem o seu futuro nas mãos e que a duração do seu cativeiro depende de si. A Génese, saída da alegoria, mostra-se-lhe grande e digna da majestade, da bondade e da justiça do Criador. Sob este ponto de vista, a Génese irá ultrapassar e vencer a incredulidade…” citação de um breve trecho de A Génese, n° 26 do capítulo XII – sobre a Génese Mosaica (os seis dias e o paraíso perdido).
No restante, a obra debruça-se sobre o fenómeno dos “milagres e das profecias do Evangelho”, igualmente à novíssima luz da racionalidade emancipadora da cultura espírita.

SOBRE A GÉNESE / MUITO IMPORTANTE

Solicitamos a boa atenção dos leitores pata a notícia publicada aqui, no seguinte endereço:  É urgentíssimo despertar e fortalecer a cultura espírita

É fundamental para conhecer factos da maior importância relacionados com “A Génese”, a sua autoria e devir histórico, que inclui gravíssimas distorções da sua mensagem, agora felizmente esclarecidos.

É IMPORTANTÍSSIMO LER O TRABALHO INSERIDO

 

Notícias da nossa livraria…

NOTA: esta referência estatística foi publicada em 10 de Março de 2021 e só contempla números do ano de 2021 até essa data.

A estatística das descargas que são feitas dia a dia das nossas traduções é-nos fornecida dia a dia pela plataforma WordPress:

A Génese…………………………………………………..    189 exemplares
O Livro dos Espíritos………………………………….     169        “
O Evangelho Segundo o Espiritismo………………      70       “
O Livro dos Médiuns……………………………………      57        “

O roustainguismo nas obras de Chico Xavier, por SÉRGIO ALEIXO

.
O artigo que aqui se publica, da autoria de SÉRGIO ALEIXO tem muita importância e foi publicado em vários blogues (citado por vários autores) e na sua importantíssima obra “O PRIMADO DE KARDEC”

PREFÁCIO do livro da autoria de
Artur Felipe de A. Ferreira

Allan Kardec, o insigne Codificador do Espiritismo, inspirado nos ditados dos espíritos superiores, por chamou-nos a atenção para o perigo de aceitarmos sem exame o que nos chega do mundo espiritual.
Ressaltou, sempre que o pôde, a importância do estudo e do aprofundamento das questões, em nossa incessante busca pela verdade, para que não nos deixássemos levar por concepções fantasiosas e exóticas, sempre oriundas da ignorância acerca das leis naturais que nos regem a todos.
Confirmando este esforço conjunto dos espíritos verdadeiramente comprometidos com o bem e a justiça, o Espírito Erasto, presente à reunião geral dos espíritas de Bordéus—cidade em que o advogado J. B. Roustaing estava prestes a desenvolver suas estranhas teses —, advertiu acerca da luta que teriam aqueles adeptos do Espiritismo contra uma turba de espíritos inferiores, razão pela qual afirmou ser-lhe obrigação premuni-los contra o perigo.
Da mesma forma, Sérgio Aleixo nos brinda com a presente obra, cumprindo com o seu dever de espiritista, preocupado que é, e como todos o devemos ser, com os rumos do movimento espírita no Brasil e no mundo.
Deixou corajosamente de lado a postura inerme que predomina no nosso meio que, a pretexto de caridade, fecha os olhos para os desvios, adulterações e tentativas de ridicularização do Espiritismo.
Munido de dados históricos hauridos em fontes fidedignas, como bom discípulo de J. Herculano Pires, Sérgio Aleixo utiliza seu grande poder de observação e análise para mostrar que as teses rustenistas (roustainguistas) aportaram no Brasil, depois de ignoradas na França à época de Kardec, como um autêntico“Cavalo de Tróia”, que tem por objectivo provocar a cizânia, o cisma em nossas fileiras, justamente como Erasto, em Bordéus, previra que aconteceria, pela acção de “ditados mentirosos e astuciosos,emanados de uma turba de espíritos enganadores,imperfeitos e maus”.
Nada mais exacto, já que, para melhor ludibriarem, os espíritos que se comunicaram com Roustaing, através de uma só médium, Émilie Collignon, valeram-se, em seus ditados, de nomes venerados: os apóstolos de Jesus, Moisés, etc.
Porém, como os prezados leitores poderão observar,foram e ainda são muitos os artifícios utilizados na tentativa de impor aos espíritas toda uma série de conceitos, ideias e teorias que, além de antidoutrinárias, são absurdas e ilógicas e que, por diversas vezes,se chocam com a razão e o bom-senso.

Este trabalho de Sérgio Aleixo é, portanto, de fundamental importância, como mais um alerta que nos chega, para que possamos separar o joio do trigo em matéria de Espiritismo, ajudando-nos, ao demais, a entender como tudo se passou (e passa) e os meios empregados pelos espíritos mistificadores e falsos sábios na tentativa inglória de provocar a derrocada do Espiritismo com enxertias que se vão espraiando pouco a pouco, tal qual erva daninha num jardim de flores. Aproveitemos todos esta oportunidade de estudo e reflexão, de modo que possamos colaborar para a unidade doutrinária a partir do melhor entendimento do Espiritismo em suas bases sólidas, que se assentam na codificação kardeciana.
É seguindo este imperativo que o confrade Sérgio Aleixo nos presenteia, mais uma vez, com estudos diligentes e questionadores, que merecem, por parte de todos os espíritas sérios, muita atenção e respeito, a fim de que não nos tornemos pedra de tropeço àquilo que nos é mais caro: o Espiritismo.

 

Ao fim desta publicação encontra-se um vídeo recente, também da autoria de Sérgio Aleixo, que actualiza o tema do artigo.

 

Pode ser uma imagem de 2 pessoas, livro e texto que diz "SERGIO FERNANDES ALEIXO SERGIO FERNANDES ALEIXO 0 Espírito das Revelações Fundamentos Relação Espiritismo oCristianismo Cristo o MAIS PROFUNDO RELIGA Fundamentos históricos conceituais despiritimo SERGIO FERNANDES ALEIXO LEIXO Com quem falaram OS profetas? FUNDAME TOS BiBLICOS NOLOGIA ESPiRIT o Primado de Kardec Metodologia espírita ecisma rustenista"

.SergAl(o termo “rustenismo” é usado no Brasil como equivalente a “roustainguismo”, isto é, referido à obra de Jean-Baptiste Roustaing)


O rustenismo é deturpação perigosa, porque se alastra sorrateiro, não em suas obras principais, mas mediante livros psicografados por Chico Xavier.

Conforme prevê o assim chamado “Pacto Áureo” (05/10/1949), “cabe aos espíritas do Brasil porem em prática a exposição contida no livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, de maneira a acelerar a marcha evolutiva do Espiritismo”. Pois bem! Isto passou ao art. 63 do estatuto da Casa-Mater do rustenismo no mundo, que regista:

O Conselho [Federativo Nacional da F.E.B.] fará sentir a todas as sociedades espíritas do Brasil que lhes cabe pôr em prática a exposição contida no livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, de Francisco Cândido Xavier.

Entre outras piadas de além-túmulo, no capítulo I desta obra, “a amargura divina” de Jesus “empolga” toda uma “formosa assembleia de querubins e arcanjos” e ele, “que dirige este globo”,[1] não sabe sequer onde é o Brasil.
Não bastasse isto, no cap. XXII, o confuso Jean-Baptiste Roustaing emerge do estatuto da F.E.B. para ser equiparado a Léon Denis e a Gabriel Delanne, figurando adiante destes na condição de cooperador de Allan Kardec para “o trabalho da fé”.
Subsiste ainda o questionamento levantado por Júlio Abreu Filho em O Verbo e a Carne, isto é, por que Humberto de Campos se referiu a Roustaing, Denis e Delanne em Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho de 1938 e, no livro Crónicas de Além-Túmulo, de 1937, reportou-se tão só a Denis e Delanne?

Em O Consolador, de Emmanuel, há, igualmente, certas estranhezas. Será que houve, então, uma afronta à integridade conceitual do movimento espírita, do tipo “pílula dourada”, sob a chancela do trabalho do médium de maior projecção dos últimos tempos? Foi isto à revelia dele ou, por outra, com sua anuência? Mas como provar qualquer hipótese? Da própria F.E.B., em 1942, Chico Xavier recebeu a informação de que seus originais, após publicação, eram inutilizados por aquela instituição.[2]

A contradição seguinte parece mesmo sugerir o douramento da pílula rustenista na obra de Chico Xavier: o problema do Espírito Santo, expresso nos ns. 303 e 312 de O Consolador. O Espírito Santo não pode ser “a centelha do espírito divino, que se encontra no âmago de todas as criaturas” e, a um só tempo, uma “falange de Espíritos”. Só a primeira resposta, à questão 303, faz sentido à luz do Evangelho e da codificação kardeciana. Já a segunda, à pergunta 312, reflecte o rustenismo e, se for interpolação febiana, que ironia, porque se esmera em elucidar outra interpolação, mas bíblica.

O texto oferecido pelo interlocutor da F.E.B. (abaixo, a negrito), conforme parecer insuspeito do tradutor da Bíblia de Jerusalém (Paulinas, 1985), apresenta “um inciso ausente dos antigos manuscritos gregos, das antigas versões e dos melhores manuscritos da Vulgata, […] uma glosa marginal introduzida posteriormente” em 1.ª João, cap. 5, vv. 7-8, onde se lê: “Porque há três que testemunham [no céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo, e esses três são um só; há três que testemunham na terra]: o espírito, a água e o sangue, e esses três são um só”.

Portanto, o interlocutor febiano, no n. 312 de O Consolador, driblou a parte do texto bíblico que se refere ao testemunho de Jesus em “espírito, água e sangue”, para só se referir à glosa marginal, ensejando a Emmanuel esta interpretação da Trindade: “Pai” => Deus, “Verbo” => Jesus, e “Espírito Santo” => “legião dos Espíritos redimidos e santificados que cooperam com o Divino Mestre, desde os primeiros dias da organização terrestre”. Definição tipicamente rustenista do Espírito Santo, assim como, por vezes, do Espírito da Verdade e mesmo do Consolador: “conjunto dos Espíritos puros, dos Espíritos superiores e dos bons Espíritos”; ou “falange sagrada dos Espíritos do Senhor”.[3]

Há, no entanto, um prefácio amistoso de Emmanuel ao livro Vida de Jesus, de Antonio Lima (F.E.B.) Na obra é defendida a tese do corpo meramente fluídico do Cristo. Da mesma forma em relação a Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, que menciona Roustaing ao lado de Delanne e Denis como cooperador de Kardec, e que é prefaciado por Emmanuel. Sobre A Grande Síntese, de P. Ubaldi, escritor que reeditou a queda angélica e a involução como pressuposto para a evolução, postulados afins do rustenismo, o jesuíta disse:

Aqui, fala a Sua Voz [de Jesus] divina e doce, austera e compassiva. […] é o Evangelho da Ciência, renovando todas as capacidades da religião e da filosofia, reunindo-as à revelação espiritual e restaurando o messianismo do Cristo, em todos os institutos da evolução terrestre. Curvemo-nos diante da misericórdia do Mestre e agradeçamos de coração genuflexo a sua bondade. Acerquemo-nos deste altar da esperança e da sabedoria, onde a ciência e a fé se irmanam para Deus.[4]

Ante um comunicado destes, natural é que alguns mais exaltados digam que Kardec foi superado por Ubaldi. Quanto a este pensador italiano, ao indigesto Roustaing e até ao excêntrico Ramatis, será que adeptos de suas doutrinas heterodoxas podem ter pleiteado para publicações afins o “aval” dos já cultuados instrutores de Chico Xavier, na intenção de facilitar a infiltração de tais obras no movimento espírita? E Chico? Analisava tudo? Infelizmente, não. Ele dizia que não era da sua competência entrar na apreciação sequer dos livros que psicografava, sendo um simples “animal de carga”.[5] E os Espíritos que davam o “aval”? Eram mesmo os seus guias? Em caso positivo, são confiáveis?
Normal é que o estudioso se reserve o direito de duvidar, até porque a codificação kardeciana assegura que “o melhor [médium] é o que, simpatizando somente com os bons Espíritos, tem sido enganado menos vezes”, assim como preconiza que, “por melhor que seja um médium, jamais é tão perfeito que não tenha um lado fraco, pelo qual possa ser atacado”.[6] Kardec já advertira também: “Pelo próprio fato de o médium não ser perfeito, Espíritos levianos, embusteiros e mentirosos podem interferir em suas comunicações, alterar-lhes a pureza e induzir em erro o médium e os que a ele se dirigem”. Consignara o mestre que este é, sim, “o maior escolho do Espiritismo” e que o meio determinante para evitá-lo é o “discernimento”; e por quê? Kardec assim responde:

As boas intenções, a própria moralidade do médium nem sempre são suficientes para o preservarem da ingerência dos Espíritos levianos, mentirosos ou pseudossábios, nas comunicações. Além dos defeitos de seu próprio Espírito, pode dar-lhes guarida por outras causas, das quais a principal é a fraqueza de carácter e uma confiança excessiva na invariável superioridade dos Espíritos que com ele se comunicam.[7]

O problema, todavia, é mais complexo, transcende a simetria óbvia entre a F.E.B. e a obra de Roustaing. Não constitui rustenismo a doutrina das almas gémeas, que, segundo Emmanuel, são criadas umas para as outras e umas às outras destinadas na eternidade, contrariando o comentário kardeciano ao n. 303-a de O Livro dos Espíritos, que diz: “É necessário rejeitar esta ideia de que dois espíritos, criados um para o outro, devem um dia fatalmente reunir-se na eternidade”. A F.E.B. até questionou o ensino das almas gémeas na obra O Consolador, ali o deixando, contudo, a pedido do próprio jesuíta.[8]

Quanto a isto, já não faz o menor sentido a hipótese de interpolação da Casa-Mater por força do rustenismo, que nunca professou a existência de almas gémeas, assim como jamais disse, por exemplo, que Marte é mais avançado em civilização do que a Terra, ou que os exilados adâmicos vieram de um suposto orbe não purificado física e moralmente, que guarda muitas afinidades com nosso mundo na órbita do “magnífico sol” Capela; na verdade, segundo a astronomia, um sistema de sóis com ausência de planetas.[9]

De fato, consta que Emmanuel teria dito a Chico Xavier que deveria permanecer com Jesus e Kardec caso lhe aconselhasse algo em desacordo com as palavras de ambos.[10] Mas nenhum ensino contrário a Kardec deixou de ser publicado por essa razão. Eis o fato.[11] De mais consistente lógica e de melhor proveito à clareza analítica, portanto, é que se atribua ao próprio Emmanuel tudo aquilo que dos seus livros conste.
Só Chico Xavier teve o poder de dirimir as dúvidas, mas nunca o fez, nunca levantou uma suspeita sequer sobre a F.E.B.; ao contrário, não é difícil encontrar-lhe pronunciamentos com os mais efusivos aplausos à Casa do “Anjo” Ismael, assim como ao grande J. Herculano Pires, maior opositor do rustenismo febiano. O médium sempre aparece ao lado de todos os partidos.
De tudo, restam os objectos, milhares de milhares de livros, o papel e a tinta, a confusão nas estantes, sempre bem acessível aos neófitos que chegam às casas espíritas e aos incautos leitores em busca de um Consolador que lhes dê milagrosas respostas. Só se pode julgar do que foi publicado. Eis a verdade. Cabe, pois, aos espíritas atentos a apreciação rigorosa de toda obra mediúnica, segundo os padrões de Kardec. Este deve ser o procedimento dos adeptos estudiosos, e a produção atribuída a qualquer Espírito não pode nem deve escapar a isso, seja quem for ou quem se diga ser.
Não passa de temeridade, com lamentáveis consequências já em curso, a ideia de que não se deve agir deste modo para não confundir ou chocar os simples. Na prática, isto é licitar ao Espiritismo que erros manifestos sejam arrolados à conta de patrimônio das consolações que prodigaliza a seus adeptos.
Encaminhemos os simples à segurança e pureza da fonte original do Espiritismo, à codificação kardeciana, em vez de entretê-los com equívocos que, mais tarde, os surpreenderão desprevenidos e, quem sabe, os convidarão à apostasia. O que disse Erasto a Kardec?
Deve-se eliminar sem piedade toda palavra e toda frase equívocas, conservando no ditado somente o que a lógica aprova ou o que a Doutrina já ensinou. […] Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos antigos provérbios. Não admitais, pois, o que não for para vós de evidência inegável. Ao aparecer uma nova opinião, por menos que vos pareça duvidosa, passai-a pelo crivo da razão e da lógica. O que a razão e o bom-senso reprovam, rejeitai corajosamente. Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa. Com efeito, sobre essa teoria poderíeis edificar todo um sistema que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento construído sobre a areia movediça.[12]
Para o movimento espírita, no entanto, isto não há passado de meras frases de efeito, inseridas em retóricas quase sempre desmentidas pelo cotidiano institucional da maior parte dos adeptos do espiritismo à moda da Casa-Máter do rustenismo. Sobre o assunto espinhoso deste capítulo, decerto que muito a propósito são as reflexões de nosso valoroso confrade Artur Felipe de A. Ferreira, em seu artigo “De Que Lado Está Emmanuel?”.[13]


[1] Revista Espírita. Jan/1864. Um Caso de Possessão. Senhorita Júlia. Nota: O sábio Hahnemann é quem afirma ali que o Espírito de Verdade dirige este globo, ou seja, a Terra.
[2] Cf. SCHUBERT, Sueli Caldas. Testemunhos de Chico Xavier, p. 23-24. Apud DA SILVA, Gélio Lacerda. Conscientização Espírita. Chico Xavier, Emmanuel e a F.E.B.
[3] Os Quatro Evangelhos. Vol. I, n. 9; Vol. II, n. 187; Vol. IV, n. 1.

Nota: Quanto ao Espírito da Verdade, é curioso, o rustenismo muito se divide, porque subsiste na obra a instrução dos bons Espíritos que, em Bordéus — na casa de Roustaing e na de Sabo —, chegaram a revelar que se tratava de Jesus, como o próprio advogado fez questão de consignar a Kardec, bem antes do cisma que promoveria. (Cf. Revista Espírita. Jun/1861. Correspondência.) Evidentemente, os Espíritos que passaram a substituir os Iniciadores se valeram de uma autêntica revelação destes para impor aos bordeleses mais incautos lamentáveis sistemáticas a título de comandos do Cristo, de Moisés, dos evangelistas, de Maria e dos apóstolos. J.-B. Roustaing, infelizmente, faliu ante provável missão que não chegou a cumprir, tornando um pouco mais árdua a gigantesca tarefa do gênio lionês. Não foi sem motivo que disse o mestre sobre o livro rustenista: “[…] ao lado de coisas duvidosas, em nosso ponto de vista, encerra outras incontestavelmente boas e verdadeiras, e será consultada com proveito pelos espíritas sérios […]”. (Revista Espírita. Jun/1866. Os Evangelhos Explicados.)

[4] Ob. cit. 18.ª ed. Trad.: Carlos Torres Pastorino e Paulo Vieira da Silva. Vol. II. Z
5] Cf. Emmanuel. 15.ª ed., F.E.B., Prefácio, p. 21. Cf. DVD Pinga-Fogo 2. Clube de Arte. Cf. ALEIXO. Ensaios da Hora Extrema. Não Há Médiuns Infalíveis.
[6] O Livro dos Médiuns. XX, 226, 9.ª e 10.ª
[7] Revista Espírita. Fev/1859. Escolhos dos Médiuns.
[8] Cf. n. 323 e nota à primeira edição.
[9] Cf. Emmanuel, “A Tarefa dos Guias Espirituais”. A Caminho da Luz, cap. 3. Cf. ALEIXO. Ensaios da Hora Extrema. Kardec e os Exilados.
[10] Diálogo dos Vivos [em parceria com Herculano Pires], cap. 23: Permanecer com Jesus e Kardec.
[11] Cf. ALEIXO. Ensaios da Hora Extrema. Léon Denis, Emmanuel e as Almas Gêmeas; Mística Marciana e Segurança Doutrinária; Kardec e os Exilados; Sobre André Luiz.
[12] O Livro dos Médiuns, 230.
[13] http://coerenciaespirita.blogspot.com/2008/10/de-que-lado-est-emmanuel.html

O vídeo acima, encontra-se no YouTube horizontalmente invertido, da direita para a esquerda. Isso deforma inclusivamente o título do livros que Sérgio Aleixo segura na mão “Francisco Cândido Xavier, Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”. Tentei mudar isso, mas não consegui. O próprio rosto de Sérgio Aleixo está um pouco deformado.

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Restabelecer o espiritismo ensinado por Allan Kardec

A nossa luta em defesa do espiritualismo racional
baseia-se no estudo dos antecedentes histórico-culturais que fazem da Humanidade o coração sensível e fundamental da Criação, entendendo os Universos como produto de uma Inteligência Superior impossível de definir no âmbito do nosso entendimento.
A nossa luta pela divulgação do espiritismo
adquire um sentido universalista e totalmente liberto de tutelas dogmáticas, redutoras da AUTONOMIA moral ou autogoverno.
A mensagem de ALLAN KARDEC na edificação da ideologia espírita foi, após o seu falecimento, objecto de modificações abusivas nas suas duas últimas obras, por figuras que desejavam transformá-la numa religião dogmática, destinada a comandar colectivos obedientes a projectos de poder, negócios políticos rentáveis para os seus dirigentes.
O roustainguismo (das teorias criadas pela iniciativa de Jean-Baptiste Roustaing) foi instituído no Brasil pela FEB – Federação Espírita Brasileira, que inscreveu nos seus estatutos a prática que tem levado a cabo durante de mais de um século, de divulgar o ROUSTAINGUISMO e ensiná-no metodicamente a todos os seus associados, em todos os centros espíritas brasileiros
Tendo retirado recentemente essa determinação do artigo nº 2 dos seus estatutos, pelo escândalo que representava, permanece essa determinação por efeito de outro artigo dos mesmos estatutos, conforme nos é explicado pelo investigador espírita SÉRGIO ALEIXO.
VAMOS DAR INÍCIO A UM CONJUNTO DE PUBLICAÇÕES QUE PRETENDEM CLARIFICAR ESSE TIPO DE ANORMALIDADES, GRANDEMENTE PREJUDICIAIS PARA O ENTENDIMENTO DA VERDADEIRA ALMA DAS IDEIAS ESPÍRITAS, PELO MENOS EM LÍNGUA PORTUGUESA.

 

 

Página 22 deste livro:

“…Pretendemos demonstrar nesta obra que a doutrina dos espíritos defende e fundamenta uma revolucionária moralidade descoberta na era moderna: a autonomia moral ou o autogoverno.
Durante milénios, as religiões tradicionais e seu clero sustentaram a moral como sinónimo de submissão a um deus que castiga e condena por toda a eternidade aqueles que ousam enfrentar as suas ordens, perdoando e deixando todas as recompensas aos obedientes e submissos, quando chegasse o fim do mundo.
Essa é a tese da heteronomia.
Todavia, afirma o espiritismo, a transformação do nosso mundo, superando o predomínio do mal e abrindo nova era para a humanidade, não se dará por uma intervenção divina, mas pela adesão voluntária e consciente de cada ser humano.
A autonomia estará estabelecida quando os indivíduos se reconhecerem livres e responsáveis, agindo de forma solidária seguindo a lei presente na sua consciência e não obedecendo aos outros homens. Essa mudança de paradigma representa aquela modificação na disposição moral capaz de regenerar a Humanidade, como previu Allan Kardec.
Surgida na época em que os dogmas caíam no descrédito, a teoria espirita é moderna, progressista, liberal, adequada para extinguir os equívocos do velho mundo, de tal forma que “não é o Espiritismo que cria a renovação social, é a maturidade da Humanidade que faz dessa renovação uma necessidade.” (RE66, 196).
Assim, a regeneração da humanidade ocorrerá progressivamente, pela consciencialização do homem novo. Deste modo, a vocação revolucionária do espiritismo está nessa mudança de paradigma quanto ao principio moral.
No entanto, o entusiasmo de Kardec não corresponde ao que hoje se divulga como sendo sua doutrina.
Como bem viu o filósofo Herculano Pires, o espiritismo tem sido considerado como uma “seita comum, carregada de superstições.
Muitos vêem-no como uma tentativa de sistematização de crendices populares, onde todos os absurdos podem ser encontrados”, concluindo que, “na verdade os seus próprios adeptos não o conhecem (…).
O espiritismo, nascido ontem, nos meados do século passado, é hoje o grande desconhecido dos que o aprovam e o louvam e dos que o atacam e o criticam” (PIRES, 1979, p. 11). Sejam opositores ou simpatizantes, adeptos ou divulgadores, todos desconhecem o verdadeiro espiritismo.
A teoria revolucionária dos Espíritos está esquecida.
Tendo surgido num cenário histórico e cultural complexo e muito diferente do actual, o pensamento liberal espiritualista do século 19, contemporâneo da doutrina espírita, almejava a real conquista de uma sociedade solidária, livre e igualitária estabelecida pela educação universal.
Pretendia superar em definitivo os preconceitos de raça, género e classes sociais, pela igualdade de oportunidades para todos…

Acaba aqui a página 22 de “REVOLUÇÃO ESPÍRITA” da autoria de Paulo Henrique de Figueiredo.

Se desejar fortemente continuar a ler, é um sintoma óptimo. Faça o favor de adquirir o livro, como nós fizemos!….

Pedimos a boa atenção dos leitores para a série de ESTUDOS que vão continuar a ser publicados neste ponto do nosso MENU

 

A VIDA DEPOIS DA MORTE

Há dias um amigo telefonou-me fazendo perguntas a respeito daquilo que acontece depois da morte, impressionado pelo facto de sua mãe ter morrido há poucos dias.

É impressionante a ignorância da maioria das pessoas a esse respeito.
Resolvi fazer um resumo de ideias e do conteúdo deste blogue para facilitar ao máximo o acesso ao principal do que SEI a este respeito.
Digo que SEI e não digo que ACREDITO, porque as ideias que existem de parte de muita gente em Portugal e em muitos países estrangeiros, sobretudo os mais evoluídos cientificamente, ESTE ASSUNTO DE HÁ MUITOS ANOS QUE NÃO É MATÉRIA DE FÉ, MAS SIM DE CONHECIMENTO BASEADO EM FACTOS DEMONSTRÁVEIS NA PRÁTICA OBJETIVA.
Vou ordenar a seguir, pela ordem de tamanho e de acessibilidade, os textos que tenho publicados e que podem servir para esclarecer o tema que está em título: RESUMO DE IDEIAS SOBRE A VIDA DEPOIS DA MORTE:

Observar cada um dos textos, escolhendo para ler aquele que parecer mais interessante para leitura imediata. A finalizar o conjunto, está disponível para descarga a nossa tradução de “O Livro dos Espíritos”:

Da cultura da Grécia antiga a Allan Kardec, a falta de memória da Humanidade

O Espiritismo na sua expressão mais simples, de Allan Kardec

Albert de Rochas e a tese das vidas múltiplas

Nova tradução de O LIVRO DOS ESPÍRITOS

A Ciência e Espiritualidade

Uma das áreas de estudo acerca da Vida depois da Morte que temos procurado conhecer é o que diz respeito à sua projecção internacional.  No  último número do órgão de OPINIÃO do Centro de Cultural Espírita de Porto Alegre foram publicados conteúdos importantes que temos muita honra em referir aqui.

CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE 
Será possível reconciliá-las?

Grupo de intelectuais norte-americanos aposta na possibilidade da reconciliação entre ciência e espiritualidade, um sonho que foi também de Allan Kardec.

 Materialismo e Fisicalismo: diferentes faces de um mesmo tema

Nos dois séculos que se seguiram ao de Allan Kardec, parece ter-se consolidado entre psicólogos cognitivos, neuro-cientistas e filósofos o chamado “fisicalismo”.
Kardec teve como objectivo prin­cipal em sua obra contrapor-se ao “materialismo”.
Mais de 160 anos depois, a cultura académica é dominada pelo chamado “fisicalismo”. Ou seja: toda a realidade é determinada exclusivamente por factos fí­sicos e as criaturas humanas são vistas tão somente como máquinas biológicas de extrema complexidade.
Para os padrões científicos ora adoptados, todos os aspectos da mente e da consciência humana são gerados pelos processos neuro-fisiológicos que ocorrem no cérebro. Nessa visão, a consciência nada mais é do que um epifenómeno desses processos neuro-fisiológicos.
Surge, no entanto, importante re­acção de um grupo de cientistas norte-americanos a essa posição das ciên­cias académicas.

Edward F. Kelly

Em artigo publicado no periódico britânico “The Observa­tory”, com o título de “Rumo à Reconciliação da Ciência e Espiritualidade: Uma Breve História do Projeto “SURSEM”, Edward F. Kelly, Professor do Departamento de Psiquiatria e Ciências Neuro-com­portamentais descreve o movimento desencadeado por cerca de 50 cien­tistas da área, desde 1998, para mudar os conceitos acima expostos.
Kelly é autor de obras como Irreducible Mind: Toward a Psychology for the 21st Century (“A Mente Irredutível: Rumo a uma Psicologia para o Século 21”) e Beyond Physicalism: Toward Reconciliation of Science and Spirituality (“Além do Fisicalismo: Rumo à Reconcilia­ção entre Ciência e Espiritualidade”).

O grupo defende ter chegado a hora de derrogar a “arrogância” acadêmica que desprezou toda a sabedoria e a experiência coletiva acumulada pela humanidade, a qual sempre viu na espiritualidade uma fonte de conhecimentos que não podem ser menosprezados pela ciência atual.

Michael Murphy

O Projeto “SURSEM”, por eles criado no INSTITUTO ESALEN, se cons­tituiu numa série de eventos que reuniu, sob a liderança de Michael Murphy, neurocientistas, psiquiatras, filósofos, físicos e historiado­res para avaliar as provas empíricas da so­brevivência humana à morte corporal, suge­rida, segundo o grupo, por fenómenos como experiências de quase morte e fora do corpo, experiências místicas, fenómenos psíquicos e crianças que se lembram de vidas anteriores.
No artigo de “The Observatory”, Edward Kelly sustenta que um dos grandes de­safios da modernidade é “reconciliar, de ma­neira aceitável, inteligível, significativa e re­conhecível, ciência e religião”. O artigo pode ser baixado em versão para o português no site: http://www.mentealemdocerebro.com.br/. 

É favor clicar na imagem para ter acesso

 A experiência de um brasileiro 

O filósofo e historiador das ciências Gustavo Rodrigues Rocha, Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA), que, em seu pós-doutoramento na Universidade da Califórnia, em Berkeley, EEUU, escolheu como estudo de caso o Projeto SURSEM, foi recentemente entrevistado na reportagem A mente além do cérebro e a busca pelo sentido do mundo, do jornal “O Tempo”, de Belo Horizonte.
A matéria pode ser lida neste site: https://www.otempo.com.br/interessa/a-mente .

Para Gustavo, o Projecto SURSEM, reunindo esses intelectuais norte-americanos, trabalha no contexto do sistema académico-científico contemporâneo, com base na tese segundo a qual a mente não pode ser reduzida unicamente ao funcionamento do cérebro.
Segundo ele, o grupo SURSEM caminha no sentido de “apresentar provas experimentais e teorias que afirmam que a consciência não depende do cérebro e, nessa ordem de ideias, “algo de nossa mente sobrevive à morte corpórea”.

O professor brasileiro diz nunca ter encontrado “um grupo de académicos de tal envergadura, com uma construção tão sólida e consistente, decididos a enfrentar, numa perspectiva multi e trans-disciplinar, questões tão avançadas do actual sistema de saberes”.

PRENÚNCIOS DA ERA DO ESPÍRITO?

Parece mesmo mais adequado designar a posição dominante entre os cientistas como “fisicalismo” em vez de “materialismo”.
Entre eles há professores em Universidades religiosas. Outros tantos trabalham em instituições públicas, mas têm crenças religiosas.
Muitos não se definem como materialistas e vivem essa dicotomia: enquanto cientistas, adaptam-se aos padrões vigentes, onde é praticamente vedado atribuir quaisquer actividades da mente humana a causas extra cerebrais.
O “espírito” ou a “alma”, para eles, são abstracções que não se aplicam à condição humana. Fazem parte do mistério do sobrenatural e não podem ser objecto de uma abordagem racional e científica.
O grupo do Projeto SURSEM declara-se composto de “pesquisadores de mentalidade científica com amplos e variados interesses”.
Definem-se como “espiritualizados, mas não religiosos, no sentido convencional”.
Sem se filiar em qualquer crença religiosa específica, dizem-se “ancorados na ciência”, e desejam “ampliar os seus horizontes”.
Identificam o cenário actual como palco de dois fundamentalismos: o religioso e o científico, e assim, propõem “uma via intermédia” entre ambos. É fácil identificar tais propósitos com os que foram expostos por Allan Kardec, ao fundar o espiritismo.
Sem querer fazer dele uma nova religião, propunha explicitamente estabelecer uma “aliança entre a ciência e a religião”, apresentando o espiritismo como o “caminho neutro” a possibilitar essa aliança.

O tempo de Kardec, onde parte da ciência académica admitia o “espiritualismo racional”, era bem mais propício a esse objectivo.

Daí o optimismo presente na obra de Kardec. O século XX, porém, parece ter preferido trilhar o caminho “fisicalista”, atribuindo ao cérebro humano a inteira capacidade de gerar os processos mentais, aprisionando, assim, o espírito nos limites da fé religiosa, onde, aliás, os próprios espíritas preferiram, em maioria, se refugiar.
Menos mal que há reacções, vindas do próprio meio científico, que podem estar gestando um novo tempo: a Era do Espírito, sonho de Kardec e daqueles que bem o compreenderam.

Redacção de CCEPA OPINIÂo

University of Virginia – Division of Perceptual Studies

Para conseguir ver todos os elementos do quadro docente desta faculdade é favor clicar na imagem

  Fundada em 1967 pelo Dr. Ian Stevenson, a DOPS (Division of Perceptual Studies) da Universidade de Virgínia, em Charlottesville é um grupo universitário de investigação há muito estabelecido, exclusivamente dedicado à análise de fenómenos que desafiam as correntes principais do paradigma materialista ainda dominante quanto à mente e ao cérebro, como estruturas ligadas e interdependentes. Ao contrário, os investigadores da DOPS estão a avançar no estudo dos fenómenos relacionados com a consciência como entidade independente claramente fora do corpo, bem como os fenómenos que revelam directamente a sobrevivência da consciência humana depois da morte física. Através de estudo cuidadoso, os investigadores do DOPS analisam e documentam os dados empíricos que foram registados quanto às experiências humanas que revelam a sobrevivência da consciência em casos de morte física, aparecendo a mente e o cérebro como diferentes e separados.

“É nossa a esperança de que outros cientistas de mente aberta se aproximem de nós para continuarmos os desafios de um estudo sério, o da natureza da consciência e as suas interacções com o mundo físico.”

O professor Ian Stevenson, fundador do DOPS, (1918 – 2007) que desenvolveu profundos estudos experimentais relacionados com a tese das vidas múltiplas, ou reincarnação.

As investigações da Divisão de Estudos de Perceção (DOPS) da Universidade de Virginia, entre outros, incluem:

  • Investigação dos meninos que, ao redor do mundo, relataram casos de memórias retidas de vidas passadas;
  • Investigação da consciência; casos comprovados de relacionamento da mente separada do corpo;
  • Estudo de imenso número de casos de Experiências de Quase-Morte (EQM, Near Death Experiences, NDE, em inglês), para sistematização científica, mediante entrevistas com os respetivos protagonistas;
  • Estudo de neuro-imagens de casos PSI; etc

O vídeo aqui apresentado desenvolve-se, naturalmente, em língua inglesa. Para melhorar a sua compreensão, sugere-se o uso das legendas, também em inglês, que é possível inserir num dos comandos, do lado direito em baixo. O processo de inserção é automático, por isso, não 100% perfeito.

Neste vídeo, a respeito da VIDA DEPOIS DA MORTE está documentado uma série de depoimentos de 5 professores universitários, sendo moderador um conhecidíssimo escritor e actor, John Cleese, um dos fundadores do Monty Python, e teve lugar no dia 12 de Abril de 2018 no Paramount Theatre em Charlottesville, com os seguintes participantes:

O professor Bruce Greyson, um dos fundadores do IANDS e professor da UVA. Para melhor esclarecimento consultar: https://med.virginia.edu/perceptual-studies/dops-staff/bruce-greysons-bio/

O professor James Tucker, continuador de Ian Stevenson: https://med.virginia.edu/perceptual-studies/dops-staff/jim-tuckers-bio/

Emily Williams Kelly, Ph.D. , UVA, Assistant Professor of Research, Division of Perceptual Studies, Department of Psychiatry and Neurobehavioral Sciences:

Emily Kelly’s Bio

Jennifer Penberthy, Ph.D. , Universidade da Virgínia; ABPP:

Jennifer Penberthy, PhD

Edward Kelly, Ph.D. Professor of Research, Division of Perceptual Studies, Department of Psychiatry and Neurobehavioral Sciences | Universidade de Virgínia;

https://med.virginia.edu/perceptual-studies/dops-staff/ed-kellys-bio/

Alguns exemplos de livros editados pelas entidades acima referidas no âmbito do seu trabalho no DOPS

O Evangelho segundo o Espiritismo, esclarecimentos de Milton Medran Moreira

Milton Medran Moreira

diretor do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre / Brasil

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – 150 ANOS em 2014

 .
    O Livro Número Um dos Espíritas
.

Cronologicamente, não foi o primeiro livro de Allan Kardec,  nem é sua mais importante obra, mas “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, que completou 150 anos em 2014 é, para a maioria dos espíritas o principal e, às vezes, o único livro conhecido e referenciado nos Centros Espíritas.


     A obra e seu contexto histórico

Desde que o espiritismo, contra a expressa vontade de seu fundador, Allan Kardec, se tornou uma religião, O Evangelho Segundo o Espiritismo tem sido visto quase como uma nova bíblia. Muito mais lido do que O Livro dos Espíritos, principal obra de Kardec, o ESE é proclamado como a base da “religião espírita”.        

Por outro lado, lembra o escritor espírita Eugénio Lara (São Vicente, SP), há pensadores espíritas de mentalidade não-religiosa que contestam a obra, achando que nem deveria ter sido escrita.
Para Eugénio, nenhuma dessas posições é a melhor: “O livro deve ser visto em seu contexto histórico e no conjunto da obra kardequiana. Nem bíblia, nem concessão, mas uma visão de Kardec dos ensinamentos evangélicos, a visão que ele tinha do cristianismo”.
Eugenio Lara sustenta que “o contexto histórico exigiu de Kardec uma resposta à demanda do movimento espírita nascente”, e que “numa França católica, a posição espírita em relação ao cristianismo era uma necessidade, o que não faz do espiritismo uma nova religião ou teologia cristã”.

Também para o Delegado da CEPA no Rio de Janeiro, Rinaldo Paulino de Souza, o contexto histórico não só da França, mas de todo o mundo ocidental foi relevante, pois o ceticismo trazido pelo Iluminismo levava o Ocidente a perder a crença no mundo extramaterial e em Deus.
Além disso, “era importante destacar as evidências da reencarnação nos livros sagrados cristãos, reforçando tal conexão com as explicações morais”, sustenta Souza.

Dentre os pensadores espíritas que entendem que O Evangelho Segundo o Espiritismo nem precisaria ter sido escrito está o pesquisador Mauro Quintella (Brasília/DF):
“No lugar do OESE, eu teria feito um livro com uma coletânea das melhores proposições éticas da história da Humanidade, onde, evidentemente, poderia entrar o que é aproveitável nos Evangelhos”,
disse Quintella, acrescentando que o nome desse livro teria sido “A Ética do Espiritismo”.


    Consolador Prometido? Terceira Revelação Divina?

Licenciado em Filosofia, e também Delegado da CEPA, Ricardo de Moraes Nunes (Santos/SP), concorda que as circunstâncias históricas justificavam a publicação da obra, mas lhe parece que Kardec e os espíritos foram tomados de um exagerado entusiasmo ao classificarem o espiritismo como “o consolador prometido por Jesus”.
Para ele, trata-se de tese “bastante ideológica, fugindo do campo das ideias práticas tão apreciadas por Kardec”.

         Já o pesquisador Augusto Araujo (Campina Grande/PB) Doutor em Ciência da Religião, vê o ESE justamente como o livro que “inaugura o período religioso do espiritismo, previsto por Kardec em 1863”.
Araujo identifica ali “uma curva em direção aos temas cristãos”, o que se deve a uma razão externa:
“a perseguição do espiritismo principalmente pela Igreja Católica”; e outra interna: “Kardec defende que o espiritismo seja o sucessor histórico e profético do cristianismo”.

A pensadora espírita Glória Vetter (Petrópolis/RJ) sustenta que Allan Kardec não quis um espiritismo “igrejista”, mas “cristocêntrico”.
Ela não vê problema que Kardec tenha proposto que os espíritas se apoiem nos ensinamentos de Jesus ou de outros mestres: “São contributos éticos que fortalecem os espíritos, mormente daqueles carentes de força e direção”, diz.

Matéria de capa do jornal CCEPA OPINIÃO de abril de 2014

É FAVOR CLICAR NESTA FRASE PARA TER ACESSO

 

Clicar na foto para ter acesso ao artigo e ao filme de Pier Paolo Pasolini

EQM de Maria de Júlia Diniz, transcrição parcial

 

Experiência de Quase Morte, durante gravidez de Maria de Júlia Diniz, nos anos sessenta do século passado.

é FAVOR VER NOTÍCIA ANTERIOR
e escutar o depoimento na totalidade

INCLUI TRANSCRIÇÃO LITERAL DE PARTES FUNDAMENTAIS DO DEPOIMENTO.

Maria Júlia Diniz é portuguesa, e teve uma vida muito movimentada. Foi agente de vendas da TAP, dedicou-se muito à arte e fez trabalho voluntário a vida inteira. Casou aos 17 anos, engravidou aos 18 e teve uma Experiência de Quase-Morte, ou EQM. Muitos anos depois, é aposentada e, pela primeira vez na vida, fala sobre esta experiência. Vamos conhecer a história que teve a generosidade de nos contar?

Este registo de parte do seu depoimento é um documento fundamental para comprovar, de forma vivida, a continuidade e qualidade evolutiva de todos os seres humanos para além da morte, sendo a vida terrena apenas um intervalo de experimentação e aprendizagem, sujeito a certas dificuldades que dependem essencialmente da atitude de cada um de nós.

De salientar a perspicácia inteligente das perguntas do Dr.CARLOS MENDES, que nos colocam perante o essencial e fundamental do depoimento feito, quanto ao contexto de realidade concreta vivida por Maria Júlia Diniz.

O momento em que começa esta transcrição situa-se NO 27º MINUTO DA GRAVAÇÃO

Pergunta Dr. Carlos Mendes:
Como entende a relação entre a dimensão em que vivemos aqui, e a dimensão que viveu durante a sua experiência? Diz que sentiu que já lá tinha estado antes, como se tivesse voltado a casa.

Resposta Maria Júlia Diniz:
É um local imenso… de Paz.

P.: Voltando para cá, de que forma essa vivência, essa experiência a mudou em relação a valores, em relação à vida?

R.: Logo a seguir a este EQM fui para África, onde tinha a vontade de ser uma pessoa que cuidava… queria cuidar de todas as pessoas. Apiedava-me muito, pelas crianças, por tudo. Era uma grande empatia que sentia…
Tinha pessoas a trabalhar na minha casa, que mandavam para me ajudar, crianças com 8 ou 9 anos para serem meus criados.
Eu não queria ter uma criança de 8 anos como meu criado. Se isso acontecia… ia comprar uma boneca (risos…) e o que fazia era ensiná-la a fazer um bordado. Todos os garotos que passavam pela minha casa, muito novinhos, que eu não achava que tinham idade para trabalhar… alfabetizei-os!… Eu realmente fiz-me uma mulher virada para os outros.

(Nota histórica/informativa: Durante esses tempos do colonialismo português em África, certos funcionários, como militares e outros, dispunham de apoios especiais, que incluíam o fornecimento de serviçais domésticos…)

P.: Disse portanto que tinha tido uma mudança de visão sobre a vida, que ficou mais altruísta por causa dessa experiência que viveu?

R.: Acho que sim, porque na minha família não há ninguém que tenha a minha atitude. Estranharam muito e até chegaram a dizer-me: “Tu tens que levar dinheiro pelas coisas; não se vive do ar…”
Mas eu tenho uma perspectiva muito diferente. A felicidade para mim está… no olhar da pessoa. Isto talvez seja estranho… Estou a dizer o que é real… Gosto das coisas boas, gosto de ver coisas e fazer visitas… mas não é nisso que está o que é importante na vida.
(…)
P.: Durante o tempo em que a Senhora teve essa EQM, já disse que queria permanecer nela. Mas agora tem declarado que o que quer é viver aqui…?

R.: Agora quero muito viver, porque tenho uma missão. Sempre tive uma missão toda a vida.
Anulei-me pelo meu filho durante 25 anos. Percorri todos os hospitais de Lisboa e do Porto e de todo o lado, para conseguir médicos. E consegui!… Até mentindo, mas consegui!..
(…)
Eu quero viver porque sou uma pessoa. As pessoas precisam de mim!…
Tenho um grande amigo, que foi muito meu amigo quando estava doente.
É muitíssimo doente da cabeça, um rapaz com problemas psiquiátricos graves. Não o largo… porque ele faz parte da minha vida. É minha responsabilidade!…
34:00
P.: Trabalhou num manicómio, esteve em contacto com pessoas que tinham alucinações?

R.: Sim!…

P.: Em algum momento pensou que o que viveu poderia ter sido uma alucinação?

R.: Não! Nem por um minuto. A minha visão modificou-se. Durante a minha vida tenho tido uma miopia acentuada, sem óculos vejo apenas sombras. Durante a minha experiência via perfeitamente sem óculos. Via com nitidez. Via exactamente a realidade, sem precisar de óculos. E via o meu corpo, estando fora dele, passando por coisas difíceis, sem que eu sentisse dores.

P.: Acha que ainda tem alguma ligação com a vida na dimensão em que viveu a sua EQM?

R.: Sim, sinto!… Não tenho nenhum medo de morrer. Tenho medo do sofrimento antes da morte; mas isso é uma coisa que se passa com o corpo.
O nosso corpo é muito pesado!… Muito traidor!… Nós não sabemos porquê, mas tudo pode incomodar-nos. A fome, o frio… Mas quando morrer, imediatamente me sentirei segura!…
Porque aquilo é um lugar de plenitude. Um lugar quente e luminoso e que tem o dom de trazer tranquilidade e protecção. Portanto a pessoa, tem tudo!…

P.: Como é que entende hoje, qual é o estudo, o trabalho, que estão fazendo as pessoas que vivem aqui no mundo material ?

R.: Entendo que estão a tentar compreender se a alma ou a consciência são imortais (se a sua vida continua…). Porque a alma não ocupa provavelmente um espaço, um tempo, e foge para um lugar provavelmente conhecido da alma e conhecido de todas as outras pessoas que lá estão. Estando lá, em espera, estão seguras.
Não sou de praticar religiões. Não sou católica. Sou cristã. Não vou a igrejas. Há coisas nas igrejas de que não gosto.
Mas sei que há uma Luz. Eu estive dentro da Luz.  Dentro da luz não era deficiente da vista. Portanto dentro da luz era perfeita. Isto é a maneira como eu interpreto muito profundamente a situação. Se eu dentro da Luz estava feliz, é porque nada me doía. E se via é porque não era míope. Ali não há defeitos.
30:57
P.: Acha que a nossa passagem por aqui tem algum objetivo específico?

R.: Completamente. É um objetivo de crescimento.
Como já disse a minha vida teve grandes desafios e fiz grandes disparates na vida. Todos nós fazemos. Isso faz parte do percurso. Mas paralelamente acho que respondi muito bem a muitas coisas, a muitos desafios. Portanto se a minha vida foi complicada era porque o percurso tinha que ser complicado.
Portanto o meu objectivo é cumprir para com a pedras que aparecem no caminho.

P.: Sentiu a existência de uma hierarquia?

R.:Sim, o que estava à minha volta era poderoso; e eu era uma migalhinha aconchegada no algodão.

P.: Compara essa hierarquia como sendo o acolhimento de alguma coisa acima de si em termos de conhecimento?

R.: Muito acima, não tem comparação nenhuma. Como se fosse um gigante de algodão que pega numa pequenina coisa de nada, um grão de arroz, que fica feliz com aquele acolhimento. Aquilo… é colo!…

P.: A partir da experiência sentiu alguma mudança nos seus sentidos, premonições ou conhecer os sentimentos de outros?

R.: (…) Se me cruzo com alguém na rua, sinto apenas que aquela pessoa que ali vai precisa de uma palavra. Depois descubro que a pessoa precisa mesmo. Portanto a minha intuição só tem a ver com… necessidades positivas.  (41.41)

P.: No final do seu depoimento gostaria de deixar algum recado para as pessoas, levando em conta toda essa aprendizagem que teve?

R.: Queria deixar aqui muito claro que estive fora do corpo, num local de luz, que me acolheu com muito amor. Apesar dos erros que já naquela altura teria feito.
Ali há muito perdão. Uma compreensão. É um sítio extraordinário.
Acho que todas as pessoas deviam ser menos consumistas, menos preocupadas e menos invejosas por pequenas coisas.
E deviam ter um olhar maior, ter uma visão ampla no seu dia a dia, terem um projecto humano, realmente humano.
Praticar o BEM, até mesmo com um animal. Sem estar ligadas a igrejas ou a movimentos.
Todos os dias podemos encontrar alguém que precisa de nós, ou da nossa compreensão, ou do nosso carinho, ou do nosso conhecimento.
Isso ficou tão presente realmente e foi tão habitual na minha vida, que eu não sei se vem dali esse meu conhecimento.

Nessa experiência, nessa EQM eu conheci a Luz.

EU CONHECI A LUZ

Um dos depoimentos de NDE/EQM mais inteligentes e lúcidos que já ouvimos desde sempre

O site brasileiro “Afinal quem somos nós”, actualmente dirigido pelo Dr. Manuel de Sousa, tem feito um trabalho muito importante na divulgação de depoimentos de “Experiências de Quase Morte”, fenómeno que seguimos há um bom número de anos e que temos publicado no nosso título de Menu dedicado a este tema: https://palavraluz.com/category/nde-eqm/

Os depoimentos a respeito de EQM/NDE são todos diferentes, uns mais simples e desprovidos de “enredo”, outros muito elaborados, cheios de detalhes importantes e variados. Por esse processo confirmam a existência ABSOLUTAMENTE FACTUAL da vida depois da morte, numa sequência de detalhes igual aos que nos descreve o conhecimento espírita, da passagem deste mundo de aprendizagem e colheita de experiências, para a vida espiritual. https://youtu.be/2CRzK3ZaN2o Para este depoimento de uma Senhora portuguesa, a Maria Júlia Dinisz, queremos chamar a atenção de todos, visto que se trata de um dos mais importantes do incontável número de casos de que já tivemos conhecimento desde sempre. E porquê?

Porque sendo uma viagem a outro plano da existência sem a multiplicidade de visões das EQM mais extensas, com variedade de encontros e cenários, teve efeitos construtivos magníficos na sua protagonista, os quais compreendeu e foi desenvolvendo ao longo da sua vida.

A consciência dos seus atos de caridade lúcida, de amor solidário e construtivo foram passos dados em busca do SER SUPERIOR que mora em nós e que necessitamos de conquistar aos longo das nossas vidas como DESTINO PRINCIPAL da alma.

A transformação do carácter moral dos protagonistas de EQM

Conforme se encontra detalhadamente esclarecido nos documentos que temos publicado a este respeito, a característica em subtítulo é das consequências mais importantes deste género de fenómenos. No caso de Maria Júlia Diniz, tendo registado a sua EQM há muitos anos, os efeitos de transformação de carácter moral conduziram  as suas opções de vida marcadas pela generosidade  e solidariedade, com apoio da sua rica personalidade espiritual, intelectual e artística. A única forma que temos de confirmar esta ideia é sugerir que ouçam o seu depoimento, palavra por palavra, observando a sua entrega em benefício dos seus semelhantes necessitados de apoio humano e caridade fraterna.

CEPA – Associação Espírita Internacional

Há muitos anos que seguimos o trabalho desenvolvido pela CEPA Brasil, agora categorizada pela sua importante actividade internacional.
A seguir, uma referência breve às suas características culturais, doutrinárias e intelectuais, seguidas de um importante depoimento sobre a atitude de espiritualidade laica, que é marca distintiva da personalidade que cultivam.
Esta última parte é da autoria de Jon Aizpúrua, Ex-presidente da CEPA (1993/2000) e actual Assessor de Relações Internacionais, para a qual chamamos a melhor atenção de todos os nossos visitantes.

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Nosso empenho maior concentra-se em exteriorizar em toda sua plenitude os postulados que compõem a Doutrina Espírita.
Em sua defesa e preservação nos colocamos acima das cortesias, diplomacias, relações pessoais ou institucionais.

Em consonância com essa linha mestra lutamos por uma Doutrina:

Kardecista,
porque assume os ensinamentos e reflexões apreendidos da obra de Allan Kardec, que representam a essência e a base do edifício doutrinário. Orientado pela bússola da codificação kardecista, o Espiritismo manterá sempre o rumo correto e seguirá por caminhos seguros.

Progressista,
porque o pensamento espírita é um instrumento para o melhoramento individual e social aliado a valores como: liberdade, justiça e igualdade. Porque proporciona uma postura dinâmica, aberta, autocrítica e capaz de ampliar os conceitos como resultado do processo de mudança do mundo.

Livre-pensadora,
porque convida seus integrantes e as pessoas em geral a gozar, em sua plenitude, do direito ao livre exame de todas as idéias e ao aproveitamento de toda reflexão com critérios e métodos dentro e fora do Espiritismo. Liberdade de pensamento, de expressão e crítica são condições necessárias para um espírita autêntico poder se expressar. Direitos a que não se pode renunciar, que a CEPA. garante a todas as pessoas e às instituições a ela vinculadas.

A Palavra da CEPA

Jon Aizpúrua
Ex-presidente da CEPA (1993/2000) e atual Assessor de Relações Internacionais

Denomina-se como laicidade à concepção da vida na qual defende-se a ausência de religião oficial na direcção dos Estados, enquanto que por laicismo entende-se o movimento histórico que reivindica a implantação da laicidade.
Sobre a base de seus fundamentos humanistas, sociológicos e morais, assume-se que a laicidade estabelece um vínculo comum entre as pessoas e facilita que elas convivam respeitosa e cordialmente, processando suas diferentes opiniões em um âmbito civilizado, de liberdade e igualdade. Os princípios laicos de liberdade de consciência, de pensamento, de expressão e de organização; a igualdade de direitos e obrigações, assim como a justiça social, constituem a própria essência do sistema democrático.

É conveniente salientar que um Estado laico e, portanto, não confessional, não implica seja antirreligioso ou ateu. Toda a crença religiosa é respeitável e deve sempre garantir-se a seus adeptos o direito de vivê-la intimamente, compartilhando-a com quem se deseje e difundi-la sem restrições. Diferente há de ser o clericalismo e suas pretensões de gozar de privilégios especiais no âmbito social, situar-se por sobre ou à margem da normativa civil ou jurídica, ou impor critérios teológicos em assuntos morais, científicos ou educativos.

Felizmente, uma porção considerável da humanidade evoluiu no sentido de uma concepção laica que coloca em seus precisos termos a relação entre o mundo civil e o religioso, os Estados e as Igrejas. No mundo ocidental, com maior força, vive-se, cada vez mais, em uma sociedade pós-cristã. Esse tipo de sociedade teve início na Europa a partir do Renascimento, converteu-se em um projeto com o Iluminismo, generalizou-se entre as massas cristãs na segunda metade do século XX e foi se estendendo à América e a outros países influenciados pela cultura ocidental. A partir de um ponto de vista sociológico, não tão religioso, essas sociedades podem qualificar-se de pós-cristãs, o que significa que a cosmovisão baseada no cristianismo, em torno da qual girou a vida individual e social durante séculos, vai deixando de ser sua coluna vertebral. Essa mudança progressiva de cosmovisão na tradição cristã ocidental foi-se manifestando em muitas expressões culturais que estão sendo transformadas ou abandonadas:

  • As festas religiosas determinavam o calendário civil e trabalhista. Agora se eliminaram a maioria delas, embora sigam sendo muito importantes o Natal e a Semana Santa, não tanto no sentido religioso, mas como ocasião de viver em família e oportunidade para férias em campos e praias. O mesmo ocorreu com as festas patronais das pequenas localidades que eram dedicadas a um santo e que agora são apenas o motivo para celebrações civis e folclóricas

  • Os nomes que os pais davam a seus filhos eram buscados no calendário santo e que agora são apenas motivo de celebrações civis e folclóricas. Hoje se lhes põem nomes inventados, surgidos de combinações originais, muitas vezes estranhas e até impronunciáveis.

  • Muitas manifestações públicas, como procissões, romarias ou peregrinações, foram se despojando de seu sentido religioso original e se vão convertendo em festas folclóricas e populares, que costumam se aproveitadas pelos líderes políticos para promover sua imagem pessoal com fins eleitorais.

  • Em muitos países da órbita cristã, o registo eclesiástico de batizados e matrimónios era utilizado pelos Estados como registo civil. Há muito tempo que ambos registos obedecem a propósitos diferentes e somente o civil é obrigatório e possui efeitos legais.

  • Os símbolos religiosos cristãos, como o crucifixo ou o juramento pela Bíblia, eram frequentes em âmbito público, como escolas e repartições governamentais. Cada vez mais se impõe a tendência de suprimir qualquer exibição religiosa pública e se reduz a presença de autoridades civis a atos religiosos, reservando-se nada mais que aqueles de especial solenidade.

  • A moral estabelecida pelos cultos cristãos impunha as regras para o comportamento dos cidadãos. Actualmente discutem-se, questionam-se ou se rechaçam muitos desses critérios e comportamentos, especialmente no âmbito da sexualidade e da legítima diversidade de opções que cada pessoa tem direito de escolher sem ser discriminada ou estigmatizada.

  • A linguagem religiosa perdeu actualidade, pertinência e relevância social. Palavras e expressões como pecado, céu e inferno, salvação, culpa, penas eternas, castigos divinos, etc. foram desaparecendo do linguajar corrente e circunscrevendo-se aos actos de culto.

  • Em matéria educativa pública, já não se discute a primordial competência do Estado, ficando reservado o ensino da religião ao âmbito familiar e das organizações eclesiásticas.

  • “Crentes mas não praticantes” declaram-se muitos hoje em dia. Essa é outra característica da sociedade pós-cristã que merece atenção. Expressa-se de muitas formas: “Eu creio em Deus, mas não nos sacerdotes”, “eu me confesso directamente a Deus, não com um homem”, “a Igreja reprime minha liberdade”, etc. Nestas e outras manifestações reflecte-se uma espécie de alergia e rechaço às instituições eclesiásticas.

  • Outra característica importante da sociedade pós-cristã é a separação entre confissão religiosa e organização política e social. A liberdade de culto impôs-se nos países modernos e, como consequência, o catolicismo e outras religiões cristãs deixam de gozar de privilégios e vantagens por parte de um Estado que se declara laico. Um governante, incluindo todos os membros de seu governo, podem ser crentes, mas sua fé é um assunto pessoal e não a podem impor ao resto da sociedade.

Como é muito bem sabido, o espiritismo, desde seu início, a partir do ato fundacional que o aparecimento de O Livro dos Espíritos significou, em 1857, desfraldou a bandeira do laicismo, ressaltando o valor irrenunciável da liberdade que permite a cada ser humano administrar suas crenças em matéria de religião, de fé, de transcendência, conforme os ditames de sua razão e sem temor de ser condenado, castigado, anatemizado ou perseguido.

Claro está que o laicismo no qual se inscreve o espiritismo possui uma base inequivocamente espiritualista.
Muito distanciado de um laicismo materialista e ateu que promove a indiferença frente às perguntas radicais da existência humana: sua origem e destino, assim como sua referência centrada em uma explicação exclusivamente física, química, biológica, psicológica ou sociológica da vida e da morte, o espiritismo reafirma o reconhecimento da existência de Deus como Inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas;
do espírito como entidade psíquica transcendente que preexiste ao nascimento e sobrevive depois do falecimento;
do processo evolutivo ascendente do espírito que se verifica em inumeráveis e sucessivas existências;
da incessante comunicação entre desencarnados e encarnados por diversidade de meios;

e deriva desses princípios uma cosmovisão humanista e progressista que convida à transformação pessoal e social, no quadro dos mais elevados princípios éticos.

Convidando para a compreensão do sentido espiritual da vida,
insistindo no respeito pleno e na liberdade das pessoas e dos povos, e sustentado na razão e na ciência, o espiritismo conduz a uma espiritualidade laica, equidistante do catecismo sem esperança, do materialismo e do dogmatismo sectário e alheio à ciência e à racionalidade das teologias.

Uma espiritualidade aberta e tolerante, que, por sobre a base de princípios universais, promove uma cultura de entendimento, convivência, harmonia, generosidade, solidariedade e fraternidade.

  • Uma cultura de respeito pela vida em todas as suas formas.

  • Uma cultura que garanta o exercício da liberdade de pensamento, consciência e crença.

  • Uma cultura de não violência que promova o encontro e a solução pacífica das controvérsias.

  • Uma cultura da solidariedade que impulsione a criação e a consolidação de uma ordem mundial justa, em que se apaguem as ignominiosas diferenças entre privilegiados e deserdados.

  • Uma cultura da verdade no plano da transmissão da informação e o conhecimento, que erradique a mentira.

  • Uma cultura da igualdade entre os povos, as nacionalidades, as etnias ou identidades sexuais, onde não haja lugar para a discriminação.

  • Uma cultura do trabalho, reconhecido como instrumento fundamental da riqueza social, e que seja devidamente remunerado em um ambiente de relações justas e honestas entre empresários e trabalhadores.

  • Uma cultura que promova o funcionamento democrático no exercício político das nações, sustentada no sufrágio livre e transparente, e que erradique toda a sorte de regimes autoritários e tirânicos, com independência do matiz ideológico com que se identificam.

Conceitos como estes, e muitos outros que se podem acrescentar, integram o que denominamos uma espiritualidade ética de orientação espírita sustentada na cultura do amor, e traduzem em termos concretos e actuais a proposta central de Allan Kardec e dos espíritos sábios que o assessoraram, respeito à marcha evolutiva da humanidade rumo a um horizonte superior que se definiu como “um mundo de regeneração moral e social”.

Muito bem faz nossa Associação Espírita Internacional CEPA em conceituar o espiritismo como uma visão laica, humanista, livre-pensadora, plural e progressista, porque ela coincide cabalmente com o modelo de espiritismo pensado e sonhado por Allan Kardec, seu ilustre fundador e codificador.



A Associação Brasileira de Delegados e Amigos da CEPA – CEPABrasil completou 15 anos de atividades, no dia de 19 de outubro passado. Fundada em 2003, adotou até outubro de 2009 a sigla CEPAmigos. A CEPABrasil tem como objetivo reunir amigos e simpatizantes da CEPA residentes no Brasil, realizando atividades doutrinárias de estudos e difusão do espiritismo com base nas obras de Allan Kardec, sublinhando seu caráter livre-pensador, humanista, laico, plural, evolucionista e universalista.

Nestes breves quinze anos, foram realizados oito Fóruns do Livre-Pensar Espírita, pela ordem: João Pessoa (PB), Pelotas(RS), Guarulhos (SP), João Pessoa(PB), Fortaleza(CE), Porto Alegre(RS), Domingos Martins (ES), Salvador (BA), e quatro Encontros Nacionais, em: Itapecerica da Serra(SP), Bento Gonçalves(RS), João Pessoa (PB) e Fortaleza (CE).

A CEPABrasil foi presidida por Sandra Régis, Jacira Jacinto da Silva, Alcione Moreno, Homero Ward da Rosa e, atualmente, por Jailson Lima Mendonça.

Parabéns e muito obrigado a todos os amigos que participam com suas ideias, reflexões e sugestões, sendo presença constante nos espaços sociais e eventos da CEPABrasil e da CEPA. Vocês, amigos de todas as nacionalidades, constroem e fortalecem a união, a tolerância, a empatia e a alteridade em nosso pequeno e valoroso grupo de espíritas.

Amigos, espaços de convivência democrática não estão prontos; eles resultam do aprendizado, do esforço e do respeito às diferenças. Não pretendemos hegemonia, pois queremos continuar pensando, concordando, discordando, aprendendo e avançando… A experiência humana se alicerça em erros e acertos – mas é insubstituível.

Diretoria da CEPABrasil

A BUSCA DE DEUS E DA VIDA DEPOIS DA MORTE NA IDADE DA CIÊNCIA

A busca de Deus e vida após a morte na era da ciência
por Ken R. Vincent
Publicado em 27 de setembro de 2019

1. Resumo e palavras-chave

RESUMO:
As experiências de quase morte (EQMs) e outras que nos colocam em contacto com a nossa natureza transcendente, indicam a existência de um Criador assim como a existência da consciência pessoal após a morte física.
Neste artigo, revê-se a história dessas experiências anteriores a 1850 e do seu estudo durante três períodos de pesquisa científica entre 1850 e o presente, do que pode concluir-se que:
Uma grande percentagem da população do planeta já passou por EQMs e outras experiências e perceções para além do corpo material que nos deram um conhecimento sensibilizado da existência da vida após a morte.
A generalidade dessas perceções é mentalmente saudável e muda a vida para melhor.
Afirmo que, embora as EQMs e outras experiências transpessoais não possam provar a existência de uma entidade divina e da realidade da vida após a morte, apontam de forma bastante evidente nesse sentido.
PALAVRAS-CHAVE: experiência de quase morte; transpessoal; misticismo; Deus; vida após a morte.

2. Introdução ao conhecimento das Experiências Transpessoais

As experiências transpessoais envolvem perceções que transcendem os limites pessoais usuais de espaço e/ou tempo. Também conhecidas como “experiências místicas”, “experiências religiosas” ou “experiências espirituais”, as experiências transpessoais incluem:
– a comunicação direta com seres espirituais;
– experiências de quase morte (NDEs); visões do leito de morte (DBVs);
– e comunicações pós-morte (ADCs), como as que são alcançadas através das comunicações mediúnicas.
As pessoas que limitam o estudo das experiências transpessoais às EQMs, designam as outras experiências transpessoais como “experiências semelhantes à morte” ou, mais desajeitadamente, “uma experiência de quase morte na qual a pessoa não morreu”.
Ao contrário dos parapsicólogos, que tentam explicar fenómenos paranormais, os “psicólogos transpessoais” observam as experiências anómalas de indivíduos não psicóticos e nos efeitos dessas experiências sobre eles.
psicose: uma doença mental grave (como a esquizofrenia) caracterizada por contacto defeituoso ou perdido com a realidade muitas vezes com alucinações ou ilusões.
Muitas das experiências transpessoais apontam para a existência e natureza de Deus, da vida após a morte e da consciência pessoal contínua depois da morte física.
Ver estudo científico de “experiências transpessoais” desenvolvido entre a segunda metade do século XIX e o presente (Basford, 1990, pp. viii-ix).

Enquanto William James cunhou o termo “experiência transpessoal”, Abraham Maslow expandiu muito o estudo sério das experiências transpessoais ao considerar a psicologia transpessoal uma “quarta força” na psicologia depois da psicanálise, behaviorismo e humanismo (Daniels, 2004, pp. 366-370).
Neste artigo, não abordarei experiências transpessoais envolvendo médiuns, nem abordarei a cura pela fé, pois não pesquisei essas áreas. Em vez disso, o meu foco será o desenvolvimento do estudo de experiências de quase-morte nos últimos 150 anos. Começo com uma breve discussão das experiências transpessoais anteriores a meados do século XIX.

3. Experiências Transpessoais Antes de 1850

Platão, Zoroastro, São Paulo e São Gregório Magno

Toda a história humana é testemunho da experiência humana do transpessoal. Antes da pesquisa de experiências transpessoais por pesquisadores biomédicos e cientistas sociais, esses relatos eram muitas vezes anedóticos.
Há 2.500 anos, Platão registou a EQM de Er na sua República (“O MITO DE ER”, século IV AC; livro X, de 614b a 621b). Relatos em primeira mão de fontes confiáveis ​​no mundo antigo são raros.
Zoroastro compôs um poema que documentava a sua experiência direta com Deus (Vincent, 1999, pp. 91-127).
São Paulo descreveu a Comunicação Após a Morte de Jesus (1 Coríntios 15:5-8).
Além disso, São Paulo falou de sua experiência fora do corpo na qual foi transportado para o terceiro nível do Céu (2 Coríntios 12:2-5)
No século VI, São Gregório Magno no Livro 4 de seus Diálogos (Gregório, século VI dC/1959) forneceu um tesouro de experiências transpessoais, incluindo EQMs, Comunicações Após a Morte, Visões no Leito de Morte e sonhos vividos.
Esses e outros exemplos da literatura antiga e medieval têm alguma validade pelo próprio facto de soarem tão semelhantes aos relatos transpessoais modernos;
No entanto, em quase todos os casos, o seu registo muito antigo não permite fazer um julgamento sobre a veracidade da história.
Na sua análise de relatos medievais e modernos de viagens ao outro mundo, a Drª Carol Zalesky (1987) observou:
Não podemos simplesmente retirar o invólucro literário e lançar mão de um texto antigo, mesmo que tenha realmente ocorrido. Acontece que pode ter sido trabalhado muitas vezes antes de ser escrito” (pp. 86-88).
Carol Zalesky sugeriu, por exemplo, que a Igreja católica estaria interessada em garantir que os relatos registados não contradissessem a “Verdade” conforme definida pela sua doutrina. No entanto, no mundo medieval, relatos em primeira mão de experiências transpessoais tornaram-se mais frequentes na vida dos santos.
Uma colaboração interdisciplinar moderna entre um historiador e um psiquiatra em “experiências transpessoais” medievais revelou que as visões pareciam estar relacionadas com doenças mentais em apenas 4 dos 134 casos estudados pelos autores Kroll & Bachrach, 1982.

4. Primeiro Período de Pesquisa Científica em Experiências Transpessoais (1850-1920)

Ciência médica de meados do século XIX, religiões orientais e pesquisa psíquica:

Em meados do século XIX a medicina começou a tornar-se científica. Os médicos estavam a aprender rapidamente sobre o corpo humano, descobrindo que muitos dos seus tratamentos e medicamentos eram ineficazes ou tóxicos (Benson & Stark, 1997, pp. 109-114).
As ciências sociais tornaram-se realidade em grande parte devido à invenção da estatística moderna (Wood & Wood, 1996, p. 23).
Concomitantemente, a religião comparada surgiu como tema de estudo pela primeira vez no Ocidente desde o período clássico (Nigosian, 2000, pp. 412-413).
Este período testemunhou a publicação dos “Livros Sagrados do Oriente” de Max Müller (1897) que aumentaram o conhecimento ocidental da religião oriental.
Simultaneamente, a arqueologia deixava de ser uma “caça ao tesouro” para se tornar uma ciência metódica (Oakes & Gahlin, 2003, pp. 26-41).
Em meados do século XIX, os médicos começaram a relatar Visões no Leito da Morte e EQMs, temas desconhecidas até aí nas publicações médicas (Basford 1990, pp. 5-10.131-137; Walker & Serdahely, 1990, p. 108). Começou a haver estudos acerca das experiências transpessoais. Na década de 1880, a Society for Psychical Research foi formada na Inglaterra e, pouco depois, foi fundada a American Society for Psychical Research (Cardeña, Lynn, & Krippner, 2000, p. 6).
Os seus membros eram maioritariamente médicos, professores e estudiosos. Os seus membros estavam interessados ​​em entrevistar sujeitos e avaliar a credibilidade de estudos de caso envolvendo experiências transpessoais.

B. Estudos Transpessoais Inovadores Importantes

Estudo de Frederick Myers / 1
Estudos inovadores produzidos por esse novo grupo de pesquisadores psíquicos incluem “Human Personality and its Survival of Bodily Death” (1903), de Frederick Myers, e “Deathbed Visions”, de Sir William Barrett (1926). O relato verídico a seguir, retirado do trabalho clássico de Myers, documenta os raros fenómenos de contacto físico com uma visão. É o caso de uma aparição ao barão Basil Fredorovich von Driesen de seu falecido sogro, com quem ele não tinha boas relações. O objetivo da ADC do sogro era a reconciliação. Basil relatou apertar a mão da aparição que ele descreveu como “longa e fria”, após o que a visão desapareceu. No dia seguinte, após o culto na igreja, o padre disse a Basil e a sua esposa:
“Esta noite, às 3:00, Nicholas Ivanovitch Ponomareff apareceu e implorou-me que o reconciliasse consigo.”
Assim, na mesma noite, o genro e o padre, em locais separados, tiveram uma visão do mesmo morto (Myers, 1903, pp. 40-42)

Estudo de Henry Sidgwick / 2

Outro estudo importante no século 19 foi o Relatório de Henry Sidgwick sobre o Censo de Alucinações (Basford, 1990, p. 161). O estudo britânico incluiu mais de 15.000 pessoas não psicóticas e descobriu que cerca de 10% dos participantes relataram aparições, incluindo CPMs e visões religiosas.
Este também foi o caso de um estudo na década de 1990, usando uma amostra representativa de mais de 18.000 participantes (Bentall, 2000, pp. 94-95).
Embora as pessoas com esquizofrenia possam relatar e relatam experiências místicas juntamente com sua psicose (Siglag, 1986), na maioria das vezes as pessoas sem doença mental relatam ver figuras religiosas, enquanto as pessoas com esquizofrenia relatam ser figuras religiosas.

Estudos de James Hyslop / 3

“A existência de aparições verídicas substanciaria tudo o que é útil na história da ressurreição e tornaria a experiência humana em todas as épocas semelhante” (p.383).
James Hyslop escreveu muitos livros sobre experiências transpessoais. A sua “Pesquisa Psíquica e a Ressurreição” (1908) é interessante. Inclui não apenas exemplos verídicos de ADCs e DBVs, mas também um tratado sobre a ressurreição como uma ADC em que Hyslop afirmou que:
Essa mesma abordagem, enfatizando que o corpo ressuscitado de Jesus era (citando São Paulo) um corpo “espiritual” (Hyslop, 1908, p. 377), foi adotada em meados do século pelo cónego anglicano Michael Perry, que escreveu “The Easter Enigma” : Um Ensaio sobre a Ressurreição com Referência Específica aos Dados da Pesquisa Psíquica (1959). Esta tese foi novamente levantada no final do século 20 por Phillip Wiebe, autor de Visões de Jesus (1997).
Esses e outros autores modernos argumentaram que as aparições de Jesus pós-ressurreição são experiências visionárias indistinguíveis dos relatos de CPMs ao longo da história (Hick, 1993, pp. 41-44; Maxwell & Tschudin, 1990, pp. 66-67, 78, 105). , 119, 150, 166, 168; Wiebe 1997, pp. 3-88

Estudo de William James / 4

Nele declarou corajosamente: Em certo sentido, a religião pessoal [atualmente denominada transpessoal ou espiritual] mostrar-se-á mais fundamental do que a visão teológica ou eclesiástica.
As igrejas, uma vez estabelecidas, seguiam a visão tradicionalista. Os fundadores de cada igreja, porém, deviam o seu poder original, à sua comunicação pessoal direta com o Divino.
Não apenas os fundadores sobre-humanos, o Cristo, o Buda, Maomé, mas todos os fundadores de seitas religiosas, estiveram neste caso. Então, a religião pessoal ainda deve